Pontes Quebrando

16 Capitulo 15 por Stephanie Potter


Ver a felicidade e brilho nos olhos de Charlotte me deixou com bom humor, ela mais do que ninguém merecia ser feliz. Estar em casa era a mesma coisa de sempre, ficávamos sozinhas com Dobby e víamos Serena as vezes.

Mas aquele dia eu não poderia perder a oportunidade.

— Podemos conversar? — Perguntei dando umas batidinhas na porta aberta só para chamar atenção de Serena que estava calçando a bota pronta para sair novamente.

— Eu já autorizei que você fosse passar o natal com Vitor em sua casa.

— Não é sobre isso, na verdade é sobre isso.

— Esta querendo falar sobre sexo?

— Kate fofocou?

— Não. Mas já tive essa conversa com Kate ano passado. — Passou a mão no rosto depois bateu na cama. — O que você quer saber?

— O que você acha sobre o assunto? Acha muito cedo?

— Considerando que Kate perdeu a virgindade ano passado não, não acho tão cedo. Da sua idade eu já não era mais virgem tambem. — Parou um segundo como se lembrasse depois fez careta. — Enfim se for algo que você quer, que você tem certeza. Então tudo bem.

— Você fica nervosa de ter que conversar essas coisas com nós?

— Não. Já tive a idade de vocês, sei bem como são os hormônios de adolescentes. Vocês estão namorando então já me deixa tranquila. Vitor apesar de ser um cara um tanto fechado, é um bom rapaz e esta do nosso lado na batalha, é membro da Ordem.

— Obrigada, Serena. Você sabe que sua opinião é importante para mim. — Ela sorriu me abraçando.

— Parece que foi ontem que vocês estavam correndo pela casa usando fraldas, chupando chupeta e com o nariz escorrendo, brigando por uma mamadeira enquanto Kate fazia bagunça. — Sorriu com a lembrança.

— É lindo, mas não conte isso a alguém. É constrangedor.

— Vocês já fizeram coisas muito mais constrangedoras. — Rebateu antes de sorrir. — Estou orgulhosa das meninas que se tornaram. Sempre tive medo das suas escolhas, tentei ensinar o máximo para vocês, mas não poderia interferir no que decidissem sobre a vida. Fico feliz que tenham feito a escolha certa.

— Achei que as pessoas crescessem escolhendo conforme sua criação.

— Na verdade não. Por exemplo Sirius era um Black, foi expulso de casa por não seguir a risca o que a família queria. Nem todos escolhem seguir os passos dos pais, alguns não tem escolha, outros não tem capacidade de se desprender de laços, mas existem aqueles que conseguem distinguir o bom do mal. Harry foi criado por trouxas insuportáveis e se tornou um garoto incrível. Não é nosso sangue que define quem somos, são nossas atitudes.

Quando terminamos a conversa segui para o quarto com Serena, as meninas estavam conversando sobre a festa de Natal quando entramos.

— Vamos para a Toca? — Charlotte perguntou.

— Não. A família de Olívio vira passar o Natal aqui, amanha iremos para a Toca.

— Remo virá?

— Não. Ele esta... Ocupado.

— Pela sua preocupação ele esta ocupado com coisas perigosas. — Kate falou.

— Não é nada demais.

— Claro que é demais. — Charlotte falou. — O que esta acontecendo, mãe? Remo não manda noticias faz meses.

— Ele esta infiltrado entre os lobisomens tentando traze-los para o nosso lado a pedido de Dumbledore.

— Ele o que? Eu não acredito! Mas... Não pode ser. Por que ele aceitou?

— Você sabe que Remo tenta fazer a coisa certa sempre.

— Nem sempre a coisa certa, é realmente certa. É perigoso.

— Ele sabe se cuidar. — Serena sorriu, mas não era um sorriso confiante.

— Nem você acredita nisso.

— Ok. Vão se arrumar. Steph, Vitor chegara em uma hora.

Assenti antes de ir ate o roupeiro.

Charlotte veio me ajudar a escolher a roupa.

— Essa aqui. — Charlotte falou colocando as peças em cima da cama. — E isso aqui. — Foi ate a parte dos sapatos e pegou um ankle botts que estava novo.

Eu nunca tinha usado.

Tomei banho e vesti o vestido azul com detalhes pretos, jaqueta de couro preta, meia calça preta e calcei os ankle botts. Charlotte foi rápida em prender meus cabelos em um coque despojado com alguns fios soltos.

— Esta linda.

— Obrigada. — Falei e ela sorriu.

