Notas iniciais
Feliz Natal lindos. essa história ainda vai longe. eu realmente gostaria de saber o que vocês estão achando dela e se quiser dar dicas fiquem a vontade.

Se Morgan não estava nervoso, a última semana não havia ajudado muito. Eles tiveram que voltar para casa sem Penelope e sem quase nenhuma pista concreta. O tal traficante tinha álibi forte para o momento do sequestro e fora as ligações de sempre, ele não estava envolvido.

O FBI assumiu o caso do sequestro de Penelope tirando das mãos da BAU por eles estarem envolvidos pessoalmente.

Hotch e Rossi se uniram com os outros para investigarem por conta própria. Eles encontraram a casa onde o Unsub havia mantido Penelope naquela semana, mas eles já tinham sumido.

Havia sangue e preservativos usados pela casa então eles já poderiam imaginar o que havia acontecido. Homens foram trazidos a delegacia, mas nenhum era suspeito o suficiente ou rico o suficiente para pagar um policial corrupto. Sem muita opção, eles tiveram que trabalhar em dois casos novos.

Quando iniciou a segunda semana desde o sequestro, Morgan pediu uma licença. Aquele lugar o fez ficar doente praticamente. Ele precisa se distrair.

— Você vai atrás dela, não vai Derek? – Perguntou Hotchner.

— Não tenho opção. – Respondeu Morgan. – Eu preciso achar ela.

— Porque não leva Rossi com você? – Perguntou Hotchner. – Ele pegou uma semana de folga também por saúde mental.

— E se eles desconfiarem? – Perguntou Morgan.

— Eles têm plena consciência sobre o estado que estamos. – Respondeu Hotch.

— Está certo. – Respondeu.

— Antes me conte o que encontrou. – Falou Hotchner.

— Um homem E uma mulher que bate com a descrição de Penelope foram vistos indo em direção ao sul. – Falou Morgan. – Ela pode estar submissa a ele agora.

— Porque acha isso? – Hotchner perguntou.

— Ela estava no banco do passageiro. – Respondeu Morgan

— Pode ser outra coisa. – Hotchner falou. – Se ela ficasse de trás alguém iria desconfiar. E se ela estiver sedada ele pode argumentar que ela estava cansada.

— O que afinal ele quer com ela? – Morgan se sentou com as lágrimas caindo.

— Ela. – Falou Rossi. – Era ela quem ele queria.

— Como assim? – Perguntou Morgan.

— Esse pacote chegou para você Derek. – Falou Rossi. – Pela caligrafia foi Penelope quem enviou. Talvez sob pressão. A caneta quase furou o papel.

Derek abriu o pacote. Havia um colar de coração em um cordão dourado. Dentro tinha um bilhete.

"Derek. Desculpe fazer você passar por isso. Não era a minha intenção. Ele é meu dono agora e eu sinto te magoar. Espero nos vermos em breve. Eu, você e meu bebê. Ps. Talvez você possa pegar as cartas do correio no meu apartamento e colocar no sofá onde a gente ficou a primeira vez. Não esqueça de dar comida para a Maryland. Ela é uma gatinha manhosa."

— Quem é Maryland? – Perguntou Rossi. – Uma gatinha que ela adotou?

— Uma pista. – Respondeu Hotchner.

— Porque ela se arriscaria em mandar uma mensagem? – Perguntou Derek. – Eu quero resgatá-la com vida, mas ela se arriscar não está no plano.

— Vale a pena conferir, Derek. – Falou Hotchner. – Diretor temos uma pista da agente Garcia. Precisamos de autorização para segui-la.

— Você já a tem agente. – Falou o diretor. – Vá e a traga com vida para casa.

Hotchner olho para Derek e Rossi.

— Quanto a minha licença, Aaron. – Disse Rossi. – Considere-a cancelada.

— A minha também. – Falou Derek. – Vamos regata-la.

Hotch chamou a equipe para as instruções. Kevin que estava ajudando nas análises foi convocado também.

