Por uma sorte no amor!
1 Capitulo I: Prenúncios de tempestades!
Notas iniciais
Capitulo I: Prenúncios de tempestades!
A semana tinha começado tediosa, mas foi evoluindo com o decorrer dos dias... E a tendência era a perfeição. Pensava Sirius sorrindo calorosamente entre os amigos.
— Baile no sábado... Gostei disso! – Disse Sirius ao termino da aula de porções.
O próximo ponto deles seria o grande salão, pois estava próxima a hora do almoço.
O grifinório tinha um sorriso malicioso nos lábios. Remus, Peter e James já sabia o que aquilo significava: bailes, musica, pessoas dançando e se beijando, Sirius Black galinhando...
Como se Sirius precisasse de mais motivos para galinhar. Era o pensamento coletivo dos amigos.
— Mas porque será que o professor inventou isso agora? – Remus perguntou. Não via logica nas ações do professor de porções.
Todos sabiam que Slughorn dava jantares e festinhas particulares. Mas tinha um povo seleto para isso. Entretanto, naquele dia em particular, o homem simplesmente chegou à sala de aula e anunciou que faria um baile no sábado e convidou todos os alunos do sétimo ano.
Não tinha logica!
— Vai ver ele se apaixonou. – Ariscou Peter. – Idéias estapafúrdias sempre vem de alguém apaixonado.
O comentário arrancou uma cara amarrada de James e risadas dos demais. Ainda mais depois da ultima semana.
— Prongs deve entendê-lo muito bem. Ele vive correndo atrás da Evans! – Sirius alfinetou com um sorriso maroto nos lábios.
James sentiu as bochechas queimarem tanto de raiva quanto de vergonha.
Ele estava pronto para retrucar, mas seus olhos recaíram um pouco mais para frente e cruzaram com os de Lilyan Evans, a garota por quem James era completamente apaixonado desde a primeira vez que a viu. Lily ouviu seu nome e resolveu olhar para trás, mas fechou o semblante ao ver de quem se tratava. Ele tentou formular um sorriso, mas a ruiva apenas revirou os olhos jogou um punhado de cabelos para trás e voltou sua atenção nas amigas.
A cena só serviu para o divertimento dos amigos.
— Obrigado, Sirius!
— Sempre ao seu dispor! – Debochou Sirius depois de fazer uma reverencia um pouco desajeitada.
James não falou mais nada. Continuou o caminho até o grande salão.
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Os Marotos chegaram ao grande salão pouquíssimo tempo depois de Lily e as amigas. Sentaram na ponta da mesa grifinória. Remus já foi pegando seu calendário de aulas. Teria aula Aritmância e Runas naquela tarde junto com Sirius. Tiago e Peter teria aula de feitiços e trato com criaturas magicas. Mas Tiago não estava bem preocupado com isso, seus olhos logo se fixaram em uma figura conhecida enquanto sua mente trabalhava no processo de um plano muito complicado: Como convidá-la para o baile de sábado sem irritá-la ainda mais.
— Porque ele não para de olhar para gente? – Lily perguntou para as amigas depois que ela, sem querer, havia olhado em direção aonde se encontravam os Marotos.
— Ele quem? – Marlene perguntou, olhando na mesma direção que os olhos da amiga apontavam. Logo entendendo a quem ela se referia. – Correção amiga: Ele não para de olhar pra você!
A ruiva sentiu suas bochechas queimarem.
— É. E é irritante! – Ela disse furiosa.
— Ainda zangada com o que ele e os amigos fizeram semana passada? – Dorcas se ariscou a perguntar, divertida, servindo-se de frango frito. Lily ficava possessa toda vez que lembrava.
Evans irritou-se ainda mais. Seu rosto adquiriu o mesmo tom que seus cabelos. Dorcas sorriu e relanceou seu olhar em direção aos Marotos, suspirando quase que inconscientemente.
— Eu bem que queria que o Lupin fizessem todas as estatuas do castelo me chamarem para sair. – Dorcas disse, seu rosto adquirindo um tom escarlate. – Mas acho que ele não é do tipo que gosta de chamar atenção.
