Por Um Dia
5 Ela Era Passarinho
Notas iniciais
“Ela era passarinho, liberdade era com o que mais sonhava.”
Acordo e não sinto meu lençol surrado por baixo de meu corpo, pelo contrário, há um perfeito e macio lençol de x fios me abraçando. Sinto o ataque de pânico chegando, o que está havendo? O que aconteceu? Não me lembro de ter bebido tanto ontem para acabar na cama de outra pessoa. Mas, peraí. Não tem mais ninguém aqui comigo. Levanto-me para procurar um banheiro, por sorte tem um dentro do quarto. Parece que minha bexiga vai estourar...
Quando me sento, reparo. Minhas coxas estão brancas feito neve. Por que raios...!? Não só minhas coxas, começo a ver que meu corpo todo está branco, diferente de todos os outros dezoito anos da minha vida, minha pele negra e meu cabelo afro sumiram e deram lugar para uma pele branca e um cabelo liso sem graça. Quando olho no espelho, reparo que até minha boca grossa e bem desenhada sumiu para dar lugar a uma mísera boquinha fina e pálida. Estou mais baixa e mais magra também. Meu estômago começa a girar, minha vista escurece e definitivamente não sei o que está acontecendo aqui.
Não consigo entender nada, a única coisa que me lembro de ontem é uma conversa esquisita com uma mulher esquisita.
***
Depois de um belo tropeção, eu e ela caímos no cimento queimado da Estação da Sé. Todo meu material da faculdade no chão, todas as cartas de tarô dela voavam sem rumo. Ao pensar em praguejá-la, travei. A moça estava em minha frente, quase que em cima de mim.
— Você precisa prestar mais atenção, mocinha — disse calmamente, como quem recita um poema.
— Você é que precisa largar de ser maluca!
— A vida vai tratar de te mostrar que nem tudo da sua vida é problema, e que nem tudo que parece melhor é bom pra você...
— Tá, tá! Vai ver se eu estou na esquina, vai catar suas cartinhas, vai!
***
Okay, pensando agora, não foi assim que minha mãe me criou, mas poxa vida. Eu já estava atrasada. Sabe aquele dia que parece que tudo que tem pra dar errado vai dar? Pois é.
— Cecília!
Alguma coisa dentro de mim me avisa que esse é meu novo nome. Quando penso em gritar em resposta, uma cinquentona aparece na porta do quarto.
— Anda, tá parada aí por quê? Vai se atrasar para o cursinho.
Mas oxe! Não são nem 7h e essa suposta mãe já está tão nervosinha assim?
— Já estou quase pronta, mãe.
— E vai sair de casa com esse cabelo?!
— É o único que eu tenho.
Do jeito que a mulher me olhou, acho que exagerei no lance. Parece que a Cecília é do tipo quietinha.
Quando a cinquentona — que agora percebo que se chama Marta — sai do quarto, começo a analisar quem de fato eu me tornei.
Cecília, dezoito anos, rica, mimada. Bailarina até seus quinze anos, largou a arte para fazer técnico em enfermagem. Não parece que ela gosta muito da profissão, mas tudo bem.
As coisas começam a se encaixar na minha cabeça. A mulher da Estação fez alguma coisa que me tirou do meu corpinho. Só me resta saber por que e como faço para sair daqui o mais rápido possível. Pensar em encarar um dia todo de aula já me cansa a mente.
Prendo o cabelo num coque e saio do quarto para a cozinha, minha mãe me espera lá, do lado de um rapaz que agora reconheço como meu namorado.
Engraçado como meu corpo e minha mente se enlaçam e me dão informações conforme eu vou tentando entender. É como se eu fosse subindo de nível em um jogo de videogame.
Augusto, vinte anos. Estudante de direito na USP. Marrento e ignorante. Não consigo sentir nada por ele, mas sei que Cecília o ama. Só não consigo entender por qual motivo. Esse rapaz me parece o fim da esperança humana.
— Vamos, meu bem?
