Por las manos del Destino
3 En los brazos de un Ángel
Notas iniciais
Fechei os olhos por alguns segundos, só podia ser brincadeira do destino, segurei a mãos dele que me olhava com um sorriso irônico nos lábios.
— Prazer Senhor Monterrey, sou Regina Sotomayor.
Renata veio para meu lado. – Vamos nos sentar e começar. — Me sentei ao lado dela e ele em minha frente, ninguém falou nada, Renata olhou para o pai dela e depois pra mim. – Pai, pode começar.
Respirei, perdi uma doação. – Renata acho que seu pai...
Ele me interrompe. – Por favor senhora Regina me conte sobre esse trabalho.
O olhei surpresa. –Bom, eu trabalho com pessoas que tiveram percas em sua vida, principalmente mulheres, eu tento dar um pouco de conforto a essas pessoas, que perdem todo seu mundo quando alguém querido morre, temos aulas de cozinha, musica, jardinagem, terapias, tudo pra poderem ocupar a mente, quando se perde quem amamos a dor e tão grande que você se perde, o centro ele e uma mão que puxa pra luz novamente. – Falar do meu trabalho e maravilhoso, olhei Renata que estava sorrindo pra mim, olhei o pai dela, não conseguia decifrar esse olhar. – É isso.
Vi Renata olhar para Henrique. – Eu te disse papai, é impossível fica imune ouvindo Regina falar.
Olhei pra Henrique, ele sorriu pra filha. – Realmente é um trabalho incrível, Renata pede pra secretaria te entregar o cheque.
Renata se levantou e saiu da sala, Henrique me olhou. – Espero que não se importe se um dia eu for conhecer o seu centro.
Fiquei surpresa com o interesse dele. – De maneira nenhuma, afinal sempre é bom você conhecer pra onde vão as doações.
Ele apenas balançou a cabeça, e Renata entrou entregando o cheque a ele, Henrique se levantou e eu acompanhei, ele me entregou o olhei e sorri, primeiro sorriso sincero que dava direto a ele, que retribuiu.
— Muito obrigada, não sabe como isso vai ajudar essas pessoas, Renata obrigada. – Abracei ela.
— Esse trabalho merece isso e muito mais.
Henrique estendeu a mão. – Foi um prazer minha senhora.
Apertei a mão dele. – Muito obrigada senhor Henrique.
— Vamos Regina, eu vou sair e te acompanho. – Renata se despediu do pai e saímos juntas da empresa.
Depois que sai da empresa já passei no banco para depositar o cheque na poupança do centro, de lá fui direto para o centro, encontrei minha irmã no jardim com a minha mãe.
— Regina filha, como foi?
Me sentei ao lado delas. – Foi ótimo, já depositei a doação na poupança do centro.
— Que maravilha, você tem visitas irmã.
Olhei para a Blanca. – Quem?
Minha mãe sorriu. – Antônio esta em seu escritório.
Me levantei, Blanca me olhou divertida. – Seu estimado amigo.
Fui até meu escritório, quando entrei na sala Antônio se levantou com um buque de flores.
— Como esta Regina?
Me aproximei, ele me estendeu o buque o peguei. – Muito bem Antônio, obrigada são lindas, sente-se por favor, ele se sentou e eu fui para minha cadeira.
Henrique:
Logo após a reunião com a ‘’Minha Senhora’’, passei o dia com empresários, cheguei em casa Renata estava na sala.
— Boa noite papai.
— Boa noite meu amor, como foi o dia?
— Cansativo, mas bom.
Sorri pra ela e fui pegar um pouco de whisky, me sentei ao seu lado. – Hoje passei o dia revisando contrato com empresários.
— Papai, obrigada pela doação de hoje, sabe como é importante pra mim.
Coloquei o copo na mesinha da sala, e peguei em sua mão. – Tudo o que é importante pra você é pra mim minha princesa, devo confessar que o trabalho dela é tocante, especial.
— Sim, você precisa ver pessoalmente.
— E que tal eu ir com você amanha pra conhecer?
