Por Alguma Razão
1 Enfim, juntos novamente
Notas iniciais
Bom, depois de tentativas falhas, finalmente consegui escrever algo sobre um dos casais mais fofos do mangá. Não sei se consegui colocar da forma como queria, mas aqui está. Espero que gostem e aceito críticas construtivas. É isso :)
“Seu nome? Sakuragi Kou. Ele está sempre sozinho. Talvez não se importe na verdade.”
Talvez tenha sido através dessa frase que o interesse por “ele” tenha surgido. O lembrava alguém mais do que podia imaginar, no caso, seu irmão mais velho Hirotaka. Um veterano nos games que seguia a ideia de não ligar se estava ou estaria sozinho com o passar do tempo. Afinal, possuía seus jogos. Não precisava de mais nada. Essa pessoa sentada na outra mesa também aparentemente pensava dessa forma. Era a segunda vez que o via ou reparava naquele colegial tão centrado em um vídeo game. A primeira foi quando achou que ele estava estudando, mas estava também jogando, e quando notado ligeiramente foi embora.Daquela vez, sentiu-se frustrado porque realmente era um jogo que conhecia e até cogitava a ideia de melhorar nele, mas a reação abrupta o impediu de dar um passo a mais no diálogo que pretendia naquele dia. A única coisa que restou foi um papel tecnicamente importante que ele deixou pra trás, e agora usaria isso para se aproximar como queria. Dessa vez, seria diferente, e assim fez. Sentou-se literalmente de frente pra ele na mesa, mas não havia sido notado. Ficou nisso por 5 minutos talvez? Não sabia. Mas havia sido tempo suficiente para terminar seu café tranquilamente. Quando enfim notado, recebeu a mesma reação de antes. O rapaz a á frente recolhia tudo nas pressas, pedia desculpas e tentava realmente fugir. Começava a se perguntar o nível de antissocialíssimo que ele tinha. Dessa vez foi mais rápido e o impediu dia “fuga” e usou o papel que havia encontrado antes como desculpa pra falar com ele. Sabia que ele iria embora depois disso, então nada mais prático do que falar com ele na linguagem que ele devia entender. Após demonstrar interesse pelo jogo que ele jogava antes, conseguiu manter o mínimo de diálogo possível tendo também pegado seu contato no login do jogo. Havia ali pedido oficialmente permissão para ser seu amigo e havia conseguido. Não sabia exatamente porque, mas não queria que ele fosse solitário como seu irmão a um tempo atrás. Algum tempo já havia passado desde que iniciou sua amizade com kou-Kun, e consequentemente, aproximou-se mais do mundo dos jogos mesmo que morresse na primeira partida. Eram horas e horas em frente a tela do computador no quarto de Hirotaka, chamando a atenção deste. Afinal, o que tanto Nao jogava ali? Era um dos questionamentos do irmão mais velho vendo o mais novo vidrado na tela. Aos olhos dos outros, poderiam parecer horas que ele estava em frente ao PC, mas para ele, era como se o tempo nem tivesse passado. Depois que passou a andar com Kou era assim que se sentia, o tempo não passava. Só houve um momento que a noção de tempo o incomodou bastante. Quando descobriu que “o” kou na verdade era “a” kou, causou-se um mal-entendido entre ambos os separando por alguns dias. Podia dizer que isso doeu mais do que podia imaginar. A culpa por ter feito Kou chorar só o assolava cada vez mais, e não ter a oportunidade de conversar com ela só piorava as coisas na sua mente. Graças ao apoio de Narumi e a ideia simples, mas eficaz de Hirotaka, conseguiu se resolver com a amiga efetivamente. Podia dizer que desde esse dia, Kou havia ganhado uma nova lente ao seu olhar. Depois que se resolveu com ela via online, sentiu uma tremenda energia lhe invadir. Só depois disso que poderia dizer que agora sim estava feliz novamente. Mas essas sensações não pararam por aí. No outro dia, havia marcado com ela e seus amigos de se encontrarem na cafeteria onde trabalhava, aproveitando seu dia de folga, tendo a confirmação dela. Era um simples encontro entre amigos para jogar conversa fora e até jogar alguns games, mas sentia uma ansiedade maior do que deveria por algo tão banal.No dia seguinte a tarde, Naoya e os dois amigos já se encontravam na mesa que sempre ficavam, os amigos sentados no banco de costas para a entrada, e Naoya no banco que lhe dava a visão da entrada. Já se fazia cinco minutos que estavam reunidos ali e nada da garota aparecer. Não que os outros rapazes estivessem prestando atenção a esse detalhe, mas Nao em particular, não parava de olhar ao redor discretamente, fosse para a rua através da vidraça da loja, ou para a porta da entrada. E foi nesse momento que enfim seus olhos encontraram aquela figura que adentrava o estabelecimento. Por alguma razão, não conseguia desviar o olhar dela. A realidade ao seu redor havia sido esquecida e só se concentrava naquela pessoa de gestos retraídos e olhar direcionado ao chão para não chamar a atenção dos demais. O que ele achava uma pena, pois aqueles olhos esmeraldinos eram lindos demais para serem escondidos. — Naoya? Naoya! – chamava Ken chan estralando os dedos na sua frente para chamar sua atenção. – O que foi? Você nem está piscando os olhos – terminou rindo com o outro ao seu lado. Nao percebia que estava mais desligado que o normal, e quando ia dar sua resposta, deixou passar batido quando Kou finalmente chegou até eles na mesa.
