Por Causa Dela.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Aproveitem ^^
Cora
Finalmente o dia havia chegado ao final. Tudo havia dado certo — desde o café da manhã compartilhado com ele, e até o jantar preparado por ela -, os servos estavam recolhendo os pratos quando a maldita chegou e me disse:
— Estava maravilhoso, não? – Alice comentou ao meu lado, lançando-me um doce sorriso, com os olhos semifechados devido às bochechas levemente levantadas. Mas não se engane nesse sorrisinho falso, pois, Alice, só aparenta ser esse tipo de pessoa.
Por falar isso, deixe-me descrever melhor sobre Alice; ela é a filha mais nova do Duque Charles Ehadd, sua mãe era a Duquesa Yda Ehadd – uma das duquesas mais importantes de todo o reino de Garewn – mas infelizmente durante o parto houve um trágico acidente que acabou levando ao fim da vida de sua querida mãe; outras características? Bem, ela é apenas 2 anos mais nova que eu – ou seja, tem 18 anos agora – tem pele morena e macia como pêssego, olhos castanhos-claros como mel, cabelos escuros e pouco ondulados como piche. Uma pessoa bela, até, mas é claro que não se compara a mim.
— Sim. Estava – a respondo com um sorriso de canto, pouco à vontade – Com sua licença, vou me retirar. Irei aos jardins, se precisarem de mim, sabe onde me procurar. – disse, já me levantando.
— Certo... – a mesma suspirou, se levantando junto a mim – Bom, vou ir ver papai. Boa noite, irmã. – me cumprimenta, o que me causa uma certa irritação.
— Boa noite. – a cumprimentei de volta, indo em direção aos fundos, onde havia as grandes portas de correr, feitas de puro mármore, que estavam abertas, trazendo, assim, uma leve brisa cálida de inverno para dentro de onde eu estava.
O sol estava lançando seus últimos raios, o que me deixava com um pouco de frio, mas nada me abalaria, já que estava no meu lugar favorito no mundo inteiro – o jardim da minha mãe. Ele é simplesmente perfeito, ainda mais agora que as flores favoritas dela estavam florescendo e lançando o maravilhoso cheiro de jasmim-mangas e de orquídeas cymbidiums negras no ar.
Aproveitei que estava ali e peguei o regador para regar as plantas que mais precisavam de água, coloquei um pouco de adubo em todas, para lhes deixar mais fortes. Assim que eu terminei de arrumar tudo, me sentei diante do vaso com a planta mais preciosa daquele jardim, a roseira branca.
Você deve estar se perguntando “e daí?”, bom, ela não é qualquer roseira branca, pois ela floresce em todas as estações e suas flores são em um leve tom de roxo – por mais estranho e diferente que seja. E bem, ela foi plantada pela minha avó materna em sua terra natal – Suzuë Lärmakas , uma das primeiras aldeias que ajudaram a formar nosso reino hoje –, ou seja, ele é secular.
– Ah, mamãe... – começo a falar com a roseira branca, com todas as flores cheias de vida e floridas, todas quase voltadas para mim, parecendo me ouvir – Está tudo dando certo! – me alegro ao compartilhar com as flores.
Como já era de se esperar, as rosas não me responderam. Mas por algum motivo, eu quase conseguia sentir a minha mãe ali, junto às flores, como se estivesse verificando todas uma por uma – como me lembrava, quando estava no colo dela, ela sempre fazia exatamente a mesma coisa.
– Falta apenas uma estação para a grande coroação, e tudo está indo como planejado... – falo, enquanto arrumo uma mecha enrolada atrás da orelha – Bem, quase tudo – admito, para mim mesma e para a lembrança da mamãe, fazendo uma cara de decepcionada comigo mesma – O príncipe ainda parece com dúvidas sobre quem escolher, e eu ainda não consegui um encontro digno com ele! – encaro o chão, fazendo um leve biquinho – Tenho que conversar com ele... Amanhã! – volto o olhar para a roseira, com um sorriso de aprovação no rosto. Me levanto e acariciou de leve a rosa mais viçosa do vaso – Obrigada, mamãe. – me reverencio brincando para o vaso – Sábia como sempre.
E, depois dessa conversa produtiva com as flores, volto para dentro e subo a escadaria, que leva aos quartos e a biblioteca central.
– Como vai a minha pequena rosa? – ouço a voz de meu pai, que vinha da direção da biblioteca. Volto a minha atenção para ele, indo ao encontro do mesmo – Parece alegre. – ele comenta, com um sorriso largo no rosto.
– Sim, porque acabo de vir dos jardins da mamãe – esclareço, feliz ao vê-lo sorrir ainda mais.
– Por isso minha pequena rosa está tão alegre – ele começa a rir, e eu o acompanho – O que acha de irmos todos lá, qualquer dia? – ele comentou, me olhando daquele jeito que achava bobo.
— Hum, – finjo uma cara de pensativa – não. – rio levemente em seguida – Você sabe como aquele lugar é importante para mim, papai. – digo a ele – Não quero que ela vá no meu espaço especial. – faço um biquinho, esperando não levar a mesma bronca de sempre.
— Filha querida, – ele começa a falar – você sabe que ela não tem culpa de nada. – ele me olha com aquele olhar cansado, mas que ainda tenta – Então você deve deixá-la ir lá também, mesmo que sem você. – ele apoia a mão no meu ombro – Pelo menos isso, por favor – ele me pede, e logo em seguida, me abraça – Agora, vamos dormir, ok? – ele se afasta de leve – Amanhã teremos mais um dia cheio – ele diz brincando e começa a andar em direção ao quarto dele – Boa noite, minha pequena rosa. – e ele entra no quarto e fecha a porta, me deixando no corredor, apoiada no corrimão da escada.
– Bem, – começo a murmurar para mim mesma – contanto que ela nunca toque em nada... Quem sabe... – e vou para meu quarto também.
Notas finais
Beijos de sua fujoshit de boas com o mundo.
Falooou ^^
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