Dorcas Meadowes era uma grifinóriana do mesmo ano que Lily e os Marotos. Ela era apaixonada por Remus desde o terceiro ano, mas nunca chegou a dizer isso para o rapaz. Lupin era um garoto bonito, inteligente e gentil. Em outras palavras... Inalcançável para ela.
— Sério que você o acha bonito? – Lene olhou também na direção do menino, encontrando Sirius logo ao lado dele.
Meadowes não respondeu, mas Lene viu as bochechas da amiga corarem e isso a irritou imensamente.
— Eu já disse pra você esquecer isso. – Marlene falou revirando os olhos. – Remus é até bonitinho, mas não é para você!
— Sirius também não era pra você e ainda assim vocês namoraram por um tempo, Lene. – A ruiva falou. – Não pode simplesmente dizer a Dorcas que ela não tem chances com Lupin.
Marlene soltou um muxoxo. Ela tinha sido a garota a passar o maior período de namoro com Black. Porem ela nunca disse por que terminaram e sempre que perguntavam ela fugia do assunto.
— Verdade... – Meadowes falou timidamente. – Não tenho culpa se gosto dele. – Ela disse, sorrindo de lado. – Acho que vou convidá-lo... – As amigas a olharam – Será que ele aceitaria ir comigo ao baile do Slughorn?
Enquanto Lily e Dorcas compartilharam um sorriso bobo, Lene soltou um suspiro de frustração. Sabia que era perca de tempo falar para Dorcas que ela não teria chances nenhuma com Remus sem dar a ela um motivo verdadeiro, apesar de existirem. Os motivos, ela pensava.
— Você e Lily têm gostos estranhos para caras. – Ela alfinetou e tanto Evans como Meadowes a olharam com o cenho franzido. – Vocês duas compartilham o mesmo gosto pelo Lupin... – Ela disse e viu o rosto de Lilyan ficar rubro quase que instantaneamente. Sem contar que a ruiva a olhou como se tivesse saindo outra cabeça nela. O coração da garota pareceu que iria sair pela boca. – Ora, por favor, Evans... Você achou mesmo que eu não perceberia? Não sou tão tonta quanto o Lupin. – Lene continuou debochada. – Depois daquele seu amigo toxico a única pessoa que conseguiu arrancar suspiros seus foi o nerd babaca ali. – Lene apontou discretamente para Remus com a cabeça. – Coitado do Potter!
Lily ficou sem ação, alternava um olhar de Lene para Dorcas e vice-versa. Não imaginava que alguém pudesse ter notado seus pequenos little sighs por Remus. Sim, ela confirmava – não em voz alta. – que tivera SIM um tombo por Remus John Lupin, mas desistiu de tentar algo mais quando conheceu melhor o amigo. Percebeu que Lupin não estava focado em namoro, a menos que fosse com os livros da biblioteca da escola. Sem contar que sua amiga Meadowes estava apaixonada por ele também.
Então era melhor seguir o exemplo de Remus e estudar e deixar pra lá. Não contou para as amigas porque achou algo desnecessário já que não tinha acontecido nada. Mas agora não conseguia superar a frustação que via nos olhos de Meadowes e não culpava a amiga por sentir traída.
— Só espero que o idiota do Potter não perceba ou o queridinho de vocês estará em maus lençóis mesmo sem ter culpa do gosto horrível que vocês têm. – Lene continuou.
Lily bufou e Dorcas se irritou.
— Falou à garota que namorou o cara que já pegou quase toda Hogwarts. – Dorcas interviu irritada. Irritada com Lene que, sem motivo algum, as atacava e irritada com Lily por nunca ter contado que também gostava de Remus. – Porque vocês se separam mesmo?
Lily não esperou pela resposta que ela sabia que não viria. E nem tão pouco terminou o almoço. Levantou-se do banco e saiu igual a um foguete do salão principal rezando para ninguém visse seus olhos brilhando por um eminente choro.
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James viu a ruiva sair apressada e sua expressão zangada ainda não tinham melhorado. Já fazia uma semana desde que tinha enfeitiçado as armaduras e estatuas do castelo pedindo que Lily Evans aceitasse sair com ele. Na hora o plano pareceu perfeito, mas depois... Bem a ruiva ainda não tinha esquecido. E vê-la tão magoada o deixava sem apetite.
