Notas iniciais
Algumas amizades as vezes se tornam romances inexplicáveis.

Penélope Garcia aproveita as acomodações do jato privado do BAU. Foi uma dessas raras ocasiões em que Garcia viaja com a equipe para trabalhar em um caso, ela geralmente preferiu trabalhar em sua zona de conforto no seu escritório em Quântico, onde ela trabalha com as análises técnicas. No entanto, ela perguntou a Hotch se ela pudesse viajar, já que este caso está em San Francisco, sua cidade natal.

— O que nós temos? — Reid perguntou.

— Rachel Hawke, 27, foi encontrada morta perto da Baía de São Francisco. A causa da morte foi estrangulação com cordas. — Falou JJ. — Ela foi declarada desaparecida por sua irmã há nove meses. Um casal encontrou seu corpo na semana passada.

Prentiss vê as fotos da cena do crime de outra vítima.

— Janice Donovan foi declarada desaparecida há dois anos e, então, cerca de treze meses depois foi encontrada no rio Sacramento com as mesmas marcas de cordas. – Prentiss fez uma pausa para respirar. — Outra vítima também foi encontrada no rio Sacramento sete meses depois de Donovan ... Rita Gogan.

Prentiss passou para Reid os arquivos do caso.

— Todas as vítimas estão no final dos anos vinte. Todos eles eram solteiros no momento de cada seqüestro. – Reid parecia ter algo sobre aquele perfil. — A parente mais próxima de Rachel Hawke é sua irmã, no entanto Rita e Janice não tinham parentes vivos apenas um grupo muito pequeno de amigos do trabalho.

— Morgan. — Disse Hotchner, olhando para a direção dele. — Você e Reid vão visitar Diane Hawke. Rachel estava morando com ela no momento do seu desaparecimento. JJ e eu iremos ao escritório do forense para examinar o corpo de Rachel. — Ele olha para Prentiss. — Você ficará com Garcia e ajudará ele a se instalar no escritório do San Francisco PD.

— Certo, senhor. — Garcia com um sorriso alegre, digitando o recém-adquirido Apple Macbook.

Morgan riu para si mesmo.

— Eu nunca vi você excitado antes com um caso, Baby Girl. – Morgan deu um sorriso indecente para ela.

— Oh, meu doce Adônis, estou entusiasmado com o caso. — Disse Garcia. — Embora eu adoro passar estes momentos encantadores com vocês, meus amores, eu simplesmente amo este novo laptop.

— Você sabe que esses são apenas computadores com preços excessivos. — Rossi disse.

— Sim, mas vale a pena. — Garcia disse.

Derek Morgan e Spencer Reid conduzem a casa de Diane Hawkes em Bernal Heights, São Francisco. Morgan foi diretamente do aeroporto internacional de São Francisco, que estava a apenas quinze minutos de carro.

— Você sabia que Bernal Heights também é chamado de" Nanny Goat Hill ", teve sua origem com a concessão de terra mexicana Rancho Rincon de las Salinas e Potrero Viejo de 1839 a José Cornelio Berna. — Reid explica. — Bernal Heights permaneceu subdesenvolvido, até o terremoto de São Francisco de 1906.

— Interessante. — Morgan disse enquanto saiu da SUV alugada. — Mais alguma coisa, garoto bonito?

— Ah, bem ... algumas das pequenas casas de terremoto — que a cidade construída para abrigar refugiados do terremoto — sobrevivem até hoje, incluindo três que foram movidos até Bernal Heights. Durante a Segunda Guerra Mundial, a área viu outro aumento da população, incluindo muitos Famílias afro-americanas graças à sua proximidade com o estaleiro Naval de São Francisco no Hunters Point. — Reid se aproxima enquanto caminham até a porta da frente.

— Este é um bairro agradável. — Morgan murmura para si mesmo. Ele bate à porta algumas vezes antes de alguém abrir.

Diane Hawke tinha no início dos anos vinte, seu cabelo moreno escuro estava desordenado, como se não fosse cuidada por dia. Seus olhos tinham bolsas escuras e pesadas, sugerindo que ela estava tendo problemas com o sono.

— Sim? — Ela respondeu.

— Eu sou Derek Morgan e este é Spencer Reid. Estamos com o FBI. BAU-

— BAU? — Diane pergunta.

— Sim, é uma abreviação de Unidade de Análise Comportamental. — Reid explicou.

— Você está aqui sobre Rachel? Você encontrou seu assassino? — Diane perguntou esperançosa.

— Um ... senhora, podemos falar com você dentro da casa? — Morgan pergunta.

Diane acena ligeiramente com a cabeça.

— Sim, entre. – Ela fez sinal para os agentes entrarem. — Eu simplesmente não posso acreditar que ela se foi. — Diane disse, olhando sua xícara de café morno. Ela usava uma túnica cinza com manchas no lado direito. — .... Seu aniversário era em nove dias e eu planejei uma festa de aniversário surpresa. Agora eu tenho que fazer arranjos de funeral. Você tem algum irmão?

