Por você, Baby Girl.
42 Lar, doce lar.
Notas iniciais
Finalmente as 24 horas previstas para Penelope acordar acabaram e todos os agentes por perto se reuniram na borda da cama dela. Eles haviam matado Frank bem ao lado da cama dela então de algum jeito seria uma coisa que ela poderia riscar da lista de ameaças.
Derek pegou a mão de Penelope e colocou na sua. Ele descansou a cabeça no peito dela esperando. Ele estava quase dormindo quando sentiu as mãos dela apertarem as dele.
— Derek. – Ela conseguiu falar com o tubo na boca.
— Aguente um pouco Baby Girl. – Derek deu um beijo na testa dela. – Preciso do médico aqui agora. Ela está acordada.
— Em alguns minutos ele estará por aí. – Uma enfermeira respondeu pelo interfone do quarto.
— Aguarde, mãe. – Disse Derek a Penelope. – Eles já vêm.
Ela assentiu com a cabeça apesar de aquilo fazer parecer uma ação simples ser dolorida demais.
— Vejo que está acordada, Penelope. – Hotch não se importou com regras e deu um beijo na bochecha dela. – Nunca mais nos assuste assim.
Ela apenas viu os olhares dos outros.
— Penelope. – Derek se aproximou dela. – Baby Girl. Há uma coisa que você deve saber.
Ela olhou para ele, o que no momento era o que ela podia fazer.
— Nós matamos Frank. – Derek viu a cara de assustada dela.
Ela virou a cabeça para o lado onde Derek não estava, mas o tubo a impediu de chegar ao fim.
— Já foi limpo. – Rossi falou. –Assim como todo o mal que ele fez.
Ela olhou com uma cara de "obrigado pai" então seus olhos se arregalaram.
— Grace está segura. – Hotch falou quase como se adivinhasse. – Ela está com JJ e Emily com Henry, Jack e Joanne.
— E o nosso pãozinho estará protegido. – Derek pôs a mão na barriga dela.
Pãozinho? Que pãozinho?— Penelope queria falar, mas chamar o nome de Derek foi a única palavra que ela conseguiu com aquele tubo na boca.
— Devo dizer que estamos grávidos outra vez. – Derek falou.
— Penelope. – O médico chamou pelo seu nome quando entrou. – Fico feliz em ver você acordada. Vou tirar o tubo e verificar suas bandagens.
Maravilha. Ela pensou.
— Falar vai ter que esperar um dia ainda. – O médico falou. – Sua garganta precisa se acostumar com o ar naturalmente.
— Você consegue piscar? – Derek precisava se comunicar com ela de algum jeito. – Uma vez para sim, duas para não. Entendeu?
Ela piscou uma vez.
— Maravilha. — Derek exclamou. – Me diga onde dói.
Uma piscada. Sim.
— Maravilha. – O médico assumiu o lugar de Derek. – Dói aqui no braço?
Uma piscada. Sim.
— E o corpo? — médico precisa saber até onde a dor dela ia.
Novamente a única piscada.
— Eu vou tocar sua perna e você me diz se sente está certo? – O médico se mudou para a perna.
Sim. Ela piscou. Isso é tão humilhante.— Ela pensou.
— Está sentindo eu tocar na sua perna Penelope? – Gritou o médico.
Ela não queria gritar, mas quando ele tocou na perna ela tentou tirar a perna descobrindo que ainda tinha controle delas.
— Desculpe. – O médico se sentiu culpado por aquilo. – Eu sinto muito. Vou pedir um remédio para dor.
Ele saiu porta fora chorando. Hotch o alcançou no corredor.
— Eu realmente não queria ser tão estúpido, agente Hotchner. – Ele falou com uma culpa grande.
— Você não poderia adivinhar. – Hotch seguiu o médico até o consultório.
O médico pegou um remédio diferente.
— Acabou de ser aprovado. – Ele falou. – Ele diminui a dor e a deixa acordada para conversar.
Eles seguiram de volta ao quarto onde Derek confortava Penelope.
— Senhorita Garcia. – Ele entrou com a culpa. – Eu realmente sinto muito.
— Não é por isso doutor que ela está chorando. – Derek falou com tristeza. – Eu falei sobre a morte de Frank ter acontecido aqui ao lado.
— Vejo que não foi uma conversa fácil. – Ele aplicou o remédio. – Fique tranquila que seu bebê está seguro.
—Quanto tempo ela precisa ficar aqui? – Derek perguntou antes que ela falasse algo.
Meu herói. Ela pensou.
— Queremos garantir a gravidez da senhorita Garcia até o final. – Ele falou. – Um mês, talvez dois até completar os três meses seguros.
— Suponho que possa levar ela para um quarto diferente. – Hotch disse no que foi mais um pedido.
— Será feito. – O médico respondeu.
Quando ela foi tirada do quarto atual e levada ao novo ela sentiu que aquelas lembranças poderiam ficar finalmente enterradas para sempre.
Apesar de ainda ter que ficar por um mês no hospital, Derek ficaria sempre ao lado dela.
Grace chegou ao novo quarto com Rossi. Ela carregava a caixa que Rossi queria dar a Penelope.
— Do vovô. – Grace entregou a pequena caixa e deu um sorriso.
Ela ainda não podia falar, mas deu um sorriso para Grace.
— De nada, mamãe. – Grace falou quase adivinhando o que ela queria dizer.
Penelope abriu a caixa e tirou dela um pequeno enfeite de porta.
Nele estava escrito: Lar, doce lar.
— É para quando você voltar. – Rossi entrou no quarto com balões.
