Ponto de Ruptura

1 Capítulo 1 - Colapso


Notas iniciais
Faz eras desde que escrevi uma fanfic de Naruto e como a gente bem sabe tem horas que da vontade de bater na cara dos personagens pelas atitudes deles, que se ele fizesse diferente nada daquilo aconteceria, é por isso que a gente esta aqui escrevendo.

Eu quis escrever essa história de como poderia salvar o clã Uchiha do massacre, eu sei que é uma raça filha da puta, mas quem não tem problemas? Espero que gostem e boa leitura.

Seus olhos se abriram para o seu alivio, havia dado certo, seu jutsu pode ser ativado no momento que Toneri havia lhe assassinado, escapar para prepara-lo antes de sua morte foi agonizante, ele havia matado tantos ninjas da lua que aquela visão de esta atravessando o chão repleto de cadáveres estava gravada em sua mente, o cheiro de sangue ainda podia ser sentido pelas suas narinas, um grito agonizante saiu de sua garganta.

— Yuna! – Gritou Toneri vendo a bela mulher de aspecto tão simpático chorando de agonia, ele sabia, Yuna havia usado sua técnica secreta memórias póstuma, enviando suas memórias do futuro para o passado. – O que aconteceu Yuna!

Ele realmente esta preocupado, os ninjas da terra se mostraram ser bem perigosos ao libertar Kaguya, mesmo que tenham conseguido sela-la novamente. Será que em fim descobriram a existência dos ninjas da lua e teriam os massacrados por serem Ootsutsuki?

— Como pode? Como pode fazer isso com a gente? – Antes que conseguisse reagir Yuna pulou sob o pescoço de Toneri tentando lhe enforcar.

— Yu..Na! – Falou Toneri confuso.

— Você é como um irmão pra mim, mas foi capaz de cometer aquelas atrocidades conosco, você não é diferente da Kaguya! – As veias ao lado dos seus olhos ficaram em alto relevo, mostrando o byakugan ativo. – Eu jurei que nunca iria interferir nos assuntos dos ninjas da terra, mas para nos salvar eu quebrarei essa promessa. Muito sangue já foi derramado por causa de um Ootsutsuki, chegou a hora de um de nós impedirmos isso de acontecer.

Quando Yuna se levantou e deu as costas para Toneri, ele não soube como reagir, nem mesmo quando a viu entrar no templo sagrado do ciclo infinito. A entrada para o templo era selada por dentro e por fora, para ninguém ter acesso ao poder da besta sagrada, que dizia que poderia fazer você voltar no tempo, algo superior a qualquer técnica da Ootsutsuki Yuna.

Seu corpo reagiu tarde demais, ao chegar aos portões de pedra eles estavam lacrados novamente.

— Não deveria ser possível. – Sua mão massageou sua garganta agora avermelhada pelo ataque furioso de Yuna. – Não houve nenhum momento que o templo se abriu por um de nós. O que Yuna viu deveria ter sido grave.

***

Yuna viu uma estatua antiga feita de pedra no salão, era uma mulher coberta com um manto, segurando uma balança em um das mãos e na outra uma ampulheta. No meio do salão havia um circulo de ativação de algo que desconhecia, no centro dele havia uma pequena criatura, parecida com um animal da terra.

— Você foi colocada à prova. – Disse à criatura que se parecia com uma tartaruga, suas patas saíram de dentro do casco, mas ela não se moveu. – Conflitos que não envolvem o templo não são de nosso interesse, mas se a terra libertar Kaguya, selando-a novamente ou não outros Ootsutsuki fora da linhagem de Kaguya pode acabar trazendo problemas para todos nós.

— Então irá me ajudar? – Perguntou ansiosa.

— Irei lhe enviar para marcar alguém de sua escolha, quando chegar à idade apropriada você pode assumir o controle do corpo do escolhido e reescrever a história, mas haverá um preço a se pagar. – Respondeu a criatura, sem se importar com qualquer tipo de apresentação, sendo direto igual à Yuna.

— Qual é o preço? – Sua testa começava a transpirar de nervosismo.

— É imprevisível. – Falou a tartaruga quebrando o total clima de tensão do ar. – Mas sempre tem um motivo. Agora entre no circulo e vamos começar.

*

— Então, qual é a sua escolha?

Seus olhos negros encararam a face jovem de Asahi e Tomioka, eles estavam na sua frente, vivos.

— Que escolha? – Perguntou sem entender a situação. Estava sonhando? Estava revendo sua vida diante de seus olhos durante sua morte? Essa era a única opção que Uchiha Midari podia pensar, por que outra era absurda demais para cogitar.

Tomioka bufou irritado, ele parecia nervoso e bem impaciente, o que era bem a cara dele. Seu corpo estava em choque, em quanto sua mente tentava compreender. O que havia dito na primeira vez?

— Tomioka-san, de todas as pessoas você era a ultima que eu cogitaria que me pediria isso, pensava que essa cabeça de berinjela fosse mais esperta. – Tomioka ficou rubro de raiva, ele odiava como a Uchiha havia apelidado a cor de seu cabelo.