— Porque ela estava quase chorando? – Remus perguntou alto demais para um monologo próprio.
— Do que está falando, Moony?
Remus olhou um pouco receoso para James incerto em contar que Lily estava prestes a chorar. Talvez James corresse até ela e talvez piorasse a situação tendo em vista que a garota não lhe dirigia a palavra há quase uma semana. Mas, também, talvez, James pudesse ajudá-la. Porque ele definitivamente não sabia lidar com gente chorando... A não se é claro sua única exceção: Sirius Black!
Remus estava prestes a falar quando Sirius tomou a frente.
— Você não percebeu que o olha da sua adorada Lilyan Evans estava lacrimoso? – Sirius perguntou belicoso. Desdenhando do poder precário de observação de James. – Ela vai chorar palerma.
James revirou os olhos. O amigo não precisava descarregar seu desgosto pela ruiva em todas as palavras. Mas o fato era que Sirius não gostava e nem desgostava de Evans, apenas não apoiava quando ela tratava seu melhor amigo como idiota.
Lupin deu um meio sorriso. Sirius não precisava ser tão insensível. James com certeza estava um turbilhão já que Lilyan, além de não tê-lo respondido, ainda o ignorava bem mais que antes. E o lobisomem meio que entendia a situação do amigo.
Realmente era uma merda estar apaixonado porque alguém que não lhe quer.
O maroto de óculo ficou receoso entre ir atrás da ruiva e saber o que tinha acontecido ou continuar com seu almoço. Mas a comida já não tinha gosto bom há quase uma semana. Não estaria perdendo muita coisa. Sendo assim optou por ir atrás de Lily, pois ficou preocupado.
— E lá vai ele...
O comentário de Sirius arrancou suspiros frustrados do próprio Sirius e de Peter. Já Remus torcia para que alguma coisa saísse dos trilhos com aqueles dois. Remus tinha um palpite muito forte de que a amiga sentia alguma coisa – além de raiva – por seu amigo James. Mas ela negava veemente e isso meio que beirava a frustração tanto de James quanto do próprio Lupin.
Depois que terminou de comer, Remus se levantou e colocou a bolsa a tiracolo no ombro.
— Bem, eu queria continuar aqui, mas tenho que passar na biblioteca antes de seguir para a minha próxima aula.
— Nossa... Você quis dizer! – Retrucou Sirius. O moreno também tinha terminado e pretendia acompanhar Lupin.
— Achei que desistiria de Aritmância. – Falou Remus confuso.
O amigo não era exatamente bom na matéria. Na verdade Sirius nem chegava a ser o lanterninha da sala.
— Nada disso. Falei serio quando disse que ia mostrar para aquele cara que posso ser o melhor aluno dele.
“Aquele cara” a quem Sirius se referia era o professor de Aritmância que, cansado das piadinhas e do comportamento intransigente de Sirius, disse que para entender a magia da numerologia ou qualquer outro aspecto da Aritmância, precisava-se ter um coração condescende e pelo histórico do Black ele simplesmente não tinha o que era necessário.
No fim, Black só poderia culpar a si mesmo pela conclusão que se deu no embate entre ele e o professor.
— Você quem sabe. – Remus falou. – E você Peter?
Peter se assustou quando Remus falou. Ele não estava bem prestando a atenção no dialogo dos amigos. Seus olhos estavam voltados para Alysha Lauther, uma lufana que Peter cogitava chamar para sair e com a ideia do baile tudo apenas se encaixou melhor.
— Feitiço, é minha próxima aula. Mas não pretendo ir agora. – Ele disse, seus olhos voltando-se para a menina.
Sirius sorriu latido ao perceber as intenções do amigo.
— Convide-a logo antes que alguém o faça. – Disse Sirius, empurrando os ombros de Lupin para que saíssem logo dali.
Para infelicidade do moreno, Marlene se aproximava naquele momento junto com Dorcas e escutou a fala do ex-namorado.
— Você deveria seguir seu próprio conselho Black! – A loira replicou em deboche.
Sirius fechou o semblante para a garota. Gostava muito da Mckinnon, mas às vezes ela era um porre.
