Por trás do olhar.

8 Quando eu vi... Oh, que grande mal entendido Parte 01


Notas iniciais
Hoy, como vão? Queria agradecer mais uma vez o apoio de todos, e saibam que é graças a vocês que essa história foi tão longe. Dividi o capítulo em dois porque tava bem grande (+ 7000 palavras), e fiquei com medo de ficar cansativo.

Renji Yomo apenas observava a todos atentamente no momento, Kaneki e Hinami pareciam chocados com o estado desolado de Touka, que sempre parecia tão forte e decidida e agora chorava inconsolavelmente no ombro do albino que parecia não saber ao certo o que fazer ( mas ainda estava melhor que Hinami que quase chorava junto enquanto acariciava carinhosamente o cabelo da sua onee-san).

Mais do que ninguém, Ren sabia exatamente o que estava acontecendo. Havia conhecido os irmãos quando pequenos, e sabia como um se apoiava no outro, e como acreditavam quase cegamente que o pai estava vivo depois de ouvirem uma conversa entre dois investigadores, portanto não se surpreendia com o estado da Kirishima, sabia que o golpe da separação e da morte do pai havia sido forte.

Relembrando a conversa que ouviu entre os irmãos, se surpreendia em como tinham a habilidade de expressar exatamente o contrário do que sentiam um para o outro. E por saber como a relação entre os irmãos era forte, decidiu que, por mais que não devesse se envolver nos conflitos alheios, não deixaria aquilo daquela forma.

"Vou contar a verdade a ela." Digitou rapidamente no seu celular, enviando para o numero de Ayato. Se bem que imaginava que o mais novo não estivesse com cabeça para verificar o celular nem tão cedo.

– Touka. — Chamou sentando-se ao lado de Hinami e trocando um olhar com Kaneki que já parecia saber o que ele iria dizer, fato que fez o mais velho sorrir internamente, tinha certeza que o albino faria o mesmo que ele se tivesse demorado mais um segundo. O homem esperou a garota se recompor um pouco, ou pelo menos tirar o rosto do ombro do outro para olhar para ele antes de continuar. — Há algo que você realmente precisa saber.

– M-Mais alguma coisa? — Respirou fundo, bebendo um copo de água que Hinami lhe trouxe.

– Sobre o seu irmão... Ele nunca foi realmente embora do distrito, e mais coisas aconteceram durante esse período de tempo do que você pode imaginar. Inclusive depois da última batalha. — Falou Yomo calmamente, vendo os olhos azuis como safiras absorverem cada palavra.

Seu corpo parou de tremer e se recuperou em um instante. Seu coração lhe dizia que tinha feito algo muito, muito errado, mas só agora sua cabeça começava a concordar.

– Pode começar a explicar isso direito. — Retomou seu olhar firme, mesmo que um tanto avermelhado, e num instante, Kaneki e Hinami, e posteriormente Irimi e Nishiki, se tornavam a plateia de Yomo na história.

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Ayato realmente queria estar bravo. Queria voltar lá e pregar a irmã na parede com uma rajada de farpas, porém, Touka tinha esse dom. Não sabia dizer como funcionava, mas era raro estar bravo de verdade com ela. E por mais que daquela vez realmente estivesse xingando-a de tudo no mundo de coração, era como se o combustível que fazia sua raiva queimar tivesse acabo ou algo desligasse dentro de si. E assim tudo o que restava era a mágoa. E uma tristeza com a qual não sabia lidar.

Tinha andado até uma espécie de porto abandonado. Ali deveria passar um rio que levava ao mar, e ainda passava, mas devido a atividade humana, agora era raso e barrento demais para ser chamado de rio. Não demorou muito e começou a chover, completando o cenário completamente deprimente.

Se manteve parado, sentindo os pingos de água o ensoparem até os ossos, ficou pensando demoradamente na sua vida até aquele momento. Não se arrependia de nada, se fosse ser sincero, havia seguido seus instintos e seu coração até agora, e por mais que muitas coisas não tivessem saído como desejava e as últimas reviravoltas tivessem acabado com a base sólida onde apoiava seus pés, não voltaria atrás. Talvez fosse só teimosia, ou quem sabe simplesmente aceitasse que estava colhendo o que plantou em alguns momentos, mas se negava a reclamar da vida que levava, por mais pra baixo que estivesse.

Ou talvez... Só estivesse tão preso nesse tipo de emoção agora por estar desocupado. Nenhuma missão para planejar, ou investigador para matar... Aquela calmaria estava o deixando mole, e vulnerável. Não devia se importar com o escândalo da irmã, já esperava que ela fosse agir quem nem uma louca sobre a morte do pai, mas...

“Prefiro terminar morta do que um monstro desprezível e sem sentimentos como você!

Monstro? Ela era humana por acaso, para classifica-lo assim como todos eles faziam com os ghouls?

