Por Toda A Eternidade
7 Capítulo 7 - Alguém
Notas iniciais
então aqui está o cap
esse capítulo é dedicado à Rebeca (vulgo becanhão)
e outra coisa
HOJE VAI PASSAR SOMBRAS DA NOITE NA TV.
canal HBO, eles abriram o canal
às 22h
não percam a Confidencialidade Médico/Paciente ♥
tweetem a fic com a tag #PorTodaAEternidadeBarnalia
obrigada
de nada
boa leitura
No dia seguinte, Julia e Carolyn estavam saindo de Collinwood, quando Elizabeth disse atrás delas:
— Eu também vou, me esperem.
Carolyn revirou os olhos e Julia quase teve um ataque de risos. Aquele passeio seria muito engraçado.
Por alguma ironia do destino, Jossete passou ali bem nesse momento.
— Ah, vocês vão sair?
— Vamos — respondeu Julia, num habitual tom superior digno de Julia Hoffman
Jossete semi-cerrou os olhos e ia soltar uma frase muito malcriada, mas Barnabas feliz(ou infeliz)mente chegou.
— Elizabeth, vocês vão sair?
— Sim, vamos — respondeu a matriarca — Precisam de alguma coisa?
Barnabas olhou para Julia, que retribuiu o olhar. Os olhos dele brilharam ao vê-la ali, tão linda, tão superior, tão Julia.
— Barnabas, Barnabas...BARNABAS!
Ele despertou do seu transe apenas quando a médica desviou seu olhar do dele para a matriarca.
— Ahã, sim?
— Eu perguntei se precisam de alguma coisa...
— Não, não precisamos de nada. Obrigado — o vampiro disse e saiu da sala.
Carolyn, que observara a conversa toda com um sorriso nos lábios, finalmente falou:
— Acho melhor você ir segurar seu homem, Vicky. Parece que ele não está muito certo do que quer — a menina falou e saiu junto com a mãe, em direção ao carro.
Julia e Jossete se encararam durante alguns segundos e naquela disputa de olhares, Julia se mantinha fria e superiormente posta a uma postura de rainha. Jossete, no entanto, não possuía esse dom que Julia tinha de parecer maior e melhor que todos.
— Até logo, querida — disse a ruiva, se virando para sair
Jossete fechou os punhos com força e bateu os pés até o quarto. Tinha que ter uma conversa com Barnabas a respeito da Dra. Hoffman.
...
Quando voltaram das compras, Julia estava com uma dor de cabeça infernal. Elizabeth e Carolyn vieram discutindo o caminho inteiro, e Julia só desejava poder beber para esquecer daquele dia.
Ela pulou do carro sem dizer uma palavra e entrou na casa. Foi direto para o seu quarto e fechou a porta com força. Ela fechou os olhos e caiu deitada na cama macia, sem notar que havia um alguém ali no quarto. Um alguém que ela certamente não queria encontrar nesse momento.
— Julia? — chamou a voz
Ela se levantou num pulo e olhou em direção a voz.
Barnabas olhou-a da cabeça aos pés. Estava com um vestido que não passava dos joelhos, mostrando parte de suas pernas, e ela estava descalça. Ela era baixinha sem o habitual salto alto, e isso deixava o vampiro encantado.
— O que faz aqui? — perguntou ela
— Eu preciso falar com você — respondeu o vampiro
Julia retomou sua postura depois do susto e falou:
— Muito bem, o que quer?
Barnabas respirou fundo, inalando o perfume da médica, antes de começar a falar.
— Jossete pediu para lhe falar sobre algumas coisas — ele se aproximou — Alguma coisa sobre você estar implicando com ela.
Julia teria dado um sorriso sarcástico como estava acostumada, mas Barnabas estava muito perto dela. Perto até demais.
— Não sei do que ela está falando — disse a ruiva, desviando seu olhar para o chão
Barnabas ficou irritado e a encurralou na parede, com a mão em seu queixo, fazendo-a olhar para si.
— Jossete não mente para mim. E eu sei que você não gosta dela. Ela me pediu para lhe expulsar dessa casa, mas eu não o farei porque sei o quanto é importante para essa família. Então não faça nada que a desagrade porque senão...
— Vai fazer o que, Barnabas? Tenho certeza que não é nem um pouco parecido com oque quer fazer agora.
Julia estava tentando contornar a situação para que não fugisse do controle. Mas estava sendo muito difícil. Barnabas parecia não querer ceder aos seus desejos.
Barnabas olhou para os lábios da mulher. Estava prestes a provar do fruto proibido, quando ela o chamou.
Pvo: Barnabas Collins
Depois que Jossete me pediu para falar com Julia eu me senti feliz. Muito feliz mesmo. E minha querida percebeu isso, e eu disse que era porque eu concordava com ela. Na verdade, era apenas um pretexto para poder falar a sós com Julia.
