Popstar

1 Prólogo


Notas iniciais
Olaaaaaaaar! Tudo bem? Eu deveria estar atualizando minhas outras fanfics? Deveria. Estou? Não. Por quê? Porque a ideia dessa fanfic aqui apareceu e eu simplesmente não consegui resistir. Estou muito empolgada com isso, sério! Espero que vocês gostem e se divirtam tanto quanto eu ao lerem essa fanfic ❤ Popstar é uma mistura de muitas músicas pop chicletes, muitas citações de filmes, muitos palavrões, muitos surtos e, é claro, muita comédia romântica. Ela vai ser numa vibe FGLY embora, talvez, um pouco mais adulta. —------------------------------------ PS: cada capítulo contém sua "playlist" e eu vou deixar as músicas linkadas no decorrer do texto, então para quem quiser ouvir enquanto lê, cliquem nos "•", ok? A música deste prólogo foi: • Habits (Stay High) - Tove Lo: https://goo.gl/aB2Z1Z Ah, e para quem quiser o link da playlist completa (com as músicas sendo adicionadas no decorrer da fanfic), aqui está o link do spotify: https://goo.gl/mDSCwE Boa leitura, amores ❤❤

[PRÓLOGO]

[APARTAMENTO UNIVERSITÁRIO 512 | DOMINGO — 1º DE OUTUBRO, 2017]

— LILY EVANS! — O grito agudo de Marlene ressoou, impactando a cabeça da ruiva (ainda zonza de sono e batalhando contra uma enorme dor de cabeça) com a força de um caminhão desgovernado ao mesmo tempo em que a garota irrompia pela porta do quarto com o que parecia um rolo de jornal na mão e a expressão de “estou-prestes-a-ter-um-ataque-cardíaco-e-a-culpa-é-sua” estampada em sua face.

Infelizmente, para Lily, aquele era um acontecimento comum o suficiente (tanto a dor de cabeça quanto os gritos de Marlene a acordando) que a única coisa destoante em toda a cena eram os papéis brandidos como armas nas mãos da garota.

Lily suspirou.

— Que diabos eu fiz agora-? — ela começou a perguntar, a voz rouca pelo desuso, enquanto empenhava-se a desenrolar as cobertas entrelaçadas em seus membros como gavinhas ao mesmo tempo em que tentava ignorar o teor alcóolico altíssimo ainda presente em sua corrente sanguínea e que estava se fazendo perceber através de sua (não muito discreta) transpiração. Jesus Cristo, ela precisava urgentemente de um banho!

— QUE DIABOS VOCÊ FEZ? QUE. DIABOS. VOCÊ FEZ? EU É QUEM PERGUNTO, SUA CÍNICA! — Por alguns instantes, Lily perguntou-se se Marlene estava prestes a entrar no Guinness Book pelos altos decibéis de sua voz. Provavelmente. O que era bastante preocupante, na verdade, principalmente porque ela era a única pessoa no quarto para quem aquele som altamente mortal estava sendo direcionado. — OLHE ISSO!

— O que- — Mas então os papéis que a garota segurava, os quais Lily percebeu tratar-se de várias revistas de fofocas, voaram diretamente para o seu rosto, batendo com força em sua testa, fazendo com que sua dor de cabeça aumentasse ainda mais.

— APENAS PEGUE ESSA MERDA E OLHE! EU NÃO POSSO ACREDITAR! VOCÊ DISSE QUE NÃO GOSTAVA- VOCÊ JUROU QUE IRIA PARA CASA! VOCÊ- EU NÃO ACHO QUE POSSO CONFIAR EM VOCÊ NOVAMENTE! NÃO ACREDITO QUE A MINHA SUPOSTA MELHOR AMIGA FOI CAPAZ DE FAZER ALGO ASSIM E NÃO. ME. CONTAR! — Descontrolada não chegava nem aos pés de explicar o estado em que Marlene se encontrava. Ela estava lívida: suas bochechas estavam coradas, seus olhos azuis estavam brilhantes e ela parecia a apenas três segundos de cometer um assassinato.