– Aneki burra. — Rolou os olhos jogando uma pedrinha no rio enlameado. Ela iria morrer pensando assim, igualzinho ao seu pai.

" Eu já devia saber que não faço parte do caminho que ela escolheu seguir."

Lembrou-se de quando foi embora, no passado. Naquela manhã, havia dado uma surra em um idiota extravagante que parecia obcecado pela sua irmã, havia sido estranho encontrar um koukaku tão veloz, mas no fim, havia lhe ensinado uma lição e voltado inteiro pra casa. Touka tinha chegado da escola com uma cesta de biscoitos caseiros feitos pela sua melhor amiga da escola. Não se importou, esperou ela jogá-los fora, mas para sua total surpresa, ela os colocou na mesa e começou a comer.

" Yoriko teve todo esse trabalho para fazê-los pra mim, não vou jogar fora." Respondeu rispidamente quando o menor perguntou se ela estava enlouquecendo.

Era assustador, totalmente assustador vê-la seguir cada passo do seu pai rumo ao caixão.

"Quando aquela humana retardada te denunciar, eu juro que vou rir da sua cara." Resmungou mentalmente jogando uma pedra maior e com mais força.

– Desgraçada burra... — Resmungou entredentes fechando as mãos em punho, agora sim estava ficando com raiva. Se levantou acertando um soco forte numa coluna de concreto próxima, fazendo-a trincar.

"Porque eu sou o monstro e aqueles miseráveis que são responsáveis pelas mortes de vários de nós são gente pra ela?!"

– Morra sua idiota! — Esbravejou outra vez acertando outro soco e um chute na coluna, que dessa vez se partiu, caindo alguns metros até afundar no rio lamacento.

O garoto respirou fundo sentindo algo dentro de si tremer. Porém, antes que pudesse pensar no que seria, foi interrompido por uma voz atrás de si.

– Dia ruim?

Com o susto, por não ter percebido o desconhecido vindo — merda de chuva que nublava seus sentidos — se virou repentinamente, já liberando a kagune e pronto para matar quem quer que fosse rapidamente — ou talvez não tão rapidamente — quando foi pego de surpresa.

Quem estava ali era ninguém menos que o melhor amigo de Kaneki, aquele loiro que não tinha amor a vida, usando umas galochas horríveis e com um guarda-chuva tão grande que parecia um daqueles guarda-sois de praia.

– O que está fazendo aqui? — Indagou o azulado sentindo a adrenalina se dissipar lentamente. — Aquele idiota mandou você me seguir? — Suspeitou de imediato, afinal, conhecia bem as tendências super protetoras do companheiro.

– Não, eu já estava aqui quando você chegou. Tava lá embaixo. — Apontou para a parte baixa do porto, que parecia mais uma caverna. — Estava caçando jacarés.

– Quê??! — Ayato indagou achando a afirmação completamente absurda.

– Brincadeira, vim tirar umas fotografias. — Falou e aproximando do menor e colocando-o também sob a proteção do guarda chuva. Ele estava tão bagunçado emocionalmente que nem captou a pequena mentira. — Um colega estava atrás de umas referências de cenário sombrio e triste para o mangá dele, ai eu lembrei daqui. — Deu de ombros com um sorriso simpático. — E você? O que aconteceu? Brigou com o Kaneki? — Indagou encarando preocupadamente o ghoul a sua frente, que ainda mantinha as enormes e imponentes asas abertas a suas costas.

Por um momento Ayato pensou em dar um "não interessa" bem redondo, mas aqueles olhos castanhos o encaravam com uma preocupação tão gritante e genuína que o deixou desarmado por um segundo. Quer dizer... Só se conheciam há uns dias, porque aquela preocupação toda? Eram estranhos ainda.

– Nós brigamos todo dia. — Deu de ombros virando o olhar para a chuva. Os pingos escorrendo pela sua kagune e causando uma sensação confortável, porém seu nariz irritado que o obrigava a ficar fungando ainda o fazia odiar aquele clima.

– Ah... Então foi outra pessoa que o deixou chateado. — Concluiu o loiro, mas pela cara do menor, concluiu que era melhor não aprofundar o assunto ou acordaria no hospital. Isso se acordasse.

– Tch, "chateado". — Riu ironicamente. — Eu quero destripar alguém. — Rosnou, sua kagune cristalizando brevemente e voltando ao normal. Como um gato arrepiado na visão de Hide.

– Eu sempre quis planejar um assassinato. Mas acho que ficaria culpado se a pessoa morresse mesmo. — Comentou o loiro lembrando dos inúmeros filmes e séries que viu sobre assassinos em série.

