Por tudo
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Notas iniciais
Ao pôr-do-Sol, Mari estava tendo sua audiência com a Comandante. Havia uma missão que requeria sua habilidade em tecnologia.
— Suas habilidades podem ajudar, você e Sieghart irão para as ruínas da Igreja do Papa Constantino, há uma relíquia que estão nas mãos dos demônios que invadiram aquela área – Lothus gesticulava e apontava para o mapa que estava sobre a mesa — E temo por nossas vidas se aquelas criaturas souberem administrar o seu poder, irão trazer mais caos para o nosso mundo – Lothus olhava para os olhos heterocromáticos de Mari – E acredito que você e suas almas tenham o poder para detê-los.
— Certo, eu irei partir logo pela manhã. Sieg sabe que eu vou? – Mari olhava de relance para a Comandante.
— Sim, ele sabe.
— Ótimo.
A porta do escritório principal foi fechada atrás de Mari
E então, o dia tornou-se noite e Mari não conseguia dormir. Mexia e remexia na cama, além de sua missão, seu problema pessoal ainda a incomodava de um certo modo. E por fim, adormeceu.
Sieg estava tomando café quando Mari acordou e esfregou os olhos por debaixo dos óculos, ainda sonolenta.
— Você foi dormir tarde, aconteceu alguma coisa que possa me preocupar? – Sieg levantou a sombrancelha ao ver Mari passar por trás do balcão e ir até a geladeira pegar uma maçã.
— Foi só um conflito interno, nada relevante para a nossa missão – Dizia Mari ao morder secamente a sua maçã — Já preparou sua mochila?
— Sim, eu vou esperar você se arrumar, estarei te aguardando na varanda — Sieg se levantou da cadeira e saiu da cozinha.
—//—
Eram exatamente 06:00 quando Sieghart e Mari entraram pela floresta. As árvores eran altas o suficiente para cobrirem o Sol, estavam bem equipados e armados, esperavam qualquer ataque inimigo, embora a névoa estivesse densa demais, o que obrigou ambos a ficarem mais atentos.
Pareciam estar ouvindo vozes e sussurros, ou estava ao ponto de enlouquecerem, afinal, estavam vendo sombras e vultos em uma floresta desabitada.
“O que é essa sensação?” Mari pensava consigo, não dava para simplesmente ignorar, era algo que nunca sentira antes, era surreal. Em um piscar de olhos, Mari viu-se rodeada de orcs e goblins, todos eles levavam cordas nas mãos e começaram a amarrar Mari com as mesmas.
“Não sou fraca, possuo armamento o suficiente para derrotar todos.” Esse era o seu único pensamento no momento. Mari tentou tirar uma bomba de gás de sua pochete, mas nada adiantou, estava desativada.
— Desista, tola! Sua tecnologia é inútil contra a nossa anti-magia — Dizia o goblin-demônio mais próximo.
Mari tentou ativer o seu último recurso: As WDW. Mas foi em vão, as mesmas tiveram o mesmo fim que a bomba de gás, caíram no chão inativas.
Ela havia se perdido de Sieg por causa da névoa. Estava sozinha e o pânico tomava-lhe conta e de repente desmaiou.
Os goblins haviam aplicado-lhe um golpe na cabeça, Mari lembra das últimas palavras que ouvir.
“Deusa” e “Calnat”.
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