Desistindo de se desenrolar de suas roupas de cama, Lily gemeu e rolou para o lado oposto, puxou o edredom sobre os ombros e fechou os olhos, desejando voltar a dormir.

Era apenas surto demais para que ela suportasse àquela hora da manhã – ou seja lá qual fosse a maldita hora (sempre seria cedo demais para os surtos de Marlene) – enquanto lutava com uma ressaca gigantesca, olhos doloridos e uma garganta que parecia estar cheia de cascalhos. Lily queria dormir, pelo amor de Deus! E ela quase nunca era capaz de fazer aquilo! Será que era assim tão difícil para ela ter um pouquinho de paz, pelo menos uma vez na vida?

— Marley, amiga linda... eu estou vendo o quanto você está lívida e tudo o mais e compreendo que isso deve ter a ver com alguma das minhas escolhas de vida bastante questionáveis, as quais, infelizmente, costumo fazer com frequência, mas é cedo e estou morrendo de dor de cabeça e eu realmente gostaria de aproveitar meu dia de folga para- — Desta vez foi a chinela de Marlene que cruzou voando em direção à cabeça de Lily e somente por conta um reflexo ágil (relíquias das aulas de dança nas quais sua mãe a inscrevera quando tinha doze anos) que ela conseguiu levantar o edredom a fim de impedir que o objeto atingisse sua cabeça. — Mas que mer-?

— Lily Evans. Leia. Essa. Merda. Agora! — E a expressão de Marlene deixava bastante claro que ela continuaria atirando coisas até que Lily fizesse o que ela estava pedindo, independente do que ela dissesse.

Com um suspiro que demonstrava seu completo descontentamento com a situação, voltou a afastar as cobertas e finalmente pegou uma das revistas para ler. Era uma edição do Profeta Diário e, abaixo do título (o qual Lily sequer se preocupou em ler porque, honestamente, qualquer coisa escrita por aquela revista tinha de vir com um carimbo de “MENTIRA” gigantesco estampado em todas as páginas) o nome de Rita Skeeter estava escrito.

Lily rolou os olhos.

— Você sabe que não deveria ler o que essa mulher escreve, Marlene! — Bufou e ergueu o olhar para a amiga que continuava no modo “prestes-a-te-matar”.

— Rita Skeeter pode arder nas chamas do inferno, eu não me importo, o que realmente importa, entretanto, é o título e as fotos na porcaria dessa revista. — Marlene respondeu, entredentes.

— Mas por que- — Lily não precisou prosseguir com a indagação, pois, no instante em que voltou os olhos para a revista, a imagem granulada e claramente amadora que estampava a capa chamou sua atenção, fazendo-a ofegar.

Ela reconhecia aquele casaco, assim como reconhecia aquela calça jeans rasgada e os cabelos extremamente ruivos que caíam soltos e bagunçados até a cintura. Era uma foto dela na noite anterior e, apesar dos grânulos da foto, ela seria uma idiota se não se reconhecesse.

O que Lily não reconhecia, entretanto, era a pessoa que estava praticamente engolindo o seu rosto na foto. A pessoa que, com uma das mãos, segurava seus cabelos com força – ou, bem, era o que a imagem dava a entender, porque ele não parecia estar sendo exatamente gentil— e, com a outra, agarrava sua cintura com força o suficiente para deixar marcas (e, pelo modo como o lado esquerdo de sua cintura começou a arder de forma bastante indicativa, como se a imagem houvesse desbloqueado sensações, Lily sabia exatamente o que encontraria caso subisse a camiseta).

Oh, não. Não. Não. Não.

A imagem ilustrava uma cena extremamente sensual, como se a pessoa que a beijava a estivesse prensando contra a parede do clube no qual Lily tinha quase 70% de certeza de que estivera na noite anterior – os outros 30% poderiam ter sido causados pelo álcool e, talvez, ela ainda estivesse extremamente bêbada ao ponto de estar alucinando, o que explicaria o fato de Marlene continuar encarando-a como um búfalo parada perto da porta como um maldito pesadelo.

