Por acaso

6 Mundo inteiro.


Notas iniciais
Bom, o titulo capitulo eu tirei da musica da Roberta Campos que eu estou viciada. Espero que gostem do capitulo, tô meia deprê então não sei se saiu bom. Boa leitura! :*

Clara.

Assistir Marina ir embora daquele jeito me deixou sem chão, Sara tinha falado alguma coisa e eu ia descobrir. Chamei a garota na minha sala, que em 5 minutos apareceu sorridente, mas seu sorriso logo sumiu quando viu meu semblante serio.

–Me chamou? Perguntou ela entrando.

–Chamei sim, Sara... o que a Marina veio fazer aqui? Perguntei levantando e me sentando na mesa, ficando um pouco distante dela.

–Entregar a sua bolsa, por que?

–Você disse alguma coisa a mais pra ela?

–Sobre? Perguntou se aproximando de mim, oque me fez se afastar e ficar atrás da mesa de novo. –Tá fugindo de mim, “Clarinha”?. Disse fazendo cara de deboche.

–Estou e com razão né. Sara deixa eu esclarecer uma coisa pra você.

–Fala ai. Disse ela sentando.

–Eu te acho linda, legal, simpática, inteligente... só que você não faz meu tipo e eu gosto da Marina.

–Ah, gosta? E por qual motivo cê tá me falando isso?

–Não quero que você confunda as coisas, apenas isso.

–Relaxa Clara, não vou ser uma ameaça pro seu relacionamento. Disse levantando. –Ou talvez sim... não sei, depende do seu ponto de vista.

–Eu não tenho relacionamento nenhum com ela, mas se um dia eu tiver... espero realmente que não seja mesmo.

–Ok, vou voltar ao trabalho, tem muita coisa pra fazer daqui pra frente. Disse saindo da minha sala.

O relógio de parede da minha sala marcava 17h45h, depois que Marina saiu daqui não me mandou nenhuma mensagem e nem me ligou, eu ficava olhando o celular de 5 em 5 minutos e nada. Me foquei no trabalho e decidi deixar isso pra lá.

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Marina chegou em Angra quando a noite já estava caindo, checou seu celular pra ver se tinha alguma coisa de Clara e nada. Decidiu tomar um banho e ir fotografar alguma coisa, já que era a única coisa que animava ela.

Clara trabalhou até as 01h30 e avisou que não ia mais aguentar ficar acordada, foi dispensada. Chegou em casa, tomou um banho pegou o celular pra ligar para a Marina e saber se estava tudo bem. Mas faltou coragem e pelo horário, imaginou que a mesma estaria dormindo.

E assim ficaram durante 3 semanas, sem noticias.

Clara mesmo com a correria do hospital, pensava em Marina o tempo todo e Marina do mesmo jeito, só que o jeito dela de sofrer por causa da distancia, era mais complicado.

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Clara.

Estava dormindo e despertei com o insistente toque do meu celular, era um numero desconhecido mas mesmo assim atendi.

–Caralho, isso é hora de ligar para os outros? E no sábado ainda? Que saco. Resmunguei pegando o celular em cima do criado mudo.

–Alô? Atendi me sentando na cama.

–Alô é a Dra. Clara? Perguntou uma voz feminina.

–A própria, quem é?

–Oi, é a Vanessa.

–Ah, oi Vanessa... tudo bem?

–Tudo sim. Clara, você tem algum compromisso hoje?

–Não, estou de folga. Porque?

–Ah, porque eu preciso de você. Você pode vim aqui no estúdio? Tipo agora.

–Vanessa, acho melhor não. Eu e a Marina, não estamos bem.

–Ela não está aqui e eu preciso de você. Te espero aqui, tchau.

Ela desligou e nem me deixou responder. Levantei e tomei um banho. Optei por uma jardineira jeans e uma regata da cor rosa claro, peguei meu All star e minha chave do carro.

