Por Acaso

1 Capítulo Único - Nada É Por Acaso


Notas iniciais
Bom, antes de tudo gostaria de dizer que essa é primeira vez que escrevo uma fic, no caso One-Shot, mas espero seus comentários sinceros sobre o que vocês acharam da estória e sobre a forma da escrita... elogios e críticas são bem-vindos!... E segundo, dedico essa fic ao meu Top 5 de autoras aqui do Nyah! CGates, Emmanuelle, Lu Rivera, LuizaBerry, Someone; vocês são minhas inspirações a escrever e ter coragem de postar, muito obrigada! Obs.: Qualquer coisa culpem elas, gente! Rsrs... tô brincando, podem me culpar mesmo! Rs Chega né?! Fique a vontade! E divirtam-se!

Santana estava inquieta durante todo dia. Ela, simplesmente, não conseguiria ficar nem mais um minuto em casa, estar de suspensão era o cúmulo, mas estar de castigo, trancada em casa sem permissão de ir à esquina era, praticamente, tortura física para ela.

Qual é! Ela não havia feito nada demais ok?! A morena só deu a Judas o que ele merecia, traduzindo, a tal de Mandy?! Mindy?! Cindy?! Ou seja lá qual for o nome dela, mereceu o que aconteceu com ela. Porque todo mundo, no Carmel, sabe que ninguém, sob nenhuma circunstância, deve encarar Santana Lopez quando esta está passando pelo corredor do colégio. Fazer isso era como dar a uma pessoa que te jurou de morte, um pote de veneno mortal. Ou seja, coisa boa você não iria receber em troca... ah! Mas não ia mesmo!

─ Madreee! Me deixa, pelo menos, ir à praça aqui perto de casa. ─ A morena já estava cansada de ficar deitada na cama, então agora ela estava, literalmente, no calcanhar de sua mãe, seguindo-a por todo lugar que ia.

─ Santana, tu sabes o que significa... “está de castigo!”, hija?

Como a garota sabia que vinha mais uma bronca pela frente, nem deu uma resposta, sua única ação foi bufar.

─ Pois, eu te respondo hija! ─ Maribel encarou a filha ─ Levando para o lado politicamente correto, eu estou dando a você a oportunidade de não se distrair com nada que não seja mais importante do que pensar e refletir sobre suas más ações. ─ Santana deixou escapar um sorriso irônico. ─ Mas como eu sei por esse sorriso, que você não se arrepende nenhum pouco do que fez; isso é uma maneira de lhe mostrar que mesmo que te achas a manda chuva daquele colégio, quando chegas em casa, quem dita as regras sou eu, e que toda vez que fizer alguma coisa errada, no momento que chegar aqui, as consequência lhe serão apresentadas. Entendido, querida!

Logo em seguida, Maribel seguiu para seu pequeno escritório, deixando para trás uma Santana emburrada e pensativa, tentando descobrir um jeito de sair de casa sem que sua mãe visse.

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Se Santana já estava irritada com Deus e o mundo. O tempo parecia que queria tirar onda com sua cara, toda vez que olhava o relógio pendurado na parede do quarto dava a impressão de que ao invés de passar este continuava no mesmo ponto, o que dava nos nervos da morena.

Depois de muito tempo vagando pela casa como se fosse um fantasma sem rumo, Santana ao ver que havia se passado 2 horas desde que falou com sua mãe pela última vez, resolveu tentar mais uma vez convencê-la a deixar que saísse... como diz o ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”... ou seja, a morena insistiria desejando que sua mãe hora ou outra cedesse ao seu pedido. Mas pelo jeito não seria necessário gastar saliva; ao chegar ao escritório, viu que Maribel estava com a cabeça apoiada nos braços cruzados sobre a mesa. Para confirmar sua suspeita, a latina chegou mais perto da mãe e percebeu que ela estava dormindo. Sem conseguir si conter, soltou um grito de satisfação.

─ YEAH! ─ ao notar o que fez, a morena imediatamente cobriu a boca com as mãos e com os olhos arregalados se certificou que a mulher continuara no mesmo estado de antes.

─ Yeah! ─ repetiu dessa vez baixinho, não passando de um sussurro, e saindo em seguida de fininho do escritório.

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Santana andava se sentindo nas nuvens, nunca tinha se sentido tão bem por estar, apenas, andando pela pracinha próxima a sua casa. Mesmo a morena estando se aproveitando do fato da mãe ter dormido para sair de casa, ela sabia que não poderia se arriscar a ir muito longe, pois poderia piorar sua situação em relação ao castigo.

A latina caminhava concentrada e pensativa por entre as pessoas, concentrada na suavidade do vento batendo, ou melhor, acariciando sua pele e pensando no nada, simplesmente, nada. Estar tão despreocupada fazia a morena soltar sorrisos espontâneos ao olhar crianças brincando, pássaros cantando, cachorros correndo atrás das crianças e dos pássaros, por motivos diferentes, é claro.

