Polyjuice Potion
1 Capítulo Único
Notas iniciais

Choro, o interminável choro que vinha de uma das boxes do banheiro, tendo direito a Murta que Geme, falando no seu ouvido que aquele era seu banheiro privado e que não teriam o direito de ali estar, choramingando por causa de homem, mesmo que fosse e olhe que eram palavras de um fantasma com mais de cinquenta anos, gato e gostoso que nem Draco Malfoy.
Astoria ajeitara a sua gravata verde e prata, passando mais papel perto da pia, á sua irmã que chorava sem fim e fungava mais ainda, ela nem dizia nada só ouvia sons inteligíveis que ela falava.
“ Aquele sem coração…”, “aquele cretino…” e ela ouvia isso tantas e tantas vezes de tantas colegas suas de Slytherin ou de Ravenclaw a depende de onde ela estivesse, fosse na sala comum ou nas aulas, sempre reclamando do mesmo.
Era incrível como ela em cinco anos que estava na Escola, só ouvia era essas declarações que nunca tinham fim, ela só revirava os olhos, tamanha a sua vontade de mandar calar bocas.
Sério, se tinham ouvido da anterior que ele era um crápula, era um cretino e era um sem coração, sem contar um ex-comensal da morte, que sempre pegava uma garota e no dia seguinte, já estava com outra, porque continuavam nessa de ir sempre parar entre as pernas dele ou na cama dele?
No caso de Daphne, nem havia chegado nisso, porque fora dispensada sem dó e nem piedade, porque ele olhara para ela e dissera com todas as letras “ Você não é meu estilo, Daph…” e olhe que eram amigos á anos, o problema real da sua irmã nem tinha sido a rejeição, mas a humilhação publica, porque muitas olharam e muitos ficaram em silêncio, mesmo que não olhassem, como gostando que a primogénita Greengrass levasse aquela esculachada, ela só sentia vontade de a deixar ali e sair, mas simplesmente sabia que Daphne ficaria magoada se o fizesse e já bastava as discussões bobas que tinham de vez em quando.
—Daph…- Já tentava pela quinta, sexta ou sétima vez? Perdera a conta, ao que ouvira ela ficar quieta e ouvir, fungando em silêncio, pelos vistos as glândulas lacrimais não aguentavam mais tanta água desperdiçada, pensara com ironia.- Draco Malfoy não vale tudo isso …
—Eu sei …mas eu só queria…- Dissera antes de recomeçar novamente, ao que ela assoprara forte, abrindo a porta da box do banheiro com sua varinha, olhando-a vendo os cabelos loiros desgrenhados, os olhos azuis desbotados e inchados, seu uniforme todo descomposto, o que a chocara um pouco mas nada de grave, a arrastara contra vontade para fora.
—Eu sei que você queria…só conseguiu que Theo olhasse para você, com raiva…mais nada do que isso…
—Ele não pode falar muito, ele se envolveu lá com a Edgecombe…a Marietta Edgecombe? Sério, de todas as criaturas desse mundo, logo ela…- Ela inflara as narinas de raiva, ao que Astoria só suspirara sem muita paciência, apesar de ela ter isso bem presente no seu amago, mas naquele momento era muito para ela.
—Não acha que pode ser tipo má- língua…
—Mas…
A porta do banheiro abrira naquela hora, já ia dizer que era melhor procurar outro banheiro quando dera de caras com Pansy Parkinson e a expressão parecia maliciosa, que ela andara tramando? Era a questão que todo o Mundo se fazia, naquele banheiro.
E ela trazia uns frascos com um líquido pestilento, para não dizer nojento, que fizera-a ela e a irmã torcer o cenho, olhando para Pansy que olhava as duas, como questionando onde estava a inteligência das duas.
Até que Astoria focara mais seu olhar, abrindo mais os olhos e franzira o cenho, a morena vira que ela havia entendido.
—Mas, onde você conseguiu Poção Polissuco?
—Digamos que tenho meus contatos…- Ela tinha um sorrisinho triunfante e do mal, olhando as duas, ao que ambas tinham agora uma necessária expressão de interrogação, para que ela queria aquilo?
