Por uma sorte no amor!

3 Capitulo III: Uma chuva de amor – parte um!


Notas iniciais
Hello pessoas! Olha só o terceiro e penúltimo capitulo dessa novela. Esse era para o ultimo, mas ainda tem o desenrolar de Jily, então terá mais um capitulo. Obrigada aos que acompanharam essa é a primeira fic grande que escrevo. E ultimamente eu me pedi nas leituras. kk

Capitulo III: Uma chuva de amor – parte um!

O sábado chegou cheio de controvérsias; alivio para os professores que não aguentavam mais estardalhaços por conta de uma simples festa e tormentos para os alunos que não tinham par. E, pela primeira vez, até mesmo os Marotos estavam perdidos.

James não havia conseguido fazer Lily mudar de ideia, Remus estava chateado com Sirius e estava ignorando-o e o próprio Sirius estava frustrado porque Moony não queria falar com ele, enquanto todas as garotas pareciam estar unidas para fazê-lo escolher entre uma delas. E o moreno meio que estava perdendo a paciência.

O único que se encontrava feliz era Peter e isso também estava irritando Sirius.

— Você foi idiota, Pads. – Disse James tentando ajustar a gravata. – Eu disse para você controlar a língua.

Sirius suspirou derrotado. Ele compreendia que tinha falado demais e que Moony tinha todo o direito de estar chateado. E ele não poderia culpar o amigo por falar com Dorcas ou por aceitar levá-la a festa. Moony não sabia que Sirius gostava dele de uma maneira mais profunda.

— Você não vai se arrumar?

— Não sei se quero ir...

James suspirou. Tinha prometido não tomar partido de nenhum dos amigos. Queria que eles fossem maduros o suficiente para se entenderem sozinhos, mas ele também sabia que seria pedir demais. Então vasculhou a gaveta da cômoda ao lado da cama e pegou um frasco lá dentro e entregou a Sirius.

— O que é isso?

— Nosso trabalho. Mostre que funciona.

Sirius arregalou o olhar. Aquela era um pouco da poção que a turma dele ficou responsável de fazer: Felix Felice. James tinha roubado um pouco, pois queria ter um pouco de sorte com certa ruivinha. E por isso mesmo ele ajudou o amigo a “roubar” um pouco da porção.

— James... Isso... Não precisa, cara!

Sirius tentou falar, dizer que se sentia tocado e que o amigo não precisava fazer aquilo. Mas James pegou um copo e despejou o conteúdo dentro e ofereceu a Sirius.

— Só beba, peça desculpas e nos proporcione uma noite muito feliz. – Sirius ainda olhou para o copo, incerto se devia ou não. – Vamos Pads, pelo menos um de nós precisa de um pouco de sorte no amor.

O moreno sorriu e aceitou a bebida. Não sentiu nada de diferente de imediato, mas sentia que precisava vestir algo descente e ir para a festa.

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Enquanto isso no dormitório feminino, Lily, Lene e Dorcas conversavam enquanto se arrumavam. Dorcas tinha um sorriso esplendoroso no rosto.

— Ainda não acredito que você conseguiu fazer o Lupin concordar em ir com você! – Lene disse terminando de se vestir.

— Não entendo porque é tão difícil de aceitar. – Dorcas devolveu, terminando de passar o batom alaranjado que dava um tom leve a sua maquiagem.

As duas garotas se encaravam através do grande espelho que tinha no quarto delas.

— Vamos meninas, não vamos começar a discutir novamente. – Lily falou cansada das picuinhas daquela semana.

Tinha sido difícil conversar com Dorcas e esclarecer a situação com ela. Mesmo que não tivesse motivos para se explicar ou esclarecer nada. Meadowes não tinha colocado obstáculos na conversa das duas e Lily ficou muito feliz quando a amiga disse que Remus tinha aceitado ir com ela, mas desde então Lene via como uma ofensa pessoal. E as duas não entendiam por que.

— Isso mesmo. E você devia estar feliz Lene. – Disse Meadowes

— Não vejo motivos para isso. – A loira respondeu passando um batom vermelhíssimo na boca.

— Por quê? Não quer ir ao baile com Sirius? – Meadowes sorriu complacente. – É uma oportunidade para vocês se acertarem.

— Não é isso. O Sirius é um cara legal – Lene disse. Ela tinha uma expressão desdenhosa no rosto. – Eu... Apenas não estou muito animada. Além do mais o Sirius não me chamou.

— E o que te impede de fazer isso? Até onde eu sei ele recusou todos os convites até agora. Isso tem que significar alguma coisa.

