A cena era quase surreal, por um momento Nick ficou imóvel, paralisado, não sabia o que fazer, queria fugir, mas ao mesmo tempo uma onda de raiva passou por toda sua corrente sanguínea, ele não conseguia pensar com clareza.

Elliot, levantou-se rapidamente, e, em segundos vestira seu jeans surrado, ainda atônico pela interrupção de Nick

– Nick, calma, eu... Vamos conversar dizia Liv, envolta pela camisa de Elliot que havia pego as pressas.

– O que você? Ele, como pôde Liv? Depois de tudo que ele fez?

– Nick, eu, Olivia olhava para Nick, desesperada, pela primeira vez não sabia o que fazer, como reagir, não era pra ele saber, não era pra NINGUÉM saber.

Elliot, ainda sem jeito, vendo o desespero de Liv, tenta ajudar.

– Olha cara, eu, você entendeu tudo errado.

–CALA A BOCA! Gritava NicK, NÃO FALA COMIGO, SEU FILHO DA MÃE, DESGRAÇADO.

Nick tenta partir pra cima de Elliot, mas é impedido pela parceira.

– Nick, sai daqui, depois a gente conversa, você precisa se acalmar, você entendeu tudo errado, depois conversamos,

– NÃO ENCOSTA EM MIM, SUA..... SUA PIRANHA

Ao dizer isso, Nick empurra Olívia que cai no chão, ela sabia que revidar seria pior.

– SEU DESGRAÇADO, gritou Elliot e com um soco, acerta uma direita em Nick que é jogado contra a parede. Os dois começam então a agredir um ao outro, ambos com os nervos a flor da pele.

– PARE, PARE gritava Olivia desesperada,

Nick acerta um golpe em Ell que cai curvado no chão, vendo o que fizera ele olha para o detetive ao chão.

– Não vale a pena! Cuspindo no chão Nick sai, deixando Olivia e Elliot sozinhos, antes de sair consegue ver a Sargenta agachada socorrendo o ex-parceiro.

****

O telefone toca Liv ainda sonolenta, tenta encontrar o aparelho na cabeceira da cama, ainda no escuro do quarto.

– Benson.

– Liv, Temos novidades

A sala de interrogatórios estava a meia luz e no centro da mesa encontrava-se um rapaz forte de aproximadamente 1,80, 90Kg e repleto de tatuagens.

– Já disse! Repetia o garoto, eu NÃO sei do que vocês estão falando.

Elliot estava bancando o detetive durão enquanto, Fin tentava bancar o policial amigo.

– Ei, seu imbecíl, sabe o que fazem com garotos medrosos como você na cadeia ? Elliot dizia encarando o suspeito, Os caras da prisão vão te fazer de mulherzinha até você começar a gritar pela mamãe

– Eu, eu já disse cara, eu não sei, estive com o Lucas por 10 minutos, ele, ele falou que tinha encontrado um amigo, e que ia ver o barco. Só isso.

Fin teve que intervir, às vezes Elliot, passava dos limites.

– Ei George, sei que você está falando a verdade, mas tente se lembrar, você estava no parque, e Lucas veio na sua direção certo?

– Isso, eu , olha cara, eu tenho que ir pro parque todos as tardes, pra fazer a coleta entendem? Faz parte da condicional, eu não sei porque o Lucas sumiu. Não fui eu, ele era meu amigo, dizia o grandalhão

– AMIGO? Olha o seu tamanho, gritava Elliot, O QUE UM CARA DO SEU TAMANHO IRIA QUERER COM UM GAROTINHO?

O rapaz olhou de Elliot para Fin com os olhos cheio de lágrimas .

– Detetive, eu juro, eu não sei de nada, achei que Lucas estavam com os avós, ele era órfão, meu pai conhecia os Jackson, antes de ser morto, eles eram vizinhos, Lucas de certa forma me fazia lembrar de mim, eu, eu só queria que ele soubesse que não estava sozinho. Eu ia cuidar dele. Ele ia ser famoso, ele ia ser alguém. Mas eu não consegui, eu não me importei, ele estava ali, veio pra brincar comigo, mas eu estava ocupado, mandei ele embora, mandei ele ir pra casa.

