Por favor, espere.
8 Por favor, fique comigo essa noite.
Por favor, não tenha medo se eu disser que estou apaixonado por você. Por favor, não fuja se eu tocar os seus lábios. E sempre quando estiver sem chão, sem rumo… Lembre-se de que eu estarei aqui, para te cuidar, te proteger. Não deixarei que nada entre em teu caminho, lutarei com todas minhas armas, somente para te defender.
Restaurante Otsuyama No Ryu;
Sábado – 15 de novembro de 2014
Bento desceu do carro e foi seguido por Gregori, o rapaz sorriu para o mais alto.
― Um restaurante oriental? ― Gregori perguntou meio confuso.
― Hm, é. Você não curte? ― Bento perguntou meio sem graça.
― Hmmm, não é uma das minhas culinárias favoritas... ― Gregori disse sem graça.
Bento riu.
― Acho que já sei o tema da minha próxima coluna. ― Bento disse baixo com um sorrisinho nos lábios.
Gregori olhou com cara de deboche.
― Qual foi? ― Bento perguntou rindo.
― Nada, nada. ― Gregori também riu. ― Vamos entrar.
Bento sorriu e assentiu positivamente com a cabeça, os dois se dirigiram para a entrada do restaurante. O lugar era bonito e totalmente em estilo oriental, até mesmo suas placas com indicações eram em japonês. Os rapazes entraram, e logo uma moça nada japonesa veio atendê-los. A garota era ruiva e aparentava ter uns 19 anos. A maquiagem puxava seus olhos, a roupa asiática parecia uma fantasia mal feita.
― Boa noite! ― Disse a atendente com uma voz, que Bento julgou muito melosa.
― Boa noite! ― Bento disse seco quando percebeu que a moça não tirava os olhos de Gregori.
Gregori não pareceu notar.
A moça continuou sorrindo.
― Vamos querer uma mesa mais reservada! ― Gregori disse sério.
― Ah claro! ― A moça disse mais frustrada ao perceber que os dois poderiam ser um casal. ― Por favor, sigam-me senhores.
Os rapazes tiraram seus sapatos. A moça indicou onde eles deveriam deixá-los.
A garota saiu caminhando na frente com um pouco de dificuldade em cima daquelas sandálias de madeira. Bento segurou o riso.
― O que? ― Gregori sussurrou.
Bento apenas balançou a cabeça negativamente.
Os dois passaram por uma porta, e subiram alguns degraus. Foram para outra parte do restaurante. Essa tinha uma parede totalmente de led, com imagens de cerejeiras japonesas. Algumas outras imagens de lugares no Japão também eram mostradas na parede.
― Hmmm, original, hem? ― Gregori ironizou.
Bento riu.
― É legal, para... ― Bento disse sorrindo.
A moça mostrou uma mesa no chão e os garotos seguiram até lá.
― Vamos decidir! ― Gregori disse seco e ignorando a moça.
Ela sorriu amarelo e saiu.
Os dois se olharam, Gregori sorriu pra Bento.
― O que você prefere? ― Gregori perguntou, e logo em seguida sorriu daquele jeito cafajeste que Bento adorava.
― Você escolhe. ― Bento disse baixinho e sentindo seu coração bater mais rápido.
Balada Michaelis;
Sábado – 15 de novembro de 2014
Felipão estava sentado no bar enquanto bebericava uma bêbeda qualquer, o sorriso cativante que o garoto tinha estava à mostra para que todos os outros que passavam pelo bar, ou que estavam na pista pudessem ver.
― Oi gatão. ― Disse um garoto loiro que chegou bem próximo ao ouvido de Felipão.
Felipão sorriu e sentiu seu corpo arrepiar de leve.
― Oi. ― Ele disse sorridente.
― Me chamo Toni! ― Gritou o loiro para Felipão.
― Felip... ão! ― Disse o garoto rindo.
O loiro riu e mordeu o lábio.
Felipão piscou.
― Mas é tudo ão, mesmo? ― O loiro perguntou maliciosamente.
‘Que cara de pau’ Pensou Felipão. Mas riu e concordou com um balanço na cabeça indicando positivamente.
―Posso conferir? ― Perguntou o loiro, um pouco atirado demais.
Felipão sorriu, mas dessa vez mais sem graça.
