Por Debaixo da Coroa

1 1. Família Altredier


Notas iniciais
Olha quem voltou! Essa história é meu amozinho. Espero que gostem!

O calor que fazia naquela parte do país era um pouco surpreendente. Arícia estava em uma enorme carruagem, acompanhada de sua mãe e sua irmã caçula – Marie. Veronica – A mãe –não parava de reclamar sobre o calor, e o fato do marido tê-las feito viajar durante praticamente uma semana inteira, e nem teve a decência de acompanhá-las. O marquês viajou antes da esposa e das filhas, acompanhado de seu herdeiro – Anthony, irmã mais velho das meninas – alegando que tinha muitos negócios para resolver.

— O pai de vocês piora a cada ano dia que passa! – Reclamou Veronica, pela quinquagésima vez. – Espero que Anthony não siga os passos do pai! A cada dia que passa , o marquês se mostra cada vez mais indiferente a sua família!

Arícia suspirou e Marie abafou um bocejo. Lá vamos nós de novo.

— Vocês, meninas. – Veronica começou, declamando as mesmas palavras de sempre. As irmãs já conheciam a ordem de cada palavra, e como ela iria concluir o discurso. – Devem arrumar um marido que honre com seus deveres familiares! Um homem que só se importa em trabalhar e viajar não pode...

— ... Não pode ser considerado um bom pretendente, para começo de conversa. – Repetiu Arícia, as palavras que ouvira desde do começo de sua vida adulta.

A mais velha já estava cansada dessa baboseira toda. Estava estressada, iam a um lugar teoricamente desconhecido, e ainda tinha que aguentar a mãe repetir as mesmas palavras de sempre, mexia com os nervos de qualquer pessoa. Ainda mais com os dela, que já não aguentava aquela conversa sobre casamento e maridos. Ela não queria se casar e não estava nem um pouco disposta a mudar de opinião. Nunca falou nada diretamente para mãe, mas as palavras atravessadas e a falta de interesse no assunto por parte da jovem, já eram o suficiente.

— Aparentemente, já estamos chegando. – Marie observou, ao perceber que estavam entrando em uma zona verde, cercada de pinheiros. – Papai comentou que o castelo era cercado por uma linda floresta de pinheiros. Só pode ser essa.

Ela estava certa. A carruagem se aproximou de um enorme portão, onde haviam vários – entre 10 guardas – parados. Um deles gritou para um dos cocheiros.

— Quem vem aí?

— Lady Veronica Altredier, marquesa de Houston, acompanha de suas filhas, Lady Arícia e Lady Marie Altredier.

A voz grave do cocheiro respondendo ao guarda chamou atenção das damas, especialmente de Marie.

— Ora, mas por que ele está perguntando quem está chegando? – Ela perguntou baixinho para irmã, enquanto ambas assistiam Veronica agradecer por terem chegado a seu destino. Finalmente.

— É protocolo. – Respondeu Arícia. – A família real está toda aqui, eles precisam proteger o rei e seu herdeiro.

Marie fez uma careta engraçada, que depois se transformou em uma cara de surpresa quando a carruagem andou novamente.

Arícia riu e olhou pela janela. A visão era estonteante. Um grande lago brilhava na frente do enorme castelo branco onde a família real vivia. Sange era um país próspero e bonito. As janelas eram altas e bonitas e o sol iluminava todos os cantos possíveis. O jardim real parecia ser esplendoroso, e Arícia mal podia esperar para conhecê-los. Explorá-los.

Quando a carruagem parou, e as três damas desceram, Arícia notou que havia algo de estranho. No jardim, estavam seu pai e seu irmão como era esperado.

— Irmãzinhas! – O meloso Anthony falou, abraçando calorosamente as meninas. – Como eu senti saudades de vocês!

Anthony era um doce rapaz. Era o sonho de consumo de qualquer garota que quisesse um homem rico e nobre, que a trataria muito bem além de ser muito bonito. Anthony lembrava muito o pai. Lado a lado, Anthony e Alexander pareciam irmãos!

Arícia abraçou o irmão, mas percebeu que o pai nem cumprimentou a esposa. Foi diretamente abraçar Marie. Ele tinha um carinho especial pela filha caçula, e isso causava a raiva de Veronica. Ela achava que depois que Marie chegou, Alexander se esqueceu completamente dos outros filhos.

— Arícia. – Ele falou, enquanto abraçava que filha. – Espero que tudo tenha corrido bem na viagem para cá.

Claro que Alexander tinha um carinho especial por Marie. Mas, nem por isso deixava de amar os outros dois filhos.

— Marie disse que sua mãe deu trabalho. – Observou Alexander. Arícia olhou para a mãe, que agora abraçava o filho mais velho.

— Como sempre não é, papai?

Alexander franziu o cenho e abaixou a cabeça. Arícia estranhou aquele comportamento.

— Esta tudo bem?

Não. Não estava. Alexander não contou a filha, mas tinha um motivo especial para ela estar aqui. Veronica sabia...

... E proibiu Alexander de proferir qualquer palavra sobre o assunto. Ele estava corroído por dentro. Não estava mais aguentando, sabia que provavelmente estava arrastando a folha para a infelicidade. Ele precisava falar.

Abriu a boca, mas ao olhar para o rosto furioso de Veronica, desistiu. Forçou um sorriso.

— Nada, minha querida. Só Saudades de vocês. Não acredito que estão aqui!

Arícia sabia que ele mentia, mas resolveu não pressioná-lo.

— Agora – Ele disse, aumentando a voz. – Vamos todos entrar. A rainha está doida para conhecer minha família.

Animados, todos adentraram o castelo.

Porém, Alexander estava com raiva de si mesmo. Ele devia ter avisado a Arícia. Mas, não avisou.

Foi então, que o inferno começou. Alexander sabia – mais do que qualquer outra pessoa – Tudo o que começava com mentira, terminava mal. Muito mal.

Notas finais
Iai? Gostaram? Espero as observações de vocês! Até semana que vem!