Notas iniciais
*Ressurge das cinzas* Oiii gente! :D Nossa, quanto tempo! Acho que faz uns 3 anos desde a última vez que eu atualizei essa fic, nem sei se ainda tem alguém acompanhando, mas mesmo assim vim postar XD Como eu disse muitas vezes, eu não vou abandonar essa fic. Essa foursome é meu xodó e eu não teria coragem de simplesmente deixá-la para lá. Fiquei esses 3 últimos anos muuuuito enrolada com Oposição, o meu livro que irá ser lançado em breve pela Chiado Editora, por isso não tive tempo para me dedicar a fanfics. Os comentários de vocês me estimularam muito a voltar a escrever e se não fossem eles acho que eu teria desistido. Ou então só escreveria para mim. Fiquei meio desesperada com alguns comentários presumindo que eu havia abandonado a fic, não gente, essa nunca foi a minha intenção! Acho que essa ideia louca nem nunca passou pela minha cabeça dsdkjahdajkds eu só sou meio enrolada mesmo... Enfim, obrigada de coração aos que estão aqui de novo lendo as coisas que eu escrevo, mesmo depois de 3 anos sem dar notícias. Me desculpem de verdade por isso i_i~ Pra compensar a demora eu tentei fazer um capítulo legal e bem diversificado, espero que vocês gostem :3 Agradeço de todo o coração os comentários e recomendações que recebi durante todo esse tempo T___T Mesmo! Eu esperava que essa fic fosse ficar esquecida dentre as milhões de atualizações do nyah, nunca imaginei que ela teria tanta repercussão e receberia tantas mps com ameças de morte XD Vocês são maravilhosos!!!!! Sou a autora mais feliz do mundo por ter leitores tão lindos quanto vocês (e me desculpem por não ser uma autora tão boa assim, por deixar vocês esperando por três anos x.x). Vou tentar agora atualizar mais vezes, prometo! P.s: nunca escrevi lemons antes, então sejam tolerantes ^^'

— Eu sou péssimo nesse jogo. — Lamentou Kyle, baixando a cabeça e a encostando no joystick, em uma pose derrotada — Podemos jogar outro?

— Espera, antes de trocar me deixa jogar um pouco então. — Kenny puxou o controle da mão do ruivo, já reiniciando o jogo — Eu amo essa fase.

Os três estavam sentados na sala, Kyle e Kenny no sofá enquanto Stan estava no chão, praticando os acordes em sua guitarra. Sua paixão era a música e ele não a trocaria por um videogame, achava divertido jogar de vez em quando, mas sua prioridade era sempre a guitarra. Poderia ficar ali, durante horas, que provavelmente não iria se cansar. Ouvia de longe a conversa dos dois garotos e não estava prestando muita atenção. Porém agora Kyle não estava mais jogando, dando a ele uma brecha para chamar o garoto para participar.

— Hey Kyle, pega lá o seu baixo pra praticar comigo aqui. – Stan chamou, mas não tirou em nenhum momento os olhos da guitarra. Era um momento sagrado.

Kyle mordeu os lábios e se remexeu desconfortável.

— Eu não trouxe... Esqueci em casa. — Confessou, um pouco envergonhado. Lembrava bem que Stan tinha pedido pra ele trazer para tocarem juntos.

O moreno virou-se para ele, com o rosto chateado.

— Poxa Kyle, eu te pedi tanto para não esquecer. Estava querendo praticar.

— Me desculpa. — Encolheu os ombros — Não foi de propósito, juro. Eu acabei me enrolando em casa com minha mãe e-

— Ok, Kyle, eu já entendi. Não precisa ficar se explicando. — Cortou Stan, mais rispidamente do que queria ser — Vou tocar sozinho, não se preocupe.

Kyle olhou para baixo, sentindo-se culpado e arrasado pela forma que Stan falara com ele. O namorado não estava errado, ele havia pedido tanto para que eles pudessem tocar juntos, era óbvio que ele ficaria aborrecido.

Ficou tentando arranjar algo para dizer e quebrar o gelo, mas nenhuma palavra soava bem na sua cabeça, quem dirá dita em voz alta. Mordiscava os lábios e os umedecia, balançando-se no sofá para aliviar a tensão. Stan não era do tipo rancoroso, sabia que ele não guardaria mágoa e raiva dele, mas estava se sentindo mal com o clima pesado.

Stan levantou de repente e foi até o meio da sala, depositando a sua guitarra em cima da mesa.

