Notas iniciais
Fiquem com esse Melizabeth que aquece meu coração!

Meus passos eram ouvidos por todo o extenso corredor do castelo de Liones, meu corpo estava dolorido pelos constantes esforços físicos feitos para a proteção do reino e para a proteção da família real. Para a proteção da minha Elizabeth.

A missão consistia em derrotar a tropa de cavaleiros sagrados inimigos de Liones e conseguir o máximo de informação possível no caso de um ataque destinado ao reino. Sigo com pressa até a sala de jantar, esperando que a terceira princesa do reino, ainda esteja acordada para me receber.

— Com licença, majestade. –adentrei a sala fazendo uma reverencia a todos os presentes.

Seguro um suspiro aliviado ao ver que cheguei bem a tempo do jantar e que todas as princesas ainda estavam acordadas, Bartra fez um gesto para que me aproximasse e fechei a porta antes de ir de encontro a ele. Antes que me aproximasse, meus reflexos rápidos me avisam da chegada da terceira princesa de Liones, vulgo, Elizabeth.

— Oi, Meliodas. –a voz fofa e infantil de Elizabeth me fez sorrir.

A seguro com cuidado no meu colo, seus olhos azuis gentis faziam contraste com o cabelo albino na altura dos ombros. Suas bochechas coradas pela brisa fria que invadia o castelo a deixavam cada vez mais bela e com o ar mais infantil ainda.

Cinco anos. Pensei passando a mão por seus fios rebeldes os arrumando atrás da orelha.

— Oi, Elizabeth. Não consegue dormir? –perguntei ao ver seu ursinho favorito nos braços.

Uma das coisas que fazia meu coração derreter cada vez mais por Elizabeth, seria sua doçura. A presentei com esse urso quando ela ainda dava seus primeiros passos e até hoje ele é seu favorito, ela sempre brinca com ele e o carrega para todos os cantos quando me espera. O que eu sinto por Elizabeth é algo que nunca senti por ninguém e poder ver ela crescer é algo fascinante, mas isso também me assusta, pois a qualquer momento a Maldição poderia se manifestar e ela ainda era tão jovem para partir.

Eu deveria me afastar, deixar que ela tivesse uma vida normal e morresse com a velhice como ela desejava. O pensamento de me afastar dela era costumeiro e me causava dor...

— A Ellie estava esperando o Meliodas chegar. –os olhos cor do céu me fitaram com ansiedade e um largo sorriso brincalhão.

... Mas esses pensamentos desapareciam toda vez que Elizabeth sorria pra mim, como se eu fosse a coisa mais importante para ela e que ela não abriria mão da minha presença de modo algum.

— Bartra, vou coloca-la para dormir antes de conversarmos. –avisei um tanto desinteressado.

Bartra apenas concordou com a cabeça e sai com Elizabeth nos braços, ela balançava as pernas gordinhas com animação e tive que sorri com a mania. Todo o meu cansaço sumia quando eu estava com ela, ela era a única capaz de me fazer sorrir verdadeiramente depois de um longo dia buscando, em todos os livros de Britânia, a chave para quebrar essa maldição.

— Já escovou seus dentes? –perguntei tentando afastar os pensamentos que me assolavam para aproveitar a presença infantil de minha Elizabeth.

— A Ellie já escovou. O Meliodas vai contar uma historia hoje? –perguntou ela assim que adentramos o quarto.

— Hoje não. Hoje, eu quero que me conte como foi seu dia na minha ausência. –a minha curiosidade fez com que ela se animasse.

Uso um braço para segura-la enquanto uso o outro para puxar os lenções da cama de princesa que ela merecia. Arrumo a alça de seu pijama azul e a deito na cama, a embrulho e me sento ao seu lado na cama esperando pacientemente que ela me diga o que aconteceu durante a minha ausência. Quando ela começa a fala sobre seu dia, sinto alguém nos observando e me mantenho alerta enquanto escuto a voz doce de Elizabeth.

—... Então a Verônica brigou com a Ellie. –ela já bocejava com o cansaço invadindo seu corpo.

— Não fique chateada com sua irmã, Elizabeth. Ela só quer o seu bem. –vi seu sorriso diminuir conforme o sono lhe tomava.

— Meliodas, voce vai gostar da Ellie pra sempre? –a inocência em suas palavras me deixou tranquilo.

— Para todo o sempre. –respondi com toda a sinceridade que existia em mim.

— A Ellie promete gostar do Meliodas pra sempre. –o sussurro da criança inocente me fez sorrir sentindo meus orbes lacrimejarem.

Vejo que ela se rendeu ao sono e lhe dou um beijo na testa antes de me virar para o invasor. O invasor esperou que Elizabeth dormisse para entrar, me viro vendo Merlin com a expressão de tristeza tão familiar pra mim quanto ela mesma. Eu, Elizabeth e Merlin sofríamos com a maldição, Merlin sofria para achar algum modo para nos salvar e eu sabia bem que seu coração se destroçava toda vez que via Elizabeth morrer.

— Por quanto tempo suportará tudo isso sozinho, Meliodas? –a maga só me chamava assim quando estávamos sozinhos.

— Até conseguir quebrar essa maldição. Por Elizabeth, por você e por mim, eu irei quebrar essa maldição. –a promessa em minha voz era clara.

Eu iria salvar Elizabeth, mesmo que tenha que perder minha sanidade no processo.

Notas finais
Sugestões? Criticas? São todos muito bem vindos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!