As meninas se olharam intrigada. Dorcas com aquele sorriso que dizia que talvez Marlene tivesse alguma chance. A loira suspirou cansada. Não queria ter mais nenhuma chance com Sirius Black, assim como sabia que o moreno mais cobiçado da torre da grifinória também não queria chance nenhuma com ela ou com nenhuma garota.

— Certo! – Ela disse a fim de terminar a conversa.

— Certo! – Dorcas disse sonhadora.

— Ótimo! – Lily aproveitou o gancho. – Espero que esse clima ruim tenha, finalmente, se dissipado entre a gente. – Ela falou.

— Sim. Sim. – Dorcas pegou uma pequena bolsinha. – E você Lily? Vai com quem?

— Não vai com o Snape não é? – Lene perguntou com uma expressão de nojo.

— Não.

— Potter então?

— De forma alguma! – A ruiva disse, se afastando das outras – Por Merlin, parem com isso. Vou comigo mesma! Não posso?

— Não acho que vá se aturar a noite toda. – Dorcas mencionou risonha.

Lily queria retrucar de forma bem mal criada, mas decidiu acompanhar as meninas na risada. Esperava que o clima continuasse ameno daquele jeito.

As três garotas encontraram com James, Sirius e Lupin no salão comunal. Sorrisos brandos nos lábios e as lapelas alinhadas com as ombreiras dos Smokings. Azul real para Sirius, preto para James e Cinza para Remus. O dois primeiros marotos esperavam Remus e o lobisomem esperava Dorcas. Peter combinou de encontrar com eles no local, e foi buscar Alysha Lauther na comunal da Lufa-lufa.

Dorcas logo agarrou no braço de Remus que se adiantou com ela para fora da comunal. James ainda tentou a sorte com Lily, mas a ruiva o dispensou sem pensar duas vezes. Os olhos de Sirius e Lene se encontraram e com um aceno de cabeça os dois formaram um par.

E assim o grupo seguiu o local marcado.

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O grande salão estava decorado para parecer com um grande baile de formatura.

Tinha uma grande mesa cheia de bebidas e comidas. Havia ponche de cereja e vários doces.

Os marotos e as meninas sentaram-se todos juntos. Alternando entre meninos e meninas. Remus ficou entre Lily e Dorcas e de frente para Sirius. Enquanto o moreno ficava entre Alysha e Marlene. Enquanto a musica rolava, muitas pessoas foram à frente dançar. Todos pareciam gostar do ritmo da banda.

Na mesa dos marotos, Remus convidou Dorcas para dançar. Peter aproveitou e chamou Alysha também. Lily não aceitou dançar, mas deixou que James pegasse uma bebida para ela.

A ruiva decidiu que era melhor dar espaço para Sirius e Marlene conversarem. E a melhor forma era manter James longe da mesa.

— Quer dançar? – Sirius perguntou. Marlene olhava muito para a pista de dança.

— Agora não... Eu estou cansada – Ela mentiu.

— Você não parece cansada. – Sirius retrucou. Olhando também para a pista de dança. De longe Remus e Dorcas formavam um belo par.

— Isso é culpa sua! – A garota disse frustrada.

— Você também poderia ter dado um jeito nisso.

Marlene abriu a boca algumas vezes antes de fechá-la completamente. Infelizmente Sirius tinha razão, ela não poderia cobrar nada dele. Ela também deveria ter feito alguma coisa. Mas, céus, como era difícil falar para a sua melhor amiga “Hey, Doe, estou a fim de você! E alias foi por isso que terminei meu namoro com o idiota mais cobiçado da torre da grifinória”. Ela suspirou frustrada. Seria tão mais fácil se Dorcas não tivesse encantada por Lupin!

O que aquele garoto tinha afinal? Dorcas..., Lily..., Sirius... Será que James também tinha um crush nele? Será que ela e Peter eram os únicos imunes ao dito charme?

Alheio aos pensamentos da loira, Sirius começava a achar aquela festa muito chata. E ele nem poderia culpar ninguém por isso.

Havia algo incomodo no estomago: Algo muito parecido com um carvão queimando em cinzas. E o combustível para aquilo eram os sorrisos bobos e nada discretos que Remus lançava a Dorcas. E as passadas nada discretas de mãos que ela dava no peito de Remus. E ainda tinha o olhar sonhador, o sorriso encantado e satisfeito de Dorcas, bem como o semi-abraço da dança. Aquilo fazia o interior de Sirius queimar e a raiva consumir.

— Mais um pouco e você fulmina eles. – Marlene alfinetou ao ver o olhar de Sirius no casal.

O moreno não deu importância à observação de Marlene. Sua única intenção era fazer Moony largar Dorcas e quem sabe assim eles pudessem conversar.