— Estou começando a pensar em retirar seu poder de decisão. – Falou irritado.

— Asahi eu entendo, sempre foi um covarde, me fazendo entrar na linha de frente mesmo eu sendo ninja médica, sobreviveu até agora por minha causa. – Asahi deu um sorriso falso, ele não se importava com a opinião alheia, sempre pensando em si mesmo, sem se importar em usar os outros de escudo.

— Qual é a sua resposta Midari-hime? – Perguntou Asahi.

Seu peito apertou e seus olhos se encheram de lagrimas, como tinha saudades de ouvir Asahi lhe chamar de princesa.

“Isso é real, não é?”

Uma voz desconhecida respondeu dentro da sua cabeça.

“Sim”

Toda a saudade que sentia foi substituída pela dor, as lembranças estavam vivas em sua mente, havia vivido uma vida inteira fugindo de seus traumas, desfazendo de sua própria identidade e criando varias outras ao decorrer da sua vida, para agora voltar a linha de partida. Teria que passar por tudo aquilo de novo? Teria que matar Tomioka e Asahi novamente? Sofreria o luto na Floresta da Morte até ser resgatada por Fugaku, desfazer da sua própria identidade e entrar na Anbu para ser a executora silenciosa, não podia ser...

Asahi encarou sua companheira preocupado, seu chakra estava estranho, sua expressão melancólica foi mudando lentamente para uma fúria desenfreada, sua intenção assassina podia ser sentida em um raio de vinte metros. Recuou instintivamente junto de Tomioka, que encarava os olhos vermelhos da Midari. Seu chakra saia descontroladamente como um chicote, cortando tudo em seu caminho, além da sua cor ser estranhamente carmesim.

— Não acho que poderemos escapar agora, Tomioka-kun – Comentou Asahi erguendo o braço para proteger seu rosto do vento dilacerante.

Midari que não havia mostrado nenhum sinal de despertar a herança de seu clã, mas agora finalmente obteve o famoso Sharingan dos Uchihas. Mas para surpresa de ambos ela não havia apenas despertado normalmente, havia um tomoe em seus olhos, meio minuto depois haviam mais dois, então seus olhos começaram a sangrar e um novo padrão formou em seus olhos.

— Merda! – Disse Tomioka sabendo exatamente o que aconteceria agora, seriam mortos.

— Eu passei por duas guerras, eu já havia aceitado minha morte, mas eu estou de volta? – Cada palavra saiu de sua boca em dificuldade por conta de sua ira. – Não sei o que é você e como fez isso, mas quando eu tirar você de dentro de mim eu vou fazer você passar pelo inferno fisicamente e psicologicamente. – Inclinou sua cabeça para o lado e sorriu para seus companheiros de equipe. – Farei diferente dessa vez.

Sua mente apagou de exaustão, quando acordou estava em um local diferente, havia adormecido no pé de uma arvore com raízes que saíam da terra. Olhou para os lados em busca de inimigos, mas não encontrou nenhuma ameaça ao redor. Seus olhos e sua cabeça doíam como se fossem explodir. Andou para o Sul, já que se lembrava de ter pegado uma trilha com seus companheiros de equipe nessa direção, mas onde eles estavam? Foram atacados e não se lembrava? Deve ter batido forte com a cabeça. Mesmo com dor decidiu seguir em frente, seus olhos formigavam, era doloroso só em mantê-los abertos, cada piscada era como uma agulha sendo enfiada neles, se encontrasse inimigos no caminho poderia não conseguir nem escapar, muito menos cogitar em lutar contra eles, precisava se esconder, mas se o fizesse seu corpo poderia não suportar o estresse e poderia morrer.

Que bela ninja médica era, havia ficado comprometida ainda por cima sem sua equipe, que piada, Asahi iria rir da sua cara com toda certeza. Se ele não fosse tão covarde teria dado uma chance para ele, era bonito e habilidoso, sua inteligência e seu cabelo branco poderiam ser herdados por seus filhos, mas teriam que ter a coragem e a força de vontade da mãe, é claro.

O que estava fazendo, delirando sobre um futuro domestico com seu companheiro de equipe durante uma guerra? Abrir seu coração era uma fraqueza.

Seu pé pisou em falso em um galho e acabou caindo no chão, não tinha forças para se levantar, então ficou naquela posição, completamente exposta aos inimigos. Suas pálpebras estavam pesadas demais para ficarem abertas, então fechou os olhos e os deixou descansar em quanto seu corpo esfriava durante a umidade da noite.

— Não..pos..so ficar assim. – Com muita dificuldade conseguiu virar seu corpo, se os inimigos ao longe vissem o brasão do clã Uchiha poderia perder não só a vida, como seus olhos.

Não tinha mais noção de tempo, havia uma camada de sangue e cabelo em cima de seus olhos e a claridade não conseguia passar por eles, podia estar daquele jeito por cinco minutos ou cinco horas, não saberia dizer.

— Aquela é a Midari? – Escutou uma voz dizendo ao longe.

