Por um recomeço
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Grillows – Por um recomeço
Onde estava com a cabeça quando o chamei para vir a minha casa? O que foi isso Catherine? Por que não consegue seguir com a sua vida? Minha cabeça estava borbulhando de inquietações até serem interrompidos pelo meu telefone. Vi seu nome no visor e resolvi não atender, precisava preparar o jantar já que tive a brilhante ideia de convidá-lo. Os minutos passaram rápido demais, e quando percebo escuto a campainha e ainda nem tinha me arrumado ainda. Atendi a porta e era ele.
GG: Oi. Cheguei muito cedo? – Perguntou e esboçou seu melhor sorriso.
CW: Entra. Chegou sim, ainda nem me arrumei. – Respondi dando espaço para sua entrada e fechando a porta em seguida.
GG: Obrigada pelo convite. Eu fico muito feliz que você tenha voltado atrás na sua decisão e eu...
CW: Nem continue. Ainda devemos ficar separados e pôr um fim no nosso relacionamento, mas não quer dizer que não possamos jantar como bons amigos que não deveriam se relacionar. – Falei sorrindo irônica e tentando parecer fria.
GG: Quem você quer enganar? – Falou passando as mãos em meu rosto e se aproximando.
CW: Eu preciso mesmo tomar um banho. – Falei tentando demonstrar calma e interrompi o seu toque.
Houve certos segundos de um silêncio constrangedor, até que ouvi meu telefone tocar mais uma vez. Olhei no visor, vi o nome de Lindsay e precisava atendê-la.
CW: É a Lindsay! – Falei sorrindo e ele sorriu de volta.
Início da ligação
CW: Oi filha! Quantas saudades!
LW: Oi mãe! Também estou com saudades!
CW: Como está a viagem?
LW: Está ótima mãe! E o Gil? Está com você?
CW: Está aqui sim, vamos jantar. – Falei e o encarei.
LW: Manda beijos para ele então...
CW: Mando sim.
LW: Tenho que desligar agora mãe. Te amo.
CW: Também te amo filha! Um beijo!
Fim da ligação
Encerrei a ligação com um enorme sorriso, era incrível como apenas ouvir a voz da minha filha fosse me fazer sentir melhor. Notei que Grissom olhava-me sorrindo, e por um momento o encarei e percebi que realmente o amava e precisava fugir deste sentimento. Posso parecer forte, mas sou medrosa. Tenho medo de machucar-me novamente e sofrer mais uma vez. Tenho medo de fazer dele uma pessoa infeliz. Tenho medo de não conseguir continuar com a coragem de enfrentar todas as barreiras impostas pelo nosso trabalho e escolher magoá-lo em prol de uma promoção no laboratório. Tenho medo de não lhe dar valor como ele merece e ser uma péssima companheira. Eu tenho muitos medos, mas quero aproveitar a sua presença na minha casa. Vou até ele e o beijo. Um beijo desesperado, e tentei passar pelo beijo tudo que estava sentindo, e por incrível que pareça ele entendeu.
GG: Não precisa ficar com medo.
Apenas o beijei novamente, mas desta vez tentei passar amor e carinho. Ele parou o beijo e me olhou apaixonado. Passei minhas mãos pela sua face até pegar suas mãos e guia-lo até o quarto. Tudo aconteceu de uma forma tão amorosa e romântica, como eu gostaria. Não queria pensar nisto, mas seria a última vez. Foi uma incrível e mágica despedida.
Acordei primeiro que ele e o observei dormindo por alguns minutos até resolver levantar. Tomei um longo banho, e chorei. Um choro guardado e sofrido, precisava desmanchar em algum momento. Deixei as lágrimas se misturarem as gotas de água. Terminei de me arrumar e segui para o laboratório, sem ao menos olhá-lo pela última vez. Estacionei meu carro na garagem, adentrei o prédio em passos firmes e seguros.
MO: Oi Catherine. Que bom te ver. – Disse ao me encontrar nos corredores do laboratório.
CW: Que pena não dizer o mesmo. – Retruquei amarga.
MO: Sabe, ando meio enjoada esses dias. Não se preocupe que meu filho com o Grissom está ótimo, e sinto que é um menino. – Disse irônica.