Porém, algo fez Santana estancar no lugar; algo simples, corriqueiro, verdadeiro, poderoso e inocente. Algo que qualquer pessoa poderia dar, mas que a morena no alto dos seus treze anos nunca tinha ouvido igual. Um sorriso. Pensando bem aquilo muito bem poderia ser o canto de um anjo.

Ao direcionar seu olhar para onde estava vindo o som, Santana teve certeza de que se tratava de um anjo.

─ Uau! ─ foi a única coisa que conseguiu falar no momento.

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* POV SANTANA ON *

Ai Meu Deus! O anjo me olhou! E tá vindo à minha direção. Com certeza deve estar vindo perguntar o que há de errado comigo. Até porque, uma pessoa que do nada para no meio de uma praça, e começa a encarar outra que nem conhece, como se tivesse realmente vendo um anjo, absolutamente não pode estar bem. Mas não há outra explicação, só posso estar diante de um anjo. Ok! Eu sei que ela não é um anjo de verdade, mas ela parece tanto com um anj...

─ Oi! ─ me interrompeu.

Ai Madre de Díos! Ela tá falando comigo! ... É claro Santana, ela estaria falando com quem mais? Agora seja educada e responda!

Silêncio.

Vamos Santana! Vai no três!... Um... Dois... Três!

Silêncio.

Qual é!? Você é Santana Lopez, a garota que foi suspensa... Você é foda!... Agora vamos lá e responda!... Espera aí! Eu estou tendo uma conversa interna no meio da praça, só por causa de um “oi”? É eu, com certeza, não estou normal.

─ Oi? Tem alguém aí? ─ ela falou sorrindo e balançando a mão na frente dos meus olhos.

─ An-anjo!

Nãaaaoo! Eu não acredito que falei isso alto e gaguejando pra piorar a situação, Madre! Se ela tinha alguma dúvida de que sou doida, essa não existe mais.

─ Quer dizer! Oi! Oi, como vai? ─ disse consertando.

Isso assuma o controle!

─ Muito bem na verdade, só um pouco curiosa! ─ falou me encarando com aqueles olhos profundamente azuis.

─ Curiosa? Posso saber com o quê? ─ agora eu que estou curiosa. ─ É que eu percebi você me encarando como se estivesse surpresa em me ver ou algo assim. Então, eu queria saber se nos conhecemos de algum lugar?

Ih ferrou! E agora, o que eu falo?

─ Err... bem é que... humm... ─ foi então que eu vi um garotinho atrás dela e uma lâmpada se acendeu na minha cabeça. ─ Na verdade não! Nós não nos conhecemos! É que eu vi você brincando tão alegremente com esse garotinho, que veio na minha mente, como seria se eu tivesse um irmãozinho ou irmãzinha, entende?

─ Ah, sim claro! Entendo completamente!

─ Desculpa se eu ti assustei ou pareci louca! ─ sorri envergonhada.

─ Haha! Não, tudo bem! E você é muito bonita para me assustar ou parecer louca. ─ falou a última parte mais baixo.

Silêncio.

─ Então! Humm... errr... você é filha única, certo? ─ falou sorrindo envergonhada.

─ É! Sim! Certo! ─ tá bom Santana, ela já entendeu. ─ Eu sou filha única sim.

─ Mas pelo jeito gostaria de ter um “irmãozinho ou irmãzinha”, né?! ─ falou rindo.

Eu não sei se ela realmente está sempre sorrindo, ou se é apenas coisa da minha cabeça doida.

─ Às vezes sim! Não me entenda mal, mas às vezes é muito bom ser filha única. ─ sorri.

─ Tudo bem, eu sei que sim! Passei grande parte da minha vida sendo filha única. Não que eu tenha o que reclamar, Ben ainda é muito pequeno. Portanto, ainda não mexe nas minhas coisas, mas sei que isso não vai durar por muito tempo. Não é Ben? ─ falou brincando com o irmãozinho que estava agarrado às suas pernas.

Só agora eu, realmente, reparei no garotinho, ele é a cara dela... loiro com olhos azuis ... o que já o faz muito lindo e fofo.

─ Bitt, quem ela é? ─ o garotinho se pronunciou pela primeira vez.

Own! Que fofo!

─ Ele tem três anos, mas ainda não consegue pronunciar o “r” e nem organizar bem as frases. ─ falou para mim, rindo carinhosamente para o irmão.

─ Ele é muito fofo! ─ disse sorrindo para os dois.

─ Sim ele é! É de família! ─ brincou.

─ Estou vendo! ─ sorrimos nos encarando.

Silêncio.

Ok, tá acontecendo tantos momentos de silêncio nesse diálogo, que já estou começando a ouvir grilos... Santana! Para de fazer piada interna, você fica com cara de idiota. Foca na conversa!

