Por que ele?
8 A kiss in the light of the full moon.
Notas iniciais
Depois disso, nós fomos para aula, a casa da Bitch-chan é perto da minha, sei disso porque quando estávamos indo, passamos pelo mesmo caminho que eu passo com meus irmãos.
Ela não olhou pra mim durante todo o trajeto, ela provavelmente ainda estava envergonhada pelo que tinha acontecido, mas na escola ela finalmente olhou para mim.
— N-não conte pra ninguém...
— Não se preocupe.
— Você vai me mostrar a escola no lanche?
— Sim, mas por hora vamos para a aula.
— Sim.
Quando ela respondeu, desviou o olhar novamente. Quando chegamos na sala nós nos sentamos e ainda não olhamos um para o outro, Justin percebeu e deu um sorriso, não sei e nem ligo para o que ele está pensando, mas fico feliz que a Bitch-chan não percebeu. A aula como de costume foi chata, na hora do lanche, pouco antes de eu sair com a Lysandra, o Ayato entrou na sala, todas as meninas começaram a gritar e fazer comentários. (Autora: tipo assim: ORE-SAMA NOTICE ME SENPAI)
— Garotas estupidas.
— O que você quer Ayato?
— Reiji mandou falar que amanhã ele precisa de você em casa.
— Mas ontem ele falou que não ligava.
— Só estou te falando. (Autora: Vai logo, tem que gravar o 1° ep da segunda temporada).
— Laito-kun, você... Ah, desculpe. – Bitch-chan ia falar algo, mas depois notou que eu estava com o Ayato.
— Quem é você?
— Lysandra, prazer em conhecê-lo... – Notei que Ayato estava olhando muito pros seios da Bitch-chan. (Autora: Oh my god, outro pervertido).
— Ayato Sakamaki, eu sou irmão do Laito.
— Ayato, Lysandra é a minha parceira aqui na sala. – Eu disse ficando na frente da Bitch-chan.
— OK. — Ayato disse saindo da sala.
— Vamos? – Eu peguei a mão da Bitch-chan e saí da sala.
Mostrei toda a escola para ela, depois do intervalo nós voltamos para a sala e a aula foi chata também. Quando saímos, Reiji foi falar comigo, disse que o pai da Lysandra queria que eu fosse para casa, pois ele poderia deixar o Tougo com ela, Reiji achou que tinha feito algo (E fiz), mas não sabia o quê, combinamos que essa seria minha ultima noite na casa dela, pois ainda tínhamos o trabalho. Depois o Tougo foi nos buscar, quando chegamos, a Bitch-chan pegou algumas coisas e trocou de roupa, ela colocou um vestido roxo sem manga e amarrou o cabelo, será que ela não fica com frio, vestida assim de noite?
— Eu sei um bom local para observarmos as estrelas. – Lysandra disse e começou a andar, eu fui atrás dela.
Nós fomos para trás da casa dela, lá tem um pequeno monte com várias árvores, mas no topo não tem tantas, o que nós dá uma boa visão das estrelas. Começamos a pensar no que poderia ser nossa constelação, até que nós decidimos fazer a letra L porque era a letra inicial dos nossos nomes. Eu e a Bitch-chan ficamos olhando para o céu por um tempo para procurar as melhores estrelas.
— O que está cantando? – Eu percebi que a Bitch-chan estava cantarolando uma música.
— Uma música, sempre me dá vontade de cantá-la nas noites de lua cheia.
— Por que não canta?
— Eu não tenho uma voz muito boa, eu tenho certeza que você iria rir de mim!
— Eu nunca faria isso. Cante. – Quando eu falei isso ela assentiu com a cabeça e começou a cantar.
Are you going to Scarborough Fair?
Parsley, sage, rosemary and thyme
Remember me to one who lives there
She once was a true love of mine
Tell her to make me a cambric shirt
Parsley, sage, rosemary and thyme
Without no seams nor needle work
Then she’ll be a true love of mine
Tell her to find me an acre of land
Parsley, sage, rosemary and thyme
Between the salt water and the sea strands
Then she’ll be a true love of mine
Tell her to reap it with a sickle of leather
Parsley, sage, rosemary and thyme
And gather it all in a bunch of heather
Then she’ll be a true love of mine
Then she’ll be a true love of mine.
— Você canta muito bem, um dos meus irmãos também canta essa música.
— Que legal!
Perto da lua tinha uma estrela que parecia estar brilhando mais que as outras, Lysandra disse que queria que aquela fosse o início do L, ela fez um desenho de um L e colocou alguns pontos para representar as estrelas.
— Como vai fazer a foto Bitch-chan?
— Eu tenho uma câmera. – Ela disse e puxou uma câmera da bolsa que ela tinha levado com ela, eu notei que ela estava sorrindo demais.
