Por Acaso

14 Confissões


Notas iniciais
Momentos Bensler .... Universo anterior aos acontecimentos recentes da serie.

A vida parecia andar em câmera lenta, na verdade depois daquele refúgio com Alex, as coisas começaram a melhorar para Olivia, era certo que seus sentimentos ainda estavam confusos, mas com o tempo tudo parecia estar mais calmo.

– Ai, com que roupa eu vou? Alex pergunta duvidosa, em frente ao espelho.

Olivia olha para amiga enrolada em uma toalha, com um coque mal feito sob a cabeça, e com dois terninhos extremamente iguais, mudando apenas as cores.

– Acho que deveria ir com o preto, respondeu Liv, com a boca cheia de batatas. Uma coisa era certo, Alex cozinhava como ninguém, aquele tempo com ela estava deixando Liv até mais saudável, seu peso voltara ao ideal, e até estava comendo melhor, em relação a comida.

– Então eu vou com o Azul, respondeu a promotora.

Liv virou os olhos não dando tanta atenção para o que a amiga dizia, já desistira a tempos de entender Alex. Era até um pouco engraçado te-la por perto, porque por trás de toda aquela seriedade de promotora Cabot, era divertida e engraçada e até um tanto insegura, por diversas vezes, seus medos e anseios eram assuntos posto em pauta em suas prolongadas, conversas com Liv.

*****

– Não dormiu bem? Perguntou Stabler, ao entrar no carro e ver Olívia bocejando.

– ahhh!!!! Na verdade a noite foi ótima, divertiu-se Olivia ao ver a cara carrancuda de Elliot.

– Hum. Elliot agora ajustava o retrovisor, pronto para sair com o carro.

– Você deve estar gostando de tê-la por perto enfatizou Stabler, mais para puxar assunto.

– Na verdade sim. Tinha esquecido como era morar com alguém, é bom ter com quem conversar.

Elliot freou de repente, as vezes esquecia-se quem Liv já esteve “morando” com alguém.

– Desculpe, eu, me confundi, tentou disfarçar, não estou acostumado com esses carros automáticos, no nosso tempo as coisas eram melhores.

– Piores você que dizer neh! Porque aquela lata velha que a gente tinha quando éramos detetives,

– cof, cof... Interrompeu Stabler, desculpe Sargento.

– Ah! Cala a boca, riu Liv, com a graça de Elliot.

O dia passou como sempre agitado, as coisas na unidade eram sempre complicadas, depois do falecimento de Lucas, as investigações deram uma diminuída, Amanda e Fin, estavam com dificuldades de encontrarem outras provas, e Amaro, ainda tentava dar conta de um estrupo sem muitas provas.

No Fim do dia Stabler pediu permissão para falar com Olivia em particular.

– Precisamos conversar sobre minha situação aqui Liv.

Benson pediu para que Stabler senta-se para que pudessem conversar mais tranquilamente.

– Acho que sei o que você precisa Ell, e creio que estamos a um bom passo de conseguir.

– Não acho saudável, continuar Liv, agora com todos na unidade. A voz de Elliot parecia um tanto desanimada.

– É o que você quer? Liv perguntou encarando-o nos olhos.

– Não. Disse Elliot decidido, mas precisamos saber se é o que você quer. Elliot retribuiu o olhar, com a mesma convicção de Olivia.

– Não. Seu lugar é aqui Ell, agora que o cap está saindo, você pode ficar no meu Lugar, Amaro vai precisar de um novo parceiro.

– Acho que não seria sensato, não gosto dele. Completou Stabler rancoroso.

– Na verdade, pensando bem, acho que o melhor é você ficar com Fin, mas isso não tem muita importância Ell, preciso saber o que você quer fazer.

Elliot, nesse momento, aproximou-se da mesa, segurando a mão de Olivia dizendo, — Quero ficar com você.

No segundo seguinte, Nick entra na sala de prontidão, ficando petrificado com a cena.

Olivia puxou a mão com pressa, tentando disfarçar, mas foi seguida pelo Olhar de Amaro, que ainda observava a cena.

– Liv, er.... Cap, precisamos de ajuda. Ainda desconfiado, comprimentou Stabler formalmente, tentando não dar muita atenção ao caso, mas um tanto confuso.

– Bom Elliot, acho que estamos conversados, Hoje mesmo entrego a documentação para você assinar. Acredito que deva voltar a receber seus benefícios ainda esse mês, Informou a Sargento agora em pé.

– Nick, qual é urgência.

Elliot e Nick ainda se olhavam, Elliot ainda um tanto sem jeito, mas entendendo a deixa, completou.

– Tudo bem, aguardo então. Com licença vou.... hum acho que preciso falar com Fin, disse levantando-se.

Nick ainda sem jeito deu passagem para Elliot, e voltando-se ao motivo de sua intromissão, contou sobre as crianças desaparecidas no parque.