– Vocês matam todas as outras espécies do mundo e tem pena de matar a própria. — Comentou Ayato contendo um espirro. – Patético. — Resmungou enquanto coçava o nariz, se curvando rapidamente quando o maldito espirro finalmente escapou e aproximando a kagune acidentalmente do loiro. Ayato sabia que não era perigoso quando não tinha a intenção de machucar, mas o humano não sabia, então tinha que admitir que ficou surpreso quando o mais velho não se afastou.

Iria recolher a kagune, afinal não era mais necessário estar em alerta uma vez que aparentemente eles dois eram os únicos ali, mas desistiu quando viu o interesse claro do outro. Nunca conheceu um humano que não tivesse medo de ghouls daquela forma (fora investigadores, obviamente). Em sua aparência habitual, era idêntico a um humano, então realmente não causava muito estranhamento, mas com o kagugan ativado e a kagune a mostra, ficava claro que era um predador.

Porém, apesar de tudo, o Nagachika não tirava aquele olhar de criança abobalhada.

– Isso queima? — Indagou olhando bem de perto. — Quer dizer parece fogo... — Murmurou passando a mão próximo, como se medindo a temperatura. — Posso tocar? — Questionou mirando os olhos escuros e avermelhados do menor que o encarava de volta curiosamente.

Ainda um tanto pasmo com a reação do maior, Ayato apenas dobrou o membro para mais próximo do loiro que sorriu de orelha a orelha.

– WOW CARA! — Exclamou pulando e fazendo o guarda chuva respingar agua nos dois. O azulado apenas ignorou, estava ensopado mesmo. — ISSO... ISSO É... Quer dizer... Não tem textura, e ao mesmo tempo tem. É... Como plasma... E é morninho, e... Aimeusdeus tá mexendo! Mexe! Como controla isso? Não parece ter veia nem nada... É tão... Incrível! — Simplesmente não segurava a empolgação, parecendo uma criança no parque, e por um momento o menor se esqueceu da briga de horas atrás, afinal, era complicado não rir da cara daquele loiro.

Era estranho para Ayato ter alguém tocando sua kagune assim, podia sentir cada ranhura das digitais do maior e aquilo fazia um pouco de cócegas, por isso, afastou a kagune lentamente e cristalizou por completo. O que sinceramente não esperava que fosse arrancar outro grito empolgado do mais velho.

– Parece... Sei lá, cristal... — Murmurou pasmo. — Vem cá, como é ter um troço desses? — Indagou empolgado, vendo o mais novo recolher a kagune nos ombros.

– Útil, pode apostar. — Respondeu começando a caminhar para fora dali, o loiro o seguindo instintivamente uma vez que estavam conversando. Pelo visto, Ayato teria carona de guarda chuva até em casa.

– Mas ser um Ukaku não é problemático? Quer dizer, a cansar rápido e essas coisas... — Indagou cuidadosamente, nunca tinha conversado diretamente com um ghoul sobre suas próprias habilidades.

Por um momento Ayato estranhou o fato do outro saber que tipo de ghoul ele era, mas logo se lembrou do que Kaneki lhe disse sobre o amigo doido por ghouls. Pessoas esquisitas tinham amigos esquisitos no fim das contas.

– É problemático, se você for um fracote preguiçoso. — Respondeu lembrando da irmã e sentindo uma vontade de ter dito isso na cara dela.

– Ah... E como é a do Kaneki? — Indagou o loiro empolgado, se perguntando que tipo de kagune se encaixava no amigo. Havia visto muito pouco no dia em que Nishio os atacou, então não tinha certeza se era Rinkaku ou Binkaku, e nem mesmo sua forma,

– Hm... — O menor pensou um segundo sobre a pergunta, lembrando da Rinkaku do albino, não havia nada de muito especial para se descrever, fora a resistência incomum, mas não dava muito para descrever a forma. Sobre a forma kakuja... Bem, não era como se Kaneki usasse sempre, logo a Rinkaku era mais lógica. — É grande, flexível dependendo da situação... — Tentou explicar, mas pela cara de horror do loiro, estava indo muito mal.

– Eu tava falando da kagune! Não quero saber desses detalhes sórdidos. — Ditou horrorizado, fazendo Ayato quase tropeçar na calçada quando entendeu o lado por onde o loiro captou sua resposta, não conseguindo controlar suas reações e ficando com as bochechas da cor de um tomate.

– E porque merda eu falaria disso, idiota?! — Devolveu o garoto ainda meio chocado com a mente poluída do outro que apenas começou a rir descaradamente.

Por fim acabaram indo realmente juntos até em casa. Era estranho para Ayato andar ao lado de alguém assim, ainda mais um humano. Porém, não era como se Hide desse espaço para o menor pensar sobre isso, o loiro falava incansavelmente pelos cotovelos, fazendo o Kirishima mandá-lo calar a boca mais de uma vez (não que tenha sido muito efetivo), ainda mais quando percebeu que a tal "mente poluída" do loiro era apenas um artifício para tentar deixá-lo sem graça.