Sentiu a presença de duas pessoas se aproximando.

— Os olhos dela.. – Falou a menina com horror. Sentiu o toque quente dos dedos da desconhecida tocando seu pulso. – Ela ainda esta viva! Precisamos tirar ela daqui, sua pele esta muito gelada.

Sentiu o chakra familiar acima de seus olhos, era o da Rin, ela tentava amenizar a dor.

— Midari! – Chamou Kakashi, então ele estava com a Rin, onde estava Obito? – Consegue me ouvir? Sou eu, Kakashi.

Não conseguia abrir a boca para responder ao seu chamado, então tentou mover seu corpo, mas parecia ser impossível.

— Ela esta muito fraca, preciso fazer um remédio para cuidar dos olhos dela, antes que tenham danos permanentes. – Relatou Rin. – Mas antes precisamos aquecê-la.

— Não podemos ascender uma fogueira, seremos alvo fácil. – Alertou Kakashi.

— Existe mais de uma forma de aquecer uma pessoa. Vamos para um lugar seguro primeiro.

Foi colocada nas costas de alguém e levada para o local estratégico, seu corpo foi colocado delicadamente em cima de algumas folhas e sua cabeça apoiada em algo macio. Um forte cheiro de ervas invadiu suas narinas.

— Irei preparar a pasta, preciso que você a aqueça em quanto isso. – Instruiu Rin.

— Como?

— Abrace-a!

Podia imaginar o rosto vermelho do Kakashi por debaixo da mascara, nunca soube dele ter chegado tão perto de uma garota dessa forma. Teria rido se a situação não fosse trágica, para sua surpresa sentiu o calor corporal do Kakashi envolta do seu corpo.

— Obito teria discutido sobre isso e você teria o mandado calar a boca e abraça-la. – Comentou Kakashi em um tom triste.

— Sim...

Em algum momento havia adormecido, sentiu sendo alimentada e até quando lhe deram água para beber. Mas em ambas as situações percebeu estar em um local diferente. Ouviu gritos e barulhos de batalha, era angustiante ouvir e não fazer nada, tentou mexer o corpo e por sorte ele podia ser movido, podia se arrastar, mas estava fora de cogitação entrar em combate. Girou a cabeça para fonte do barulho e alargou um pouco da bandagem do seu olho direito. Ao longe estava a Rin encurralada por ninjas da aldeia da nuvem, parecia tentar chamar atenção deles para longe de algo, da Midari, uma colega, com um par de sharingan dando sopa. Ela não tinha a menor chance.

Não havia muito o que pudesse fazer naquela situação, seu corpo estava fraco demais para lutar ao lado da Rin contra ninjas saudáveis e com muita energia. Foi difícil ver eles a agarrando e a levando para perto de um objeto que não conseguia ver direito.

— Rin! – Ativou seu sharingan criando chamas negras fazendo os ninjas inimigos gritarem até a morte.

— Midari! – Gritou surpresa, provavelmente não esperava ser salva pelo peso morto.

Em quanto a Rin lhe encarava com surpresa e alivio, ela deu as costas a algo muito perigoso. Instintivamente cortou o dedo e invocou uma corrente e a manejou usando cada pedacinho de força que ainda lhe restava e fez a ponta da corrente ir em direção ao que estava atrás dela, quando a corrente passou perto da face de Rin fez um selo com a outra mão e a corrente se inverteu, agora estava do lado da Rin e aponta afiada da corrente estava em seu lugar cravada no chão. Sentiu a mão do inimigo cravar em sua barriga, ele colocava um chakra entranho dentro do seu corpo, era forte e intenso, quando percebeu o que estava acontecendo gritou.

— Fuja Rin! Corra para longe.

Por causa do massacre que as chamas negras haviam feito não teria mais ninguém para impedir sua fuga, exceto as próprias chamas.

— Encontre o Kakashi! – Segurou a mão do inimigo que se encostava em seu corpo, para seu azar não aguentou mais usar o sharingan. – Vou precisar da ajuda do Minato-sensei, então corra!

— Eu não vou te matar, mas farei você sofrer a cada segundo. – Falou o ninja da nuvem.

— Acha que sabe o que é dor? Meu clã matou Senju’s por décadas, somos especialistas em causar dor e sofrimento. – O selo foi feito e seu corpo foi jogado para longe.

Para seu alivio Rin conseguiu escapar e o único inimigo restante estava preocupado demais com o amaterasu para poder lhe prejudicar. A beira da morte se lembrou dos eventos passados, que agora seriam futuros, as memórias de toda sua vida, tinha voltado para o passado, depois da morte de Obito e antes da morte da Rin, agora ela não morreria. Não pode deixar de cair na gargalhada.

— Acho que sou uma garota difícil de matar, o ninja que chegou mais perto foi Uchiha Madara, ele sim era assustador, comparado a um fracote como você. – Ele havia se encurralado ao tentar escapar das chamas. – Já que vai morrer em breve, vou te dizer, nós vamos vencer esta guerra!