Notas iniciais
A longevidade mostra que não haverá gente suficiente para sustentar os aposentados daqui em diante. E os governantes estão aumentando o tempo de serviço das pessoas, sem se importar com o fato que junto com isso estamos evitando que se aposentem com saúde. Eles querem mesmo é que um ser humano se aposente poucos anos antes de morrer, ou, o que seria melhor ainda, que ele morra trabalhando, sem dar prejuízo às finanças governamentais.

Um dos maiores problemas globais da atualidade é aquele que diz respeito à aposentadoria. Há greves, protestos, pois os governantes descobriram que, por causa do homem ter hoje uma vida mais longa e saudável, existe um furo nas finanças mundiais.

A longevidade mostra que não haverá gente suficiente para sustentar os aposentados daqui em diante. E os governantes estão aumentando o tempo de serviço das pessoas. Ninguém se importar com o fato, que junto com isso, estamos evitando que as pessoas se aposentem com saúde. Eles querem é que um ser humano se aposente poucos anos antes de morrer, ou, o que seria melhor ainda, que ele morra trabalhando, sem dar prejuízo às finanças governamentais.

Até hoje, não apareceu outra fórmula que solucione o problema financeiro. Porque até aqui, só se pensou nos números, nas finanças, e nunca no ser humano.

Vamos questionar então: — o que é que um fulano de 40 anos gostaria de fazer? Se aposentar? Trabalhar? Alguém já questionou isso, ou fez um discernimento a respeito? O que é que um homem, ou uma mulher de 60 anos quer da sua vida? O que é que o mundo em geral adoraria de fazer aos 30, 40, 50, 60, 70, ou 80 anos?

Acredito que nenhum ser humano gosta da inutilidade, e que apenas gostaria de trabalhar menos, à medida que os anos chegam. Ter direito ao descanso. Só!

Vamos analisar então o que gostaríamos (hipoteticamente falando), de fazer através das décadas:

Entre os 20 e 30 anos todos temos a vontade de trabalhar muito e de fazer o melhor possível. Estamos recém saindo da faculdade, cheios de gás, energia, saúde. Então estes homens de 20 a 30 anos deveriam assumir todos os serviços pesados da sociedade. Cargos de diretoria em geral, ou gerenciamento de empresas, ou, cargos de governantes.

Mas, já um homem aos 40 anos, só quer namorar! Quer ir para cama cedo, levantar tarde, e ser feliz. Ou seja, o quarentão necessitaria então trabalhar menos, pois seu gás dos 20 anos ficou para trás. Deveria trabalhar apenas 4 horas, em cargos do segundo escalão, com uma esposa que também trabalharia só 4 horas diárias, e estaria descansada no fim do dia. Desta feita no lugar de divorcio teríamos casamento eterno, firme. Haveria pessoas dentro de casa sendo muito felizes, transando todos os dias, pois a criançada estaria na escola, ou jogando bola com os amigos.

Para os quarentões continuarem a ganhar o mesmo ordenado, o Estado não cobraria impostos sobre esse trabalhador. Essas 4 horas que ficariam disponíveis seriam assumidas por jovens, ou universitários que necessitam de meio expediente, e esses sim que pagariam os impostos devidos.

Aos 50 anos se labutaria quatro horas em dias intercalados, ou seja, os cinquentões trabalhariam segundas, quartas, e sextas e sempre em cargos com menores responsabilidades.

Aos 60 anos, poderíamos abaixar para dois dias semanais, ou seja, terças e quintas. Sempre nas 4 horas. E o pessoal continuaria cheio de gás.

Aos 70 anos, abaixaríamos para UM dia na semana. E cada um, escolheria o seu dia.

E jamais, nunca, ninguém teria uma aposentadoria, nem seria sustentado por ninguém. Digamos apenas que a hora do trabalhador seria mais cara enquanto mais velho se é. Apenas isso. A menos que o encanecido fique doente mesmo. Mal de Alzheimer, ou câncer, ou Párkinson. Tadinho! Mas, sinceramente, acredito que todas essas doenças são provenientes de um mal que se chama complexo de inutilidade pública.

Essa mudança de comportamento trabalhista requereria também de administradores inteligentes, gênios financeiros, que saibam repartir a riqueza do Estado em benefício de todos. Algo que requer de uma mudança ainda maior. Uma revolução social, com gênios da matemática definindo como é que se faz uso inteligente, de todas as finanças fiscais.

Notas finais
Aos 50 anos se labutaria quatro horas em dias intercalados, ou seja, os cinquentões trabalhariam segundas, quartas, e sextas e sempre em cargos com menores responsabilidades. Aos 60 anos, poderíamos abaixar para dois dias semanais, ou seja, terças e quintas. Sempre nas 4 horas. E o pessoal continuaria cheio de gás.