— Desistiu de tocar? — Perguntou Kyle, ainda tentando arranjar uma forma de puxar assunto.

— Nah. — Stan respondeu somente isso, enquanto batia de ombros — Queria tocar com você, acabei desanimando. Fica pra outro dia.

Outra pontada no coração. Kyle sabia que estava sendo dramático, nem mesmo Stan parecia estar se importando tanto com isso, mas ficava realmente incomodado de deixar o outro tão sentido assim. Stan estava querendo muito praticar com ele aquela música, dar aquele furo com o namorado era praticamente imperdoável.

Chegou a abrir a boca de novo para pedir desculpas, porém se conteve. Já havia feito uma vez e o namorado pareceu bastante incomodado com isso, não queria o deixar mais chateado do que já aparentava.

De repente sentiu uma pressão esquisita no rosto, como se alguém estivesse o puxando. Levantou a cabeça rapidamente no susto e encontrou Stan parado à sua frente, com as mãos em suas bochechas, alargando-as e deformando a sua boca. Kyle ficou durante alguns segundos sem dizer nada, tamanho o choque, analisando o rosto extremamente sério e concentrado do outro.

— O que você está fazendo? — Gritou Kyle, enquanto mexia os braços, completamente confuso.

— Você ficou com uma cara estranha de repente, então resolvi descobrir o que aconteceu. — Respondeu Stan, puxando mais ainda sua bochecha. Seu rosto continuava sério.

— Primeiro, pare com isso! — Tirou as mãos do moreno do seu rosto, que já estava ficando vermelho por conta da vergonha do olhar penetrante de Stan — Segundo, você sabe o motivo de eu ter ficado assim! Eu estou me sentindo péssimo! — Desviou o olhar, recostando-se no sofá e cruzando os braços. — Nosso tempo juntos é tão curto e quando finalmente temos oportunidade de ensaiar a música que você queria... Eu esqueço. — Suspirou.

Stan rolou os olhos. Então era isso? Ainda estavam naquele assunto?

— Já não falei pra esquecer isso, Kyle? Não tem problema, já passou.

— Eu sei! Eu não ia falar nada, mas você que veio me perguntar. — Isso era verdade. Kyle estava quieto, na dele e Stan que havia se incomodado com seu rosto pensativo — Eu só te respondi.

Stan ia abrir a boca para retrucar, falando que era impossível não falar nada enquanto o ruivo fazia aquela cara de funeral, quando uma presença carismática surgiu explosiva na sala, trazendo toda a atenção para si.

— E aí, galera! Finalmente terminei de limpar toda aquele lixo. Puta merda, vocês são porcos pra caralho, não conseguem comer um simples lanche sem cagar a minha cozinha inteira! — Cartman disse, no batente da porta, com um pano de prato pendurado no ombro — O que vocês estão fazendo?

— O Kenny está jogando e eu estou lidando com os dramas do Kyle. — Stan apontou para Kyle, fazendo o ruivo arregalar os olhos na mesma hora. Ele não estava fazendo drama!

— Oh, que novidade. — O lutador entortou um sorriso desgostoso, se aproximando em passos firmes até os três rapazes — Kyle, você não fica enjoado de fazer sempre as mesmas coisas não? Admita: aposto que antes de dormir você escreve todo o roteiro do drama que irá fazer durante dia!

— Eu não estava fazendo drama! — Chegou a se levantar, com os punhos cerrados. Seu rosto estava tão corado que se confundia com sua cabeleira vermelha — Eu só estava chateado comigo por... — Kyle não conseguiu completar a frase, pois teve a sua boca capturada por outra faminta.

Olhou para cima, alarmado com o gesto súbito e quem encontrou foi Stan, que imediatamente enlaçou a sua cintura fina com os seus braços cobertos pela jaqueta de couro surrada. Mais do que imediatamente ele correspondeu, ficando na ponta dos pés para alcançar a altura de outro e assim enrolar os dedos em seus cabelos negros. O gosto de Stan era... Agridoce. Não havia melhor característica para definir o que sentia ao ter aqueles lábios de encontro aos seus, intercalando entre a agressividade e a doçura. Era como se Stan fosse uma montanha russa de sensações, impossível de definir uma só.

— Tanta coisa interessante para fazermos e vamos ficar discutindo por conta dessa idiotice? — Questionou Stan, separando-se por poucos milímetros da boca de Kyle para falar — Agora que estamos todos aqui podemos matar a saudade... — E voltou a beijá-lo.