— Pra onde? Eu não estou atrasada para o cursinho?
— Combinamos ontem que eu te levaria para a escola hoje, lembra?
Não, não lembro.
— Ah, sim. Vamos, então.
Ai, quanto melaço! Quanto abraço, quanto beijo. Gente, como a Cê (já que estou com seu corpo, posso apelidá-la também, né?) aguenta?! Só consigo pensar que preciso me livrar dele e ir até a Estação, sinto que vou encontrar a mulher de novo.
— Tá entregue, amor. — Estacionamos na frente do cursinho. — Tem certeza que vai sair de roupa curta de novo? Já não conversamos ontem?
Quê?! Como assim, conversamos sobre minha (da Cê) roupa ontem? O que esse moleque sem barba tem a ver com isso?
— Hum, não tem nada de mais...
— Consigo ver sua bunda de longe, você não me respeita não? Devem me chamar de corno até umas horas.
Não acredito que estou sendo o-b-r-i-g-a-d-a a ouvir isso.
— Cara, quem decide o que eu vou vestir sou eu! Se coloca no seu lugar e cuida da sua vi...
E foi aí que eu vi a gravidade do negócio. O corno virou um ta-pa-ço na minha cara. LOGO NA CARA. Na hora, não tive reação. Quer dizer, tive. Quis revidar, mas percebi que ele era muito mais forte. Decidi que o melhor para nós duas era descer do carro.
Abri a porta e saí, meio que correndo e andando para longe daquele infeliz. Ele abaixou o vidro e começou a gritar pedindo desculpas.
É fácil pedir desculpas depois de fazer a merda, né? A gente tem essa mania, fazer as coisas sem pensar e depois tentar colocar um band-aid para curar. Péssima notícia, amigos, não é assim que funciona.
Entrei no cursinho e fui para o banheiro, as meninas encaravam a marca vermelha no meu rosto. Não consegui encará-las de volta. A vergonha me consumia.
Logo eu, que nunca abaixei a cabeça pra homem, levar um belo tapa no meio da fuça sem motivo nenhum? Que morte horrível.
Esperei lá dentro por uns quinze minutos. Para dar tempo dele ter desistido e ido embora e para a marca sumir.
Tudo isso aconteceu e ainda são nove horas da manhã, minha gente!
Por sorte, o cursinho que a Cê fazia era bem pertinho da Estação, cinco minutos andando e... voilà.
Paguei a passagem e entrei naquele montante de pessoas. Fui até o local onde esbarrei na mulher e esperei. Vinte minutos... Trinta... Quarenta minutos...
Quando estava quase desistindo, eis que vejo a causa dos meus problemas chegar. Saia longa, um colar com quartzo no pescoço e um sorriso debochado nos lábios. É, o dia vai ser longo.
— Ei, moça! Moça! — Fui gritando e correndo atrás da mulher.
— Sabia que viria me procurar.
— Como sabe que sou eu?
—Tô vendo o desespero nos seus olhos.
Filha do pai!
— Engraçadinha, então me ajuda, vai. Nunca te pedi nada.
— Não foi por acaso que você se tornou Cecília, querida. Você tem um dia para ajudá-la e se ajudar também. Sinto que você já encontrou um dos desesperos da vida dela.
“As regras são: você não pode interferir no livre arbítrio dela. Não pode fazer coisas que causem desconforto a ela, lembre-se de que ela é vegetariana.”
Merda.
— Te aconselho a deixar uma carta como se ela mesma tivesse escrito, vai ajudar.
— E eu? Meu corpo? Cadê?
— Seu corpo está no modo automático, dormindo.
—Tá, e se eu não fizer o que você mandou?
— A troca dura um dia, caso você não faça, você se perde no cosmo.
— Quê?!
— Sua consciência vai deixar de existir. Morrer, sabe?
— Oh, merda.
— Bom, é isso. Outra dica: segura essa língua dentro da boca.
— Meio impossível.
Pensei em pedir o telefone dela para o caso de algo dar errado, mas ela simplesmente sumiu enquanto fui procurar o celular na bolsa.