Reid balançou a cabeça.

— Não, sou filho único. – Ele respondeu.

— Eu tenho três irmãs. Não sei o que faria se eu as perdesse. — Derek disse com simpatia.

— Nossos pais morreram em um acidente de carro há sete anos. — Diane disse. — Ela era tudo o que eu tinha no mundo.

— Sra. Hawke, antes de sua irmã ter desaparecido, estava tendo problemas no trabalho? Alguém a estuprou? — Reid perguntou

Ela pensou por um momento e depois sacudiu a cabeça.

— Não, todos a amavam no trabalho. Como garçonete ela fazia o suficiente para ajudar com as contas.- Diane respondeu intrigada.

— Você tem certeza? — Morgan perguntou.

— Bem ... talvez, talvez um mês ou dois antes de desaparecer ... começamos a enviar flores para nós como todas as sextas-feiras. Foi dirigida a Rachel. – Respondeu Diane.

— A pessoa deixou uma nota? – Perguntou Morgan.

— Não, era estranho. Eu sabia que aquelas flores eram Rachel porque eram de tipo favorito: lírios. – Falou Diane.

— Obrigado senhorita. – Falou Morgan.

Ele e Reid saíram da casa.

— No que está pensando? – Perguntou Reid vendo a expressão do agente.

— Algo te parece familiar? – Morgan falou enquanto entrava no carro.

— Fora o fato do pai delas ter morrido em um acidente de carro e de enviarem lírios, nada me parece familiar. – Respondeu Reid.

— É exatamente isso Reid. – Falou Morgan. – Acidente de carro, lírios, extremamente determinado em seu trabalho.

— O que você quer dizer? – Perguntou Reid.

— Estou com um mal pressentimento sobre esse caso. Sei lá. – Falou Morgan ligando o carro.

JJ e Hotch estavam no escritório do legista.

— Posso dizer que elas sofreram antes de morrer. – Falou o legista.

— Sinais de violência sexual? – Perguntou Hotch.

— Por causa Do local úmido não conseguimos obter um DNA bom para uma verificação, mas sim. Elas foram abusadas. – Respondeu o legista.

JJ estava encarando a vítima mais recente.

— Algum problema JJ? – Perguntou Hotch vendo a expressão da agente.

— Eu não consigo identificar. – JJ respondeu.

— Identificar o que exatamente? – Hotch perguntou.

— Não saberia te dizer. – Ela respondeu.

— Quer dividir sua teoria comigo? – Hotch perguntou.

— Olhe para ela. – Falou JJ. – Quem ela te lembra?

— Agora que você mencionou... – Hotch falou. – Ela me lembra...

— Lembra quem Aaron? – Perguntou JJ, encorajando o agente.

— Ela lembra Penelope. – Falou Hotch.

Os agentes se olharam.

— Talvez seja uma coincidência? – Hotch perguntou.

— Talvez um aviso? – JJ fez sua pergunta.

— Doutor. – Hotch virou-se para o legista. – Você teria alguma foto de como elas chegaram aqui?

— Talvez no arquivo da polícia, agente. – Falou o legista.

— Mas você não tem uma cópia? – Perguntou Hotchner.

— O escritório da policia disse que eu não deveria ter uma cópia das fotos da cena de crime. – Falou o legista. – Disseram que os corpos seriam o máximo que eu poderia ver.

— Você tem as roupas delas? – Hotch perguntou.

— Nas caixas "A", "B" e "C". – O legista apontou para três caixas.

— Obrigado. – Disse Hotchner pegando as caixas. – JJ, me ajude aqui.

JJ pegou as caixas que restavam. Eles abriram uma a uma as caixas com as roupas.

— Elas vestiam isso? – Hotchner perguntou.

— Acho que a gente tem um sério problema. – Falou JJ.

— Qual o problema com as roupas? – Perguntou o legista.

— Temos uma analista técnica e ela usa roupas alegres também. – Respondeu Hotchner.

— Já falou com Prentiss ou Penelope? – Perguntou JJ.

— Elas foram com o oficial até a delegacia. – Falou Hotchner. – Prentiss ficou de ligar quando chegassem lá.

Na estrada...

— Quando chegarmos na delegacia, Pen, vamos montar nosso equipamento. – Falou Prentiss. – Ei. O que foi?

— Nada. – Penelope estava distraída.

— É por causa do Morgan? – Perguntou Prentiss.

— Nós tivemos uma briga. – Penelope falou. – Antes da viagem.

— Ele não queria que você não viesse. – Falou Prentiss.

— Ele disse que poderia ser perigoso. – Falou Penelope.

Algumas horas antes...

Morgan entrou nervoso no escritório de Hotchner.

— Você não pode permitir. – Morgan gritou. – Não pode deixar ela ir com a gente.