— Eu vou o banheiro. – Lene falou. E foi como se algo se acendesse na mente de Sirius.

— Certo, vou pegar algo para gente beber então – Ele saiu com um sorriso traquino nos lábios.

Sirius deu a volta pelo salão de dança e foi até a mesa de ponche onde pegou dois copos da bebida e voltou com eles pela multidão de casais dançantes.

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A cena seguinte poderia ser descrita como um infeliz acidente. Como muitos acreditaram. Pelo menos aqueles que não sabiam o que Sirius era capaz de fazer. Mas Remus sabia! Ele previra desde o momento em que viu Sirius levantar e dar uma volta completa pela a pista de dança até a mesa de ponche e pegou dois copos da bebida. Era tão certeiro pensar que, de forma tão sorrateira e risonha, como um gato Cheshire, Sirius viria com o semblante arteiro entre os casais dançantes, esbarraria em Dorcas e derramaria as bebidas na garota.

Remus previra aquilo, tão certo e tão preciso que chegava a ser assustador. E, ainda assim, ele não fez nada para impedir o amigo.

O moreno ainda chegou a pedir desculpas a Dorcas e dizer que Marlene a ajudaria e que ela estava no banheiro.

Remus acompanhou Dorcas até o banheiro feminino, mas não entrou. Sirius vinha em seu encalço e não fazia esforço algum para esconder o grande sorriso traquino em seu rosto. Sorriso esse que Dorcas não prestou muita atenção, pois precisava limpar o vestido o mais rápido possível para não manchar.

Mas Remus via: o sorriso... A ação... A ousadia. E aquilo fazia uma sensação estranha borbulhante correr entre o peito e a barriga de Remus.

Depois que Dorcas entrou no banheiro, Remus voltou-se para Sirius com uma postura rígida e intimidante. Os olhos que sempre o lembrava da cor do mel derretido, agora mostrava um brilho frio e feroz. Algo que fez o moreno sentir algo gelado escorrendo lentamente por sua coluna.

Sirius parou de sorrir e, por um momento, desejou não ter feito o que fez.

— Olha, eu posso explicar...

— Dormitório! Agora!

Foi tudo o que o Sirius escutou durante o silencio abismal que se instaurou daquele momento até que tivessem chegado à torre da grifinória quando o silencio foi quebrado somente para que Remus dissesse a senha ao retrato a mulher gorda.

O lance de escadas até o dormitório dos dois foi vencido de forma rápida.

Remus na frente, Sirius atrás. Os pensamentos fervilhando e ramificando.

O som da porta fechando e o ambiente tomando a forma de um campo de guerra.

— Qual é a PORRA do seu problema? – Remus perguntou. Seus braços cruzados em frente ao peito magro, como se assim ele pudesse ser, ao menos um pouco, intimidante.

— Qual é? Foi um acidente! – O moreno se defendeu, mas a sombra de um sorriso não o deixava.

Remus olhou incrédulo para Sirius. O quão sínico ele conseguia ser?

— Eu pensei que fosse meu amigo, Sirius... – Remus falou acusador.

— E eu sou!

— Te incomoda tanto assim o fato de que, se eu quiser, posso conquistar tantas garotas quanto você ou James?

— Remus...

O som de Sirius saiu culpado. Ele sabia que tinha magoado o amigo da ultima vez que divergiram. Mas porra, ele tinha o direito de ficar zangado. Não tinha? Ultimamente Dorcas andava muito “em cima”. Ela não os deixava respirarem direito. A garota queria ter atenção de Remus e estava disposta a conseguir e Remus não promovia nenhuma barreira para isso.

O que significava que a culpa também era de Remus!

— Peter também te incomoda nesse sentindo? – O licantropo perguntou. Tentando entender antes de realmente explodir com o amigo.

Era o fato de ele deixar Dorcas se aproximar...

— O quê? Claro que não!

Deixá-la tocar...

— Doe? Você gosta dela?

Sirius respondeu com uma careta.

Retribuir os sorrisos dela...

— Então o problema sou eu? É o fato de eu ser um lobisomem?

Convidá-la para estar entre eles...

— Por Merlin! É Claro que não. Eu não tenho problema nenhum com a sua licantropia.

A culpa era toda de Remus por preferir Dorcas...

— Então, me dá um único motivo... Só um único motivo para que eu não desista dessa amizade de vez.

Como agora, por exemplo, ele preferiria jogar com a amizade deles a ver o que estava bem diante dos olhos dele.

E Remus meio que tinha um ponto para falar aquilo, afinal foram tantos erros por parte de Sirius.