—Porque isso, Pansy? Estou aqui no meio de …
—Um drama pessoal, sim todo Mundo em Hogwarts já sabe…- Daphne fizera o impulso de voltar para a box, ao que a irmã segurara-a pela camisa e manteve no mesmo lugar.- Sei como é…já estive assim…
—Sabemos…- Disseram as duas ao mesmo tempo, fazendo Pansy fechar o cenho, olhando para as duas.
—Por isso, decidi que temos que nos vingar…
—Vingar?- Pronunciara-se Astoria, olhando novamente o frasco, ainda não entendendo o plano que a sonserina tinha na sua mente, mas tinha até receio de tentar entender.
—Claro, por todas as mulheres que passaram na vida dele e ele descartou como se nada…vingar a mim, a Daphne e tantas outras anonimas…
—E como exactamente pretende fazer isso?- Falara num fio de voz, Daphne gostando da ideia, ela já estava para descartar isso e convencê-las de que era ridículo, de que vingança não ajudaria em nada, sem contar que elas deviam era de ignorar do que lhe dar importância, mas o que Pansy falara a seguir, deixara-a de boca aberta.
—Fazer duvidar a masculinidade dele…peguei aqui um cabelo do Nott…- Ela fizera uma expressão de triunfo, olhando as duas.- Sei que adoras aquele moreno, Daph, mas foi o melhor que arranjei e mais perto…Não sei que deve ser a essência dele, mas…espero que Asty não te importes…mas foi o melhor que arranjei…
—Como assim, Asty? Onde eu entro nessa equação? Pansy …- Astoria semicerrava os olhos na direcção dela, ao que esta sorria de modo mais maquiavélico, segurando os ombros dela, que pressentia perigo, normalmente ela não se enganava.
—Simples, você é a única de nós aqui presentes que aguentaria não cair nos charmes de Draco…porque imagina- nos, mesmo em forma masculina, conhecemos o Draco dai …imagine…seria difícil não tirar lasquinha…e estragar todo o plano…- Concluirá de modo bem descarado, ao que Astoria arquejara a sobrancelha, como pensando onde ela tirava aquelas ideias, por amor de Merlin.
—Não, de maneira nenhuma… eu irei fazer tal coisa…estão loucas, isso sim…
Quando ela ia sair, sua irmã e ela prenderam-na e ela esticava-se na direcção da porta, como se fosse bote de salva vidas, mas elas começaram a falar mais e a explicar como seria perfeito.
Que quando ela pegara aquela poção horrível e nojenta, ela pensava que realmente aquilo não iria dar certo.
Mais tardar na hora do jantar, todo o Mundo já estava reunido no salão principal, Astoria caminhava pelos corredores na direcção, com uma expressão séria e meio nojentinha, sob a forma de Theodore Nott, honestamente para ela não era difícil fazer a expressão, porque aquela poção sabia mal que nem tudo.
Falando nesse, ela tinha até dó, depois de Pansy atordoar ele e Daphne o recolher um dos armários de Vassoura e deixá-lo lá dentro desacordado e trancado, era bem triste se fossem a pensar bem.
Mas, ela suspirava, pensando em como se deixara convencer, simplesmente porque seu instinto de competição era forte e Pansy sabia, usando as mágicas palavras “ Não me diga que não tem coragem…” e aquilo a fizera embarcar naquela louca aventura, que raiva que ela tinha de si mesma naquela hora, odiava a sensação de que tinha sido manipulada.
Por outro lado, ela ia amar ver o rei Draco, pagar um pouco que fosse por ser um tremendo quebra corações de Hogwarts, rira-se sob o seu disfarce, caminhando para a mesa de Slytherin, sob o olhar surpreso de Goyle que olhava como se ele estivesse retardado, pelo que ficara sério de novo.
—Porque riste, Theo? – Astoria-Nott já ia corrigi-lo no inglês sofrível que ele havia usado, mas contivera-se, tentando recordar como seu colega de casa, falava.
—Comi muitos bolos ……- Goyle parecera achar crível a explicação, também não é que fosse muito inteligente, ao que ela agradecera aos Deuses todos do panteão, por conseguir falar tanto erro de Inglês numa frase.