–Aonde vai tão cedo Clara? Perguntou Cadu assim que eu apareci na sala.

–Sabe que eu também não sei. Disse pegando uma maça e dando um beijo na testa dele. –Tchau Cadu, até mais tarde.

Cheguei na mansão 9h15 da manhã. Vanessa já me esperava no portão.

–Sabia que você ia vir. Disse me dando dois beijos no rosto.

–E porque eu tô aqui? Disse saindo do abraço.

–Você vai saber, guarda teu carro na garagem. Disse e 2 seguranças abriram os portões.

–Ok. Entrei o corro e fiz oque a ruiva pediu. Sai e ela me puxou pra dentro do estúdio.

–Flavia, amor? O helicóptero? Gritou a ruiva na escada.

–Esperando vocês. Você já vai? Uma morena desceu a escada. –Ah, oi Clara. Sou a Flavia assistente da Marina. Disse estendendo uma mão e eu apertei.

–Prazer Flávia, Marina já me falou de você. Mas helicóptero pra que mesmo?

–Falou de mim? A morena perguntou confusa.

–Você já vai saber o porque do helicóptero Clara, vamos. Disse a ruiva dando um beijo na morena e me puxando pra fora do estúdio.

O motorista percorreu um longo caminho até o local aonde se encontrava o helicóptero que esperava por nós, claro.

–Boa sorte e traga a Marina de volta. Disse a ruiva virando as costas.

–Ei, ei Vanessa. Me explica. Trazer a Marina? Não entendi.

–Clara, a Marina está em Angra faz 3 semanas, em uma depressão que só Deus na causa e eu e você sabemos o motivo. Né? Bom, agora é com você. Bye! Disse a ruiva entrando no carro.

Entrei no helicóptero sem coragem nenhuma. Chegamos em angra as 10h15. O lugar era lindo. Fui guiada até a entrada da casa por um dos seguranças.

Entrei e procurei Marina pela casa, achei ela no quarto, ela dormia igual um anjo. Estava só de lingerie preta, ela estava linda e ao mesmo tempo com um semblante triste. Me afastei um pouco e liguei pra ela, vi ela se assustar e pegar o celular.

–Clarinha, que saudades! Como você esta?

–Oi! Estou bem. Amei a sua lingerie.

–Obrigada, ela é mesmo bem... pera ai, você esta me vendo? Ela perguntou olhando pra todos os lados do quarto. Desliguei o telefone e caminhei até ela.

–Bom dia garota sumida. Abracei ela forte e me senti em paz depois de muito tempo.

–Como você chegou aqui? Nossa que felicidade. Disse ela animada.

–Uma ruiva doida e marrenta me informou que tinha uma morena linda e sozinha em uma casa em Angra. Disse tirando meu tênis e deitando junto com ela. –E eu vim fazer companhia pra ela. Disse olhando nos olhos dela.

–Espera, deixa eu ver se entendi. A Van te disse que eu estava aqui e pediu pra você vir?

–Isso. Mas ela não pediu. Ela ordenou. Marina soltou uma gargalhada gostosa e eu ri.

–bem o tipo dela... e vem cá, ela disse que era pra você vir aqui e ficar deitada na minha cama de roupa?

Não, a gente não chegou nessa parte. Mas, qual o problema de eu estar vestida?

–Roupa de mais Clarinha. Disse ela, com aquele olhar que me destruía toda e juntando nossos corpos. –E a regra é, na minha cama.. de roupa você não deita. Ou tira, ou pode ficar sentada ali no chão.

–Abusada! Que regra é essa? Tá escrito aonde?

–Na minha cabeça. Disse ela rindo e apontando pra cabeça.

–Já que não tem saída. Pera, você não vai me atiçar e fugir não né?

–Isso é coisa sua.

–Isso é coisa nossa.

Levantei e tirei peça por peça, até ficar de lingerie.

