Por Teu Amor.
5 Tom Rosado II.
Notas iniciais
Tom Rosado II.
Aos poucos...
Lentamente..
Estou começando a te amar!
Pois sabendo que tu gostas de mim, me sinto bem, ivulnerável a todos!
Com teu amor, aprendo aos poucos a ver que sou alguém notada, que tenho capacidade de ser amada, e não só amar quem não me ama....
Pois é aos poucos...
Lentamente...
Estou aprendendo a te amar!
Capítulo 5
– Lorena, querida — John murmurou colocando as mãos contra a boca aberta e olhando-me parecendo assombrado — Lorena — Repetiu meu nome dando um gritinho agudo e dando um pirueta na minha frente.
Arquei uma sobrancelha fitando a figura agitada e colorida.
– John. O que foi?
– Lorena. OMG. Lorena — Soltou novamente outro gritinho agudo.
Revirei meus olhos.
– Mio Dio, John stabilirsi il suo asino a posto - Resmunguei irritada e cruzando meus braços.
(meu deus John sossegue a bunda no lugar)
– Sorry, querida — Pediu — Apenas fiquei agitada com o resultado final.
– Ficou ruim? — Perguntei franzino as sobrancelhas e preocupada, que minha ideia louca de pintar meu cabelo de rosa tivesse dado errado — Mio Dio, quero ver meu cabelo agora — Falei agitada.
Ele balançou as mãos na frente do corpo de forma desesperada.
– Calma, querida. Ficou lindo seu novo cabelo — Garantiu ele — Apenas estou boba com o resultado.
– Então, me deixe ver o resultado — Murmurei tentando me vira na cadeira giratória — John — Exclamei assustada, quando ele praticamente pulou sobre mim e segurou a cadeira.
– Espere, querida!
– O que foi agora? — Perguntei mau humorada com essa palhaçada toda.
– Vou chamar, sua mulher. Espere um momento — Ele disse correndo meio que saltitando até a porta.
– Hope não é minha mulher – Resmunguei num muxoxo para mim mesma -Infelizmente.
Mio Dio corei levemente com o pensamento de Hope Blake ser minha.
Não caso.Nem amarrada.Nem com aquela maldita britânica.
Balancei minha cabeça para os lados tentando limpar minha mente de tais pensamentos confusos.
Meu coração estava confuso em relação a abusada.
Girei na cadeira de couro e confortável para ficar de frente para o espelho, sem esperar John voltar trazendo a abusada consigo. Arregalei meus olhos verdes fitando meu próprio reflexo no imenso espelho.
Arfei em surpresa e depois um sorriso surgiu no meu rosto branquelo.
Sempre tive um orgulho tremendo de ser ruiva e parecer tanto com papai fisicamente. A pele alva, os olhos verdes e cabelos ruivos. Mas, fazia um tempo que a ideia de pintar meus cabelos de rosa vinha martelando na minha cabeça fazia um certo tempo. Sou meio rebelde, nunca neguei tal coisa. Entretanto, fazer isso não era nenhum ato de rebeldia, longe disso, era um desejo meu.
Meus cachos cheios caiam como uma cascata rosada até minha cintura. John havia cortado uma franja longa que delineava perfeitamente com meu rosto. O tom rosado dos fios combinavam tanto com meus olhos. Soltei um risinho ao perceber, que até minhas sobrancelhas ele havia tomado o cuidado de deixa-las no mesmo tom rosa do cabelo.
Nunca fui narcisista, porém, diante do meu novo visual fiquei me admirando no espelho por uns minutos.
– Lorena? — Murmurou no tom baixo e rouca, fazendo meu coração galopar dentro do meu peito.
Com o coração aos pulos ergui meu rosto e fitei pelo reflexo do espelho a imagem de Hope. Ela estava parado no meio da sala, olhando-me fascinada e parecendo estar em estado de torpor. Seus olhos negros esquadrinhavam meu rosto e cabelo intensamente.
– Hope — Virei-me de frente para ela.
– Está linda, princesa — Elogiou rouca se movimentando e parando a pouco centímetros de mim — Muito, linda.
Abaixei levemente minha cabeça envergonhada e com minhas bochechas coradas.
– Obrigada, Hope — Sussurrei tímida.
Ela ergueu meu rosto com a ponta do dedo, fitando-me intensamente com seus olhos escuros como a noite.
– Nunca abaixe a cabeça para ninguém, Lola — Ela disse séria e depois sorriu — Terei muito trabalho para espantar os urubus de cima da minha noiva — Completou convencida e beijando minha boca brevemente.
– Sai pra lá, sua abusada — Ri baixinho a empurrando — E eu não caso com você nem amarrada, Blake — Declarei saindo da sala e rebolando.
– Caralho, até seu rebolado deixa meu pau duro — Hope sussurrou na minha orelha e deu um tapa forte na minha bunda, assim que passou por mim.
Parei chocada vendo a abusada andar tranquilamente na minha frente com as mãos nos bolsos da calça
Abusada!
Aprendi a amar menos, o que foi uma pena, e aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário. Viver pra sempre tão boba e perdida teria sido fatal.
Tati Bernardi
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