─ Então Ben, ela é uma amiga que eu encontrei aqui na pracinha! ─ falou depois de se abaixar de frente ao garoto. ─ Mas, agora que você perguntou. ─ se levantou olhando para mim. ─ A gente ainda não se apresentou. Meu nome é Brittany, mas pode me chamar de Britt. ─ falou estendendo a mão na minha direção.

Agora entendi o “Bitt” que o Ben falou!

Levei minha mão em direção à sua mão e ao tocá-la senti tantas sensações juntas e nada, ao mesmo tempo. É reconfortante, confortável, macio, prazeroso, sutil, único... seu toque é único. Eu estava em transe.

─ Sant... ─ foi o que saiu da minha boca, enquanto sentia seu toque.

─ Prazer Sant! ─ falou doce.

Sant!? Tão lindo na voz dela! Definitivamente meu nome foi escolhido para ser pronunciado por essa voz!... Sant!

─ O prazer é meu! ─ disse já me recuperando.

É, o prazer é todo meu, meu anjo!

─ Bom, você não quer ir brincar com a gente? Aposto que o Ben ia adorar, não é Ben? ─ falou sorrindo em direção ao irmão.

O garotinho assentiu. Foi quando me lembrei do horário e olhei meu relógio.

Merda!

─ Desculpa! Eu adoraria mesmo, mas preciso voltar pra casa, eu meio que fugi de um castigo enquanto minha mãe dormia e já faz algum tempo, por isso tenho que voltar o mais rápido possível. ─ disse um pouco chateada por ter que ir cedo e voltar ao meu castigo.

#Chateada.

─ Ok! Desculpa a intromissão, mas poderia saber o que você fez? ─ falou curiosa.

─ Bem, eu meio que tranquei uma menina em um banheiro químico da escola e só a encontraram depois de quatro horas. ─ disse sem encará-la. ─ Quando ela disse quem foi que fez isso com ela, o diretor me suspendeu por três dias e minha mãe me colocou de castigo pelo mesmo tempo. ─ voltei a encará-la. ─ Portanto, agora estou presa em casa sem nenhuma distração por longos, e torturantes, três dias. ─ suspirei.

─ Uau! Por essa eu não esperava. ─ falou sorrindo. ─ Porém agora estou mais curiosa, o que essa menina fez pra você fazer isso?

─ Me encarou!

─ Como? ─ perguntou confusa.

─ Ela me encarou enquanto eu passava pelo corredor da escola. ─ disse simplesmente.

─ Uau! Agora estou com medo do que pode acontecer comigo, já que eu estou conversando com você no meio de uma praça. ─ falou divertida.

─ Nada,você é diferente!

Silêncio.

─ Bom, preciso mesmo voltar para meu martírio agora. ─ disse dramática.

─ Eu sei que é muito ruim ficar de castigo, mas pensa pelo lado positivo, se não fosse por isso nós não teríamos nos encontrado aqui. ─ falou rindo.

─ Na verdade nós só nos encontramos porque eu fugi do castigo. ─ disse brincando.

─ É, mas se não fosse pelo castigo, você não precisaria fugir de casa e nem teria vindo pra cá agora. ─ falou entrando na brincadeira.

─ Ook! Você venceu! ─ disse sorrindo pra ela. ─ Sendo assim, eu prometo que quando chegar em casa agradeço a minha mãe pelo castigo. ─ brinquei.

─ Não se esqueça de agradecer por ela ter dormido também! ─ falou divertida.

─ Tudo bem, prometo não esquecer! ─ gargalhei.

Continuamos nos fitando enquanto riamos.

─ Então, tchau Britt! ─ quebrei o silêncio.

─ Tchau Sant! ─ falou enquanto me abraçava. E de novo senti as sensações decorrentes de seu toque. Rimos uma pra outra ao nos afastarmos.

─ Tchau Ben! ─ disse ao garotinho.

─ Tchau Sant! ─ falou bem baixinho.

─ Foi muito bom conhecê-los!

─ Para nós também! Até mais Sant!

─ A gente se vê! ─ disse enquanto me virava e voltava pra casa.

*POV SANTANA OFF*

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Durante o caminho de volta para casa, Santana não conseguia tirar o sorriso bobo do rosto, enquanto assoviava uma canção qualquer, pensando no anjo que acabara de conhecer. Ela ainda não sabe, mas Brittany será, realmente, um anjo em sua vida.

É como dizem por aí... “Nada É Por Acaso!”

====== X ======FIM ====== X ======

Notas finais
Bom gente, essa One-Shot surgiu a partir da ideia de outra fic que está na minha cabeça a algum tempo, que se eu chegar a postá-la não será por agora, já que seria uma fic grande e mais emocional, o que requer mais tempo de pesquisa e escrita. Por enquanto é só isso. Comentem, por favor! Link para download: Por Acaso - docx http://www17.zippyshare.com/v/54135708/file.html Por Acaso - pdf http://www17.zippyshare.com/v/31733926/file.html
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!