Ponto de Vista Diferente
8 Troca de Olhares
Notas iniciais
P.O.V Violetta Castillo
Eu não acredito que até no aeroporto a gente se encontra! É, acho que o destino ta tentando nos dizer algo, não é mesmo? Mas continuando, enquanto a Fran tava pendurada no pescoço de um garoto que tinha o cabelo igual ao do Elvis Please, que provavelmente seria seu primo, fomos nos aproximando deles e meus olhos não saiam de um ponto fixo onde se encontrava León, e ele também não parava de me olhar, e confesso que isso ja tava um pouco constrangedor porque estavam todos nos olhando, até mesmo a Fran que tinha soltado o pescoço do primo dela:
– Pelo menos tenta disfarçar né! — Minha irmã susurrou.
– Disfarçar o que? — Falei baixo, sem tirar os olhos de León.
– Os olhares entre você e o Vargas! -Dessa vez Cami falou.
– O que? Vocês tão malucas? Não tem olhares nenhum! — Digo desviando meu olhar de Leon com muito custo, pra olhar minha irmã e minhas amigas que tavam com um sorrisinho estranho no rosto.
– Meninas. Desculpa interromper o momento afetivo entre irmãs, mas queria apresentar meu primo, Federico. Federico essas são Naty, Cami, a Ludmila irmã da Vilu, e a Violetta! — Fran disse apontando pra cada uma.
– É feio apontar Fran! — Digo e ela mostra língua e todos riem.
– Prazer meninas! Esses são Maxi, Broduey, Diego e o León. — O tal de Federico diz indicando com a cabeça cada um.
– Acho que alguns de nós se conhecem muito bem né, Vilu! — Minha amiga mente poluída disse rindo olhando pra mim e Leon, junto com o restante do pessoal.
– Ha ha ha, Fran, muito engraçado da sua parte! — Digo irônica, mas logo meu celular começa a tocar junto ao de Leon, quando atendi era Marotti, que disse pra ir pra casa pois a entrevista seria mais cedo que o esperado, logo depois desliguei:
– QUEM ERA? — Perguntaram alguns olhando pra mim e outros pra Leon.
– Meu acessor, tenho uma entrevista! -Digo junto a Leon e logo depois nos olhamos.
– Robert! Calvin! Levem as meninas pra casa que meu pai comprou por favor...-Digo olhando pros dois.
– Mas e a senhorita? — Os dois seguranças perguntaram me olhando, mas Leon foi mais rápido e respondeu por mim.
– Eu levo ela! Não se preocupe. — Ele disse me olhando com um sorriso nos labios.
– Tudo bem senhorita. — Dito isso.
Me despedi de todos e saí com Leon em um completo silencio, no qual já estava um pouco constrangedor pelos olhares que trocavamos e logo desviavamos. Conforme fomos caminhando até o estacionamento davamos alguns autógrafos, e tiravamos algumas fotos com fãs, e depois voltamos ao nosso destino: O estacionamento. Mas o silencio de antes desapareceu quando Leon se pronunciou:
– Porque está tão calada? — Ele perguntou me fitando com aqueles olhos verdes, parado em minha frente.
– Não estou calada. Apenas sou assim! -Digo passando por ele e voltando a caminhar.
– Não é não! Porque eu vi muito bem como conversava com suas amigas. Acho que você e aquela garota histerica, a tal de Francieli, Francine, Fernanda...
– Francesca. — Digo rindo dos supostos nomes da Fran.
– Isso! Isso mesmo, Francesca! Acho que você e a Francesca eram as mais, como posso dizer..Histéricas,barulhentas, animadas, agitadas, inquietas...- E assim prosseguiu até eu o interromper.
– Tá, tá, chega! Já entendi o que você quis dizer. Mas nem sempre eu sou ass... -Paro do nada, e olho em volta vendo que estavamos em uma rua já bem longe do shopping. — Aonde estamos indo mesmo?