— Por que está sorrindo assim?
— Parece que você passou o dia todo sem me chamar de “Bitch-chan”, acho que senti um pouco de saudade...
— Ah, então era por isso... – Eu falei, achei engraçado e comecei a rir.
— Pare, é verdade. – Depois disso ela tirou duas fotos, em uma ela ligou as estrelas com uma caneta branca e a outra ela guardou.
— Eu não sabia que existia uma caneta com tinta branca.
— Só vende em lojas de material de desenhos.
Acabamos o trabalho e ficamos mais um tempo lá em cima, depois a Bitch-chan disse que estava com frio e por algum motivo, eu senti uma imensa vontade de beijá-la.
— Laito-kun? – Ela disse enquanto eu me aproximava dela.
—... Bitch-chan. – Eu a beijei, por sinal ela ficou muito surpresa, ficamos assim por pouco tempo. Quando nós separamos, ela não disse nada, apenas ficou me olhando. – Você entendeu o que acabou de acontecer? Eu vou te mostrar mais uma vez.
Eu beijei ela de novo, foi mais demorado e eu coloquei meus braços em volta da cintura dela.
— É-é melhor nos irmos... Está ficando tarde... – A Bitch-chan disse se levantando.
— Como quiser Bitch-chan.
— Mas... Por que você me beijou? – Ela me perguntou, mas eu não respondi.
Nós voltamos para a casa dela e o Tougo estava conversando com o pai dela, nós íamos passar direto, mas o Tougo percebeu que a Bitch-chan estava muito vermelha.
— O que aconteceu? – Tougo perguntou olhando para nós.
— Do que está falando? – O pai da Lysandra estava de costas para nós, ouvindo aquilo, ele virou na nossa direção.
— N-nada aconteceu! – Lysandra respondeu rapidamente.
— Você está com febre Lizzy-chan?
— Não!
— Então por que está tão vermelha filha?
— Por nada.
— Vamos deixar esse assunto pra depois e jantar? – Finalmente Tougo fez algo útil, não que eu esteja com fome, só estou um pouco grato, isso tirou a atenção do pai da Lysandra.
No jantar, nós comemos como se nada tivesse acontecido. O mais estranho é que a irmã da Lysandra não estava na mesa.
— Onde está a Kristy pai?
— Ela tinha uns deveres atrasados, então eu mandei ela fazê-los e somente quando acabasse vir jantar.
— Entendo.
— Como foi o dia de vocês...? – O pai da Lysandra perguntou olhando pra mim, ela parecia querer dizer mais alguma coisa. – Qual é mesmo seu nome, jovem?
— Laito, Laito Sakamaki. E o dia foi bom. – Quando eu falei meu nome, o pai da Lysandra parece ter entrado em pânico, ele se levantou rapidamente da mesa e puxou Tougo do lugar dele, levando ele para outro cômodo da casa.
— EI!!! – Tougo tinha gritado quando o pai da Bitch-chan arrastou ele para fora da cozinha, eu e a Bitch-chan continuamos a comer em silêncio.
♥ Tougo Sakamaki♥
— EI!!! – Ei gritei quando o Felipe me puxou (Autora: Tinha me esquecido de dizer o nome do pai da Lyz). Não por surpresa, sim por encenação.
— Sakamaki?! Ele é seu filho! – Felipe estava, pode-se dizer, histérico.
— Eu sei.
— Não me venha com “Eu sei”, por que não me avisou?!
— Não achei que fosse necessário. Confesso ter até ficado impressionado com sua coragem a mostrar desprezo pelo meu filho.
— Eu não sabia! E se agora ele quiser me matar?!
— Sinceramente, você parece tão patético falando e agindo assim. Não se preocupe, quem te matará será eu. Você pagará pelos seus crimes com sua vida.
— Depois de tudo que eu fiz por você?
— Depois de tudo que EU fiz pela Lysandra. Deveria me mostrar no mínimo um pingo de gratidão, por ainda não ter te matado e pelo contrário, estar te ajudando.
— Como pode estar me ajudando tentando tirar minha filha de mim?
— Simples, ela não é sua. Não iria deixar o que é meu sofrendo, digamos que você foi como a babá dela, se eu quisesse, teria te matado no instante em que eu te vi fugindo.
— E por que não matou?
— Digamos que eu queria ver até onde você conseguiria mentir para ela, mas ela já tem idade suficiente para se tornar uma noiva de sacrifício, então, eu vou pega-la de volta, contar a verdade para ela e faze-la noiva de um dos meus filhos. – Eu disse voltando para a cozinha, antes de entrar nela, eu virei para trás, sorri e disse “Vamos?” e ouvi ele dizendo “Seu bastardo”.
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