Êta, mulherzinha complicada.
Saí da Estação e fui atrás de um táxi, já que Cecília sempre tem dinheiro com ela.
Ao chegar em casa, todo o mimimi sobre por que eu saí mais cedo do cursinho começou. Inventei uma dor de cabeça e fui para o quarto. Nunca pensei que atenção maternal era tão chata.
Deitei e comecei a vasculhar a mente da Cê. O namoro com o Augusto vai completar dois anos. Dois anos aturando aquele bosta.
— Cê, você não quer almoçar? — Minha mãe abriu um pouco a porta do quarto.
— Não, mãe. Tô bem assim.
— E o vestibular? Tá confiante?
Se eu contar pra ela que a Cecília quer ir dançar balé na Austrália ela me mata?
— Tudo tranquilo... Mãe, e se eu voltasse a fazer balé?
— Essa história de novo não, Cecília! Já conversamos sobre o seu futuro: médica pediatra. Assim como eu sempre sonhei.
— Mas, mãe. Acho que eu não levo jeito...
— Com o tempo você aprende a gostar. A dor de cabeça já passou? O que acha de praticar redação um pouco?
— Olha, mãe, não quero te magoar, mas acho que não levo jeito mesmo...
— Depois você conversa isso com seu pai. Se quiser almoçar, está pronto...
— Tudo bem...
E lá se foi a Marta-mãe.
Caraca, eu que sempre valorizei meu poder de escolher sozinha, passar esse dia recebendo ordens está sendo barra. Mas, penso eu, para Cecília isso é normal. Pelas memórias dela, parece que toda a sua vida foi ditada pelos pais.
Por uma coincidência ela se identificou com o balé, mas a alegria não durou muito, já que sua mãe começou a se preocupar cedo demais com a vida profissional dela.
Enfim sozinha novamente, volto a fuxicar as memórias dela sobre seu relacionamento. Preciso saber desde quando ele a machuca.
Me esforço até cansar de procurar e nada! Essa menina bloqueou grande parte das lembranças do namoro dela...
Quando estou quase desistindo, eis que me aparece:
Um Augusto, uma ex melhor amiga, uma cama de casal e muitos gemidos.
Meu Deus, depois dessa se o Senhor não me levar, eu pego o mapa e vou sozinha!
Depois disso, ainda vem um monólogo:
— Se eu fosse você, não terminaria comigo, amor. Eu te amo. E você sabe que sem mim você não é nada.
Ai, Jesus. Se tem uma coisa nesse mundo que nem eu, nem a Cê e nem uma mulher sequer é, é obrigada a isso...
Depois de destravar essa memória, as outras caem sobre mim como uma chuva de canivetes.
Ameaça atrás de ameaça, tapa atrás de tapa e “me desculpa, amor” atrás de “cala essa boca, vadia de merda”. Só não consigo entender o motivo de ela ainda se submeter a isso...
A dor de cabeça até voltou depois dessa, decido ir até a cozinha tomar um remédio pra ver se passa.
Como os pais dela são autônomos, é normal que fiquem em casa. Então, quando chego na cozinha, me deparo com papai.
— Cê tá melhor, filha? Fiquei preocupado.
—Tinha melhorado, mas voltou um pouco mais forte. Sabe onde tem aspirina?
— Em cima do armário. O Guto já ligou aqui pra casa umas cinco vezes. Vocês estão brigados?
— Brigamos hoje de manhã, sei lá...
— Filha, cê não tá pensando em terminar, né? Logo agora...
— Logo agora o quê, pai?
— Agora que eu e o pai dele firmamos negócio, não vai ser de bom tom você terminar o namoro.
WHAT?
— O quê? Como assim? O que meu namoro tem a ver com seus negócios?
— Não, querida. Só tô pedindo para você pensar bem antes de tomar qualquer atitude. Só quero te ver feliz, mas pensa um pouco no pai também.
Como se não bastasse todo o resto, vem o papai e acaba com tudo.