Cartman sorriu maliciosamente ao observar aquela cena. Então eles só estavam o esperando chegar para começarem? Não poderia dizer que não estava feliz e até um tanto honrado, até porque sabia o quanto os três deviam estar necessitados. A última vez que puderam ficar juntos assim havia sido semana passada e tantas coisas aconteceram de lá pra cá que estava impossível para eles ficarem sozinhos.

Um dos males de terem que fingir que eram apenas colegas de escola.

Olhou para o sofá e viu que Kenny não se abalava com o que estava acontecendo ao redor, mantendo o olhar fixo na tela da televisão. Estava bastante concentrado e Eric logo notou que era a fase que o namorado sempre perdia e nunca desistia de tentar ultrapassar. Não se preocupou em chamá-lo: sabia que logo o loiro iria perder e iria se juntar a eles.

Com uma leveza que não estava acostumado a ter, andou sorrateiramente até os namorados que se beijavam e se encaixou atrás de Kyle, passando a mão pelas suas costas e cheirando o seu cabelo, descendo devagar até o seu pescoço. Com a ponta dos lábios, começou a dar várias fisgadas sensuais, alternando com a língua e o dente. Tomava o maior cuidado possível, já que não poderia jamais deixar marcas.

Kyle gemeu baixinho ao sentir Cartman atrás de si, abraçando-o com o seu corpo de urso e com os beijos em sua nuca. Soltou os lábios de Stan e jogou a cabeça para trás, procurando a boca do outro homem. Enquanto isso Stan ocupava a antiga tarefa de Cartman, começando a mordiscar a pele alva do pescoço do moreno, descendo pelo seu peito e tirando a sua jaqueta de frio.

Kenny suspirou e desligou o videogame. Havia perdido, como Cartman previra que aconteceria, mas também era impossível se concentrar enquanto os três estavam se pegando ao seu lado. Era demais para ele aguentar. Levantou-se e se espreguiçou, olhando manhosamente para a cena maravilhosa que acontecia bem à sua frente.

— Hey caras, não é melhor a gente subir? — Disse, atraindo a atenção dos três com sua voz macia, que piscavam atordoados para ele — Além de estar quase na hora da mãe do Cartman chegar, lá é mais confortável e tem mais espaço.

Eles se entreolharam e concordaram. Kenny tinha razão, logo a Sra. Cartman chegaria e eles não queriam precisar vestir as roupas correndo – como já havia acontecido algumas vezes.

— Vamos então. — Decidiu Eric em um grunhido, pegando nas mãos de Stan e Kyle e os guiando escada acima. Stan, que estava mais perto de Kenny, estendeu a mão para ele, assim completando a corrente.

Quando chegaram ao quarto, mal deu tempo de Kenny fechar a porta que Stan o puxou de encontro a si, em um beijo feroz e esfomeado. O loiro, pego de surpresa, tentou corresponder com o máximo de rapidez possível, mas acabou se desequilibrando e quase caindo no chão. E esse quase foi somente porque Stan o apartou a tempo.

— Opa, não vai cair! — Disse sorrindo, aproveitando a brecha para pegá-lo no colo e o aninhar em seus braços — Vamos para cama, sim? É mais seguro.

Kenny assentiu com a cabeça, tudo havia acontecido tão rápido que ele nem sabia o que falar.

Enquanto isso Cartman já havia capturado de novo Kyle, beijando-o com lascívia e o empurrando em direção a grandiosa cama de casal do quarto do lutador. Quando havia escolhido comprar aquela cama de casal imensa, sua mãe estranhara, mas Cartman apenas dissera que era espaçoso e preferia isso a uma cama de casal normal.

Nunca poderia falar que o principal motivo era porque assim os quatro poderiam dormir juntos confortavelmente.