— Você não pode fazer isso! – Sirius falou indignado. Quebrando um pouco a distancia entre eles. O suficiente para conseguisse olhar dentro dos olhos do outro garoto. – Você não pode preferir ela...

O moreno disse, um tom manhoso demais. Derretido demais. As pontas dos dedos de Sirius tocaram na bochecha de Remus. Quente demais. Perto demais.

Um semi-abraço quente. O suficiente para que os olhos tempestivos confundissem o âmbar e os capturassem em uma conexão sem volta.

Um meio sorriso... Medroso e ansioso!

Doloroso demais!

— Sirius...

—... Não quando eu te amo tanto.

Remus não teve tempo de processar corretamente, Sirius tinha diminuído a distancia entre os lábios dos dois. O lobisomem ficou estático, por um momento. Mas logo reconheceu que era aquilo – o beijo, o abraço, a proximidade com Sirius. – que ele tanto ansiava.

O tempo todo... Cada briga ou discursão. Cada riso nervoso. Cada vez que sua pele esquentava quando pensava nos flertes bobos que Sirius fazia e ele levava na brincadeira por puro instinto.

Foi assustador quando seu corpo tremulou fortemente enquanto sentia o moreno apertar o abraço e aprofundar o beijo conforme correspondia.

Os dedos do garoto maior comicharam e enfiaram-se, um pouco perdidos, nos cachos morenos. Resvalando na nuca de Sirius, arrepiando-o e arrancando um gemido doce.

O mundo pareceu parar e os pensamentos não estavam fluidos.

Remus pensou em se desvencilhar, porém parecia tudo tão vivo e tão desconexo em sua mente que nem a caricia do nariz de Sirius, que explorava seu pescoço, foi inocente a ponto de ele querer se livrar do comichão que se iniciava em seu baixo ventre e se estendia pela ponta da língua de Sirius.

E, oh, como aquilo era bom!

Muito melhor que os sorrisos fofos, porém nenhum pouco atrativo, que Dorcas lhe lançava. Era mais quente do que as mãos pequenas e gélidas que não transmitiam nenhum calor.

Era demasiado aterrador chegar tão longe e imaginar cada detalhe do que poderia se passar nas linhas de um único beijo.

O loiro apertou o abraço ainda mais, e acariciou o rosto de Sirius com a própria face.

Não seria capaz de apartar o outro garoto de si, principalmente agora que a boca atrevida encostou-se a seu pescoço, passando a distribuir suaves beijinhos, subindo para a orelha, e, trilhando caminho pela base do rosto cujo destino final era previsível. Não acreditava que algo assim estivesse acontecendo, depois de somente desejar inconscientemente, ali estava ele, completamente entregue em um mar de sensações desconhecidas.

Não tardou a sentir os lábios quentes tocando os seus mais uma vez, trazendo um arrepio de prazer desde a ponta de seus pés até a raiz dos cabelos. Enquanto Sirius empurrava a língua entre seus lábios novamente.

O beijo de Black era incrível, fazia Lupin ter dificuldade em respirar corretamente, e aquilo estava deixando-o louco. Sua vontade foi completamente subjugada. Seu corpo não respondia e sua mente não funcionava direito.

Remus não soube como deixou as coisas chegarem aquele ponto ou mesmo como, vez por outra, deixava um gemido escapar por seus lábios. Somente sabia que não tinha mais forças para deter aquela profusão de sensações que Sirius lhe trazia.

Sem conseguir dizer ou fazer nada além de mergulhar em uma sensação de puro êxtase até que a falta de ar se fizesse presente e Remus conseguisse recuperar um pouco da razão... Sirius aproveitou para deleitar-se com o sabor do beijo de Remus, com o cheiro da pele dele e com a deliciosa sensação de ter o outro garoto em seus braços, tão entregue.

— As coisas fazem muito mais sentido agora. – Remus disse, passando a ponta de língua nos lábios. Sua testa estava encostada na de Sirius e sua boca formigava como nunca.

— Você ainda está zangado comigo? – Black perguntou afundando o rosto no pescoço de Lupin.

— Você vai me beijar de novo se eu disse que sim?

Ambos sorriram.

Sirius afastou-se minimamente para que pudesse olhar dentro da íris mais linda que já vira.

— Vou fazer bem mais que isso e você nem vai precisar ficar zangado comigo.

A malícia escoria nas palavras de Sirius e Remus novamente sentiu um comichão no baixo ventre.

Ele sorriu e puxou Sirius até sua cama.

Talvez não fosse uma má ideia continuar zangado com Sirius mais um pouco.

Notas finais
Bem, é isso. Até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.