Por você, Baby Girl.
40 Alaska.
Notas iniciais
Eles estavam em um caso no Alaska. Era basicamente fácil, mas eles precisavam de Penelope com eles para manter uma linha de sinal. Ela deu telefones via satélite para cada um e ficou processando arquivos e bancos de dados durante toda a noite. Kevin estava com ciúmes dela dormir no mesmo quarto que o incrível Derek Morgan. Ela conseguiu que Kevin sossegasse.
Então o sinal do telefone acabou e viu a perda de sinal no computador. Ela havia perdido o sinal do satélite. Encontrando sua lanterna na bolsa saiu para a escuridão do local para consertar o problema. Tirou uma das peças e o sinal voltou. Ela se virou ao ouvir o barulho de algo batendo e então olhou para frente.
Mesmo com medo e sem pensar em mais nada ela seguiu com sua lanterna para mais longe do receptor e sem tempo de chamar Derek ou Hotchner. Ela apenas seguiu escuridão a dentro. Ela se virou para um terreno desocupado e mirou sua lanterna para um homem a sua frente ajoelhado sobre um corpo. Ela queria correr, mas suas pernas não fizeram isso até o homem sair correndo pelo outro lado.
Em vez de se virar e correr para longe dali ela se viu correndo para perto do homem caído no chão com a barriga aberta. Ela pressionou o ferimento e começou a tranquilizar o homem a sua frente. Ela sentiu o homem morrer e então ela ficou em pânico.
— Socorro. – Ela gritou na esperança que alguém a ouvisse. – Tem um homem ferido.
Ela queria fugir. Ela queria estar em sua cama, sua casa, seus bichinhos de pelúcias. Ela perdeu o espaço de tempo em que ela estava. Derek apareceu por trás dela junto com Hotch e Rossi e com gentileza a puxou para longe do corpo. Hotch e Rossi ajudaram Morgan a levar ela do corpo agora morto enquanto ela soltava lágrimas.
Hotch a colocou sentada em uma pedra e Rossi nunca havia visto Penelope chorar daquele jeito. Ele simplesmente ficou parado, sem saber como ajudar.
— Derek. – Hotch chamou o agente abraçado com Penelope. – Leve ela daqui. Ajude-a a limpar esse sangue e descubra o que ela sabe com cuidado.
Ela tentou lutar contra o desejo que cair, mas estava realmente esgotada e quando levantou ela sentiu que o mundo escurecia ainda mais. Penelope conseguiu sentir mãos a segurando, mas estava mais preocupada em dormir. Derek a colocou em seu colo, pegando as pernas e a levando para o hotel, ao mesmo tempo que Reid e Emily se aproximavam com o xerife.
Derek a colocou no sofá esperando que ela voltasse a s e quando o fez ele simplesmente deu um copo de água. Ele a assistiu tomando a água em pequenos goles. As mãos cheias de sangue fizeram Derek se martirizar por alguns minutos.
Ele queria envolver ela em um abraço tão protetor quanto podia, mas ele precisava fazer perguntas a ela. Havia dias que ele simplesmente odiava no emprego e agora que Penelope presenciou um assassinato, bem, ele realmente odiou.
— Acha que ela vai ficar bem? – Rossi estava preocupado com Penelope.
— Não é como se Penelope visse isso o tempo todo. – Hotch falou.
— Mas acha que ela vai ficar bem? – Rossi insistiu na pergunta.
— Sinceramente? – Hotch perguntou. – Vai levar tempo para Penelope esquecer isso tudo.
Eles voltaram a se concentrar na cena de crime a sua frente.
Hoje...
— Derek. – Hotch tentou chamar o agente ao seu lado. – Deixe eles trabalharem. – Hotch literalmente puxou Derek para longe.
— Por favor! – Derek gritou enquanto Hotch o puxava para fora. – Não a deixem morrer.
Quando ambos os agentes saíram as portas foram fechadas e Derek sentiu uma rachadura no chão. Não havia nada lá, mas ele sentiu o chão se abrir a sua frente.
— Estávamos tão perto. – Derek murmurou. – Estávamos tão perto de ter outro bebê.
— Ela estava grávida? – Hotch percebeu que o médico não falou isso.
— Estávamos prontos para um novo exame de gravidez. – Derek falou. – Os enjoos de manhã, desejos por algumas coisas diferentes.
— O médico não falou sobre gravidez. – Hotch disse.
Enquanto isso, no quarto...
— Carregue outro rápido. – Ordenou o médico. – Lembra que ela não deve ficar sem ar muito tempo.
Havia enfermeiras pelo quarto todo tentando ajudar, enquanto dois faziam os procedimentos com o médico de plantão.
— 360. – O médico pegou as pás. – Afastem-se agora.
Ele deu outro choque em um intervalo de 30 segundos.