Kyle caiu de costas levemente na cama, sentindo os lábios de Eric nos seus de um jeito profundo e intenso. Parecia querer roubar a sua alma pela forma tão autoritária que suas bocas conversavam. Eric, não parando o beijo por um segundo sequer, começou a tirar a blusa do ruivo, passando-a pela sua cabeça e deixando nu o peitoral magro e franzino do garoto. Separou-se do beijo apenas para olhar para o corpo do namorando, sorrindo perversamente ao visualizar aqueles mamilos rosados e pequenos apontados para ele, com bolinhas salientes demonstrando a sua excitação. Passou a mão pelo seu corpo, gostava de ter seu corpo forte e musculoso, mas o corpo mignon de Kyle era quase uma obra de arte. Ele parecia uma escultura grega de tão perfeito que era, como se fosse feito de mármore. Começou a beijar o seu colo, segurando os seus braços pelo pulso e os prendendo na cama. Adorava da sensação de estar no poder, de ter Kyle preso e o dominar. Trilhou com os lábios o caminho até os seus mamilos e os sugou com vontade, fazendo Kyle se debater e arquear as costas, gemendo baixo.

Kyle olhou rapidamente para o lado e percebeu que Kenny e Stan também estavam bastante ocupados, com Kenny tirando apressadamente as roupas de Stan e o moreno arrancando da mesma forma o casaco laranja do outro. Em poucos segundos ambos estavam completamente nus e abraçados na cama, se beijando do modo sôfrego e desesperado. Olhou para frente, vendo Cartman beijando o seu peito e desejou poder tirar as roupas do lutador também, mas seus braços estavam presos.

Tentou forçar o braço para cima, mas Cartman era mil vezes mais forte do que ele. Que saco, Eric tinha mesmo mania de dominação – não que ele não gostasse – mas ver o outro ainda de roupa estava o incomodando. Eric, ao sentir que Kyle não estava mais aceitando submissamente estar preso, voltou os seus olhos castanhos para os verdes e os viu um tanto revoltados, com o rosto contorcido pela força que estava fazendo.

— Você está realmente tentando competir força comigo, Kahl? — Não conseguiu deixar de sorrir maldoso — Vamos, continue. Está divertido de assistir.

— Não fode, Cartman. — Rosnou Kyle, com os olhos franzidos.

— Não fode? — Ele mordeu os lábios, tentando segurar o sorriso — Se é o que você quer... — Cartman então o soltou de repente, saindo de cima do ruivo e se levantando, para se afastar.

Kyle ficou confuso por alguns segundos, sem entender o que estava acontecendo, até que compreendeu o que Eric estava fazendo. Bufou alto, enquanto se sentava na cama com o peso apoiado nas mãos.

— Eu não acredito que você está fazendo isso! — Rolou os olhos — Quantos anos você tem?

Cartman virou de frente, parando no meio do quarto e sorriu para o ruivo.

— Só fiz o que você me pediu, Kyle. Eu ainda não sou um estuprador. — Parou um pouco para pensar, tentando lembrar se em algum dia já havia estuprado alguém — É, não sou mesmo não.

— O que aconteceu? — Perguntou Stan, parando ao lado de Kyle de joelhos na­­ cama.

— Era pra vocês estarem se pegando, por que o Cartman ainda está de roupa e no meio do quarto? — Kenny se posicionou do outro lado.

— Não sei, pergunta pra ele. — Respondeu irritado, apontado para um Cartman de cara cínica — Eric, quer parar de viadagem e fazer o favor de voltar pra cá?

— Viadagem? Você está pedindo para eu ir aí te comer e o viadinho sou eu? — Adorava aqueles joguinhos e adorava mais ainda o fato de Kyle sempre cair neles.

O ruivo semicerrou os olhos, apertando as unhas contra o lençol. Ótimo, se Eric Cartman iria ficar se fazendo de difícil, ele iria deixá-lo para lá. Não estava com paciência e sabia o quanto o lutador ainda poderia ser bastante irritante se continuasse dando corda.

— Eu não estou te pedindo nada, você faz o que você quiser, mas já que você não vem... — Virou-se para Kenny e o abraçou pela cintura, trazendo-o mais para perto — Vai ficar sem diversão. — E começou a beijar o loiro, jogando-o na cama. Kenny logo inverteu o jogo e ficou por cima, sentando em seu magro peitoral.

— Por que eu sempre acabo por baixo? — Resmungou o ruivo.

Kenny riu, acariciando as bochechas do garoto com o dorso da sua mão.

— Por que será, né? — Andou pelo seu peitoral, ainda com os joelhos na cama. Kyle observava enquanto o outro pegava em seu próprio pênis e o direcionava até a sua boca, encostando-o em seus lábios rosados e macios — Vem. — Pediu, mas o ruivo ouviu como se fosse uma ordem.

