Pontos de vista, e teorias sobre tudo
43 Arte versus religião
Notas iniciais
A religião surgiu em tempos Pré-históricos, quando os homens não sabiam que a ciência poderia um dia explicar tudo, como surgem as nuvens, como nasce o Sol, como acontece à chuva, e que os homens somos seres em evolução.
Mas através do tempo de nossa história o conhecimento floresceu. Os egípcios aprenderam a olhar as estrelas, além do que, eles sabiam que o sangue nas veias percorria nosso corpo. Durante o Império Romano os surgiram as "Escolas de filosofia" onde os gênios ensinaram sobre as primeiras ciências, medicina, matemática, e sobre os mistérios da vida. Mas, durante os dois mil anos seguintes, a religião se manteve lado a lado com a ciência, sempre numa rixa de contradizer o que os gênios tentavam ensinar para a humanidade.
Chegamos ao século XXI, e embora as Universidades ensinem TUDO sobre a evolução do homem e desvendem todos os mistérios da natureza, existem milhões de homens que se negam a acreditar na erudição. Preferem a religião. Estamos enviando satélites ao espaço para fotografar outros planetas, tentamos captar sinais de outras civilizações estelares, a Física não tem mais nada a desvendar porque ela já nos explicou TUDO. Sabemos sobre física quântica, sobre a vida de microrganismos, e paralelamente há religiosos no Oriente Médio matando gente inocente por serem infiéis.
Nos EUA o 80% das pessoas é religiosa, e apenas 19% da população se diz agnóstico. Na América Latina a coisa é similar, os agnósticos oscilam entre os 20% e os 30%. Agora nos países europeus como Alemanha, Holanda e Suécia as porcentagens são inversas. Os religiosos são essas porcentagens que oscilam entre 20% e 30%.
“Cientistas sociais” já chegaram à conclusão que o motivo de tanta crença religiosa na América do Sul e nos EUA é por causa da “injustiça social”. O homem moderno que passa fome, que não possui um teto para se abrigar, que não encontra emprego, só tem um escape para não enlouquecer, rezar para Deus, ou para Jesus, ou para outro Deus, pois o Deus protetor muda de nome conforme as religiões. A igreja é a única coisa que o povo tem nestes tempos difíceis. Nos templos eles se abraçam, cantam e de vez em quando se faz uma festa de caridade onde ganham roupas, e tem as igrejas que recuperam viciados e dão almoço aos sem teto. Também há os religiosos que percorrem hospitais dando conforto aos doentes, e aqueles que visitam Asilos e orfanatos.
“O estado”, que deveria cuidar do bem estar do povo nada faz e lucra com tudo isso. Ajuda aos pastores e aos padres para rezar missa. Eles têm licenças para predicar para o povo através da televisão! No Brasil temos pouquíssimos programas culturais, apenas UM canal ARTE, e em compensação mais ou menos 15 canais religiosos.
Já, na Europa, é ao contrario. A arte está em toda parte. Literatura, museus lotados com gente se apinhando para ver obras magníficas de escultura e pintura. Música nas ruas. Em Londres as pessoas entram nas igrejas para admirar a beleza dos vitrais, ou escutar um coro de meninos ao entardecer. E tudo é de graça. Se existem religiosos, eles são gente culta, que acredita na ciência e em Deus ao mesmo tempo.
Aqui no Brasil, se um casal com 3 filhos quiser levar a criançada ao cinema necessitaria uns R$200,00 mais ou menos, com um pacote de pipoca e a passagem de ônibus incluída. Agora, se ele vai para a igreja, ele não gasta NADA!
Os bons filmes só estão à disposição de quem pode PAGAR! A Netflix é paga! HBO também! Telecine! Cobra-se para ver filme repetido, e se paga “mais um pouco” para ver aquele filme que ganhou algum premio. Sem deixar de anotar que a TV a cabo passa propaganda de hotéis a cada 10 minutos. Um bom livro custa R$ 60,00. Uma revista custa R$15,00. Uma peça de teatro vai para R$ 50,00 para cima. Assistir um filme no cinema custa R$ 22.00, e se é sala VIP vai para R$55,00. Então, eu culparia a ganancia desmedida tanto dos canais de televisão, quanto das Editoras de livros, do Cinema, dos Teatros, quanto “do governo” que economiza na cultura e na educação, pela lotação das igrejas, templos, e casas de oração.
Para combater essa falta de conhecimento científico, deveria haver uma TV a cabo de graça, em toda praça pública, em cada município, em cada bairro por mais miserável que ele fosse, com programas culturais como Ballet, música clássica, ópera, filmes educativos, filmes onde a ciência se destaque e onde o conhecimento OCULTO apareça! Os cinemas deveriam abrir as portas de graça, UMA vez por semana, em todos os cinemas do país, de norte a sul e de leste a oeste. Já o Ballet e o teatro deveriam ser exibidos ao ar livre todo mês, em cada praça que existir, e esses artistas seriam pagos pelos governos.
Outra mudança urgentíssima está nos currículos escolares. As artes deveriam ser prioridade desde o jardim de infância. Ballet entraria no ensino básico, como matéria obrigatória, lado a lado com o esporte. Música, canto, deveria ser praticada desde o jardim de infância, com instrumentos mais sofisticados a partir do 3º básico. Todo aluno deveria aprender a tocar flauta, tambores, timbales, aquele instrumento que a família pode comprar, pois todos são mais baratos que o celular. A pintura em tela, a escultura em pedra, a cerâmica e o teatro entrariam no ensino básico e médio como matérias obrigatórias. E a literatura escrita e lida entraria no currículo quando o menino aprendesse a ler e escrever. Eles teriam que escrever poemas, contos e peças teatrais desde sempre, até completar uns 300 livros lidos, ao terminar o ensino médio.
Nas ciências biológicas, os meninos devem aprender a AMAR a bicharada! Saber cuidar de uma planta, fazer hortas, olhar bichinhos nos microscópios, de preferência no inicio do ensino básico.
Todas as ciências exatas ficariam mais para frente do calendário escolar, a partir do 5º ano, junto com as tecnologias. Ou seja, computador só a partir do 5º básico, matemática a mesma coisa, física mais adiante ainda, e o currículo se completaria no final no ensino médio.
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