Pontos de Solidão
1 Capítulo 1: Rabiscando
Dedico a quem me considera; amigos, parente, aqueles, que apareceram na minha vida com um propósito. Não deixarei nomes, pois não cabe a eu dizê-los. Sinto por não ter feito muito enquanto estava respirando, se irritei alguém; e eu sei que fiz, peço meu perdão, antes eu era um indivíduo; com seus medos, bobos, mas receios, hoje; sou alguém com o pesar, pior que o luto. Não costumo chorar — não há motivos não é mesmo? —, todavia meu coração é mais pesado do que o mundo!
Que mundo?
O mundo que conheço, e que conheci.
Escrever também nunca foi o meu forte, há quem diga o contrário. Agradeço. Talvez, com muito custo, eu me liberto. Vamos torcer para que o outro lado não seja tão pior do que este! Seria engraçado, pensar que os meus últimos suspiros foram pensando em como é melhor estar morto do que vivo.
Estou farta.
Cansada.
Malditas palavras vagas. E o dinheiro que gastei em consultórios? Poderia ter feito algo melhor, do que ter jogado tantas moedas foras assim. Uma vez, não me lembro de quando ― já faz tempo que não vejo o brilho quente das manhãs que a minha memória até esta falha―, que eu me senti bem, não só fisicamente; boa aparência, pele saudável, mas também; de espirito, de alma, muitas camadas debaixo da carne. Mamãe dizia que humanos possuem espectros. Eu acho que é isso. Irmãozinho, se tiver lendo, acredite nela, acredite tudo bem? Assim será melhor, sabendo que eu estarei “bem”, é a palavra certa?
Tanto faz.
Realmente.
Só quero adormecer.
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