Abocanhou-o sem puderes, colocando tudo o que podia para dentro e sentiu o seu próprio começar a doer por estar preso dentro da cueca, enquanto Kenny cravava suas unhas nos seus ombros sardentos. O loiro não conseguia segurar os seus gemidos, cada vez indo mais em direção da boca de Kyle para que ele pudesse usufruir o máximo que podia daquela língua tão doce e macia, que contornava toda a sua extensão com uma suavidade de algodão.

Kyle era todo assim, frágil e delicado. Sempre parecia que ele iria quebrar ao menor toque, embora o garoto sempre tentasse esconder isso com as suas roupas pretas e blusas de rock. Em vão, é claro. Qualquer um que olhasse dentro daqueles olhinhos verdes e inocentes conseguia ver o quão sensível o garoto era.

E isso refletia até mesmo em suas manobras sexuais. Tudo que ele fazia era calmo e tenro, como se estivesse fazendo um ritual sagrado. Embora gostasse sim, de coisas mais agressivas, não era ele que as fazia, normalmente era algum dos outros três garotos. Kenny não era o mais ativo dos três, na verdade, depois de Kyle, ele era o mais passivo, mas tinha algo que o ruivo não tinha: a malícia. Kenny era safado demais comparado a Kyle e por isso era que, quando eram apenas os dois, quem dominava era o loiro.

Não aguentando mais a pressão em seu próprio falo, Kyle esticou as mãos e baixou desajeitadamente sua calça, tomando todo o cuidado para não perder o ritmo enquanto agraciava o outro com sua boca. Sentiu-se aliviado quando o seu pênis saltou para fora da cueca, apontando para cima, endurecido. O namorado percebeu a movimentação e olhou para trás, entortando a boca em desgosto ao ver o que havia deixado passar.

— Desculpa por isso... Deveria ter tirado a sua... Calça antes... — Falava entre um gemido e outro, era difícil pronunciar qualquer palavra normalmente enquanto o outro o chupava tão deliciosamente — Deixa eu dar uma... Aliviada aqui... — E esticou a mão para trás, segurando-o firmemente e fazendo movimentos uniformes. Agora sim Kyle teria um prazer completo.

O ruivo agradeceria, porém como estava com a boca muito ocupada, resolveu fazer do jeito que podia: aumentando o ritmo e a intensidade, vendo a reação de agradecimento do que estava sentado em seu peito quase que imediatamente, pois ele se contorceu e fechou os olhos com a boca entreaberta.

Cartman observava os dois namorados enquanto estava sentado na poltrona do quarto, com as calças arriadas e se masturbando. Não que ele fosse adepto de voyeurismo, mas estava bastante interessante ficar assistindo Kyle e Kenny juntos. Logo iria se juntar a eles, era óbvio, entretanto estava confortável também daquele jeito.

Foi quando Stan apareceu em seu campo de visão, totalmente nu, parado à sua frente. Chegou a pausar o movimento, apenas para encarar aqueles orbes negros que sorriam cheios de lascívia enquanto o observava.

— Vai ficar aí, de fora? — olhou para baixo, encarando o seu membro envolto por aqueles dedos fortes e calejados por conta do muay thai. — Quer uma ajuda? — E sorriu torto.

Cartman acompanhou o sorriso, só que de forma travessa. Antes que Stan pudesse perceber, o outro o agarrou pela cintura, fazendo-o cair desengonçadamente em seu colo. Stan segurou-se em seus ombros para manter o equilibro, enquanto Eric fazia as pernas nuas do rapaz abraçarem o seu corpo.

— O que está esperando? — falou Cartman, com a voz rouca e autoritária em seu ouvido, enquanto passava as mãos pelo seu quadril. Brincava de quase enfiar os dedos naquela fresta, provocando-o e causando arrepios no de cabelos negros. — Você não se ofereceu para me ajudar?

Ele piscou, lembrando-se do que Cartman falara. É claro, como poderia esquecer? Tudo bem que havia ficado um pouco atordoado depois de ser puxado bruscamente para o seu colo, mas se distrair a esse ponto? Esperava que Eric não tivesse percebido.

Antes de fazer qualquer coisa, começou a arrancar a blusa do namorado, revelando imediatamente aquele peitoral que fazia os três garotos suspirarem. Todos os treinos e dietas de Cartman realmente haviam dado efeito, porque ele sem blusa parecia uma visão do céu. Queria se perder ali, beijar e lamber cada músculo que estava se sobressaindo sob a pele, alisar com as suas mãos firmes cada cantinho daquele corpo tão bonito e atlético.