— Oi Remus. – Dorcas falou com um sorriso gentil em direção a Lupin.
Sirius rolou os olhos. Lene sorriu.
— Olá Dorcas.
— Você também tem aulas de Aritmância agora, né? – Dorcas perguntou apenas para dar continuidade ao dialogo. Pois sabia que sim, uma vez que ela própria também quis encaixar essa meteria por conta de Remus.
— Sim. Sirius e eu temos. Você também tem?
Dorcas direcionou seu olhar a Sirius, o moreno a olhava de uma forma que ela julgou como estranha: um pouco fria e desdenhosa. Mas ela não se importou muito.
— Sim. Lene e Lily têm aula de feitiços.
— James e Peter também! – Remus comentou trivial.
Os quatro seguiam pelo corredor principal até chegarem ao ponto onde se separariam já que Remus tinha que passar na biblioteca primeiro.
— Olha, eu vou passar na biblioteca antes. Mas se quiser me acompanhar...
O sorriso de Dorcas se iluminou.
— Claro. Vamos! – Ela respondeu se pondo ao lado de Lupin.
Sirius não gostou nenhum pouco daquilo. Não gostava dos sorrisos que Dorcas (ou qualquer outra garota) lançava ao amigo. Nem tão pouco das passadas de mãos despretensiosa que a menina dava nos próprios cabelos, sempre com um sorriso tímido no fim, tentando parecer sedutora e definitivamente, ele não gostava quando Lupin dava uma de “bom moço”.
Será que aquela garota não via que Remus só estava sendo gentil ao convida-la? Que ela não precisava aceitar.
Sirius sempre soube que Remus era um rapaz bonito. Que apesar dele se “esconder” nas vestes puídas e de seu rosto quase sempre voltado para baixo, ele chamava atenção. Remus não era que nem Sirius e Tiago que vestiam roupas com a intenção de marcar seus corpos bem treinados pelo Quadribol. Não! Remus era muito mais recatado. Não deixava os músculos, que ele sabia que o outro possuía, não tão visíveis em seu corpo. Mas quem parasse para prestar atenção com mais clareza via que Remus era sim muito bonito.
Afinal, quem não viciaria em mergulhar naqueles olhos castanhos escuros e tão vivos que pareciam mel derretido em calda. Ou mesmo tocar nos fios mesclados em tons cinza e dourados, muito semelhante à cor da areia da praia, sentindo-os correr pelos dedos. Até mesmo as cicatrizes que corriam marcando a pele clara de Remus não era problema. Ao contrario, para Sirius era Perfeito!
Remus Lupin era perfeito!
Mas claro que Meadowes não precisava saber ou ver isso. Aquela garota baixinha e metida não precisava de mais do que Sirius estava disposto a deixar pegar de seu doce e secreto amor.
Ele não podia deixá-la levá-lo assim. E foi assim que Sirius se viu entrelaçando seu braço no de Remus e o puxando em direção à biblioteca.
— É Remus, Vamos!
— Você também vai para a biblioteca, Black?
Sirius quis dizer um com certeza! Mas preferiu ser mais eficiente e saiu arrastando Remus a passos bem largos. Enquanto Dorcas se despedia de Lene e tentava alcançá-los.
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Tiago conseguiu alcançar Lily quando ela estava sentada próximo ao lago negro. A ruiva não segurava mais as lagrimas. E seu corpo dava leves tremores.
Ora, não era como se ela quisesse esconder de Dorcas que era apaixonada por Remus. Ela teve que esconder, pois sabia que a amiga ficara encantada com o maroto desde a primeira vez que o viu e ela não queria se sentir intrometida em algo que não deu certo. Sem contar que Lily não queria causar desavenças de alguma forma. Enfim... Lene não precisava tê-la julgado daquele jeito.
E como se tudo já não tivesse ruim o suficiente, ainda tinha James Tiago Potter pegando no seu pé. Será que aquele garoto não entendia que ela não queria nada com ele. Que ele era bobo e idiota demais? E que, decididamente, ela não gostava de todas as coisas cruel e sem cabimento que ele fazia?
— O que você quer Potter? – Ela perguntou depois de vê-lo tão próximo de onde estava.
