Grillows – Por um recomeço

CW: Agora podemos ir para casa. – Falei mais para mim do que para Lindsay enquanto a ajudava a entrar no carro.

Quando que eu poderia imaginar que um dia passaria por um tormento desses? Não desejo isso a ninguém. É uma sensação horrorosa pensar que pode perder quem você ama, principalmente a sua filha.

LW: Desde quando vocês estão juntos? – Gil desviou o olhar do trânsito e me encarou surpreso.

CW: Por que a pergunta? – Perguntei em meio ao riso.

LW: Por nada. Curiosidade apenas.

Gil me encarou novamente, como se estivesse implorando para que eu explicasse a nossa situação a Lindsay, e, eu sabia que ele não teria coragem.

CW: Estamos juntos sim, mas não pode contar a ninguém.

LW: Eu sabia! – Percebi que comemorava.

Um silêncio agonizante se instaurou no carro.

CW: Estão com fome? – Perguntei tentando puxar assunto.

LW: Estou, mas vocês ainda não me responderam a quanto tempo estão juntos.

Eu gargalhei alto sendo seguida por Lindsay. Grissom estava desconfortável com a situação, tinha certeza disto.

CW: Essa eu vou deixar para o Gil responder, afinal sou péssima com datas. – O olhei e ele parecia mais relaxado.

GG: São exatamente três meses, dezessete horas e doze minutos. – Falou olhando o relógio e sorriu.

Como sou fascinada nesse homem, ele me completa. Tem seus momentos Gil Grissom as vezes mas nada que não possa suportar. Ri com meu pensamento.

LW: Vocês são realmente ótimos investigadores. Conseguiram esconder tudo de todos.

CW: Eu não diria ótimos investigadores...

GG: Somos ótimos sim! – Falou enquanto estacionava o carro em frente à minha casa.

Grissom ajudou Lindsay a subir até seu quarto para que ela tomasse um banho e desceu rapidamente.

GG: Eu preciso ir. Tenho um interrogatório para fazer.

CW: Qualquer coisa me liga por favor.

Ele me abraçou e se despediu com um breve beijo. Sabia que estava apreensivo e não o julgava, afinal o desconhecido sabia muito da nossa vida.

GG: Pode começar falando. – Disse enquanto sentava-se em frente ao suspeito.

JB: Sugiro que obedeça e não queira que eu use meus métodos.

Desde que tinha chegado a sala de interrogatório, o desconhecido nada dizia, estava apenas com um olhar perdido.

JB: Senhor James Leminski, nos fale sobre a Suzi.

James: Prefiro morrer! – Gritou enquanto deixava derramar algumas lágrimas.

Grissom percebeu que ele estava totalmente perturbado.

GG: Como você entrou na casa da Catherine?

James: Pulei o muro dos fundos, encontrei a menina e a peguei.

GG: O que você queria com a Catherine?

James: Impedir que ela destruísse a sua vida!

GG: Como ela faria isso? – Falou cerrando os dentes de raiva.

James: Diria a todos do seu caso com ela e daria um jeito de você ser demitido depois de te dispensar como se fosse um nada.

JB: Como você sabe da vida dos investigadores? Andou espionando? – Jim falou com um olhar confuso, talvez processando o que acabara de ouvir.

James: Esbarrei com eles por acaso na rua, os segui e descobri da nossa semelhança. E repito que você vai me agradecer por estar te alertando. Mulher nenhuma presta.

GG: Por mim, já chega. – Disse se levantando e saindo.

Alguns minutos depois todos já sabiam do acontecido com a Lindsay.

NS: Que loucura isso que aconteceu com a Cath. — Falou se sentando no pequeno sofá da sala de descanso.

SS: Ela está bem Grissom? E a Lindsay?

GG: Estão bem agora. As deixei em casa antes de retornar ao laboratório.

WB: Ainda bem que você estava lá na hora.

GS: Como você sabia Grissom?

GG: Eu não sabia, a Catherine que me ligou pedindo ajuda. – Fez mal em mentir, mas era preciso guardar esse segredo fielmente.