Ponto de Vista Diferente
31 León... cadê minha filha?
Notas iniciais
Dois Dias Depois...
P.O.V León Vargas
Bom, em dois dias aconteceram algumas, certas reviravoltas, entretanto, nada que diga o paradeiro de Violetta e Crystal. Mas estávamos próximos.
Saiu em todo noticiário, que Germán Castillo fora o mandante do sequestro da filha e de Crystal, que até então ninguém sabia ser filha de Violetta. Ele se entregou a polícia, e disse estar arrependido do que havia feito. Revelou tudo o que havia se passado para ele ter feito o que fez.
Um ódio subiu à minha cabeça por saber das explicações claramente fúteis à que o levou a fazer o que fez. Como uma pessoa pode ser chamado de 'pai' com tudo o que ele fez?! Não importa os motivos que o levaram a fazer isso! Foi algo totalmente fútil da parte dele, fútil e irresponsável!
Ele revelou isso à exatamente um dia atrás, revelou também o local aonde estavam mantendo Violetta refém, entretanto a polícia precisava de um certo tempo para preparar a emboscada. Eu estava à par de tudo, é claro. Ainda hoje os sequestradores entraram em contato comigo. O valor que foi pedido é de 10.000.00, pois é, muito dinheiro. Eu serei a "isca" que ajudará a polícia a prender os criminosos, contudo eu levarei o dinheiro, caso algo dê errado, o que eu espero que não aconteça!
Dois Dias Depois...
Enfim chegou o dia tão esperado, a polícia já havia feito o "plano perfeito" para que Vilu e Crystal sejam livres.
Estávamos à caminho do lugar marcado com os bandidos. Eu estava no meu carro que havia sido blindado recentemente, caso ocorresse algum tipo de tiroteio eu estaria seguro, na verdade fui obrigado a isso, caso contrário eu não iria poder participar do plano. Atrás de mim havia mais três "viaturas" da polícia, um pouco mais distante e com carros normais, não os reais de polícia, pois eles poderiam desconfiar de algo, e quem sofreria as consequências seria Violetta e Crystal.
Cheguei ao lugar marcado e estacionei. O lugar era uma espécie de floresta, cheio de árvores e um enorme matagal que ia até um pouco acima do joelho, lá tinha um galpão velho e quase caindo aos pedaços. Ao redor do galpão era areia e tinha uma pequena estradinha de chão batido que ia até a rua.
Do nada a porta é aberta, o que me faz ganhar um susto, pois eu estava distraído. De lá sai um homem encapuzado, com uma arma em mãos. Naquele momento pensei apenas nas minhas duas princesas, tudo isso valerá à pena, não importa os riscos que eu correrei!
Olhei disfarçadamente para o matagal, e vi alguns policiais se escondendo atrás de objetos que ali continham, de objetos eu quero dizer: árvores e matagal, porque fora isso só tinha o galpão e uma caminhonete velha estacionada. O homem veio se aproximando desconfiado e parou a alguns metros de distância de mim:
– Trouxe o dinheiro?! — Ele perguntou.
– Trouxe. — Digo sério.
– Me mostre! — Ele disse me encarando.
– Não! Primeiro quero ver a Violetta e a Crystal! — Digo autoritário e me mantive firme. O homem bufou e logo pegou um comunicador que tinha no bolso e logo disse algo que eu não entendi. Em questões de segundos um outro homem encapuzado sai do galpão com Violetta nos braços desmaiada.
– O que fizeram com ela?! E cadê a bebê?! — Perguntei preocupado e ao mesmo tempo furioso só de pensar no que poderia ter acontecido.
– Relaxa aí cara! A garota só está desmaiada! — Ele ri. — Sabe... ela é muito marrenta, não gosta muito de qualquer comida! Mimada demais pro meu gosto! -Ele ri irônico junto ao outro homem que está segurando Violetta. — E não sei de que bebê está falando, só estamos com a garota! — Ele diz irritado.
Violetta aos poucos vai recobrando a consciência, e quando acorda olha diretamente pra mim e abre um sorriso fraco. Percebia-se de longe que ela estava fraca, muito pálida, mal conseguia parar em pé, caso um dos bandidos não estivesse à segurando, tenho certeza que ela iria de encontro ao chão.
– Agora dá logo o dinheiro! — Ele falou.
No momento em que eu ia me abaixar pra pegar a bolsa de dinheiro que estava no chão, a polícia começa a se aproximar lentamente. O homem que estava segurando Violetta acaba percebendo o movimento e grita:
– ISSO É UMA EMBOSCADA! — Ele grita colocando a arma na cabeça de Violetta, que agora se encontrava chorando baixo.
