Por um recomeço
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Grillows – Por um recomeço
Era ele. Sorri ao vê-lo. Ele apenas me olhou indiferente, deu a volta em seu carro e abriu a porta para uma mulher. A mulher era ruiva, de olhos verdes, estatura média e tinha que admitir que era muito bonita. Eu só não estava entendendo o que ele estava fazendo com ela em seu carro, e vindo de uma viagem que nem ao menos me avisou que faria. Estava com ciúmes, era fato, mas precisava disfarçar.
CW: Oi. – Falei quando os dois se aproximaram de mim.
GG: Cath essa é a Melissa Oliver. – O encarei raivosa.
MO: Oi. Prazer em conhecer a famosa Catherine Willows. – Ela falou com entusiasmo e me estendeu sua mão.
Famosa? Aposto que ela me conhecia por causa de meu pai, odiava ser lembrada como a filha de um mafioso de Las Vegas. Apertei a sua mão somente por educação. Grissom me olhava frio, e eu sabia o motivo.
CW: Grissom, eu preciso falar com você.
GG: Pode ser em outra hora? Tenho que mostrar o laboratório a Melissa, ela será uma de nós.
CW: Como assim? Será uma Csi?
MO: Isso não é demais? Um sonho se realizando! – Odiei tanto essa garota.
CW: Boa sorte. – Falei, dei as costas e entrei em meu carro, mas antes os observei entrando no elevador conversando animadamente.
Com toda certeza receberia muitas multas de trânsito porque dirigi feito uma maluca, precisava me acalmar ou causaria um acidente, por sorte cheguei logo em minha casa. Entrei e fui direto para o meu quarto. Tomei um longo banho e fui até a cozinha. Avistei Lindsay comendo e lembrei que não comi o dia inteiro.
LW: Oi mãe.
CW: Oi filha.
LW: Que cara péssima.
CW: Eu sei. – Falei enquanto preparava um sanduíche.
LW: Não vai me contar o que aconteceu? – Falou percebendo que eu não continuaria a falar.
CW: Bobagem filha, não se preocupe.
LW: Sabe que se for algo relacionado ao Gil, só é ter paciência mãe.
CW: Tudo bem, eu falo. Tivemos um desentendimento ontem, quer dizer... Foi minha culpa. – Não tive condições de continuar, apenas chorei.
LW: Vai ficar tudo bem mãe. Eu vejo amor quando olho para vocês dois. – Disse me abraçando forte.
Precisava tanto daquele abraço. Minha filha era mesmo um anjo na minha vida.
CW: Obrigada meu amor. – Beijei sua testa.
Comemos juntas e depois fomos dormir, ela dormiu comigo por muita insistência minha. Precisava de alguém ao meu lado.
Acordei atrasada no dia seguinte, me arrumei apressadamente e fazendo pouco barulho para não acordar Lindsay. Sai às pressas e mais uma vez, dirigi como uma maluca. Adentrei a sala de descanso quase sem folego pela pressa, e percebi que só estavam Nick, Sara e Greg.
CW: Cheguei muito atrasada? – Falei sentando e tentando respirar ao mesmo tempo.
SS: O Warrick já foi para o seu caso com a novata e o Gil. Ficamos te esperando, estamos no mesmo caso.
CW: Desculpe, me atrasei um pouco. Agora vamos. – Falei levantando de súbito.
NS: Calma Cath. Todos chegam atrasados pelo menos um vez na vida, respira um pouco e depois nós vamos.
CW: No caso, eu me atraso quase todo dia Nick. – Falei rindo e os três me acompanharam na gargalhada.
GS: Então vamos Sara, Nick e minha deusa. – Falou me dando espaço para passar pela porta.
CW: Tão gentil. – Falei apertando suas bochechas.
Senti sara e Nick rindo. Fomos todos no carro de Nick para o local indicado no papel. Foi uma cena de crime muito agressiva, tinha muito sangue espalhado e cinco pessoas esfaqueadas, um horror. Mas resolvemos rápido, fizemos um ótimo trabalho em equipe.
GS: Minha deusa arrasou no interrogatório, conseguiu arrancar a confissão dele. – Andávamos a caminho da sala de descanso.
CW: Só fiz o meu trabalho.
NS: Não seja modesta Cath.
SS: Vejo que alguém ficou envergonhada. – Falou olhando para mim e rindo.
GS: Fica ainda mais linda. – Todos nós rimos.
WB: Do que estão rindo? – Perguntou quando entramos.
Não deixei de notar Grissom e ao seu lado a novata. Ela tinha que desgrudar um pouco do meu namorado.
SS: O Greg cantando a Cath novamente.
WB: Isso não é nenhuma novidade.
MO: E como foi o caso de vocês? – Perguntou querendo se enturmar.
CW: Normal. Se quiser pode ler o nosso relatório. – Fiz questão de responder em um tom irônico.
GG: Ok pessoal. Estão todos liberados. – Falou encarando-me com um olhar de repúdio.
Todos saíram. Eu fiquei, precisa falar com ele.
CW: Agora podemos conversar?
GG: Acho melhor irmos para minha casa. Aqui não é um bom lugar.
CW: Tudo bem.
Saímos juntos até a garagem, na qual cada um entrou em seu carro. Deixei que fosse na frente. Estacionei na garagem de seu prédio e notei que seu carro já estava em sua vaga. Subi apreensiva, afinal não sabia o que daria dessa conversa. Ele abriu a porta para mim, que entrei. Ele me ofereceu um chá, mas não aceitei. Ele se sentou ao sofá e fez um gesto para que me sentasse também.
CW: Quem é aquela garota?
GG: Melissa Oliver.
CW: Não se faça de desentendido.
GG: Naquela noite, quando você saiu daqui... Eu recebi uma ligação do Ecklie, que dizia para fazer uma viajem de emergência...
CW: E por que você foi? – O interrompi sem a menor educação.
GG: Apesar de ser um supervisor, eu tenho que cumprir ordens.
CW: Continue.
GG: Fui buscar a Melissa. A trouxe por mera educação e ainda estou chateado, porque nossa equipe trabalha muito bem e não precisaríamos dela.
CW: Eu concordo com você. Eu odeio aquela garota.
GG: Por que? – Perguntou se aproximando de mim.
CW: Porque ela não desgruda de você. – Falei fazendo bico.
GG: Ela precisa ser treinada. – Falou se aproximando mais, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
CW: O laboratório pode arrumar uma outra pessoa para... – Fui interrompida quando ele me beijou.
Talvez Lindsay tivesse razão. Acabou tudo bem. Eu não precisava ficar temerosa, ele me ama e eu o amo, era só o que importava naquele momento. Nos afastamos por falta de ar.
GG: Você quer dormir aqui? – Perguntou com seu jeito sensual.
CW: O que você acha? – Dessa vez foi eu que o beijei ardentemente.
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