— Morgan. Ela precisa de trabalho de campo de vez em quando. – Falou Hotchner. – Assim ela toma um pouco de sol e nos ajuda.

— Esse cara mata mulheres. – Morgan tentou argumentar.

— Morgan. Já tivemos muitos Unsubs matando mulheres. – Respondeu Hotchner. – Só porque você não consegue decidir o que sente por ela não quer dizer que ela deva ser privada de trabalhos.

— Hotchner. – Falou Morgan. – Eu sinto amizade com a Penelope. Mas eu me preocupo com ela.

— Derek. – Falou Hotchner. – Eu decido aqui. Penelope vem conosco nessa viagem e ponto final.

— Quem vai ficar com ela? – Perguntou Morgan.

— Prentiss pode ficar com ela. – Respondeu Hotchner.

— Eu tenho um mau pressentimento. – Falou Morgan saindo.

No aeroporto...

— Penelope. Você sabe muito bem que eu não queria que você viesse junto. – Falou Morgan quando viu Penelope com a mala de viagem.

— Derek. – Ela falou. – Eu não preciso que você me diga o que eu deixo ou não de fazer.

— Penelope por favor. – Derek tentou apelar. – Não vá com a gente.

— Eu preciso de sol. – Penelope entrou no avião deixando Derek sozinho.

— Derek. – Falou Rossi. – Você tem que deixa-la vir.

— Eu tenho medo Rossi. – Falou Derek. – Esse caso é diferente.

— Se qualquer coisa acontecer ela saberá que estaremos para ela e com ela. – Falou Rossi.

— Espero que esteja certo. – Falou Derek.

Agora...

— Onde estamos indo? – Perguntou Prentiss ao ver a estrada que o oficial pegou.

— Um pequeno atalho. – O oficial respondeu.

— Um pequeno atalho? – Penelope se assustou. – Estamos num penhasco!

— Podem ficar tranquilas. – Falou o oficial.

Ele fez uma curva fechada e quase caiu do penhasco.

— Ligue para Hotch. – Falou Penelope.

Prentiss tirou o telefone.

— Prentiss onde você está? – Perguntou Hotch quando viu o nome de Emily no telefone.

— Nós estamos em um...

— Emily? – Hotch se desesperou.

Ele ouviu o som de algo caindo e depois vozes.

— Peguem e deixe a outra. – Falou uma voz.

— A loira? – Perguntou outra.

— É apenas ela que interessa. – Falou uma terceira.

— E a morena? – Perguntou a primeira voz.

— Deixa ela ali mesmo. – Falou a segunda voz.

A linha ficou em silêncio outra vez.

— Emily? – Perguntou Hotch depois de ouvir uma arrancada.

— Aaron? – Emily acordou ao ouvir o chamado de Hotchner.

— Você está bem? – Perguntou o agente.

— Minha cabeça dói. – Ela respondeu.

— E Penelope? – Perguntou JJ.

— Eu não sei. – Respondeu Emily. – Ela... Ela sumiu. – Emily conseguiu se sentar. – Hotch eles a levaram.

— Você sabe onde está? – Hotchner tentou manter a compostura.

— Em uma estrada afastada. – Respondeu Emily. – Ele jogou o carro no barranco.

— Tem mais alguém ferido? – JJ perguntou.

— O oficial está morto. – Respondeu Emily.

— Estamos indo busca-la. – Falou Hotch desligando o telefone.

Ele e JJ estavam no corredor do necrotério ainda. Sentados. Em pânico.

— Você tem que contar ao Morgan. – Falou JJ.

— Ele disse que não tinha uma sensação boa sobre esse caso. – Falou Hotchner. – Talvez se eu tivesse ouvido ele...

— Não pode se culpar. – Falou JJ. – Nenhum de nós pode se culpar.

— Ela quis vir junto para ter mais serviço de campo. – Falou Hotch. – E eu fui o egoísta e pedi para ela vir junto.

— Antes de qualquer coisa temos que falar com o resto da equipe e resgatar Emily. – Falou JJ levantando. – Vamos Aaron.

Hotchner se levantou e seguiu JJ. Eles não sabiam como Morgan iria reagir.

Morgan estava a caminho da delegacia quando pisou no freio.

— Qual o problema, Derek? – Perguntou Reid.

— Um aperto no peito. – Falou Morgan.

— Está tendo um ataque? – Reid se assustou.

— Algo como se uma flecha atravessasse o peito. – Respondeu Morgan.

— Você e jovem para um ataque. – Falou Reid.

— Tem uma coisa errada. – Morgan discou para Hotchner, mas caiu na caixa postal. – Tem algo errado Reid.

Morgan acelerou até a delegacia. A sensação no peito aumentava cada vez mais.

Notas finais
Digitar no celular pode ser complicado. Eu realmente não achava que a história poderia ter erros grotescos por causa do corretor. Mas já está corrigida.