Por uma nova chance
4 Capítulo III
Notas iniciais
Conversamos amenidades por toda a noite. Filmes, livros, séries e trabalho, principalmente trabalho, hahahah. As coisas estavam fluindo entre nós.
Estávamos deitados no sofá, ele estava com a cabeça no meu colo, enquanto eu passava minha mão em seus fios de cabelo, tão sedosos. Assistíamos o seriado Lúcifer, em nossas conversas descobrimos isso em comum. A verdade é que os episódios desta noite eu teria que rever depois sozinha.
Minha mente divagou por todo esse tempo, para bem longe de onde estávamos. Não sei ao certo como cheguei nessa conclusão, mas eu sabia, Sasuke estava me escondendo algo.
Tirando nossa conversa inicial sobre um suposto futuro, de diversas possibilidades. Todo o resto era tão superficial, tudo muito raso, muito simples. E sinceramente a vida de ninguém é assim. Principalmente a nossa, a começar pelas nossas profissões, poxa eu sou médica e ele um investigador de polícia, não tem nada de simples nisso como ele queria mostrar para mim.
Sem falar na nossa vida pessoal, só que estávamos sem contato já se faziam 7 anos. Ele realmente me subestima se acha que acredito que simplesmente não houve nada relevante neste meio tempo. Até eu tive alguém. Uma história.
E tem outros detalhes também, tipo, ele não tem rede sociais, mas se mostrou bem a par dos últimos acontecimentos dos nossos amigos em comum. Segundo ele faz parte do trabalho dele ter informações, não discordo e até acredito em certo ponto, mas algo não bate. Ao pensar nisso, sinto um leve frio na barriga, saberia ele do Lee? Apesar de não termos conversado sobre, uma certeza começa a se instaurar dentro de mim, de que ele sempre vai estar um passo à frente.
O encaro nesse momento, está tão sereno em meu colo, pareço uma louca com tantas teorias, mas é isso que acontece quando as pessoas ficam evitando conversas. Elas dão margem para a imaginação alheia. Sorrio, tirando isso, quem nos visse diria que somos um belo casal hahahah, mas nem casal de amigos direito somos. Não enquanto ele não abrir o jogo do que quer que seja comigo. Esta constatação é como um banho de água fria em mim.
Aproveito e me viro para olhar meu celular, já fazia umas duas horas que não o pegava na minha mão. Algumas notificações do Instagram e mais nada. Só então percebo que já se passavam das onze da noite.
— Acho melhor eu ir embora. – Sasuke diz de supetão, acho que eu não fui a única a me tocar da hora só agora.
— E eu acho que já está tarde para você ir. – Sorrio maliciosa. Tenho de admitir que a cordialidade dele nesta noite me tirou a paciência. Eu queria mais.
Vejo minha frase surtir efeito quando ele se vira e cola sua testa na minha olhando dentro dos meus olhos. Tenho de admitir que por essa eu não esperava, haahaha. Ele se mostrou tão devagar durante toda a noite. Sua rápida movimentação me desarmou. Senti minha pulsação aumentar e um frio na barriga surgir, enquanto seu sorriso aumentava.
Se arrumou melhor no sofá sem se distanciar de mim e levou uma de suas mãos a minha nuca. Fechou os olhos e passou a me acariciar com a ponta do nariz. Fechei meus olhos para aproveitar melhor seus carinhos.
— Se eu ficar tenho certeza de que irei me atrasar amanhã. E definitivamente não posso me atrasar. – Ao sentir seus lábios e sua respiração tão próximos do lóbulo da minha orelha meu corpo se arrepiou por inteiro. Eu tinha de tentar.
— Se essa é a sua melhor desculpa, é melhor você ir mesmo. – O desafiei, Sasuke amava um desafio, esta era a melhor forma de instigá-lo.
Abri meus olhos para fitá-lo, e ele estava sorrindo. Eu havia conseguido.
— Você tem certeza disso? – Me perguntou.
— Por quê? Você não tem? – Me aproximei do seu pescoço e o beijei vagarosamente.
— Só não diga que eu não te avisei. – Sorri e por fim juntou seus lábios aos meus. Deus, como senti falta desse beijo.
Era palpável nosso desejo. Nossos beijos se tornavam mais intensos. Ele me deitou por completo no sofá, sua mão percorria toda a lateral do meu corpo.
