Notas iniciais
Vamos a mais um capítulo!

Grillows – Por um recomeço

Desconhecido: Olá casal! – Um homem de pele clara, de estatura média, olhos aterrorizantes e barbas mal feitas estava apontando uma arma para minha filha e não deixei de notar Lindsay amarrada a uma cadeira totalmente desacordada.

Meu instinto materno me permitiu derramar lágrimas. Apoiei-me em Gil temendo cair. Meu mundo desmoronou naquele momento, não conseguia imaginar minha filha sendo alvo de alguém. Gil continuou com os olhos arregalados vendo a cena. O homem nos fez entrar fazendo sinal com a mão e exibindo a arma. Isso normalmente não me assusta, mas naquela situação era minha vida, uma parte de mim que estava em risco.

Desconhecido: Já que o casal não vai dizer nada, acho que vou ter que atirar nela. – Falou apontando a arma para Lindsay.

GG: Quem é você e o que quer?

Desconhecido: Sua vez de falar já passou.

Andamos mais para frente.

Desconhecido: Se derem mais um passo, eu atiro! – Dessa vez ele falou um pouco mais alto e parecia perturbado.

GG: Você não vai querer fazer...

Desconhecido: Blá blá blá, já conheço muito bem esse discursinho. Investigadores chatos. Deixem eu me divertir um pouco, afinal vocês dois se divertem as escondidas dos seus colegas, não é mesmo?

Como ele sabia? Quem era esse homem? E por que queria nos atingir? Perguntas que não saiam da minha cabeça, senti o mesmo arrepio de horas antes e deduzi que a sensação ruim era uma espécie de pressentimento.

GG: Já que conhece tão bem, sabe que pode acabar em uma penitenciária e ter uma pena bem longa. – Não sei o que Grissom queria, mas estava deixando o homem ainda mais nervoso, e todos sabem que o nervosismo pode acabar em tragédia.

CW: Chega Gil! – Falei de súbito e os dois me olharam surpresos.

Desconhecido: Agora eu sei quem manda na relação. – Disse em meio as gargalhadas.

Todos as expressões deste homem me deixava ainda mais com nojo. Senti uma raiva tão grande e chorei novamente, só que dessa vez mais lágrimas caíram. Gil me abraçou.

Desconhecido: Eu lamento dizer, mas os heróis nem sempre são os vitoriosos. Eu era da polícia, e a pior coisa que fiz na vida foi me relacionar com minha colega de trabalho Suzi. E desde então quero que mais ninguém passe o que passei, você vai me agradecer um dia Gil Grissom. Ah Suzi, eu te amava tanto. Vagabunda! Você acabou com a minha vida! – Dessa vez nós que arregalamos os olhos ao perceber que ela havia quebrado tudo que estava na penteadeira.

Fiquei em pânico, mas sem que ele percebesse nos aproximamos. Estava mais perto de Lindsay, mas não podia ir resgatar a minha filha. Queria dizer algo, mas não conseguia, apenas olhava a minha menina ali desprotegida. Fiquei perdida em tantos pensamentos que nem vi quando Grissom reagiu e conseguiu sozinho render o bandido. Não me pergunte como ele conseguiu tal feito porque não vi coisa alguma, mas ele deve ter aproveitado o momento. De súbito corri até Lindsay, a desamarrei e fiquei tentando acordá-la.

Grissom ligou para Brass, e, minutos depois estavam levando o bandido.

GG: Quero interrogá-lo. – Disse Grissom a Brass.

JB: Claro. Qualquer coisa me liga.

Acompanhei minha filha na ambulância em direção ao hospital, já que ela não acordava e seus batimentos estavam fracos. Gil ficou na minha casa e prometeu ir no hospital depois.

Não dormi naquela noite. Apenas velava o sono de Lindsay, ela só havia desmaiado, e agradeci a nem sei quem direito por não ter acontecido nada a minha filha. Na manhã seguinte Gil chegou ao hospital.

GG: Você deveria descansar, ela já está bem. Daqui a pouco terá alta. – Falou adentrando ao quarto. Ele olhava com carinho para Lindsay, que dormia como um anjo, o meu anjo.

CW: Eu tive tanto medo.

GG: Eu também, mas eu vou estar sempre aqui para você. – Disse se virando e me encarando.

O abracei. Era tudo que precisava ouvir naquele momento.

Notas finais
Ufa! Acabou tudo bem!