— O-ola... pessoal! – mostrou sua expressão nervosa de expressão de sempre. – Logo foi recepcionada pelos rapazes do outro banco que já começavam a afastar para que ela sentasse também, mas Naoya foi mais rápido, para não dizer impulsivo, e segurou sua mão dizendo:— Kou kun, sente-se aqui! – falou isso de maneira tão casual e com seu tão já conhecido sorriso singelo que para os demais, não era nada de incomum tal atitude, mas que para Kou foi mais do que o suficiente para fazer seu rosto explodir em um vermelho violento em sinal da sua vergonha. Afinal, aquela era a primeira vez que segurava a mão de um garoto. Ainda puxada por Nao, sentou-se ao seu lado e prosseguiram na conversa de antes. Mas um detalhe que Naoya ainda não havia percebido, e que atraia a atenção de Kou para baixo e mantinha seu rosto vermelho, era o fato de que sua mão ainda estava sendo segurada de leve pelo loiro. Estava confusa entre manter sua mão lá e ele soltar posteriormente, ou afasta-la de forma abrupta e parecer de certa forma rude. Era demais para ela esse tipo de situação. Depois de passarem por um fliperama, os amigos se despediram mais cedo e foram embora deixando Kou e Naoya para trás. Continuaram a andar pelas ruas ainda movimentadas e entrando em algumas conveniências de jogos para matar o tempo. No entanto, Nao ainda se mantinha inquieto com a amiga ao seu lado. Sentia que não havia resolvido tudo com ela:— Nifuji-Kun, ... está tudo bem? – perguntou Kou curiosa com o comportamento do amigo— Kou-Kun, sobre o mal-entendido... já estamos bem, não é? – logo a garota se colocou nervosa por ser o motivo da quietude dele. — O-oque? Claro! Já nos resolvemos! Eu que deveria estar me desculpando de novo...- quando ia se curvar em sinal de desculpas, Nao foi mais rápido a segurando pelos ombros a impedindo do ato. — Não é necessário, Kou-Kun – falou com seu típico tom de voz gentil – é que... te ver chorando realmente me fez sentir mal. Acho que foi a primeira vez que vi alguém chorando e saber que fui o motivo disso... então queria mesmo me certificar de que não fique nada mal resolvido. Sakuragi se mantinha atenta ao que ele dizia, e principalmente, a doçura e sinceridade que transbordava em suas palavras. Era claro que não havia mais nada a ser resolvido entre eles, e pretendia deixa-lo ciente disso. — Nifuji-Kun, está tudo bem! Eu deveria ter desfeito qualquer mal-entendido de início, mas agora não estou triste nem receosa com nada. Então, não se preocupe com pequenas coisas, ta bom? – terminava sua fala com seu muitas vezes inconsciente sorriso de lado que chamou a atenção de Naoya. Era a segunda vez que o via.Naoya continuava admirando aquele singelo sorriso que se desfez em segundos, o fazendo voltar para realidade novamente. Voltaram a trajetória que seguiam pelos fliperamas conversando amenidades. No entanto, no seu consciente, Naoya ainda se mantinha pensativo quanto a pessoa ao seu lado. A verdade é que por alguma razão, quando a viu entrando no local onde esperava anteriormente com os amigos, teve uma imensa vontade de abraça-la. E o motivo? Até ele desconhecia.Por alguma razão também, se sentia bem só com o fato de estar conversando com ela abertamente e sem receios; por poder presenciar aquele curto sorriso anteriormente, por testemunhar esses pequenos detalhes. Mas por alguma razão também sentia uma inquietude no fundo de seu ser com a sua presença. Não é que não tenha amigas, tem algumas e a mais próxima é a Narumi-chan que a tem como uma irmã mais velha. Porem era uma sensação diferente da relação com Narumi. Mas no fim, suspeitava que tudo isso era apenas o peso de suas costas saindo, afinal, não era acostumado com esse tipo de tensão em suas amizades. Era isso! Não precisava mais remoer o assunto. Tudo estava enfim na sua perfeita ordem. Embora que por alguma razão, tivesse a impressão de que isso não ia durar por muito tempo...Continua.
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