— Muito bem, senhoras e senhores. – Falou Hotchner. – Nós temos uma pista de Penelope. E pretendo traze-la para casa logo.

— Onde ela está? – Perguntou JJ.

— Ela escreveu o nome Maryland como se fosse uma gatinha que ela adotou. – Falou Hotchner.

Emily ficou pensativa.

— Qual o problema Emily? – Perguntou Hotchner.

— Maryland. A irmã da última vítima encontrada disse que elas iam para Maryland sempre. – Respondeu Prentiss.

— Deveríamos olhar o traficante de novo. – Falou Reid. – Não é uma coincidência.

— Liguem para o correio e descubram de onde o pacote foi enviado. – Falou Hotchner.

Se houvesse uma pessoa que saiba mais sobre Finley, essa pessoa era Andrea, irmã de Carrie.

— Sim. – Respondeu a pessoa do outro lado da linha.

— Gostaria de falar com Andrea. – Pediu Hotchner.

— Ela desapareceu há uma semana, depois do enterro de Carrie. – Respondeu a moça que atendeu. – Eu me chamo Debora. Sou detetive de San Francisco.

— E eu sou o Agente Hotchner da Unidade de Analise comportamental. – Falou Hotchner. – Cuidei do caso da irmã dela.

— Quer dar um pulo até aqui? – Debora perguntou de repente.

— Porque? – Hotch respondeu com uma pergunta.

— Conhece alguma Penelope Garcia? – Ela perguntou.

— Minha agente sequestrada a duas semanas. – Hotch respondeu.

— Ha uma caixa de fotos escondida debaixo da cama de Andrea. – Debora falou. – Mulheres amarradas em camas, com cordas e uma lista de alvos

— E o que tem Penelope com isso? – Perguntou Hotch.

— Ela é a última da lista de alvos. – Debora respondeu.

— Estaremos aí o mais rápido possível. – Falou Hotchner.

Hotchner percebeu como ele tinha sido estupido. Ele percebeu que Andrea estava envolvida e provavelmente havia mirado e Penelope de propósito. E que talvez Finley fosse um bode expiatório ou alguém que a ajudava.

— Todo mundo no avião em trinta minutos. – Falou Hotch antes que qualquer outra pessoa falasse. – Vamos para São Francisco e depois para Maryland. E não me perguntem nada aqui.

Quando o avião levantou voo todos viram a expressão de raiva de Hotchner. Não sabiam o que o havia feito ficar daquele jeito, mas que muito provavelmente ele estrangularia alguém se o deixassem sozinho.

Emily se aproximou de Hotchner colocando a mão na dele.

— Emily. Não é hora. – Ele falou.

— Eu não me importo. – Ela falou. – Eu quero saber qual o motivo dessa raiva toda.

— Andrea Higgs. – Hotchner respondeu. – Ela está envolvida nisso tudo. Provavelmente Carrie foi sequestrada a mando dela. Finley deve ter ajudado com a irmã. Então ele viu que poderia fazer isso com mais vinte mulheres.

— 21 Corpos? – Emily perguntou alto.

— 21 Mulheres sequestradas, violentadas e assassinadas. – Falou Hotchner. – E serão 22 se não recuperarmos Penelope a tempo.

— Porque tem tanta certeza que Andrea está envolvida? – Perguntou Rossi. – Vamos lá Aaron. Eu ouvi a conversa.

— Liguei para ela para pedir ajuda com Finley. – Começou Hotchner.- E a detetive que atendeu disse que Andrea desapareceu depois do funeral de Carrie. E que ela encontrou uma caixa de fotos de mulheres, junto com uma lista de nomes.

— E quem comunicou o desaparecimento? – Perguntou Morgan.

— A detetive não disse. –Respondeu Hotch.

Parecia ter passado horas desde que eles saíram de Quantico e com certeza semanas que Penelope tinha sido levada. Eles não sabiam onde ela esteve por tanto tempo. Algo dentro de Morgan dizia que ela ainda estava em São Francisco apesar de pista de Maryland. E logo descobriria que isso era verdade.