***

No parque estava uma confusão, era já tarde da noite, e não era possível fazer uma busca mais detalhada, Liv deu fim a procura remarcando com todos logo que amanhecesse.

Ainda tentando desviar-se dos pais das crianças, Olivia atribuiu as ultimas funções da noite. Ao fim conseguiu sair de todo o tumulto, sem ser percebida.

– Aceita uma carona? Disse Elliot de braços cruzados sob o capo do carro.

– Achei que havia lhe dado uma tarefa, detetive, disse Olivia seria.

– E deu, mas passei pra um patrulheiro prestativo. Divertiu-se Elliot com a façanha.

– Cara de pau. Disse Olivia entregando as chaves ao parceiro.

– e você mais me levar pra casa, e vai voltar como? Questionou Liv.

– Quem disse que eu vou te levar pra casa? Elliot ligou o carro, partindo misterioso, rumo ao anoitecer.

Olivia não admitia, mas estar ali no mesmo carro e Elliot a deixava nervosa, mesmo sabendo que tudo mudara aquela cena, ainda traziam muitas lembranças.

Elliot saíra da cidade, pegando uma avenida movimentada, por um tempo Olivia reconhecera o caminho, mas após tantos desvios e ruas de terras, Liv estava completamente perdida.

– Ell onde estamos indo? Perguntou curiosa.

– você logo verá. Em pouco tempo Elliot parou o carro, frente ao uma modesta varanda com cercas brancas, sob a areia fina. O caminho até a casa trazia algumas pedras aparentemente postas com a intenção de mostrar o caminho. Ao fundo o barulhos das águas davam sinais que estavam sob o oeste do Brooklyn , dizia uma placa um próximo ao píer.

“Bem Vindos aos Brighton Beach

– o que é isso ? perguntou Olivia.

– ah! Sim, aqui é tudo que você pode ter quando se aposentar disse Elliot, rindo.

– É SUA? Espantou-se Olivia.

– Ora! Acho que 20 anos de NYPD pode de favorecer em algo não? Afinal o melhor detetive de Manhattan tem o direito a algumas regalias.

Liv riu, mas ainda estava desconfiada.

– Está bem, tive que fazer outra Hipoteca , mas acho que agora com as meninas formadas, posso me dar ao luxo certo?

– Liv esquecera, completamente, das crianças, era tão estranho não ter Elliot reclamar das crianças como sempre fazia, que ela por um momento esqueceu-se que ele já fora casado.

– Não vamos falar nisso agora. É pra ser uma surpresa.

Ele colocou as mãos sobre os olhos de Olivia, guiando-a pelo percurso. Era divertido ve-lo descontraído.

Ao abrir a porta, Liv pode sentir uma aroma agradável, de Alecrim, e um cheiro suave de comida ao fundo da casa.

Elliot a guiou até a sala de jantar, posta para dois, com tudo à mesa. Era uma sala grande com 6 lugares mas apenas dois estavam postos. Havia guardanapos de pano vermelhos, sob um fita branca de cetim. Havia também taças pelo que percebeu Liv, de agua, e vinho.

Os talheres de prata também brilhavam ao lado de uma porcelana trabalhada com desenhos vermelho intenso.

Elliot a colocou na lateral direita de mesa, que era iluminada por castiçais prateados e velas no mesmo tom da porcelana.

Espantada, Olivia admirou-se.

– Nossa!!!

Elliot a deixou à espera, e por 10 ou 15 minutos que pareciam uma eternidade, retornou comum balde de gelo e vinho, e uma travessa de talharim ao molho branco.

Olivia não podia acreditar, tudo naquele jantar estava lindo. Está mesmo Elliot, ainda trajando seu corriqueiro terno acinzentado. Parecia combinar com aquele lugar.

– Acho que devo isso a você a muito tempo.... Espero que não se importe se não estou tão bem produzido, para um primeiro encontro.

– Primeiro encontro? Espantou-se Olivia.

– Ora, porque não? Se estou cortejando-a acho que nada mais apropriado.

Liv cai na gargalhada, quando Elliot, terminou.

– Ell, me desculpe, não queria, hum, esta tudo lindo, maravilhoso, mas você não acha que é um tanto exagerado?

Ell fingindo-se ofendido, justificou- ora Srta. Benson sei que não tenho mais 20 anos, mas creio que ainda sou um bom partido. Se não contar os 5 filhos, ex mulher, 3 pensões e hum, a Hipoteca nova rsrsrs.

– Liv, apenas sorriu, retribuindo o carinho, ficava sem jeito quando Elliot falava da família.

Ao perceber, Elliot tratou logo de mudar o rumo da conversa. Ao abrir o vinho, servi-la como um bom metre de vinhos.

– Espero que esteja ao seu agrado “madame” Elliot tentava imitar um francês sem muito sucesso.

A noite, passou em segundos, o jantar estava ótimo, a música escolhida por Elliot deixava o ambiente calmo, embora Olivia ainda conseguisse ouvir o som das aguas sob o píer.

