Notas iniciais
Peço perdão pela demora, mas agora estou de volta e atualizarei a história com mais frequência. Beijos e espero que não tenham desistido de mim kkk

Grillows – Por um recomeço

Estava muito animada para chegar rapidamente ao meu destino, e não conseguia disfarçar o imenso sorriso que brotava em meus lábios. Claro que Grissom também tinha sua contribuição nisto. Em poucas horas estaria pousando em terras brasileiras e confesso que não falava português, mas seria divertido conhecer um povo que aparentava ser bem receptivo. Assim que cheguei ao aeroporto, desliguei o celular para não ser perturbada e em alguns minutos, adentrei na aeronave e me permiti descansar um pouco, já que com os últimos acontecimentos não tive muitas boas noites de sono.

Brass estava transtornado com a ligação que recebera e colocou os melhores policiais a procura de Grissom, assim como o mesmo acompanhado de Sara seguiram para a casa de Catherine, para avisá-la. Em poucos minutos, ambos chegaram e desceram do carro rapidamente. Tocaram a campainha e Lindsay os atendeu.

JB: Olá. Gostaríamos de falar com a Catherine.

SS: É muito importante.

LW: Minha mãe acabou de sair em direção ao aeroporto.

SS: E para onde ela foi?

LW: Para o Brasil.

JB: Temos que falar com ela de qualquer maneira.

LW: O que está acontecendo?

SS: O Grissom foi sequestrado pelo louco que te fez refém a alguns meses atrás.

Lindsay nada disse e parecia um pouco assustada com o que acabara de ouvir.

JB: Não se preocupe, ele vai ficar bem. A única exigência do sequestrador é a presença de Catherine. Estamos tentando ligar e ela não atende e resolvemos vir aqui.

LW: Minha mãe já deve ter embarcado. E onde o Grissom está?

SS: Estamos tentando rastrear a ligação.

LW: Eu vou com vocês.

JB: É muito perigoso.

LW: Eu posso ajudar, afinal eu devo isso ao Grissom. Ele salvou a minha vida e quero fazer o mesmo por ele.

SS: Como pretende fazer isso?

LW: Minha voz parece com a voz da minha mãe. Eu posso atender a próxima ligação e tentar descobrir o local que estão.

JB: Pode funcionar. Então vamos!

SS: Você está sozinha?

LW: Minha vó já estava chegando. No caminho eu ligo para ela.

Saíram apressadamente em direção ao laboratório. Jim estacionou o carro na garagem e foi dar algumas ordens aos seus subordinados, enquanto Sara acompanhava Lindsay para a sala de descanso, na qual se encontrava o telefone pelo qual James faria contato. As duas perceberam olhares curiosos por onde passaram, mas não se importaram com isso. Adentraram a sala de descanso apreensivas e angustiadas.

NS: Oi Lindsay. O que faz aqui?

WB: Onde está a Cath?

SS: Calma galera. A Cath viajou.

GS: E não tem como ela chegar a tempo? Para onde ela foi?

LW: Para o Brasil. Ela deve estar no avião ainda, por isso não atende o celular.

WB: Sinto muito Lindsay.

NS: Sabemos que tem um carinho grande pelo Grissom.

LW: Obrigada. Na verdade, eu estou aqui para ajudar no que for preciso.

SS: A Lindsay pretende se passar pela Cath no momento que James ligar novamente e tentar descobrir o local que estão.

GS: Ou ela pode tentar enrolá-lo por algum tempo para que possamos rastrear a ligação.

LW: É o que farei.

Todos conversaram e davam instruções a Lindsay de como seria o procedimento que se propôs a fazer. A demora os deixavam ansiosos por notícias e preocupados com todo aquele silêncio de James. Passaram cerca de três horas desde a chegada de Lindsay e nenhum telefonema. Tentaram falar com Catherine algumas vezes e nada ainda. Estavam de mãos abanando.

SS: Lindsay, você deveria ir para casa descansar.

LW: Não posso fazer isso. E se ele ligar?

SS: Eu sei que está preocupada querida, mas precisamos de você descansada caso ele ligue.

NS: A Sara tem razão.

SS: O Greg te leva para casa e amanhã você volta. Além disso, sua avó acabou de ligar e ela está na sua casa te esperando.

LW: Eu já disse que não vou!

WB: Já se passou muito tempo desde a última ligação. Acho que ele não deve ligar por hoje.

SS: Não está ajudando Warrick.

WB: Desculpe.

NS: Sei que quer ajudar o Grissom, mas ele não gostaria de te ver assim.

LW: Tudo bem.

GS: Vou te levar para casa.

Greg levantou-se junto a Lindsay e levou a mesma para casa. Durante o percurso, o silêncio reinou e nenhum dos dois tinham palavras para deixar o outro confortável. Lindsay desceu do carro, adentrou em casa e se permitiu chorar abraçada a sua avó até dormir.

GS: A Lindsay está arrasada. – Disse ao entrar na sala de descanso.

SS: Ela se preocupa muito com o Grissom.

NS: Precisamos fazer alguma coisa.

WB: Eu concordo. Quanto maior o tempo que ele fica sem dar notícias, o Grissom pode estar em perigo iminente.

SS: Alguma novidade com a Cath?