O rapaz chorava feito criança, Elliot e fim , decididos saíram da sala. Já não seria possível tirar mais nada do rapaz.

– E então? Perguntou Cap e Olivia do lado de fora.

– Não foi ele, afirmou Fin.

– Mas ele sabe alguma coisa disse Elliot decidido,

– Apenas o que sabemos era que George usava o garoto, pra traficar drogas, não acho que seria capaz de matar o garoto.

O DNA do trem era de Lucas, se ele ainda estivesse vivo, com certeza estava ferido.

***

– Nosso o que aconteceu com você? Perguntou Amanda desconfiada.

Nick olhou para Olivia, eles ainda não haviam conversado sob o que ocorrera, o caso do desaparecimento de Lucas estava tomando todo o tempo da unidade.

– Não foi nada, briga de bar, respondeu Amaro, sem animação.

Amanda encarou Nick, depois olhou para Olivia, que sustentou o olhar com ar de desafio, percebendo a tensão, achou melhor se calar.

– Olivia aproveitou a deixa e voltou ao caso de Lucas.

– Bom sabemos que Lucas foi visto no parque as 17:45hs , ele aparentemente estava sob cuidados da tia, que havia ido busca-lo na escola por volta das 17hs.

– Acho que eles estavam sendo observados.

– Pode ser concordou Fin. George pareceu relutante em nos dizer o que eles estavam conversando.

– Acha que a SrªJackson estava envolvida com o George? Perguntou Nick.

– Não, mas acho que quando se tem intimidades de mais com um traficante, não se parece apenas coincidências., respondeu Fin.

– Investiguem. Ordenou Olivia.

**

Olivia, ainda não estava acostumada em organizar as investigações, queria estar a campo, investigando também, mas as vezes seu posto como sargenta, exigia trabalhos administrativos.

Ainda buscando palavras para terminar seu relatório, o telefone toca, automaticamente, ela atende sem muito interesse.

– Acho que voltaremos a nos ver senhorita Benson, Ou devo chama-la de Senhora Cassidy?

– Quem é você? Pergunta Olivia interessada.

– Acho que agora ganhei seu interesse não foi ? vejo que relatórios burocráticos não é seu maior forte, a voz modificada do telefone dizia, com distração

– O que quer? Benson, chamando a atenção do capitão, tentando prolongar a conversa.

– ora, ora, vejo que agora, todos estão prestando a atenção, vou te dar tempo então de por no viva voz. (coisa que Olivia faz rapidamente)

– Como vai capitão? Vejo que agora estou tendo a devida atenção. Ora, Ora, acho que o passeio no parque não foi muito útil não é mesmo?

Olivia olhava para os lados, tentando entender como que o cara do telefone, estava conseguindo vê-los.

– Ora detetive, não se pode confiar em todos nãos é mesmo ? Pense, no jardim todos somos iguais, alguns são jardineiros, outros são flores. E você quem será?

Um elemento já foi, preparem-se para o Segundo.

***

Olivia olhava para Don com surpresa, o que fora aquilo? O que aquele sujeito estava querendo? o que tudo aquilo queria dizer?

– Acho que ele estava se referindo aos 4 elementos, repetiu Drº Huang

– Explique, pediu Don.

– A origem da teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, está na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água.

– No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos. Estes são, na verdade, elementos sutis, ou melhor, estados de mutação da matéria-energia, explicou o psiquiatra.

– Qual é o primeiro elemento? Perguntou Olivia.

– As Teorias divergem entre sí, mas na maioria delas a Terra, vem em primeiro lugar. É onde em algumas religiões fomos criados. Do pó viemos, ao pó voltaremos.

– encontramos vestígios de DNA de Lucas, na linha de trem. No túnel havia muito lama, muita...

– terra, disseram Olivia e Amanda, juntas.