Ao fim do jantar, Liv, agradeceu, mas percebera que Elliot estava um tanto encabulado. Liv também não sabia muito bem o que fazer, mas era tão fácil ser ela mesma com ele, que as vezes as palavras apenas saiam. Sem muitos pensamentos.

Com a troca de música, Elliot deixou o guardanapo sob a mesa, levantou-se convidando Olivia para uma dança.

Um pouco sem jeito, Liv, cruzou os braços sob o pescoço de Elliot, sentido sua mão prensa-la sob a cintura.

Elliot a pôs para mais perto de si. Ficaram ali os dois ao som da música, sem falas, apenas sentindo a presença um do outro como se aquele momento nunca fosse acabar.

Algum tempo mais se passou e Elliot, acariciando o rosto de Liv, a beijou, como se todo o mel do mundo estivesse sob seus lábios. Uma sensação que nem mesmo a primeira noite deles juntos pudesse revelar.

*****

Para Elliot aquele momento estava perfeito. Ter Olívia ali em seus braços era um sonho. Parecia que tudo estava certo, nada poderia dar errado. Não existia mais ninguém. Apenas os dois, a noite, o mar a lua e as estrelas. Tudo que ele havia planejando a semanas estava acontecendo, e vê-la ali, entregue o fazia o homem mais feliz do mundo.

– Amo Você! Confessou Elliot por fim, ainda abraçado com Liv.

– Eu também, pode ouvir como resposta.

Elliot ao ouvir a confissão de Liv separou-se dela por alguns centímetros pegando em suas mãos. Deu-lhe um beijo na testa, disse – Acho que você já pode conhecer o restante da casa.

Elliot guiou Olivia pela escada, andaram alguns metros, e no final do corredor ao fim da casa, via-se uma suíte linda, um quarto todo branco, os alguns detalhes em renda. Era notável que Elliot decorara a casa para aquele momento.

Sob a cama um lençol de linho branco, alguns travesseiros, com capas aveludadas, num tom mais branco que a neve.

Sob a cama via-se um edredom grosso, todo bordado em flores, havia dois criado mudo um de cada lado da cama. Na extremidade, ao pé da cama havia um bau de madeira, que acompanhava toda a largura do colchão e sob ele duas toalhas bordadas, e um balde com gelo e champanhe.

Sob todo aquele branco, destacava-se sob um criado mudo um buque de flores vermelhas. E agora que Liv observava com mais atenção havia pétalas das mesmas rosas sob a cama formando as palavras Amo Você.

Elliot a puxou para perto, dando um beijo acalorado. Tão podia mais esperar estava cheio de desejo, e seu sentimento, explodia dentro dele.

Liv retribuía cada beijo, tentando desabotoar a camisa. Elliot deu-lhe um selinho, e a carregou no colo, colocando-a com cuidado na cama.

Liv apenas olhava para ele, Elliot sabia que ela também o desejava. Mais mesmo pegando fogo, queria sentir cada momento com Liv.

Então ele pegou duas taças, o champanhe, serviu-se para tentar controlar seus instintos. Ofereceu a Liv uma taça, que após um gole a devolveu.

Então ele começou calmamente despi-la, primeiro o blaser que a deixava tão forte, poderosa e sexy. Depois a blusa branca de cetim. Elliot vez questão de desabotoar cada botão, demorando-se para revelar as roupas intimas de Olivia.

Elliot imaginava que Liv estaria usando uma lingerie de renda, algo claro, talvez branco se estivesse certo. E estava, logo revelou o conjunto branco que Liv usava. Era tão lindo, era como se ele estivesse ali com ela na noite de núpcias.

Elliot desvendava cada parte de Olivia, saboreando-a como se fosse uma fruta rara de muito valor.

Com o tempo, deu-se por ter Liv nua, sob seus braços, seus seios, sua cintura fina, o abdômen sarado, embora não definido a deixava mais linda.

Elliot agora nu, ia desfrutando de todo o prazer que o sexo a dois pode proporcionar. Era formidável aquele momento, e nada no mundo iria defraudar todo o sentimento puro que havia nele. Era mais que desejo, era Amor, algo tão forte e verdadeiro, que não podia ser explicado.

Ao chegar no êxtase do prazer, ouvindo Liv sussurrar seu nome, Elliot a beijou mais uma vez. Queria que o mundo acabasse e que ficassem ali para sempre. Com um beijo Elliot ainda sob Olivia, ainda a encarava apaixonado.

Após alguns momentos, Elliot deitou-se ao lado de Olivia, abraçando-a e se recompondo do prazer. Liv deitou sob seu peito, apenas afagando-se sob seus carinhos.

Elliot, relaxou por um momento, tornando a tomar a frente da noite, levou Olivia para a suíte, que ambos desfrutaram de um bela hidromassagem regada a muito amor e champanhe

Notas finais
Gostou? me diga, quero saber sua opinião.