Por Trás Do Amor De Uma Fã
11 Capítulo 11 - Tentando parecer legal
Notas iniciais
POV Narradora
Julie levantou bem cedo, foi ao restaurante do hotel, tomou seu café da manhã. Voltou para seu quarto e encontrou uma Dora nervosa e apreensiva que esperava que Julie voltasse logo. Julie estranhou.
— O que aconteceu?
— O Seu Demétrius ligou de novo e eu falei que você não estava e ele ficou muito bravo.
— Como ele ficou bravo? Eu só fui desjejuar. Não fui fazer nada de mais. E falando nisso, vai comer alguma coisa. Eu resolvo aqui.
— Tudo bem. – e ela saiu.
Julie procurou o celular e esse estava em cima da cama. Foi só ela pensar em pega-lo que ele começa a tocar. “Ele é vidente... Só pode.” Ela pensou. Sentou-se na cama e atendeu ao telefone.
— Alô.
— (Já fez o que eu te pedi?) – Demétrius perguntou com voz irritada.
— “Oi. Bom dia, Julie querida. Como vai? Passou bem à noite?” Ah, obrigada por perguntar. – Julie disse irônica.
— (Não seja engraçadinha. Eu não estou com tempo para a suas ironias.).
— Não diga... Porque eu estou.
— (Depois conversamos sobre isso. Ouviu Julie? Bom... Voltando ao que eu estava falando... Você fez...) – Julie o interrompe.
— NÃO... Ainda não fiz. Se for só isso que iria falar...
— (Mal-criada... Você vai ver... Bom, depois resolvo isso. Vai logo. Até.) – e desligou.
Julie esperou ficar mais tarde. Usou sua costumeira bolsa para guardar coisas. Saiu do quarto e foi até o quarto de Daniel. Bateu na porta.
— Oi. – ele atendeu e sorriu. – A que devo a honra?
— Oi... Desculpa incomodar, mas... – pausou. – Ai, você não sabe a vergonha que eu estou em te pedir isso.
— Tudo bem, agora você está me assustando. – ele disse divertido, rindo logo em seguida. – Fala. O que você quer?
— Bom... É que o chuveiro do meu quarto deu um probleminha e... Eu queria saber se você me deixa tomar banho no seu banheiro enquanto não consertam o chuveiro. E você é a única pessoa que eu posso pedir isso. Eu posso? – Julie disse fazendo uma carinha pidona.
— Ta. Não tem problema. Você pode usar meu banheiro sim. Entra.
Julie entrou. Ela já estava praticamente em “casa” de tantas vezes que entrou naquele quarto. Entrou no banheiro e tomou um banho rápido. Desligou o chuveiro e ainda dentro do banheiro começou a se secar. Do lado de fora, Daniel puxou uma cadeira e se sentou nela de frente para o banheiro.
— Ei, Julie. Você não me disse muitas coisas sobre você.
Julie engoliu em seco. – Você nunca me perguntou... Tão pouco se interessou em saber algo sobre mim. – pausou enquanto ainda se secava. – Mas se quer saber. Eu te conto.
— Me conta. Quero saber.
Julie respirou fundo. Talvez pensando em que responder.
— Bom... A minha estória é mais ou menos assim. – Julie começou, agora vestindo uma calcinha. – Meus pais trabalham em uma empresa especializada em confecção de produtos de beleza. São os donos. – continuou, enquanto vestia seu sutiã. – Eu sempre os ajudei. Quer dizer, sempre que eu podia. Mas tinha vezes que eu ficava sozinha. – falava isso vestindo a calça. – Aí... Para que eu não ficasse muito tempo sozinha naquela mansão idiota, eles contrataram uma babá. Ela cuida de mim até hoje. – finalizou vestindo a blusa.
— Você tem uma babá. Que gozado. – Daniel disse com voz de riso contido. – Como é o nome dela?
— Não fala assim. Não é gozado nada. – pausou. – O nome dela é Doralice. Mas eu a chamo de Dora. Eu a adoro muito. Ela cuidou de mim desde bem pequena. Devo muita coisa a ela. Sempre me ajudou quando eu precisei. É quase uma segunda mãe pra mim. – disse vestindo o par de meias e tênis. – Quando eu disse que eu me hospedaria nesse hotel ela adorou. Eu disse a ela que eu sabia que esse hotel é o preferido de você, Martim e Félix. E ela também sabe que eu sou fã de vocês e ficou feliz em saber que eu encontraria meus ídolos aqui. – completou penteando os cabelos.
— Legal. Estória interessante a sua. – ele disse e Julie abriu a porta do banheiro. – Hum... Agora você está cheirosa.
— Por que você sentou na frente do... – Não teve tempo de a Julie terminar e seus lábios já estavam ocupados.
Daniel pediu passagem com a língua e Julie cedeu sem pensar. Estavam em meio ao beijo e o celular de Julie começou a tocar.
“Rock é bem mais do que moda
Rock é meu jeito de ser
Eu amo rock
Respiro rock
Está nas min...”.
— Usa minha música como toque de celular?
Julie assentiu corada. – Eu sou uma idiota né?
— Não... Eu gostei.
Julie sorriu e interrompeu o toque atendendo o celular. Não sei antes ver quem era. “Ah não!” Pensou.
— Alô?
— (Onde você está e o que está fazendo?).
— Eu estou bem e você? – Julie respondeu qualquer coisa.
— (Hum... Já sei. Você não pode responder. Deve estar no quarto dele. Sai daí. Preciso falar com você.).
— Ok. – se virou para Daniel. – Preciso ir. Depois nos falamos. – ele assentiu. E ela saiu. – Pode falar agora.
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