‘Essa pode ser minha última vez de provar pra mim mesmo que não sou um broxa!’ Ele pensou e então levantou do banco onde estava.
― Acho que vi um dark room por ali... ― Felipão disse com um sorriso sacana.
O loiro riu. Os dois seguiram para o dark room.
Restaurante Otsuyama No Ryu;
Sábado – 15 de novembro de 2014
Bento e Gregori haviam terminado de comer, e tomavam saquê e riam o tempo todo.
― Lembra daquele sapo de borracha dentro da sua mochila? ― Perguntou Gregori.
Bento ficou em silêncio enquanto pensava.
― Fui eu! ― Gregori disse na maior cara de pau e depois riu.
Bento fez uma cara de deboche.
― Você realmente foi sempre muito sem graça! ― Bento falou sério.
Gregori parou de rir e olhou para Bento.
― Continua me achando sem graça? ― Gregori perguntou sincero.
― Bom, talvez pelo fato de você ser meu chefe isso tenha diminuído um pouco! ― Bento confessou sorrindo.
Gregori levantou de onde estava sentado e sentou-se de novo ao lado de Bento.
― Hm, só por isso? ― Ele perguntou sedutor enquanto segurava o queixo de Bento.
― N-Não sei! ― Bento gaguejou.
Gregori riu e então beijou os lábios de Bento. Um beijo calmo, sereno e sem pressa. Os dois levavam um ritmo lento. As línguas dançavam em sincronia. As mãos de Bento desceram para perna de Gregori e quando ele se deu por conta estava apertando e subindo as mãos para mais perto do volume de Gregori. Gregori sorriu maliciosamente entre o beijo.
‘Click’
Bento parou o beijo e olhou em volta.
― Você ouviu isso? ― Bento perguntou.
― Isso o que? ― Gregori perguntou sério.
‘Click’
― Um click, sei lá... ― Bento disse sério.
― Não ouvi nada, vem cá vem... ― Gregori disse baixo e puxou Bento novamente para um beijo. Esse foi mais rápido, mais forte, mais intenso, mas durou menos.
Bento se afastou.
― Passa a noite comigo? ― Bento perguntou rápido antes que se arrependesse do que estava pensando em fazer.
― A noite com você? ― Gregori perguntou sério, mas com um tom bem malicioso.
Bento riu.
― Idiota!
― Acho que estou me apaixonando! ― Gregori disse baixo.
Bento sorriu e sentiu suas bochechas corarem.
Os dois levantaram, estavam prontos para irem embora.
Apartamento de Bento;
Madrugada de domingo – 16 de novembro de 2014
Bento e Gregori subiram no elevador se beijando. Os dois riam como adolescentes.
― Shiiiiii, faça silêncio! ― Bento pediu rindo.
Gregori fez sinal de silêncio e então riu também.
Não estavam bêbados, mas meio alterados, ou talvez embriagados de paixão.
Bento abriu a porta e a luz estava acessa, foi então que notou que haviam roupas jogadas pelo chão da sua sala.
― Você é meio bagunceiro, não é? ― Gregori disse rindo.
― N-Não são minhas... ― Bento disse, mas se calou quando ouviu um gemido vindo do seu quarto.
Sem demora o garoto se dirigiu a passos rápidos para o quarto. Seguido por Gregori que notou que algo estava errado. Bento abriu a porta do quarto com força.
― BENTO! ― Gritou Luc, que estava sentado sem roupa em cima de um rapaz negro.
― L-Luc... ― Bento disse baixo, mas então se estressou. ― QUE PORRA É ESSA?
― Eu posso explicar... ― Disse Luc envergonhado.
O celular de Bento começou a tocar. Ele pegou o celular e viu o número estranho no visor.
― Droga! ― Ele disse antes de atender o celular. ― Conversamos em um minuto, Luc, enquanto isso vista suas roupas. ― Bento disse bravo.
Caminhou em direção a sala e atendeu o celular.
― Alô!
― Bento? Oi, Bento... Sou eu, o Fê!
― Que número é esse? ― Perguntou Bento.
― É de um telefone público! ― Disse Felipão constrangido ao telefone. ― Você poderia vir me buscar aqui na Michaelis?
― Por quê? O que aconteceu? ― Bento perguntou sentindo sua paciência acabar de vez.
― Eu fui roubado, levaram tudo. ― Disse Felipão que começou a chorar.
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