— Pai, não é assim. Você e o pai dele tem um acordo que não tem nada a ver comigo e com o Augusto.
— Eu sei, eu sei. Só acho que vai ser um pouco esquisito se nós mal assinarmos os papéis e vocês terminarem.
Tô cansando disso já!
— Quer saber, pai? É agora mesmo que vou terminar com aquele moleque! Nem você nem ninguém tem o direito de mandar e desmandar na minha vida amorosa. Eu, hein!
Fiz aquela típica cena de filme estadunidense e saí batendo os pés. Meu Deus, tudo de ruim junto no mesmo dia.
Como se não bastasse sofrer pressão por conta de faculdade, a coitada ainda sofre pressão nos relacionamentos. Falta o que agora? A mãe dela decidir que roupa ela vai vestir? Não, nem isso tá faltando... nenhuma adolescente em sã consciência usa o que a Cecília tem no armário, tudo muito neutro, tudo muito sem identidade. CADÊ A COR, BRASIL?
A vontade de comer um Big Mac já é maior que tudo, mas Cecília é vegetariana, como lidar? Não quero correr o risco do meu corpinho emprestado pôr tudo pra fora em público.
Decido ir até alguma cafeteria, cafeína sempre é a solução.
Pego a bolsa da Cecília e saio, meio que escondida. Preciso pensar numa solução e não quero ninguém me infernizando.
Ao chegar ao lugar mais clichê do mundo (lê-se Starbucks), percebo que não há lugares vazios. Só tem uma cadeira disponível, na mesa onde se encontra um rapaz um tanto quanto sério acompanhado de seu MacBook. Ele me olhou com aquela cara de “não, você não vai sentar aqui” e eu respondi com um sorriso que diz “sim, eu vou sentar aí”.
Sento e não puxo papo. Não tem motivo, mas o cara fica me encarando.
— O que foi, moço?
— Você costuma invadir o espaço alheio assim?
Cecília, não. Mas eu nem sofro...
— Hum, me desculpa, mas eu precisava sentar e não tinha outro lugar. Mas escuta, tá escrito seu nome aqui?
Ele suspirou, odeio que suspirem pra mim.
— Tudo bem, vai. Pode ficar.
— Obrigada, senhor dono da mesa do Starbucks.
Carinha sem graça!
Volto a pensar nos problemas da Cecília enquanto tomo um frappuccino e olho a timeline de uma rede social qualquer, mas o moço não para de me encarar. Não dá pra se concentrar assim, gente.
— Desculpa, moça, mas é que você parece estar com muita coisa na cabeça. Quer ajuda?
Nunca vimos (eu a Cê) esse rapaz na vida, acho que não tem perigo nenhum, mas não fui com a cara dele, na moral!
—E por que eu deveria confiar meus problemas a você?
— Bem, sou ótimo em ouvir as pessoas, mesmo que não pareça — Não parece mesmo! —, sou bem paciente.
— Eu bem vi sua paciência quando mal me sentei aqui.
— Foi mal, velho. Tô estressado também, quer ajuda ou não?
Parece que o barbudinho lê mentes, que loucura.
Mesmo não devendo, contei tudo pra ele. Desabafei. Não do meu ponto de vista, mas do que eu imaginava ser o de Cecília. O barbudo ouviu tudo e suspirou no final da confissão, já falei que odeio que suspirem?
— Quer dar uma volta comigo?
Ele ficou meia hora sem falar nada e quando abre a boca não é pra me ajudar?
— Você não vai falar nada sobre o que eu falei?
— Não, só queria te ouvir, você mesma tem que saber qual a melhor solução pra sua vida.
Filho do pai!
No fim, aceitei passear com o rapaz. Jorge, o nome dele. 23 anos, cursando psicologia e cultivando sua barba com muito amor.
Minha primeira impressão dele estava totalmente errada. O cara é um amor, diferente da imagem que tenho de todos os homens, diga-se de passagem. Durante todo o passeio, agi como Cecília, já sabia qual seria a solução para os problemas dela.