— Meu pau fica no meio das minhas pernas, Stan, não no meu peito. — Resmungou Eric, franzindo os olhos para o outro — Veio pra cá pra bater uma pra mim ou pra admirar a minha beleza, porra?

— Mas que apressado... — Estalou a língua e balançou a cabeça, levando a sua mão até o membro acordado do namorado, segurando de modo tão firme que Cartman até revirou os olhos em êxtase — E agora? Está bom? — E começou a movimentar rapidamente o órgão do outro.

— ­­Excelente. E pra você não dizer que eu sou mal agradecido... — O de cabelos castanhos levou as mãos até o pênis de Stan, que estava tão excitado que cutucava a sua barriga, fazendo cócegas.

Stan não segurou o gemido ao sentir as mãos do lutador de ao redor de si, movimentando-o com a mesma intensidade excitada que seus olhos ardilosos. Era rápido e firme, como um tiro de canhão. Se não se segurasse, temia que acabasse atirando antes da hora. Abraçou com a mão livre a cabeça do lutador, fazendo-o ficar deitado na curva de seu pescoço. Eric aproveitou a proximidade para mordê-lo e aproveitar o seu gosto da forma que desejasse, usando a outra mão para percorrer suas costas nuas com possessividade.

— Só cuidado para não deixar marcas... — Stan tinha os olhos fechados, estava completamente absorvido pelo prazer.

Eric não respondeu, não precisava. Não iria dar satisfações sobre o que estava fazendo com o corpo do namorado, naquele momento Stan pertencia a ele e poderia fazer o que quisesse. Estava sob o seu domínio e o outro tinha noção disso, portanto não estranhou quando Cartman não respondeu. Sabia como o namorado era dominador e um tirano nato, mas que também era cuidadoso. Tinha certeza que Eric estava se segurando para não deixar nenhuma marca em sua pele.

O lutador soltou o membro de Stan e fez o mesmo soltar o seu também. O namorado olhou para ele sem entender nada, no entanto compreendeu o que Cartman faria quando o puxou pelo quadril e o levantou, em direção ao seu órgão duro e pulsante. Mordeu a própria língua quando sentiu a ponta dele em sua entrada, fechando os seus olhos com força. O de cabelos castanhos, que analisava minuciosamente suas feições, parou no meio do ato e o olhou seriamente.

— Quer que eu pegue lubrificante, Stan? — Perguntou preocupado. Cartman estranhou a sua voz tão compassiva, contudo era de se esperar que ele estivesse assim. Não era com qualquer pessoa que ele iria fazer isso, era com o homem que amava. Preocupava-se com ele.

Stan olhou para ele agradecido, mas firme. Admirava o cuidado do namorado, porém já estava acostumado com aquilo.

— Não precisa, Eric. To de boas. — Piscou, a fim de tranquilizá-lo ­— Só me come logo porque eu não aguento mais esperar, você tá parece uma bichinha. — E rolou os olhos, meio impaciente.

Os olhos do outro faiscaram. Stan não deveria nunca ter dito isso.

— Você não deveria brincar com o fogo, Stan. ­— Olhou para ele perigosamente — Não quando eu estou com o meu pau a centímetros do seu cu.

Stan segurou um grito quando sentiu Eric entrar com tudo dentro de si, quase o rasgando por dentro. Mordeu a língua e sentiu o gosto de sangue na boca, mas iria se manter firme e não reclamar. Ele que havia provocado e dado a carta branca para Cartman, a culpa não era do outro. Claro que o namorado percebeu as feições de dor do de cabelos negros e na mesma hora se arrependeu por ter sido tão bruto. Podia até ver algumas pequenas gotas cristalinas no canto dos olhos franzidos de Stan.

Lágrimas de dor. Droga

Levou as mãos até o membro do namorado, tentando estimulá-lo para que ele relaxasse. Se Stan continuasse com aquela expressão horrível de sofrimento, era mais do que certo que ele, Cartman, acabasse brochando. Veja bem, ele gostava de sadomasoquismo, gostava de aplicar dor, mas apenas quando as dores também causavam prazer. Aquela mistura de gozo e agonia era perfeita para ele, não havia sexo melhor. Agora, causar dor no homem que amava e não dar a ele nenhum prazer... Sem condições.

Ao perceber que Cartman estava parado, sem fazer movimento nenhum e com a mão em seu pênis, abriu os olhos sem entender. Encontrou o outro com uma postura nada amigável e o repreendendo com o olhar.

