Por Trás Do Amor De Uma Fã
6 Capítulo 6 - Você confunde minha mente
Notas iniciais
POV Narradora
Julie achou melhor voltar para o hotel. Olhou para trás e viu que Daniel continuava em pé no mesmo lugar. Parecia hipnotizado. Julie não pode deixar de sorrir com isso. Começou a caminhar rumo ao hotel e ouviu seu nome sendo dito por aquela voz que ela achava perfeita.
— Julie!
Virou-se para trás. – Daniel! Que foi?
— Pra onde você vai? – ele perguntou num tom mais alto para que ela ouvisse, ainda sem sair do lugar.
— Eu vou voltar pro hotel. – ela respondeu no mesmo tom que ele.
— Não... Fica, por favor. – ele pediu com uma voz triste.
Julie sentiu seu coração se apertar ao ouvir a voz que ela tanto ama num tom triste com aquele.
— Eu tenho mesmo que ir. A gente se vê depois. – Julie disse vendo uma expressão triste se formar no rosto de Daniel.
Ela acenou timidamente e ele retribui. Deu as costas e foi para dentro do hotel. A cada segundo ela se sentia estranha. Não conseguia explicar o porquê de estar triste por tudo isso. Ela foi até o seu quarto e deitou em sua cama. Fechou os olhos tentando esquecer tudo, mas a única coisa que conseguiu foi se lembrar do beijo. Beijo que ela não esqueceria. Dora apareceu e estranhou o jeito de Julie.
— O que aconteceu? – ele perguntou.
— Aconteceu um monte de coisas. – ela disse se segurando para não chorar.
O telefone toca. – Alô? – ela atendeu sem olhar que era... Mesmo já sabendo de quem se tratava.
— (Então, como foi?).
— Depois que eu saí de perto deles, o Daniel veio atrás de mim e me pediu pra sentar junto com o Martim e o Félix.
— (E aí? Só isso?).
— Não. Depois eu disse se eles queriam dar uma volta pela praia. Eles foram e me deixaram sozinha com o Daniel e ele... – ela parou.
— (Ele o que?).
— Ele... Ele me deu um beijo.
— (Hum... Mas isso é muito bom, não é?).
— Não sei.
— (Tudo bem. Amanhã eu te ligo de novo. Quero mais detalhes. Ok?).
— Ok. – Julie respondeu... Meio distante. Depois desligou a ligação.
— Quer falar comigo sobre isso... Ou sobre qualquer coisa? – Dora perguntou com seu costumeiro tom doce de sempre.
Julie negou. – Foi um erro. Desde o inicio. Eu não quero mais isso.
— Então desisti, enquanto ainda tem tempo.
— Não posso e você sabe disso. E, além disso, não dar mais tempo de desistir. Tudo já foi longe demais.
Dora assentiu. Sentou do lado de Julie e a abraçou.
Ainda na praia, Daniel, Martim e Félix aproveitavam enquanto ainda podiam. A praia começava a encher e eles não queriam chamar tanta atenção.
— Vamos almoçar. Eu estou faminto. – Martim disse.
— Eu também. – Félix concordou. – E você Daniel? Ficou serio de repente. O que houve?
— Nada.
— Já sei o que houve Félix. É porque a garota já foi. A tal de Julie. – ele pausou e riu. – Eu vi vocês se beijando. Você foi rápido, Daniel. Estou impressionado com você. O mulherengo da banda sou eu. Hein? Não vai roubar o meu posto. – Martim finalizou rindo ainda mais, fazendo Félix rir também.
— Muito engraçado você, hein Martim? – pausou. – Nem sei o que me deu de beijá-la daquele jeito. Foi quase por impulso.
— Sei... Impulso... Se você usar esse seu “impulso” para uma outra coisa... Você vai longe com essa garota... Ou melhor, não vai. Você vai ser rápido mesmo, assim como com o beijo. Já estou até vendo. – Martim disse.
— Cala a boca. Você fala demais... Não, melhor... Pensa demais. E pensa com a “cabeça de baixo”. – Daniel disse rindo agora.
Foram em direção ao hotel. Para ser mais exato, foi para o restaurante do hotel. Mas ao chegar à recepção encontraram com o empresário Klaus.
— Klaus... Cara, você chegou agora? – Félix quis saber.
— Foi. Eu dei sorte que o avião se adiantou. Acredita? Era pra eu chegar só mais tarde.
— Que bom. A gente vai almoçar agora. Quer ir conosco? – Daniel perguntou.
— Claro.
E eles foram almoçar. O dia passou vagarosamente. Julie se recusou a sair do quarto. Ainda se sentia muita envergonhada com o que tinha acontecido mais cedo. Daniel também já se encontrava no quarto. À noite, preferiu não descer para jantar. Pediu um lanche no quarto dele e enquanto não chegava, ficou tocando uma música. Enquanto tocava, não conseguia esquecer aqueles lábios rosados e carnudos, com um sabor tão doce que ele jamais esqueceria.
Quando já era quase 22:00 hrs e o que ele tinha pedido ainda não tinha chegado. Liga pra a recepção e um pouco depois vai para a porta. Um funcionário do hotel apareceu pela porta do elevador.
— Ei... Faz quase duas horas que pedi um X-burguer e um refrigerante. Tem como trazer agora? Eu estou faminto. – Daniel disse com seu típico tom grosseiro.
— Sim senhor. Eu trago logo. – o rapaz assentiu com uma voz amedrontada.
Uma porta se abre. – Ei, você... –Daniel olhou para o lado e vê Julie. – Eu pedi um copo de leite quente com canela e ainda não chegou aqui.
— Eu já trago também, senhorita. – e o rapaz sumiu pelo elevador.
Julie e Daniel ficaram se encarando. Ele sorriu involuntariamente. Julie também sorriu. Não entendia o porquê disso. Seu coração se acendeu sem que ela permitisse.
— Você também foi “trollado”? – Julie disse em tom divertido.
— Também. – ele riu. – Você está bem?
— Estou.
Eles continuaram se olhando. Só foram despertados quando seus pedidos chegaram. Eles se despediram e cada um foi para seu quarto. Julie ficou muito feliz. E foi dormir com um sorriso no rosto e com a imagem do rapaz de cachos e olhar provocante em seu pensamento.
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