Me agarrei em seu corpo, o tateava com saudade. Ele estava mais musculoso do que eu me lembrava. Ele foi o primeiro a interromper nosso beijo e a me fitar como se pedisse autorização pela última vez, não pude evitar, sorri mais abertamente e ele retribuiu na mesma intensidade. Então senti sua mão tocar minha intimidade, ele a acariciava por cima da calcinha, com delicadeza, em nenhum momento desviou o olhar do meu.
Comecei a retribuir desabotoando sua camisa, e me inclinando para ficar mais próxima ao seu pescoço para beijá-lo. Senti ele se entregar as sensações. Então me penetrou com dois dedos, gemi em seu ouvido. Aquela movimentação estava inebriante, mas eu queria o controle sobre ele.
Me movimentei ao ponto de invertemos a posição. Me sentei sobre seu membro ainda guardado pela calça. Minha visão era satisfatória. Ele já estava sem camisa e com um dos braços atrás da nuca. Sorri maliciosa e pude ver em seu olhar que ele só estava esperando pelo show que eu daria a ele.
Ainda sentada sobre si, comecei a descer as alças do meu vestido e a passar minha mão sobre o meu corpo. O desci até a minha cintura, eu estava sem sutiã, então comecei a acariciar meus peitos. Uma de suas mãos veio na minha direção para tocá-los, permiti, mas só por meros segundos, isso o cativou ainda mais.
Me levantei, e ele me acompanhou sentando -se no sofá, esperando o que viria a seguir. Mesmo de costas para ele, sentia seu olhar correr por todo o meu corpo. Puxei meus cabelos para frente e então o olhei de soslaio e lá estava ele, aquele maldito sorrisinho de canto tão típico do meu Uchiha, eu estava ficando mais molhadinha. Com as duas mãos terminei de tirar meu vestido que caiu aos meus pés, fiquei só com uma calcinha branca de renda, então me virei para ele poder me admirar e aumentar todo aquele tesão.
Me ajoelhei em meio as suas pernas e com sua ajuda terminei de despi-lo também. Acariciava seu membro com a minha mão quando quase que institivamente sua mão se entrelaçou entre meus cabelos, sorriu para mim, me incentivando, não pude deixar de agradá-lo. Conforme ele ditava o ritmo com sua mão firmemente emaranhada em meus cabelos, meu desejo crescia ao ponto da minha intimidade latejar aos ouvir seus suspiros. Queria o dentro de mim.
Quase que instantaneamente me senti puxada para cima do seu colo. Ele era lindo e intenso, se antes faltava arrancar meus fios de cabelo agora os acariciava com todo o cuidado enquanto desferia beijos pela minha clavícula. Conforme as sensações iam tomando o controle de mim, joguei minha cabeça para trás, então neste momento ele abocanhou um de meus seios e me puxou para mais perto. Gemi com tamanha surpresa e tesão.
Me permiti afastar só o mínimo para poder olhar no fundo dos seus olhos enquanto direcionava seu membro para minha intimidade. Nós nem piscávamos. Conforme o encaixei, fui descendo lentamente, vi seus olhos se encherem de luxúria e sua boca abrir minimamente para que um gemido fosse proferido. Essa imagem me estimulou a sentar inteiramente nele. Ficamos imóveis por meros segundos enquanto sentíamos ser preenchidos um pelo outro.
Ele me tomou em um beijo voraz, então entendi seu recado. Eu sentava em seu membro com tanta luxúria e prazer que não sabia ser capaz de tal ato. Nossos movimentos eram intensos e ferozes. Nos apalpávamos a cada movimento, a cada choque entre nossos corpos. A temperatura literalmente havia subido naquele cômodo.
Fui surpreendida quando senti que ele estava se levantando comigo no colo. Rimos, aquilo estava ficando interessante. Travei minhas pernas em suas costas, o apertando no processo. Sorri com o prazer estampado em seus olhos.
Senti a superfície da parede nas minhas costas, tive a certeza de que era agora que eu iria para o céu. Colei nossos lábios em um beijo necessitado, então senti as suas investidas em mim. Era forte, intenso e chegava a doer de tão gostoso. Firmei o enlace das minhas pernas e ele aumentou o ritmo, estávamos entregues íamos finalizar a qualquer momento. Mas aquilo era um jogo desde o início, quem cederia primeiro, ri internamente com isso, claro que seria eu.
— Goza para mim meu amor! – Sua voz rouca me trouxe de volta a realidade, me senti entregue, a sua mercê.
Uma simples frase me fez desmoronar sobre o seu membro. Ele sorriu, e atingiu o clímax logo após a mim. Palpitávamos em êxtase.
Estávamos cansados, suados e realizados. Ainda abraçados.
— Vamos tomar um banho! – Convidei.
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