Charlotte vestiu uma calça jeans, blusa de alcinha branca estampada com verde claro, cardigan verde claro e sapatilha preta. Colocou um arco preto nos cabelos e estava ponta.

Kate como sempre ficou o mais básica possível usando uma legging preta, cropped preto de mangas compridas e tênis vans preto com branco. Ela sempre foi o tipo que usava roupas mais flexiveis. E sua marca registrada era sempre o cropped mostrando sua barriga. Nunca deu muita bola para se vestir, mas sempre gostou de causar. Ela era o tipo que se vestia conforme seu estado de espirito enquanto Charlotte estava sempre impecavelmente arrumada e eu estava sempre com minhas peças de roupas mais pesadas.

Assim que chegamos na sala a campainha tocou, Serena foi abrir e sorriu ao ver Vitor.

— Boa noite senhora Lancaster.

— Senhora? Esta me ofendendo Vitor, me chame de Serena. — Ele assentiu antes de me olhar.

Sorri me aproximando dele que depositou um beijo em meus lábios.

— São fofos juntos. — Serena sorriu. — Tenham uma ótima noite.

— Obrigada. — Falei antes de abraça-la.

Acenei para as meninas e saímos para a rua, Vitor e eu iriamos pela chave de um portal para ser mais fácil.

A casa de Vitor era grande. E era bem frio. Passei a mão nos meus braços enquanto seguíamos para a porta, Vitor a abriu e entramos. Estava mais aconchegante dentro da casa. Rapidamente uma mulher apareceu e sorriu.

Não pensei que teria dificuldade em me comunicar. Eles tentavam falar em inglês, mas saia mais enrolado que Vitor quando o conheci. E não tentei falar búlgaro por seria um fiasco então Vitor foi paciente explicando para mim as coisas. Seus pais foram muito hospitaleiros.

A comida era diferente da comida da França, mas não era tão ruim. O gosto era diferente só isso. Vitor estava sorrindo sempre que eu o encarava.

— Eles estão preocupados, aceitaram fazer parte da Ordem por que eu quis, me apoiaram.

— Fazer parte da Ordem é declarar inimigo numero 1 de Voldemort.

— Sim. Mas tudo bem. Estudei em Durmstrang, sei como lidar com artes das trevas.

— Na pratica é bem diferente da teoria.

— Eu sei, mas estou mais preocupado com você.

— Vou ficar bem. — Sorri.

— Eles gostaram de você. Mamãe a achou muito linda.

— Gostei deles tambem apesar de todo o problema com as línguas.

— Eles estão aprendendo. — Sorriu beijando meus lábios enquanto abraçava o meu corpo.

— Esta com pressa?

— Vontade. — Explicou. — Mas tudo bem. — Afastou seu rosto para me olhar. — Eu espero.

— Da para fugir? — Perguntei e ele riu.

— Da sim. Já terminamos o jantar e a sobremesa, acho que podemos ir nos deitar. — Piscou para mim sorrindo sedutor.

— Esse seu lado eu não conhecia ainda Krum.

— Pois vai conhecer Potter. — Beijou rapidamente meus lábios depois segurou meu braço me forçando a caminhar.

Quando chegamos ao quarto ele encostou meu corpo na porta e me beijou, meu corpo se acendeu como uma fogueira. Agarrei seu casaco o puxando mais para mim, mas acabei optando por força-lo a sair do seu corpo o deixando só de camisa.

Pouco a pouco as roupas foram caindo pelo chão fazendo um rastro ate a cama onde deitei com seu peso em cima de mim, seus lábios em meu pescoço, suas mãos decorando meu corpo. Seus olhos brilhavam mais escuros.

— Esta certa sobre isso?

— Estou certa. E já estamos aqui Vitor, não vou dar para trás agora.

— Eu não me incomodaria se você desistisse.

— Muito cavalheiro da sua parte, mas eu quero isso tanto quanto você. So não sei bem como agir.

— Eu sei. — Murmurou me olhando. — É tão linda, Spphanie.

— E sou toda sua. — Sussurrei antes de me esticar para beija-lo.

Acordei antes de amanhecer me sentindo sufocada, era um braço por cima da minha clavícula e uma perna sobre a minha cintura me prendendo em seu corpo, ele se mexeu se arrumando melhor e senti seus beijos em minha orelha. Sorri para a escuridão do quarto sabendo o que viria a seguir. E desta vez eu já sabia o que fazer e como retribuir. Me virei para ele o beijando pronta para recebe-lo mais uma vez.