Por você, Baby Girl.

49 Bancando o herói


Depois de dirigir por cerca de meia hora atrás do carro suspeito com base em uma descrição de placas pela mulher da loja, Penelope e Derek finalmente conseguiram chegar à casa do homem.

Eles já haviam pedido a ajuda de Hotch para pedir ajuda as autoridades locais e deixarem eles agirem no país. Eles estacionaram com cuidado na porta e rezaram para que ela estivesse por lá.

Derek abriu o portão com todo o cuidado que conseguiu pensar. Ele estava com sua arma e distintivo do FBI que agora tinha validade no país.

— Ninguém virá. – O homem falou para Alice amarrada na cadeira.

— Eu sei disso. – Alice estava triste. – Apenas me deixe ir.

— Qual é? – O homem se afastou rindo. – Eu levei dois anos para te encontrar. Eu fui preso por sua causa.

— E ainda deveria estar. – Alice respondeu. – Deviam ter jogado a chave fora. – Ela tentou se soltar, mas só conseguiu um tapa na cara.

— Acho que foi sorte. – Ele começou. – Você e eu naquele lugar.

— Eu acho que você estava me seguindo. – Alice olhou para a janela e viu Derek.

Ele por sua vez colocou o dedo nos lábios sem fazer nenhum som. Ele estava com sua arma e estava pronto para fazer qualquer movimento. Derek olhou para Penelope com uma arma auxiliar. Ele a olhou confuso de como ela havia conseguido aquela arma.

— Vamos começar. – O homem colocou o CD para tocar e a se movimentar ao redor de Alice.

Ela continuava olhando para a Janela, tentando não sentir o nojo daquele homem. Derek fez sinal com a mão e chutou a porta com toda a força que conseguiu pensar. Alice se atirou no chão batendo a cabeça no processo e apagando.

O homem virou contra Derek.

— Quem diabos é você? – O homem gritou apenas ganhando um olhar confuso.

— Ponha arma chão. – Derek arriscou em português.

— Eu não faço idéia de quem você seja. – O homem sabia falar inglês. – Mas eu vou matar você.

Ele apontou a arma para Derek e sentiu algo na própria cabeça.

— De que viela você saiu? – Ele recuou quando sentiu o gatilho da arma de Penelope contra a própria cabeça.

— Deixa garota paz. – Penelope respondeu. – Eu vou contar cinco segundos para tirar a arma do meu esposo ou então eu mesma vou atirar nessa sua cabeça de maça.

— Pera moça. – O homem tentou ser irônico.

— O que disse? – Penelope apertou a arma mais para a cabeça do homem.

— Quando você aprendeu a usar armas Baby Girl? – Derek estava em parte assustado e em parte feliz.

— Agora não Derek. – Penelope falou. – Então senhor. O que vai ser?

O homem apenas baixou a arma. Derek tirou suas algemas que ele tinha trazido para a brincadeira, mas acabou usando para pegar um assassino.

— Sabia decisão. – Penelope travou o gatilho outra vez, colocando a arma no tornozelo.

— Baby Girl perigosa. – Derek brincou.

— O porte de arma era uma surpresa. – Penelope falou. – Estou a quatro meses treinando. Uma pena que nosso amigo não deixou eu atirar nele.

— Você ia atirar em mim? – O homem estava de frente para Derek.

— Acredite quando eu digo que ela faria. – Derek viu alguns policias.

Ele entregou o homem e verificou Alice depois de tirar as restrições.

— Liguei para Hotch e ele vai providenciar que ela viaje conosco. – Derek falou. – Ela vai trocar de nome e virar uma funcionária dos recursos humanos por enquanto.

— Hum... Mais cinco minutos. – Alice se virou e Derek deixou um sorriso escapar.

— Você tem um avião para pegar. – Penelope a ajudou a se levantar.

— Avião? – Alice se levantou rápido. – Não pretendo viajar.

— A polícia te colocou na proteção a testemunha. – Derek respondeu. – Se ele sair ele vai te encontrar e te machucar.

— E minha família? – Alice tentou se levantar sozinha, mas a tontura atingiu. – Esqueci que bati a cabeça.

— Eles vão falar para eles depois que formos embora. – Penelope passou um vestido para Alice. – Aproveite a viagem.

Eles chegaram ao aeroporto e embarcaram. Derek cancelou as reservas com tristeza. Ele realmente queria aproveitar Gramado e nem eles saíram de Caxias do Sul e já estavam voando de volta para os Estados Unidos.

Mas a causa era boa demais e Derek poderia apresentar a garota para Rossi.

Sim ela era nova demais, mas poderia ajudar com alguns problemas de computação já que ele era totalmente desatualizado com isso. Ele provavelmente amaria a garota pela habilidade de digitar rápido o suficiente para terminar livros em alguns dias.

Penelope estavam olhando um para o outro.

— Quando conseguiu o porte de armas? – Derek finalmente conseguiu perguntar.

— Algumas semanas. – Penelope Respondeu. – Depois de tudo o que passamos nos últimos anos eu realmente achei que fosse hora de conseguir uma para mim.

— Eu ainda consigo ver aquelas noites. – Derek abraçou Pen.

— Você não é o único Hot Stuff. – Ela falou.

— Como chegamos até aqui? – Derek olhou para o céu. – Quer dizer. A gente passou muita coisa.