Renata sorriu pra mim. – Eu ia adorar papai.
— Então estamos combinados, amanha vou com você.
Ela me abraçou, ficamos conversando, jantamos e ela foi para o quarto, fiquei um pouco no escritório, Catarina queria me ver mas estava muito cansado, subi, tomei um banho e cai na cama.
Quando desci para o café Renata já estava a minha espera, tomei apenas um suco e saímos, o motorista nos levou até o centro, Renata entrou primeiro, a entrada dava para um jardim lindo.
— Papai eu vou achar a Regina, vem comigo ou me espera aqui?
— Eu te espero aqui filha.
Ela se afastou e eu comecei a caminhar pelo jardim, um pouco a frente vi Regina, ela estava cercada por algumas mulheres, me aproximei mais um pouco conseguindo ouvi-la.
— Muitas vezes precisamos nos refugiar em alguma coisa para esquecer a dor, eu me refugiei na musica.
Observei ela retirar o violino, se posicionou e começou a melodia, vi ela fechar os olhos e se deixar levar pelo sentimento, apenas não sabia qual era, ela tocava com a alma, não conseguia desviar meus olhos.

A musica inteira ela tocou com os os olhos fechados, como se a levasse a um momento que apenas ela conhecia, quando acabou ela abriu os olhos e eles foram atraídos para mim, vi o olhar dela de surpresa, ela voltou para o grupo de mulheres disse algo e se levantou vindo em minha direção.
— Senhor Henrique, que surpresa.
— Eu disse que um dia viria ver o trabalho do centro.
— Sim, apenas não achei que viria tão rápido.
Coloquei as mãos no bolso da calça. – A forma como você falou despertou minha curiosidade. – Regina apenas me olhou. – Toca maravilhosamente bem.
— Obrigada.
— Eu te devo um pedido de desculpas, na verdade vou fazer melhor. – Estendi minha mão para ela. – Sou Henrique Monterrey, pai da Renata, sua voluntaria, e com muito prazer ontem fiz uma doação para seu centro, muito prazer.
Ela olhou para minha mão, sorriu e a segurou – Prazer, sou Regina, não costumo beijar homens na rua, sou dona do centro em que doou o dinheiro e o agradeço muito, prazer.
Sorrimos, quando escuto a voz da Renata, soltamos a mão.
— Vejo que encontrou Regina primeiro. – Regina sorriu pra minha filha.
— Sim, eu estava no jardim.
— Meu pai veio conhecer o centro, eu tenho algumas consultas agora, pode esperar pai?
— Se quiser posso mostrar o centro ao seu pai Renata.
Olhei para Regina. — Não vai te atrapalhar?
— Não, a próxima sessão com as mulheres é apenas a tarde.
— Então esta certo.
Renata foi para sua sala e Regina começou a me apresentar o local, realmente era fantástico, ela cuidava com tanto amor e carinho, no olhar dela você via o brilho, entramos na cozinha.
— Henrique essa é minha irmã Blanca, Blanca esse é Henrique Monterrey o pai da Renata.
A irmã dela me entendeu a mão. – Muito prazer senhor Henrique.
— Sem o senhor por favor, o prazer e meu. – Apertei a mão dela.
— Aqui é onde as mulheres tem aula de cozinha, minha irmã as ensinam com receitas novas, ocupando a mente de cada uma.
Ficamos um pouco conversando com a irmã da Regina e depois fomos para a sala de Renata, ela já estava sozinha.
— Oi, e ai papai o que achou?
Me encostei na mesa, as duas ficaram de frente pra mim. – É magnifico, realmente você tinha razão filha, você se envolve sem perceber.
— O trabalho não é fácil, tem pessoas que chegam aqui quebradas, sem vida, umas até já tentaram cometer suicídio, mas com paciência e com amor tudo se consegue.
Me parecia que o amor que ela sentia não era apenas por ter construído esse centro, vai mais alem, era como se ela vivesse isso, esse sentimento da perca.
— E como surgiu a ideia de você abrir um centro para essa causa?
Continua...
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