— Obrigado Dave. – Derek Respondeu por Penelope. – Bem acho que temos que contar a vocês dois.
— O quê? – Rossi estava ansioso.
— Nós estamos grávidos. – Derek falou sem rodeios.
— Eu vou ganhar um irmãozinho? – Grace perguntou.
— Talvez uma maninha. – Derek falou.
— Mais um netinho ou netinha. – Rossi estava com um brilho no olhar.
Ambos se abraçaram.
Um mês depois...
Penelope finalmente foi liberta do hospital. Ela estava feliz por voltar para sua casa. Derek havia ficado longe nos últimos dois dias em um caso em Ohio, mas já estava de volta para acompanha-la para casa. Ela iria ter uma surpresa.
Derek a pegou nos braços depois de dirigir para casa.
— Derek. Eu posso andar. – Ela tentou argumentar.
— Eu sei. – Derek deu um olhar sujo para ela. – Mas enquanto eu estiver por aqui você não vai. E eu quero que nosso bebê se acostume a ficar no nosso colo.
— Onde está me levando? – Penelope viu quando Derek passou pelo quarto dele e de Grace.
Ele a colocou na frente de uma porta.
— A gente pensou em fazer algo mais simples até o Reid se animar demais com a decoração. – Derek tentou disfarçar a risada. – Pelo jeito BoyWonder quer filhos então ele ajudou como se tivesse fazendo para seu próprio filho.
Derek abriu a porta do quarto.
— Eu sei que a surpresa é sobre o sexo do bebê então fizemos em cores claras. – Derek conduziu Penelope pelo quarto. – Espero que goste.
Ela entrou e um sorriso gigante se instalou nela. Ela entrou e se aproximou do berço a sua frente.
— Mandamos fazer especialmente para o bebê. – Derek falou. – David ficou tão satisfeito com o resultado que fez um para a casa dele.
— Sinto que esse bebê tem duas casas agora então? – Penelope falou.
— Vai ser um bebê de sorte. – Derek a puxou para um beijo. – Grace tem um quarto lindo que David fez para ela. Nesse mês que você ficou no hospital ela praticamente morou lá com ele.
— Fico feliz que eles se dêem tão bem. – Falou Penelope. – Esses últimos meses foram intensos.
— Você está linda, mesmo aos três meses de gravidez, deusa. – Derek a abraçou.
— E você continua quente. Hot Stuff. – Ela sussurrou no ouvido de Derek.
— Não provoque Deusa. – Derek disse baixinho. – Quando esse bebê nascer você vai ter sua punição.
— Estou aguardando. – Ela disse e deu uma risada.
Cinco meses depois...
Penelope estava se sentindo extremamente inchada. Aos oito meses de gravidez ela esperava que ela pudesse voltar a ser mais ágil. Ela abriu mão dos saltos, as roupas coloridas foram substituídas por roupas de grávida. Não que ela reclamasse, mas aquela não era ela.
Derek tinha sido um amor na vida dela e do bebê que nem nasceu. Ele transferiu o quarto do casal para a parte de baixo da casa, um lugar longe de escadas e com acesso rápido a saídas. Agora ela usava uma cadeira de rodas quando ia ao BAU porque era difícil de caminhar com a barriga imensa.
Ela e Derek foram para o último ultrassom antes do bebê nascer. Eles chegaram ao ginecologista e encontraram Spencer e Maeve por lá. Não era segredo na agência que Reid queria ter filhos, mas eles não sabiam que seria rápido.
— Consulta? – Perguntou Derek para Spencer que tinha uma cara de bobo.
— Pode se dizer assim. – Ele respondeu.
— Conte-me SuperGênio. – Exigiu Derek.
— Eu queria ser pai. – Spencer não conseguia encontrar as palavras certas. – E eu não sabia que seria tão boa a sensação, sabe?
— Quer dizer que vamos ter mini gênios espalhados? – Derek fez questão de falar alto.
— Derek. – Spencer tentou fazer o amigo falar baixo. – Não tão alto.
— Derek Morgan? – Uma enfermeira chamou Morgan.
— Sim? – Derek se apressou em levantar. – Está na hora?
— Na verdade tem outra coisa. – Ela tentou não esconder sua surpresa.
— Estou indo. – Ele se levantou da poltrona. – Felicidades BoyGênio.
— Obrigado. – Reid falou entre uma olhada e outra no dicionário de nomes.
Derek se precipitou na sala de Ultrassom. Nas ultimas consultas Penelope não havia permitido Derek. O que poderia significar duas coisas segundo ele: ou ela não queria que ele visse o bebê antes do tempo ou algo sério mudou depois da última ultrassonografia e ela queria ver.
— Doutor. – Derek bateu na porta do consultório.
— Sente-se. – O médico indicou a cadeira. – Quanto você recebe de salário?
— Desculpe? – Derek estava surpreso com a pergunta.
Foi no quarto mês que Penelope foi a consulta sozinha depois que Derek precisou sair em um caso e desde então ela não o permitiu mais.
— Porque saber o quanto eu ganho importa? – Derek estava curioso.
— A senhorita Garcia me disse que não deixou você vir depois do quarto mês e eu mesmo percebi. – O médico começou. – Acho que ela tem medo da sua reação.
— Há algo errado com Penelope ou com o bebê? – Derek estava com medo de verdade agora.
— Agente Morgan. Penelope está grávida de gêmeos. – O médico falou.
Derek o olhou com uma cara assustada. Ele teve que tomar um pouco de ar. Ele não conseguiu uma palavra naquele momento. E sinceramente ninguém conseguiria.
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