GS: Ela ainda não atende o celular.

SS: Os dois já estão sofrendo com a separação, e agora mais essa.

NS: Como assim?

SS: Eu... Eu... Quis dizer que... As férias da Cath foi difícil para todos. – Disse tentando parecer sincera.

GS: Mas a Cath não tem culpa alguma.

NS: Até hoje eu não entendo essa implicância do James com o Grissom e a Cath.

SS: Ele sequestrou a Lindsay e o Grissom a salvou.

WB: Ele quer se vingar. Faz sentido.

NS: Só que esse silêncio todo não é legal.

GS: Já tem sete horas desde a última ligação.

SS: Isto sim é preocupante.

Tirei um longo cochilo e acordei assustada com o pesadelo que acabei de ter. Senti um forte aperto no peito e respirei fundo tentando controlar e afastar meus pensamentos sombrios. Olhei ao redor e vi a maioria dos passageiros dormindo ou trabalhando, chamei a aeromoça e pedi uma água. Estava tentando normalizar minha respiração ofegante e sem muito sucesso, bebi a água e o forte aperto no peito voltou a me incomodar. Senti aquilo e lembrei-me da última vez, quando Lindsay estava em perigo. Precisava checar se estava tudo bem com ela, mas as instruções formam muito claras e a utilização de celular era proibida. Respirei forte por mais alguns minutos. Olhei no relógio e percebi que dormi algumas horas, mas ainda faltava um tempo para chegar ao meu destino, mais precisamente seis horas. Coloquei o fone e como estava cansada, fui vencida pelo sono novamente.

Enquanto isso...

James: Levanta e come! Precisa estar vivo quando sua querida chegar. – Disse empurrando com o pé uma tigela com biscoitos.

Passou pelo homem caído ao chão com os olhos vermelhos, pegou sua faca e se aproximou do mesmo agachando-se próximo ao chão.

James: Não precisa chorar seu imbecil. Deveria me agradecer pelo que farei por você. Se ela lhe escolher poderá seguir em frente com a certeza que ela deu sua vida por você, e, caso contrário ficarei feliz por fazer a minha parte.

GG: Acabe logo com isso. – Disse com a voz ofegante e fraca.

James: Não será tão simples assim! – Disse levantando-se.

GG: Se acha muito esperto, mas a Cath não virá.

James: Acho que já tem sua resposta, mas ainda preciso da minha.

GG: Acabe logo com isso seu babaca! – Disse fitando o sequestrador.

James: Temos todo o tempo do mundo. – Disse gargalhando alto.

GG: Eu não deixarei a Cath fazer isso. Eu posso responder por ela. Eu me escolho! Mate-me!

James: Não seja imbecil! – Disse com ódio e chutou várias vezes o homem a sua frente.

Nenhum dos dois proferiu mais nenhuma palavra, e o único som ouvido era do choro contido do homem caído ao chão e agora sangrando.

Na manhã seguinte...

LW: Ele ligou? – Disse adentrando na sala de descanso com sua avó.

SS: Não.

LW: Passaram a noite aqui?

NS: Sim.

GS: Vou pegar uns cafés. Alguém quer? – Todos responderam positivamente.

WB: Vou com você.

Lily: Alguma novidade de onde o Grissom possa estar?

SS: Até agora, não temos nada.

LW: Eu consegui falar com minha mãe hoje pela manhã.

NS: O que?

SS: O que ela disse? Conta tudo.

LW: Não queria dar uma notícia dessas pelo celular, mas foi preciso. Depois do pequeno ataque dela, resolveu voltar imediatamente. Vai pegar o primeiro voo que encontrar de volta.

SS: Não deve ser nada fácil para a Cath.

LW: Só que o voo dura em média de 12 a 14 horas e até lá precisamos fazer alguma coisa.

SS: Certo. Tem razão.

NS: Vamos manter o plano inicial e você falará pelo telefone com o James.

SS: Posso falar com você lá fora Lindsay?

LW: Claro. – Disse afastando-se junto a Sara em direção a saída.

SS: O que realmente sua mãe disse?

LW: Ela se culpou e até chorou. Disse que se estivesse aqui, nada disso aconteceria.

SS: Mas ela não tem culpa.

LW: Minha mãe ama o Grissom e antes dela viajar eu vi os dois se beijando.

SS: Eles voltaram?

LW: Eu não sei, mas acho que ainda tem esperança para eles.

SS: Claro que tem. – Disse sorrindo.

LW: Temos que enrolar o tal do James até minha mãe chegar.

SS: Nós vamos conseguir.

LW: Eu lembrei que minha mãe pediu que não dissesse nada do rolo dela com o Gil.

SS: Ela nem precisava pedir.

LW: Acho que deveriam contar logo. Estão ficando sem argumentos para disfarçar o romance.

SS: E eu não sei disso. Eu mesma, já peguei eles várias vezes em atitudes suspeitas.

LW: São muito lerdos. – Riram juntas e voltaram para a sala de descanso.

Passaram mais duas horas e a sensação de aflição no ar crescia. Estavam preocupados, e isso era fato. Estavam tentando se distrair e para a surpresa de todos, o telefone tocou.

Notas finais
As partes em negrito serão narradas em terceira pessoa, enquanto as outras serão narradas pela Catherine.