Saindo do ponto de partida, a menina chamada Alice caminhava pelos obscuros da realidade fora sua mente e tentando achar o seu fim, mas enquanto caminhava, ela pensava em cada palavra na qual o pequeno homem narigudo disse para ela. Pareceu incomum demais para alguém dizer que você amaria a morte. Passaram se meses caminhando e ainda a menina não havia encontrado o propósito daquelas palavras. Atravessou o mundo de forma desumana, vitalizada somente pela sua curiosidade e talvez até fé. Era mais uma madrugada, a primeira que ela iria passar no Japão. Ao badalar meia noite o céu ficou verde, as ruas ensangüentadas, caixões correspondiam o número natural de pessoas naquele local. O que diabos poderia estar acontecendo, ela se perguntou. Sabia que não responsabilidade sua, mas sentiu com que ela tinha de fazer algo em relação a isso. Talvez fosse isso o tanto que ela procurou pelo mundo inteiro. Ela levitou até o topo de um prédio que era maior dentre os que ficavam perto dele. Sem fazer muito esforço ela achou algo, não sabia, mas sentiu que era o que procurava; uma torre verde imensamente brilhante e difícil de caracterizar. E ao seu topo, uma fenda estava se formando, parecia que levava para fora deste mundo... ainda olhando, e tomando coragem para ir naquela direção, ela reparou uma forte e brilhante luz saindo da torre e entrando naquela mesma fenda. Parecia uma estrela, talvez a mais brilhante de todas.

A menina se concentrou, sentia medo, mas saiu flutuando em direção a entrada da torre imediatamente. O quanto mais chegava perto, mais ela achava que estava distante fisicamente daquilo, mas seu coração cada vez mais forte e a torre parecia não querer sua presença lá. Então a menina fechou seus olhos, entrou no seu próprio mundo mais uma vez. Atravessou quaisquer paredes invisíveis daquele local, levando seu corpo real para dentro dessa imaginação. A torre não conseguia mais combater a vontade de Alice. Enquanto corria contra o tempo, ela olhava em volta de todos os seus amigos que viveram no seu mundo de ilusão. Grato a eles, chorou, mas voltou decidida de que ela tinha que entrar na torre. Ao fim, entrou em um típico túnel escuro com sua saída iluminada por uma forte luz. Parou de flutuar e então correu com seus pés, ela junto ao seu corpo, unidos mais uma vez se arremessando para fora.

- Ouch! – disse Alice após um “pof!”, saiu do túneu e de caiu cabeça no chão, parecia estar dentro da torre.

Caída, a menina abre os olhos e levanta observando os cantos. Nunca vira um lugar tão exótico em toda a sua vida. Levantou, desamarrotou seu lindo vestido roxo e começara a andar pelo estranho lugar até que de repente escutou o primeiro ruído dentro da torre, vindo detrás de uma curva. Tranquila, foi lá em direção ao ruído para ver se era algo, mas quando se virou para dentro desta curva um tipo de humanóide corria em sua direção. A menina olha para aquilo encarando levanta um sorriso bastante escarrado.

- Que porra é essa? – ela disse – POW! – quando a criatura ficou à um pé de distância dela, esmagou o rosto dele com um soco bem sutil considerando que é ela, então ele explodiu e seu corpo se desfez como se tivesse sido atingido por anti-matéria.

- Ah, era para isso que fiquei navegando meses e meses? – disse a menina impetuosa e decepcionada — Bom, odeio ter que pensar em momentos como esse... Mas vamos ver de onde será que devem surgir estas criaturas? – a menina começou a refletir como se estivesse esquecida de qualquer dica que o Igor teria possivelmente dado... Andando e pensando, ela virou para a esquerda naquela mesma curva e vê uma escada, torcera o pescoço, pensou por mais uns segundos até agir.

A menina em um ímpeto monstruoso ela começa a correr sobre os corredores da estranha torre verde e subindo todas as escadas que passava pela frente, sendo que a cada humanóide que ela via, simplesmente estapeava cada um sem dó. Já teria passado centenas de andares, e ainda subindo e subindo cada vez mais. Até que do nada a jovem garotinha escuta um ruído atrás dela, e com isso, uma forte presença lá. Ela se virou e encarou direto para o escuro corredor; correntes se arrastam pelo chão frio e palavras de uma língua desconhecida se propagavam pelo ar.

- Ah, deve ser mais um daqueles inúteis, é melhor continuar subindo – disse a menina em alto som para si mesmo sem dar a mínima importância ao seu pressentimento, então ela continuou subindo escadas. Em mais uma das grandes plataformas com largas escadarias que ela já havia passado, a menina chega perto da escada, mas volta para trás ainda erguendo seu rosto. Avistou um vulto, correntes sendo arrastadas pelo chão, escutou palavras ainda sem sentidos novamente, surge uma criatura horripilante com suas duas armas fogo do tipo cano longo, correntes em tornos de seus ombros fazendo com que forme uma cruz em seu tórax e o seu horripilante rosto coberto de ataduras mostrando somente um olho.

- [...] – murmura a criatura, após levanta uma de suas armas para o alto e puxa o gatilho, fazendo com que uma aura reluzente muito poderosa entre sobre a criatura nomeada de Reaper.

- Pera, era para eu me apaixonar por isso?! – disse a menina revoltada – EWWWWW, EW EW EW EW EWWWWWWW! VELHO MALDITO, VOCÊ AINDA ME PAGA! — realmente nem um pouco assustada – ele até usa purpurina em si mesmo!

Dentro da Velvet Room, Igor olhando para situação e vendo que ela o mal interpretou, levou para seu rosto uma das suas mãos que normalmente ficam com os dedos entrelaçados com os dedos da outra mão e então apoiou. #facepalm

– Saia daqui, verme – correu a menina antes de dar um salto em direção a criatura, assutada, muito assustada (a criatura). Dando-lhe uma pisada no rosto da criatura. A força do golpe fez com que a plataforma em que eles estavam desmoronasse, e começou a cair – Ahh, você não vai sair assim não – ela que ainda estava no ar, deu se um impulso em direção a plataforma onde Reaper estava até que aterrissou.

- Mostre-me o que você tem.

- RWAAAAH!!! – respondeu a criatura enfurecida enquanto já saiu correndo em direção sua a adversária.

Enquanto a criatura ia em sua direção, Alice levantou seu braço para trás de seu corpo, seu punho começa a brilhar e faiscar. Rapidamente, quando a Alice ficou de rosto a rosto com a criatura, o Reaper desesperado arregala o seu único olho e observa o feroz rosto da menina dizendo:

- FAAAAAALCOOON PUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUNNNNCCHHHHHHHHHH !!!! – o brilhante e poderoso punho da menina colide com o rosto de Reaper, descendo e destruindo qualquer plataforma que passavam pelo seu caminho. Ao fim, atravessaram todas as plataformas com o corpo do Reaper chegando ao andar térreo novamente. Em fato, após o demônio se desintegrar, Alice olha calmamente em torno daquela sala e pensara: “ wtf. Eu vou ter que subir tudo de novo?”, a menina que estava reluzindo alegria e excitação abaixou seu rosto cujos sentimentos foram trocados por tristeza e insatisfação.