Ele me levou até uma pracinha e se abriu comigo enquanto balançávamos. Tentei fazê-lo falar muito pouco, porque quem estava ouvindo não era a real moradora do corpo que ele via.
— Jorge, você bateria em uma mulher?
— Só no Mortal Kombat, ou nem lá. — E soltou a risada mais gostosa que eu já tinha ouvido.
— Vai me dizer que perde no Mortal Kombat?
— Sério, não sei jogar, perco até pra minha priminha. Vocês mulheres são boas em tudo. Mas numa coisa eu ganho, sei fazer a melhor torta holandesa do mundo.
Comprar com comida é sacanagem.
A conversa foi tão boa que perdi a noção do tempo, quando vi, já estava escuro e o dia estava acabando. Precisava ir logo pra casa.
— Jorge, preciso ir. Mas antes, anota seu número no meu celular.
— Qual nome você quer que eu coloque?
— Anjorge.
— What the fuck?
— Sério, só coloca isso.
Peguei o telefone de volta e fui atrás de um táxi, acenei para o bonito e parti. Já sabia o que fazer.
Chegando em casa, peguei papel-carta e caneta rosa. Cecília gostava de caneta rosa.
“Querida eu,
Talvez você não se lembre do dia de hoje, ele foi um tanto quanto confuso.
Escrevi para nunca mais sair da sua memória.
Começou cedo com você indo (e não indo) ao cursinho. Você decidiu tirar o dia de folga. Falando nisso, já que não está feliz com a ideia de cursar Medicina, por que não repensa a ideia do balé na Austrália? Sério, essa é uma ótima ideia.
Outra coisa: para de repreender suas dores. Sofre sim, querida Cecília. Sofre e chora tudo de uma vez. Não crie bloqueios emocionais em suas lembranças, isso faz com que você não enxergue direito as coisas.
Uma coisa que estou pensando hoje (e que você tem que se lembrar amanhã): Augusto não presta. Larga dele o quanto antes. Não fiz isso hoje porque... Enfim, não era a hora, mas agora é! Se liberta, menina!
Nossos pais sempre vão ser rígidos e não irão ver nosso lado, aprende a ignorar certas coisas e agir com o seu coração. Dezoito anos de prisão psicológica já é o suficiente, né non? Ouça o que Los Hermanos nos diz:
‘Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão
Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição.’
Mais um conselho: não abaixa a cabeça pra homem nenhum, nunca, nunquinha, never, jamé. Você não é menor que ninguém. E você é muito melhor sozinha do que com um merdado seu lado.
Nunca deixe que alguém diga que seus sonhos não valem a pena. Se você tem vontade, vai lá e faz, miga! Melhor se arrepender por ter feito do que ficar sofrendo pensando em como seria...
Depois de escrever isso tudo, quero te lembrar do rapaz que você conheceu ontem. Se lembra do Jorge? Pois é, Jorge se mostrou um rapaz que merece um votinho da amizade, faz isso por nós, vai? Liga pra ele. O telefone dele está marcado na sua agenda telefônica. ‘Anjorge’, procura lá. Se você não se lembrar de nada de hoje, o fato do nome dele estar relacionado a anjo vai te fazer ter uma noção do quanto esse cara é bacana.
Se mesmo assim nada estiver fazendo sentido pra você, me desculpe, mas a vida não faz sentido mesmo.
Só mais uma coisa, querida eu:
‘Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância.’
Faça dessa frase o seu mantra. Repita todo dia de manhã e antes de dormir.
Te/Me desejo o melhor que a vida tem a nos oferecer.
Beijinhos,
de sua Rosa.”
Não poderia deixá-la sem saber pelo menos o meu nome, mesmo que não faça sentido, espero que ela sinta minha presença na vida dela ao menos quando lê-lo. Espero que ela aprenda algo comigo, como eu aprendi com ela.
Uma parte do meu coração estará sempre com Cecília. Um dia da vida dela estará sempre comigo.
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