— Calma. Só vim ver como você estava? – Ele disse receoso. Vê Lily chorando fez seu coração doer e ele não sabia qual a melhor forma de se aproximar sem que a ruiva se assustasse.
— Estou bem! – Ela formulou com a voz de choro. Fugando um pouco. Oh, aquilo era embaraçoso demais. Porque Tiago tinha que vê-la chorando? – Você já pode ir embora.
Tiago crispou os lábios, Lily sempre estivera zangada com ele. Mas ele sempre queria estar presente quando ela precisasse. O que não deixava de ser doloroso toda vez que ela o expulsava. E ela estava precisando dele, naquele momento. Quer dizer... Ela estava precisando de ajuda naquele momento. Não precisava ser a dele, certo? Certo! Mas não tinha mais ninguém por perto. Então ele se aproximou mais da garota e rapidamente pegou um lenço dentro das próprias vestes e entregou à ruiva.
Lily olhou confusa para o maroto, mas não teve como recusar o lenço já que estava sem nenhum naquele momento. Ela pegou o lenço que James a oferecera e assuou o nariz com vontade e limpou as lagrimas.
Depois de alguns minutos Evans estava mais calma.
— Porque estava chorando?
— Porque quer saber? – Ela rebateu fria.
— Por que... Por que... – Ok. Não tinha especificadamente um “porque” além do fato que ela mais odiava: ele a amava e se preocupava com ela. Mas isso era algo que ele não poderia reafirmar em voz alta naquele momento, pois Lily ainda estava zangada pela brincadeira feita com as estatuas e armaduras do castelo. – Sei lá Lily, talvez eu possa ajudar.
Ela revirou os olhos e corrigiu o Potter com “É Evans! Potter, Evans!”. Outra coisa que ela detestava de Tiago era que ele sempre a chamava pelo primeiro nome e ela não tinha dado permissão para isso. Será que era tão difícil para aquele garoto entender que as pequenas coisas que ele fazia a chateavam a um ponto insuportável?
— Porque você é tão insistente, Potter? – Ela perguntou depois de um tempo.
— Porque eu gosto de você!
Ele respondeu prontamente e ela o olhou com curiosidade. Ele dizia gostar dela, então porque fazia coisas que ela não gostava? Porque ela concordava com Lene quando a loira disse para que Lily não deixasse Tiago saber que ela já tinha sido apaixonada por Remus?
— Você tem um jeito muito estranho de demonstrar. – Ele ergueu as sobrancelhas de forma indagativas. – Me responda com sinceridade Potter, se você fosse uma garota e um garoto demonstrasse gostar de você do jeito que você demonstra gostar de mim, você ficaria com esse garoto?
— Eu ficaria lisonjeado!
Tiago disse sem pensar e Evan rolou os olhos, incrédula. Sua irritação ficou ainda mais obvia. E ela levantou irritada. Suas bochechas estavam vermelhas.
— Obrigada pelo lenço. Assim que eu lavar, te devolvo. – Não havia animo na voz da ruiva e nem em seus passos largos.
James havia ficado sem entender. Será que deveria ter maneirado um pouco na resposta? Talvez um “quem sabe” seria mais efetivo?
Ele bagunçou os próprios cabelos.
Serio, qual era o problema com Lilyan Evans que não via o bom partido que ele era?
Tiago suspirou derrotado e decidiu ir para a aula de feitiços.
Lilyan, entretanto, decidiu que faltaria as aulas daquela tarde. Não era de seu feitio mentir, mas o faria daquela vez, somente para passar uma tarde tranquila na enfermaria.
Ainda estava sentia o estomago embrulhar com a conversa que teve com o Potter. Não entendia como as coisas na cabeça daquele garoto funcionavam? Porque ela ficaria lisonjeada em saber que os garotos que se aproximavam dela eram constantemente perturbados, azarados ou quase mortos: Como no caso de ex-melhor amigo Severus Snap.
Como ela podia se sentir lisonjeada com algo que aparentava ser tão toxico? Não fora exatamente por isso que decidira não ser mais amiga de Snape?
Desistiu de pensar em Potter e suas maluquices, afinal esse era James Tiago Potter... O que ela poderia esperar?
Continua...
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