Fui até o quarto dela. Ela não havia chegado, então eu entrei. Estava escuro, mas podia-se ver a mobília identica a da casa, mas o cheiro ali era outro. Era o cheiro que só ela tinha, aquele perfume exótico e maravilhoso.
Fiquei andando por ali, observando cada centímetro do quarto, quando ela entrou. Bateu a porta e se jogou na cama.
Tinha que chamá-la, caso contrário ela nunca me perceberia.
— Julia? — chamei
Ela se levantou com o susto.
Eu disse tudo o que eu tinha que dizer, da boca para fora. Quando finalmente me dei por mim, estava encurralando a médica contra a parede, com uma das minhas mãos em seu queixo. Foi quando ouvi a voz dela me chamando.
— Barnabas — sussurrou ela
A sensação que tive era que meu coração havai disparado como na minha adolescência. Ouvi-la me chamar daquele jeito foi no mínimo encantador.
— Barnabas — chamou ela novamente, fechando os olhos — Barnabas me solte.
De repente, toda aquela euforia se dissipou.
— O que disse?
— Eu disse para me soltar, Barnabas Collins — falou ela, com a voz mais fria que gelo
Me afastei dela. Não, não ela não podia fazer isso.
Fiquei a observá-la, que amarrou a cara e me olhou.
— Porque ainda está aqui?
— Não vou sair, madame — eu disse
Ela abriu a boca para falar, mas nada saiu. Ela se aproximou de mim, olhando para cima. Ela era mesmo baixinha.
— Barnabas, eu estou pedindo. Por favor, saia do meu quarto.
— Eu não vou sair enquanto não disser tudo o que preciso dizer.
Ela respirou fundo e começou a andar pelo quarto.
— Pois bem, diga então.
— Quero que você pare de implicar com Jossete e que também pare de usar esse seu perfume.
Julia arqueou a sobrancelha.
— E porque, exatamente, eu deveria parar de usar o meu perfume?
Ela parou a minha frente e eu pude ver seu corpo com clareza.
"Foco, Barnabas. Foco"
— Porque o seu perfume incomoda Jossete — eu disse, sem conseguir desviar meus olhos das belas pernas pálidas da doutora.
Ela parece que percebeu o meu interesse por ela, porque se aproximou de mim com um andar sensual.
— E porque ela se incomoda com o meu perfume, Barnabas?
Engoli um seco.
— Eu...Eu não sei, madame.
Ela mordeu o lábio e começou a me rondar.
— E você, Barnabas? O que acha do meu perfume?
Abri a boca mas nada saiu. Olhei para Julia sem dizer nada. Ela era tão linda e tinha uma aparência tão frágil e doce, embora sua personalidade fosse completamente diferente.
Eu queria falar tudo o que eu estava sentindo naquele momento no ouvido dela, só para poder ouvi-la sussurrar meu nome novamente.
— Julia eu...
Ela sorriu docemente e me disse:
— Bem, se isso é tudo, pode sair agora.
Mas eu não queria sair.
— Eu não vou sair daqui — falei
Ela abriu a boca, mas tornou a fechá-la.
— Muito bem, então eu saio.
Por essa eu não esperava.
Ela saiu do quarto e eu fui atrás dela. Ela parou logo depois, olhando para mim.
— Barnabas, diga logo o que quer.
Ela que mandou.
Me aproximei dela, olhando cada curva do seu rosto. Passei meus braços em volta da cintura dela. Senti seu corpo estremecer ao meu toque. Nossos rostos foram se aproximando lentamente, minha testa colada a dela. Foi quando eu a ouvi sussurrar:
— Barnabas.
Colei meu lábios aos dela, enquanto as mãos dela circundavam o meu pescoço frio. Julia ficou na ponta dos pés, pelo fato de ser bem menor que eu, e eu a ergui pela cintura.
O beijo dela era uma mistura de doçura e luxúria e me deixava estonteado. Não conseguia pensar em mais nada a não ser a língua dela se movendo junto a minha.
A cada segundo meu corpo exigia mais e mais daquela mulher a minha frente. Mas o pouco de consciência que me restou me alertou. Estávamos no corredor, qualquer um poderia nos ver.
Finalizei o beijo bem devagar, querendo aproveitar aquele momento para sempre. Julia abriu os olhos lentamente.
Sua expressão era de uma doçura incomum e perfeita. Os olhos dela suplicavam por mais, assim como os meus.
Eu queria beijá-la novamente, com certeza, mas ela falou:
— Com licença — soltei a cintura dela e ela foi para o quarto.
Um pequeno sorriso se formou em meus lábios e eu fui ao escritório/quarto de Elizabeth. Precisava continuar o meu trabalho.
Notas finais
n percam hj as 22 Dark Shadowns na HBO
bj até o próximo fim de semana
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