— Noites sem dormir. – Penelope deixou sua mente voar até o primeiro dia em que ela estava finalmente em casa depois de ser resgatada e ficar em coma.

Alguns anos antes...

Derek a colocou na cama se certificando que ninguém os estava observando. Depois que Penelope saiu do coma alguns dias antes ele tomou todos os tipos de medidas que ele conseguia se lembrar. Botão de pânico, trancas extras. Apenas uma cópia de suas chaves sempre penduradas em sua pasta por um cadeado seguro. Se era exagerado ele não queria opiniões.

Ela já havia aceitado se casar com ele, pelo menos no civil, o que deixou Derek tão feliz quanto um menino que ganha seu primeiro dólar. Ele havia pedido a JJ e Emily que comprassem algo branco e novo para essa cerimônia. Não queria pressionar, mas quem sabe o que eles teriam que enfrentar.

Morgan acordou feliz enquanto Penelope ainda dormia com o efeito dos remédios para dor e coquetéis anti-HIV.

Ela parecia estar em um pesadelo daqueles realmente pesados porque Derek sentiu a necessidade de correr ao seu lado e segura-la. E foi o que ele fez. Largou tudo o que tinha pretendido fazer e correu para ela se esquecendo que não havia nada em seu corpo no momento.

— Ei. – Derek envolveu os braços nela. – Eu vou ficar aqui Deusa.

Ele sentiu que ela se agitou mais. Deveria ser um sonho horrível mesmo. E depois de tudo o que ela passou talvez fosse justo ela se sentir assim.

Derek juntou ela mais perto. Ele continuava sem nada e pensou que colocando uma roupa ela se acalmaria. Ele rapidamente alcançou uma roupa de baixo e vestiu. Acrescentou uma camisa e voltou a pegar Penelope em seus braços.

Ela estremeceu e abriu os olhos e olhou para Derek que a olhava sem parar.

— Desculpe. – Ela falou baixo. – Eu não queria parecer fraca.

— Foi ele que disse que você seria fraca por ter pesadelos? – Derek ficou de coração partido. – Se ele não estivesse morto eu mesmo o mataria.

Mas eu sou fraca e deixei ele me levar. – Ela parecia se culpar por tudo aquilo. – Talvez eu devesse voltar para a minha casa e....

— Talvez eu possa ficar lá junto com você. – Derek completou. – Acredite em mim Deusa. Eu nunca trocaria você, nem mesmo se você passar por mil estupros. – Derek parou. – O que eu realmente não quero que aconteça. Não foi sua culpa o que ele fez. Aliás, não é culpa de nenhuma vítima de estupro.

—Então você ainda me ama? – Penelope perguntou para Derek.

— Com certeza. – Derek beijou Penelope nos lábios. — Deus, mulher. O que você tem nesses lábios que são tão doces?

— Talvez seja você. – Ela beijou Derek dessa vez. – Você tem gosto de chocolate.

— Não provoque. – Derek riu.

— Você quer filhos Derek? – Ela perguntou de repente, quase se arrependendo da pergunta.

Derek apenas sorriu para ela e ela abaixou a cabeça triste. Ele por sua vez se chutou.

Bem Derek agora você fodeu com tudo.— Ele pensou. Ele a envolveu em seus braços. – Talvez seja a hora se você não foder de novo, Derek. Apenas diga a palavra.

Ele deu um beijo na testa de Penelope enquanto o silêncio pairava pelo quarto.

— É claro que eu quero ter filhos com você. – Derek finalmente conseguiu encontrar as palavras. – Quem sabe fazer nosso próprio time misto de futebol.

Ela olhou para ele confusa.

— Mesmo depois de tudo o que aconteceu? – Ela disse com culpa.

— Ainda mais agora. – Ele a ajudou a se sentar na sua cadeira. – Eu tenho uma surpresa para você hoje.

— Surpresa? – Ela falou com igual surpresa.

— Eu vou tornar você a mulher mais feliz do mundo hoje. – Derek Apenas disse com malicia. – JJ E Emily vem aqui em poucas horas com tudo o que você precisa e então elas vão levar você.

Derek se abaixou na frente dela e pegou as mãos dela, igual ao dia que ela saiu do hospital.

— Vamos nos casar? – Ele foi direto com ela. – Hoje. Sem festa mesmo, no civil, apenas para oficializar tudo isso.

— Posso usar algo branco? – Penelope perguntou com medo da resposta.

— Branco e com rendas. – Ele respondeu.

Emily e JJ chegaram com o vestido que Derek pediu. Era lindo, de princesa e do jeito que Penelope iria realmente amar. Elas a levaram para um maquiador fazer uma maquiagem especial e depois compraram um buquê de rosas brancas amarradas com uma fita cor de rosa.

Elas logo chegaram ao cartório, onde os meninos as aguardavam. Derek, Hotch, Rossi e Reid em seus ternos. Penelope pediu que Hotch e Emily fossem seus padrinhos de casamento, enquanto JJ e Reid foram de Derek.

Quando o homem disse as palavras mágicas "estão oficialmente casados" Derek Levou Penelope em seus braços. Derek atravessou a porta do apartamento com Penelope em seus braços. Ele queria aproveitar toda a vida com ela, mas alguém já tinha outros planos.

Hoje...

— Você vai me amar? – Penelope questionou Derek depois de chegarem em casa.

— Para todo o sempre. – Derek deu outro beijo em Penelope. – Para todo o sempre.