— Na próxima vez eu vou pegar o lubrificante. — E começou a masturbá-lo com o máximo de dedicação que conseguia — Te ver sentindo dor assim por minha causa não é nada excitante. — Rolou os olhos.

Stan não respondeu, apenas sorriu. A preocupação de Eric misturada com o ódio por ter o feito sentir dor era apaixonante demais para estragar tudo com palavras. Sentiu a dor ir passando aos poucos por conta da estimulação e quando começou a gemer baixinho foi que Cartman percebeu que já poderia começar os movimentos. Iniciou leve e bem devagar, apenas para o moreno começar a se acostumar com a presença dele dentro de si. Era difícil se controlar quando sentia a quentura de Stan por toda a sua extensão, pedindo para que ele avançasse, mas não podia ser tão rápido. Aquelas pequenas e discretas lágrimas de dor ainda estavam o assombrando e não queria fazer isso com ele de novo.

Aos poucos foi aumentando a velocidade, mas sempre prestando atenção nas reações de Stan. Ele não parecia mais sentir nenhum incômodo, o que para ele era um alívio. Agora poderia seguir em frente, usando todo o seu potencial. Começou a estocar com força e velocidade, recebendo dessa vez gemidos de prazer e grunhidos dizendo o seu nome. Ah, era impossível não ficar louco daquela forma, impossível não querer dar tudo o que podia para que Stan ficasse tão satisfeito quanto ele. Cartman gemia baixo e resfolegava sem qualquer pudor. Apertava os olhos e enterrava as mãos no quadril de Stan, fazendo-o ir e voltar cada vez mais rápido.

— Eric... Eu vou... Eu vou... — Ele rangia desesperado, entre um gemido e outro ­— Eu não vou aguentar...

Cartman sabia do que ele estava falando. Também não aguentava mais se segurar, ficar prendendo muito tempo era sempre desesperador, mas fazia o máximo que podia para prolongar o prazer dos seus parceiros.

— Vamos juntos. — Disse Cartman — Está difícil de segurar também por aqui. É complicado quando você é tão gostoso.

Stan explodiu em uma mistura de gargalhadas e gozo, sendo acompanhado por Cartman, que não riu, apenas abraçou o rapaz e o trouxe para mais perto de si, enquanto beijava toda a extensão do seu rosto. Stan aceitou de bom grado ser acolhido no peito do namorado, sentindo o corpo cansado e o prazer percorrer suas veias. Estava exausto, suado e com o membro escorrendo, sentindo a mesma coisa fluindo de onde Cartman havia saído, mas estava muito feliz e realizado. Estava com tanta saudade de Cartman que ele realmente precisava disso, de um momento só dos dois. Enquanto estava ali, aninhado em seu colo, ouvia o coração acelerado e a respiração descompassada do namorado, enquanto ele escondia o rosto em seus cabelos pretos. Parecia ainda estar desfrutando das sensações do orgasmo e tentando se recuperar.

— Você está bem? — Questionou Cartman, com a voz séria, ainda enterrado em seus cabelos.

— Nunca estive melhor. — Sorriu preguiçosamente — E você?

Novamente Eric não disse nada. Não era bom com palavras, preferia agir ao falar. Ficar fazendo declarações de amor era algo que ele evitava. Ter se preocupado se havia o machucado já não era o suficiente? Se fosse com outra pessoa ele jamais iria se importar com isso, se preocuparia somente com o seu prazer, mas se tratava de Stan. E ele realmente o amava. Preferiu respondê-lo com um beijo apaixonado e intenso, aquilo era muito mais significativo que qualquer declaração de amor vazia.

— Vamos voltar pra cama. — Declarou Cartman, começando a se levantar e amparando Stan — Aqueles dois parecem ter acabado a primeira rodada também.

O namorado olhou para trás e viu que Kyle estava deitado no peito de Kenny, os dois muito abraçados e agarrados, quase virando um só. Eles estavam uma gracinha daquele jeito, exaustos e ofegantes, com as bochechas rosadas e olhos cansados.

Era impossível para os dois não quererem foder com Kyle e Kenny até o amanhecer quando os viam daquele jeito, tão frágeis e angelicais.

— E agora... Iremos para a segunda rodada. — Cartman sorriu maliciosamente, abraçando Stan pelo ombro e o levando de volta para a cama.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.