–Satisfeita Srta. Meirelles? Disse deitando de novo.

–Muito, Clarinha... eu estava em um sono muito bom sabe, obrigada por me acorda.

–Ah é? E você acha que eu não?!

–Ué, não foi trabal... Marina parou de falar e o semblante triste voltou.

–Oque foi meu anjo?

–A Sara sabe que você tá aqui? Perguntou ela se afastando.

–E Porque ela deveria saber?

–Porque ela é sua namorada, ué.

–Quem te disse isso? Perguntei rindo. –Nem precisa responder, já sei que foi ela. Disse antes que ela respondesse.

–Então perguntou pra que? Perguntou levantando e indo em direção a porta. Levantei e fui atrás da Marina.

–Vai começar de novo essa historia? Perguntei abraçando ela.

–Você não diz se tem ou não alguma coisa com ela. Dai fode né. Disse saindo do meu abraço e se distanciando .

–Eu já te respondi, mas ok. Se quer deixar isso atrapalhar nosso relaci...

–Nosso oque Clara? Perguntou ela vindo na minha direção.

–Nada não. Respondi voltando pro quarto.

–Volta aqui! Gritou ela vindo atrás de mim. –Nosso oque? Termina.

–Nada Marina, tá doida?

–Você ia falar nosso relacionamento, eu sei! Disse ela rindo.

–Que relacionamento? A gente não tem. E um silencio tomou conta do espaço, estávamos na pequena varanda, em pé e um pouco distante uma da outra.

–Ah, porque não dá né? Senão a Sarinha fica só né? Perguntou ela em um tom de deboche.

–MARINA! CALA A BOCA! Esquece essa porra de Sara! Eu amo você. Desabafei e ela me olhava com uma expressão confusa e surpresa.

Marina.

Clara tinha acabado de fazer oque eu estava tentando fazer desde quando nos conhecemos.

–Você... me ama Clarinha? Perguntei depois de longos minutos em silencio.

–É, acho que sim... Mas não importa, você tem muitas mulheres aos seus pés. Não vai se preocupar com os meus sentimentos. Disse ela entrando no quarto.

Fui atrás dela e assisti ela sentando na poltrona que tinha no canto do quarto. –Clarinha... chamei ela e parei na sua frente. –O quanto você me ama?

–Ah Marina, vai pra porra.

–Me responde mulher! Disse rindo.

–Te amo muito! A ponto de durmi pensando em você e acordar querendo você do meu lado, de querer estar com você o tempo todo...

–Eu sinto o mesmo, desde quando eu te vi toda de branco, toda atrasada, com o cabelo todo bagunçado, toda linda...

–O teu cabelo também não estava lá aquelas coisas viu. Disse ela rindo.

–Calada, para de estragar o momento love.

–Ata, desculpa Srta. Romântica.

–Besta! Disse dei um tapa de leve nela, segurei sua mão e levantei ela fazendo ela ficar de frente pra mim.

–Clarinha, eu posso ter sim todas as mulheres do mundo... mas nenhuma delas vai me completar como você completa, nenhuma delas vai me fazer feliz... mesmo longe, como você. O simples fato de você existir, já me faz bem.

–Eu já sei disso tudo. Disse ela rindo

–Ai, você é muito sem coração!

–Não sou.

–É sim... muito fria e convencida!

–Ai Marina cala a boca e me beija. Disse ela puxando minha nuca.

–Eu não sai. Disse empurrando ela.

–Vagabunda.

–Tô brincando, vem cá.

Beijei ela, um beijo calmo e com muito sentimento.

–Eu te amo Clarinha, muito.

–Eu te amo Marina, muito. Muito. Disse entre sequencias de selinhos.

Notas finais
e ai? gente, eu ia colocar a parte hot nesse cap... mas decidi deixar para o próximo! Comentem! preciso saber oque voces estão achando. beijinhos e até a proxima amorinhos