— Huh. Hum, quem... quem é-? — A voz de Lily saiu em um sussurro rouco, o choque certamente fazendo caminho através de seu estupor alcoólico.

— James Fucking Potter! Esse é QUEM! Você. Aos. Beijos. Com. James. Potter! James Potter do The Marauders. James Potter, o maldito integrante da maldita maior boyband existente no planeta que também acontece de ser a minha banda favorita. James Potter, o cara que até ontem você se referia como “garoto que parece que levou um choque durante o parto, porque, Marlene, você já viu os cabelos dele?”. — A cada palavra, Marlene atingia novos tons de vermelho.

Lily teria ficado impressionada caso tivesse capacidade de prestar atenção em qualquer outra coisa além do fato de que, aparentemente, ela havia beijado um popstar na noite anterior. E, agora, o mundo inteiro sabia sobre isso.

— Mas que merda? Como diabos eu beijei James Potter? Eu sequer lembro disso! — Ela arregalou os olhos para Marlene, sentindo a respiração acelerar e a incredulidade tingir seus pensamentos.

Era só que… ela nem sequer conhecia as músicas desse cara, exceto aquela sobre garotas inseguras que Lily só conhecia porque Marlene e Alice ficaram uma semana inteira cantando e ouvindo no replay pelo apartamento que elas dividiam. Lily somente sabia o nome dos integrantes porque os Tumblr de suas melhores amigas eram cheios de coisas tais como tags “wolfstar” e “Day 1900: Wolfstar has not come out yet” porque, aparentemente, ela jurava que os caras, Sirius e Remus, mantinham um relacionamento secreto, isso para não falar de todos os gifs do tal de Peter onde ele e o maldito James Potter estavam fazendo qualquer coisa estúpida que recebia novecentas mil notas apenas porque sim.

Absolutamente nada fazia sentido.

E aquela maldita revista em seu colo com aquelas malditas fotos e o maldito título – o qual Lily finalmente se obrigou a ler – fazia ainda menos sentido do que todo o resto.

Porque, por algum motivo desconhecido para Lily – que certamente deveria ser considerado como um dos maiores mistérios conhecidos pelo homem – na noite anterior ela estivera beijando James Potter de forma tão atordoada que sequer percebera que havia um paparazzi por perto.

E ela nem sequer lembrava de fazer tal coisa.

Como se zombando de sua situação, as letras garrafais e gritantes, estampadas em seu colo, redigidas pela maldita Rita Skeeter, liam-se: JAMES POTTER (FINALMENTE) COM UM NOVO INTERESSE ROMÂNTICO?

Bem, Lily certamente não era um bom interesse romântico naquele momento.

Não enquanto olhava para Marlene com terror estampado em sua face.

Não quando ela sentia suas entranhas se revoltarem como se quisessem rasgar sua pele e atirarem-se no chão.

Não quando ela não podia lembrar do maldito James Potter nem para salvar a própria vida – aliás, que diabos? James Potter? Sério? Lily sempre havia achado o tal de Peter muito mais legal (aparentemente o seu eu bêbado discordava piamente de tal coisa).

E não quando ela, definitivamente, estava prestes a ser assassinada por sua melhor amiga na tenra idade de 22 anos (Potter seria desmembrado de seu interesse romântico antes de sequer ser lembrado por ela).

— Meu Deus, eu acho que vou morrer. — Ela conseguiu resmungar antes de atirar as cobertas (e provavelmente rasgar algumas partes que ainda estavam enroladas em suas pernas) para longe e correr para o banheiro, quase sem tempo de dobrar-se sobre o vaso sanitário e jogar todo o seu peso em vômito pelo ralo.

Notas finais
E aí, o que acharam? Espero que tenham gostado! E não esqueçam de me contar o que estão achando, sim? Vou amar vê-los por aqui! Dúvidas, sugestões, etc, estou sempre no Twitter @wolfistar Beijos e até breve ❤