Então os bipes voltaram.
— Bom trabalho pessoal. – O médico falou. – Chame o Agente Morgan e o agente Hotchner de volta. E mande levar a menina para casa.
A enfermeira saiu do quarto abrindo as portas como se disse para todo aquele mau olhado sair. Os raios de sol entraram uma vez que uma janela grande dava para o quarto de Penelope. O quarto ficou claro como se eles estivessem no lado de fora.
Era realmente um bom dia.
Derek e Hotch voltaram para o quarto enquanto Rossi levou Grace para a casa dele.
— A mamãe vai ficar bem? – Grace perguntou antes de dar a mãozinha para Rossi.
— Alguma vez sua mãe desistiu de alguma coisa? – Rossi falou com um sorriso nos lábios lembrando de várias situações.
— Não vovô. – Grace respondeu fazendo Rossi estar cheio de amor.
— Então não vai ser dessa vez Grace. – Rossi pegou a menina em seu colo e a levou para os ombros. – Vamos para a minha casa e você vai comer a melhor omelete que já provou em toda a sua vida.
— Melhor até que a da mamãe? – Grace perguntou faceira nos ombros de David.
— Há controvérsias. – Rossi disse se divertindo.
— Hum vovô? – Grace chamou o agente.
— Sim amor. – Rossi falou. – Qual o problema?
— Podemos parar para comprar sorvete? – Grace perguntou. – Sei que não é exatamente hora de chocolate, mas eu realmente preciso.
— Porque precisa de chocolate agora? – Rossi perguntou para Grace ainda nos ombros.
— Sabe. O tio Reid disse que chocolate traz felicidade. – Grace respondeu inocente.
— Certo. – Rossi abaixou a garotinha. – Vamos comprar o maior que tiver.
— Feito. – Grace saiu correndo na frente dele e entrou no carro.
— Coloque o cinto. – Rossi instruiu a pequena. – Vamos em segurança até lá.
David não pode deixar de ver um espelho de Penelope em Grace. Ele acelerou o carro em direção a sorveteria. Havia afinal um espaço para um sorvete.
Derek e Hotch estavam na porta do quarto de Penelope esperando um comando do médico para enfim entrarem.
Era como se ela estivesse em pé ao lado e Derek e Hotchner. Por mais que ela tentasse tocar neles, suas mãos pareciam presas ao corpo.
Ela caminhou pelo quarto da UTI se vendo deitada naquela cama dura de hospital.
— Derek. – Penelope gritou para seu marido. – Aaron.
Não houve nenhuma resposta por parte deles. Então ela se viu sendo jogada de volta ao próprio corpo.
— Conseguimos trazer ela de volta Agentes. – Falou o médico.
— Como ela está? – Hotch perguntou mais assustado do que antes.
— Ela teve uma pequena pane cardíaca por falta de uma palavra melhor para isso. – O médico disse. – Entretanto a recuperação dela está evoluindo gradativamente.
— E isso quer dizer? – Derek não estava conseguindo entender.
— Em outras palavras. – O médico disse com algum sarcasmo. – Ela vai poder sair daqui em alguns dias. No começo ela pode ficar sem conseguir andar por alguns dias ou meses, mas ela vai voltar a andar com fisioterapia adequada.
Derek estava feliz.
— O que causou aquele ataque? – Hotch perguntou.
— Executamos alguns testes e concluímos que o ataque foi uma resposta do corpo a uma reação. – Falou o médico. – Alguns remédios para dor dão uma reação assim. Talvez um erro de dosagem ou uma reação adversa do próprio remédio.
— Quando ela vai sair do coma? – Derek perguntou.
— Ela já saiu na verdade. – O médico disse. – Ela vai acordar em breve.
— Como assim ela já saiu doutor? – Derek viu seu mundo ficar colorido.
— A senhorita Garcia é uma moça que não gosta de ficar muito longe. – O médico sorriu.
Derek e Hotch voltaram para suas posições no quarto.
— Já descobriu quem bateu na gente? – Derek entrelaçou as mãos em Penelope.
— É sobre isso que eu preciso falar com você. – Hotch precisava falar com Derek. – Achamos que Frank está de volta.
— Não faz sentindo ele jogar o carro na parede matando todo mundo. – Derek olhou para Penelope. – Ela ainda está viva.
— E é por isso que vai ter um segurança na porta, independente se você estiver ou não aqui. – Hotch se levantou para fazer o pedido. – Sem questionar.
— Não sonharia em fazer Aaron. – Falou Derek.
JJ e Emily não voltaram para o quarto de Penelope. O hospital havia se tornado um lugar maldito para todos e era a verdade que todo mundo compartilhava.
Elas estavam na cafeteria onde ficaram por algum tempo.