– No estacion...- Ele parou de me fitar por um instante pra olhar pros lados, e depois de alguns minutos direciona o olhar pra mim novamente. — Não faço ideia de como viemos parar aqui! — Ele disse rindo e eu o acompanho.
– Que tal se tomar-mos um sorvete? -Pergunto dando pulinhos e batendo as mãos igual a uma criança de 5 anos.
– Tudo bem criancinha. — Disse rindo e saindo correndo em direção a um carrinho de sorvete que tinha perto de um lago. E depois eu que sou a criancinha?
– LEÓN! LEÓN! ME ESPERA SEU IDIOTA! -Grito e saindo correndo atrás dele que para na beirada do rio com um sorriso de quem vai aprontar. Vou correndo o mais rapido que posso na intenção de empurra-lo, mas bem na hora ele sai da frente e quem acaba caindo no rio sou euzinha aqui, e ele só ria de mim:
– VAI ME AJUDA OU TA DIFICIL?! -Pergunto irritada.
– Tá muito dificil! Você nem sabe quanto! — Ele disse dando altas gagalhadas da minha irritação.
– Ah León! É serio, me ajuda vai. — Digo fazendo bico.
– Tudo bem. Vem que eu te ajudo a sair daí. — Ele disse estendendo a mão pra me puxar, mas quando pego em sua mão o puxo com a maxima força existente no meu ser, e ele cai dentro do lago junto a mim, e eu não aguento e começo a rir da cara de assustado que ele fez:
– Castillo! Castillo! Você não deveria ter feito isso! — Ele disse ameaçador.
– O que você vai fazer? Me afogar? -Pergunto segurando o riso.
– Não. Vou fazer algo bem mais produtivo que te afogar, se te afogasse seria um desperdiço pra humanidade! — Ele disse e cola nossos corpos iniciando um beijo com uma sincronia perfeita e com varios sentimentos indecifraveis no qual eu desconhecia e gostaria muito de conhecer, apesar de quem estava beijando ele era eu, confuso né? Mas a vida é assim: Confusa e misteriosa. E vai saber o que nos aguarda. Dessa vez não nos separamos por falta de ar e nem nada disso, também não foi por ninguém nos interrompendo, quer dizer, ninguem em especial, pois nos separamos com um flash de camera, o que fez nós nos assustar-mos, pois ainda estavamos no lago ensopados.
Logo que o paparazzi tirou as fotos saiu correndo sem nem ao menos poder-mos dar uma palavra se quer:
– Acho que somos sempre flagrados nos momentos mais constrangedores né...-Ele disse rindo.
– Verdade. E aliás, precisamos conversar! — Digo agora mais séria.
– Concordo! Agora vem que eu te ajudo. -Ele disse já de pé estendendo a mão pra mim sair do lago.
Saimos do lago e fomos até o homem que tava vendendo sorvete — e que tinhamos até esquecido -, pegamos o sorvete e voltamos a caminhar pro hotel que não era muito longe:
– Ótimo, agora eu to com a roupa toda enxarcada! — Digo olhando meu vestido branco todo molhado, a sorte é que esse vestido não é transparente senão estaria ferrada!
– Continua linda! — Ele disse e eu corei. — E você lembra que precisamos conversar né?
– Sim, lembro. Mas pode ser depois da entrevista? Agora ja são...- Dei uma pausa pra olhar no celular e... — 14:00h, a entrevista vai ser as 17:00 e acho que umas 19:00 termina, daí podemos conversar em paz, tudo bem?
– Okay. Mad agora preciso ir, e acho que você também. — Ele disse rindo, que sorriso hein! Tá, parei!
Ia me despedir dele com um beijo na bochecha, mas ele virou o rosto e se transformou em um selinho, que logo se tornou um beijo de tirar o folego:
– Errr... preciso subir! — Digo e saio correndo em direção a porta do hotel e só ouço o som de sua gargalhada...
MAIS TARDE...
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