No meio do caminho, foram pegos por uma ventania forte que levou de uma vez só a parte de tecido do guarda-chuva, deixando apenas o esqueleto metálico, e dessa vez, foi impossível ficar sério. Hide ria escandalosamente, o que fazia o menor querer rir do jeito atrapalhado daquele humano tão estranho, mas se conteve em um risinho baixo. Até mesmo algumas pessoas que passavam na calçada acharam graça da cena de tão cômica.

Chegaram ao apartamento ensopados até os ossos, e o Kirishima tinha certeza que depois daquela chuva, o seu nariz jamais seria o mesmo, já respirava pela boca nesse momento. Tirou as botas de cano longo e o casaco, deixando-os para secar perto da varanda (vendo Hide fazer o mesmo logo em seguida) e foi até o aquecedor que nunca tinha sido ligado até então.

E pelo visto nem ia ser.

– Tá de brincadeira né? — Resmungou para si mesmo, agora começando a se sentir realmente uma pedra de gelo. Ligou e desligou o interruptor mais uma vez, começando a ficar indignado.

– Putamerda... De novo? — Reclamou o loiro que já quase batia os dentes de frio. — Ele já deu esse problema antes, é a merda de um fio que fica soltando ali na caixa. — Apontou para uma portinha próxima ao teto, deveria ser um transformador ou algo do tipo.

– Certo, como se conserta esta merda? — Resmungou o menor já irritado com aquele frio.

– Er... Bem, tem que juntar lá em cima. E depois embaixo, só que... — Começou o loiro com um risinho que o Kirishima só podia classificar como irritante.

– Que...? O quê? Desembucha. — Ditou cruzando os braços e encarando o mais velho friamente.

– Você é tão baixinho que nem de pé nos seus ombros eu iria alcançar. — Falou o loiro explodindo em gargalhadas, o que irritava ainda mais o azulado a cada segundo, já estava querendo pintar o apartamento inteiro com o sangue daquele loiro idiota quando uma ideia lhe surgiu.

Em um movimento rápido, praticamente jogou o humano no teto. Grudando-o lá com várias farpas da sua kagune, se divertindo com o olhar de susto do maior.

– Então, diz aí como é ser tão alto, filho da puta. — Devolveu Ayato se divertindo com o ar de quem acabou de ver um fantasma do outro.

– Caralho! Ai meu deus! — O loiro olhou para baixo sentindo seu corpo balançar perigosamente. – E-Eu não vou cair, vou? — Indagou sentindo um gelinho no pé da barriga.

– Não... Digo, pelo menos não antes de consertar o aquecedor. — Sorriu diabolicamente para o maior que observava seus pés pendurados e não gostava nenhum pouco dessa visão.

– Como cabe tanta maldade nesse corpinho? — Choramingou vendo o menor lhe estender o dedo do meio.

Por fim, decidiu se virar e abrir a caixa de força, morrendo de medo a cada balançada que seu corpo dava, mas conseguiu abrir. De fato, era o problema que tinha previsto, não se surpreendeu, afinal, tinha ótima intuição para tudo. O que não esperava era sentir o fio de baixo se soltando quando puxou com o máximo de cuidado para encaixar...

– Ayato... O fio de baixo soltou. — Falou em um tom cuidadoso vendo a aura maligna do pequeno. – Poderia, er... sabe ...

– Humpf. — Resmungou se abaixando e tirando a tampa do aquecedor com um puxão brusco, já podia ver de primeira qual fio estava solto. Logicamente, não pensou nem por um segundo que mexer em eletricidade estando molhado até os ossos fosse algo perigoso.

Foi tudo num piscar de olhos: A descarga elétrica, a faísca, as luzes piscando do prédio inteiro, e um corpo caindo duramente sobre outro, fazendo um forte impacto e um barulho que com certeza todos os moradores ouviram.

O Nagachika se levantou mais do que depressa, se dando conta de que tinha caído com todo o seu peso sobre a cabeça do menor que não estava reagindo no momento. O que fez seu coração gelar. E se... Oh, não... Não... Não... Não...

A porta abriu de repente, e um trovão forte soou lá fora. Tal como uma cena de filme de horror.

– Mas o que diabos aconteceu aqui? — A voz do albino soava assombrada.

– Kaneki, eu juro que não matei seu namorado!

Notas finais
Pobre Ayato... kkkkkkkkkkkk. Eu tenho que admitir que tive uma dó especial dele nesse cap, mas gostei de escrever a forma como o Hide, só com aquele jeitão dele, consegue fazer alguém magoado se sentir melhor, acho que é justamente isso que torna a amizade dele com o Kaneki tão linda. Só eu amo esse loiro? Que cena vocês mais gostaram? Indo postar o próximo ~ Kissus!