— Estamos aqui de novo. – JJ falou. – Qual é a desse cara jogando o carro na parede com uma garotinha de cinco anos dentro?
JJ estava puta da cara. Todos estavam sendo atingidos quando ouviram sobre Grace estar no carro na hora do acidente.
— Eu vou matar ele. – Falou Emily. – Dessa vez nada me impedirá de arrancar perna por perna dele.
— Posso ficar com a cabeça? – Hotch se sentou no meio.
— E como ela está? – Perguntou JJ.
— Ela pode acordar antes do previsto. – Hotch pegou uma das batatinhas. – E Joanne?
— Com Will e Henry. – Respondeu Emily. – Spencer ligou duas vezes para saber novidades. Eu disse que ligaríamos se ela morresse. Acho que escolhi mal as palavras porque o Spencer quase me xingou.
— Ele deve estar chateado por eles não terem ido ao casamento. – Falou Hotch. – Os bandidos sempre esperam uma hora importante para sequestros e batidas.
Derek não queria deixar o quarto de Penelope. Mas quando ouviu o médico dizer que ele chamaria a segurança para ele então Derek saiu. Ele decidiu ligar para Reid. Ele queria dar uma desculpa e felicitar pelo casamento. Ele sentiu um nó em pensar que Reid estivesse chateado o suficiente para atendar, mas quando Spencer atendeu o nó desapareceu.
— Morgan. – Reid falou o nome do amigo. – Me diga que ela está bem. – Reid não parecia chateado.
— Ela está fora do coma. – Morgan falou.
— Graças a deus. – Reid vibrou do outro lado da linha.
— Spencer. – Morgan estava sério agora. – Eu queria pedir desculpas pelo seu casamento.
— Está brincando Morgan? – Spencer parecia surpreso. – Eu não fiquei chateado com vocês.
— Emily disse a Hotch que você estava nervoso ao telefone quando ela telefonou. – Morgan contou.
— Eu não estava bravo com vocês, Derek. – Falou Spencer. – Eu fiquei chateado por não terem me contado logo. Eu fiquei o casamento e a festa imaginando o que estava acontecendo.
Derek ouviu Spencer suspirar.
— Então Hotch me mandou para a lua de mel quando eu queria estar ali com vocês. – Reid continuou. – Maeve e eu estamos pensando em voltar.
— Eu agradeço, Spencer. – Derek ficou bem menos ansioso. – Mas curta sua lua de mel. Ela ainda vai estar aqui quando voltarem.
— Eu quero que me prometa me ligar sobre qualquer mudança, por menor que seja. – Reid falou. – Sabe como essa mulher é, a minha rainha. Nossa rainha.
— Eu sei disso BoyWonder. – Derek se viu estranho.
— Acho que posso te chamar de chocolate adônis então? – Reid riu.
— Obrigado gênio. – Derek disse. – Eu achava que você estava de mal comigo.
— Nunca Derek. – Reid falou. – Apenas certifique-se que ele não toque mais nela.
Derek desligou o telefone. Reid sempre foi o melhor amigo de todos e um irmão mais novo para Penelope.
Reid guardo o telefone na bolsa enquanto caminhava com Maeve pelo frio de Berlim.
— Então. – Maeve se virou para ele. – Como ela está?
— Eu deveria estar lá. – Reid a apoiou contra uma parede e roubou um beijo dela. – Derek disse que eu deveria estar aqui. E você?
— Eu acho que deveria ter construído uma máquina de tele transporte. – Ela puxou Reid de volta a rua. – Esse lugar é lindo no inverno.
— Assim como você. – Reid falou dando um sorriso.
Eles andaram direto para a padaria e se sentaram.
— O que foi Spencer? – Maeve deixou a xícara descansar no pires.
— Só estou imaginando. – Spencer falou.
— Imaginando o que exatamente? – Ela perguntou dando outro sorriso para Spencer.
— Você grávida. – Ele disse.
— Quer filhos gênios? – Maeve provocou.
— Seria ótimo. – Spencer pegou as mãos dela e as beijou.
Ela deu um sorriso de volta.
Derek voltou ao quarto de hospital. O médico estava assustado.
— Qual o problema? – Derek perguntou.
— Os níveis dela estão se elevando rapidamente desde que você se sentou aqui a primeira vez. – O médico falou.
Derek deu um beijo na cabeça de Penelope fazendo a pulsação subir de novo.
— Ela sabe que eu estarei aqui. – Derek deu outro beijo.
— Se ela continuar assim, em 24 horas ela vai despertar. – O médico pegou a prancheta. – Assim que ela acordar me chame imediatamente e eu venho fazer testes.
— Sem problemas doutor. – Derek falou.
Ele voltou a se sentar perto dela. Ele queria que as 24 horas passassem voando. Ele queria ver os olhos dela.
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