– LARGUEM AS ARMAS E NÃO SE APROXIMEM, OU ENTÃO A GAROTA MORRE! — O outro diz apontando a arma pra mim.
Devagar os dois vão caminhando de costas até o carro. Os policiais não estavam com as armas, pois os dois idiotas mandaram largarem as armas no chão, caso contrário atirariam em Violetta. Assim que entraram no carro ainda com a arma sobre a cabeça de Violetta, deram partida no carro e saíram a mil.
Os policiais foram todos para os carros novamente, só ficaram alguns para revistarem o local.
Logo começou uma perseguição. Eu fui por último, se fosse o primeiro não conseguiria ajudar em nada, pois nem arma eu tinha, a polícia já estava acostumada. Entretanto ninguém podia impedir minha preocupação. Primeiro que Violetta estava nas mãos de dois loucos, e segundo que Crystal não estava com eles. Aonde ela está então?
Enquanto isso a polícia ainda perseguia o carro dos bandidos. Estava em uma velocidade consideradamente perigosa, o que fazia minha preocupação aumentar cada vez mais.
Em uma curva mal feita, o que eu temia aconteceu. O carro caiu ladeira à baixo.
O desespero tomou conta de mim. A ambulância foi chamada, e alguns policiais desceram até o carro, e eu obviamente que fui junto. Tiraram Violetta de lá com ferimentos leves, e um corte na testa, porém, apesar de não ter acontecido nada grave com ela, ela estava desmaiada e muito fraca.
Não me importei com aqueles dois idiotas. Agora o que realmente me importava era Violetta. Fui junto com ela na ambulância.
Chegando ao hospital ela foi direto pro soro, ela estava demasiadamente pálida por conta da má alimentação que deve ter tido. Enquanto o médico à examinava e cuidava dos ferimentos que ela tinha em toda a extensão de seu corpo, decidi ligar para Ludmila e avisar o que aconteceu:
Ligação On
– Alô? Ludmila?! — Digo.
– Ai! León, finalmente você ligou! E então? Acharam minha irmã e minha sobrinha? Elas estão bem? Estão vindo embora? E os bandidos? Prenderam eles? Hein? Deixa eu falar com minha irmã! Estamos todos aqui preocupados! — Ela joga as perguntas todas de uma vez só.
– Calma Ludmila! Achamos a Vilu. Vem pro hospital Central de B.A que eu digo o que houve! — Digo respirando fundo.
– Ai meu Deus! Hospital?! O que hove? -Ela pergunta novamente.
– Ludmila, sem perguntas por favor, só venha e traga uma muda de roupa pra Vilu! — Digo cansado.
– Tá, to indo! — Ela diz rápido e desliga.
Ligação Off
Logo após isso, o médico sai da sala. Violetta já havia feito uma bateria de exames, porém o diagnóstico só iria sair em algumas horas.
Me sentei em uma poltrona branca que tinha perto da cama. Comecei a acariciar o rosto de Violetta suavemente e sussurrei:
– Finalmente tenho você novamente, meu amor... — Digo suspirando cansado e deposito um beijo em sua testa.
Meia hora depois o pessoal todo chega, contudo apenas Ludmila pode entrar na sala. Assim que viu a irmã saiu correndo até a cama e a abraçou, mesmo Violetta estando dormindo. Nunca vi Ludmila chorar tanto como ela chorou.
Mais um tempinho se passou, e enfim Vilu acordou. O médico disse que ela não está bem ainda, e por conta da fraqueza talvez não fale coisa com coisa, ou talvez nem fale, pois ela tomou remédios fortes que não a permitem iniciar uma conversa que ela realmente esteja prestando atenção.
Um pouco perdida sobre o que estava acontecendo, Ludmila a ajudou a ir até o banheiro para tomar banho. Quando estava pronta voltou para a cama e dormiu novamente, por conta dos sedativos que haviam dado à ela.
Dia Seguinte...
Acordei exatamente 8:00 com um rangido de porta. Me espreguicei e olhei pra porta, a enfermeira tinha acabado de chegar. Deu um leve sorriso tímido e foi até Vilu, trocou o soro e saiu do quarto novamente.
Olhei para Violetta que estava abrindo os olhos devagar, piscou várias vezes para se acostumar com a claridade do quarto, e quando por fim acordou completamente, olhou pra mim e perguntou:
– León... cadê minha filha? — Ela perguntou aflita.
– Ninguém sabe, Vilu...
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