CW: O filho pode até ser do Grissom, mas ontem à noite foi na minha cama que ele estava, foi em mim que ele tocou da maneira mais incrível possível e foi no meu ouvido que ele gemeu. – Falei com raiva antes de deixá-la sozinha.
Olhei o horário no relógio e percebi que estava atrasada para o meu compromisso com o Ecklie. Ri muito com o que fui capaz de dizer a Melissa e como a deixei perturbada. Não fui gentil, mas ela estava merecendo.
CE: Entre Willows. – Falou apontando a cadeira.
CW: Obrigada. Eu vou ser breve e direta.
CE: Ótimo.
CW: Quero pedir minhas férias.
CE: Como assim? Estamos em um período de início de ano, um período de maior número de casos.
CW: Eu entendo, mas preciso resolver problemas pessoais graves. E não se esqueça que tenho férias acumuladas.
CE: Não sei o que dizer Willows.
CW: Apenas assine minha liberação. Por favor.
CE: Tudo bem Willows, mas quero que retorne em dois meses.
CW: Retornarei sim. Obrigada. – Falei saindo de sua sala e seguindo até a sala de descanso.
Encontro Greg, Sara, Warrick e Nick.
CW: Bom dia pessoal. – Falei sentando na poltrona.
GS: Oi loira. Bem que poderíamos trabalhar no mesmo caso hoje. – Disse piscando para mim.
CW: Infelizmente, não irei com vocês hoje.
WB: Como assim Cath?
NS: Não vai desmaiar novamente né?
CW: Vou tirar férias.
SS: O que? E você só avisa agora? Poderíamos sair para beber antes e...
CW: Não precisa disto. Aliás, vim apenas me despedir de todos.
GS: Vai ficar quanto tempo de férias?
CW: Dois meses.
SS: Tem uma lenda de que quando um investigador tira tanto tempo de férias é porque ele está pensando em se demitir.
WB: Você vai se demitir?
NS: O Grissom sabe disso?
CW: Calma pessoal! Não irei para lugar nenhum, só preciso descansar um pouco. – Falei rindo.
Continuamos a conversar até a chegada de um Grissom que me encarava confuso, talvez estivesse pensando no motivo que não acordei ele.
GG: Bom dia. Temos dois casos hoje, então... Nick, Warrick e Melissa tem um corpo achado no lixão, e, Sara, Greg e Catherine tem um possível caso de overdose.
GS: Infelizmente chefinho, a loira não virá conosco.
GG: Por que? Está sentindo algo?
CW: Greg e Sara, eu preciso conversar com o Grissom.
Eles entenderam e saíram.
CW: Antes que pergunte, não estou sentindo nada. E só estava esperando sua chegada para dizer que vou tirar férias.
GG: Como assim? Quando decidiu isso?
CW: Antes da nossa transa de ontem.
GG: Nós fizemos amor e ainda não entendi.
CW: Que seja, mas eu preciso de um tempo. Se eu ficar, não vou conseguir ficar longe de você.
GG: Por que quer ficar longe de mim? Foi algo que fiz?
CW: Você foi e é incrível, mas não quero mais ficar aqui. Sinto que a qualquer momento vou sufocar no meio de tantos problemas.
GG: Se está falando da Melissa, eu já te disse que nunca toquei nela.
CW: Eu sei disso. Confio em você. E não me refiro somente a ela.
GG: Vai tirar férias de quanto tempo?
CW: Dois meses.
GG: Tem uma lenda de que quando um investigador tira tanto tempo de férias é porque ele está pensando em se demitir.
CW: Não vou me demitir, não darei esse prazer a Melissa. – Falei e ele riu alto.
GG: Adoro o jeito que você odeia a Melissa. – Disse rindo ainda.
CW: Bom, tenho que ir agora.
GG: Boa sorte Catherine. – Falou frio.
CW: Obrigada.
GG: Espero que encontre o que acha que está procurando.
CW: Tenho certeza que sim. – Disse com ódio do jeito que ele estava falando.
GG: Ótimo. E saiba que te darei esse tempo.
CW: Que bom. – Falei saindo da sala e seguindo para casa.
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