Nesse momento, chegara Draco Malfoy, exactamente quem ela queria, ele tinha uma expressão meio cansada mas séria, sentara-se distraído e não prestava muita atenção, até que olhara para Astoria-Nott, directamente semicerrando os olhos, ao que ela arquejara a sobrancelha.
—Boa noite, Malfoy….
—Boa…- Ele parecera distorcer a expressão sério, num semi -sorriso, ao que esta questionava-se o que estava errado, mas ele desviara a expressão, voltando a comer e ela por sua vez, tambem o fizera, mas no canto mais afastado da mesa, ela olhava Pansy e Daphne dizendo que era o momento certo, de acordo com que haviam planeado, ao que suspirara ainda comendo.
Levantara-se e andara ao longo da mesa, até sentar-se do lado de Malfoy, desviando o Goyle no ato que pronunciara alguma expressão mal -educada e continuara a comer, odiando ter sido interrompido, ao que Malfoy tinha ainda um sorriso bem discreto que se acentuara ao ver que havia-se sentado do lado.
—Malfoy…- Pronunciara-se forçando o tom de voz de Nott, ao que ele olhara para ela, que ainda não entendia o porque do sorriso.
—Sim?
E rezando a todos os céus, ela realmente fizera o que haviam combinado, puxara o loiro, beijando-o na frente de todo o salão principal, primeiramente os Slytherin que estavam perto deles, ficaram em choque principalmente as garotas que ficaram pasmas com o facto, em seguida foram os Ravenclaw que alertados pelos murmúrios de choque dos Sonserinos, olharam na direcção e todos batiam no braço alheio para que assistissem aquela cena bem estranha.
E a comoção, surpresa e risos, principalmente da mesa Grifinória, tomaram conta do salão, ao que todos ficaram olhando a cena e mais surpreendidos ficaram, quando Malfoy saira da inércia e aproximara “Nott” ainda mais, aprofundando o beijo.
E para Astoria-Nott, aquela não era de facto a reacção que ela esperava, como assim? Ele devia repeli-la e afastá-la, não beijá-la, ao que ela começara a ver que ele aprofundara o beijo, e que beijo, por Merlin, ele instigava a sua língua contra a dela, como numa batalha de desafio, ao que dera por si correspondendo do mesmo jeito.
Por amor de Merlin, beijava imensamente bem e quando afastara-se, ele continha o mesmo sorriso no rosto, até que arquejara a sobrancelha, levantando-se da mesa, meio arrogante.
—Bem, Nott…- Era impressão ou ele teria arrastado o sobrenome de modo bem proposital.- espero que tenha gostado e provado direito…-Piscara o olho sedutoramente, ao que sentira o rosto quente, provavelmente estava corando, ele sairá do salão principal, deixando todos se questionando se Malfoy seria Bissexual ou as mulheres de Hogwarts o haviam fartado?
Ao que seu impulso fora erguer-se e sair de qualquer maneira afastando-se dali, nem escutara Goyle falando consigo, sairá dali de perto, precisava respirar e pensar no que fizera.
Ela iria esganar Daphne e Pansy por terem-na convencido aquilo, fora para os Jardins de Hogwarts, respirando o ar puro, vendo que aos poucos suas mãos deixavam de ser masculinas e fortes, sendo mais finas e com seu esmalte rosa delicado, seus cabelos haviam ficado mais compridos pelo meio das costas e seu rosto voltara a ser fino e ligeiramente bochechudo e o uniforme enorme, como se coubesse mais outra de si ali dentro.
Astoria sentia-se desnorteada, agora podia entender porque mesmo com tantas pessoas reclamando de Draco Malfoy, ele sempre conseguia alguma de volta de si, ele era bom…não podia negar, ele beijava imensamente bem e sem contar que aquelas mãos eram bem boas de agarrar, por amor de Merlin, sentia o rosto corar novamente.
Nem quando namorara com Blaise, havia sido daquele jeito, aquele fogo todo no beijo, involuntariamente levara sua mão na boca, tocando de leve, engolira em seco, olhando o Lago Negro ao longe, sentindo alguém aproximar-se, tentara esconder-se quando a agarraram do ombro e atrás de si, aparecia Pansy e Daphne que a olhavam com uma expressão de “Que raio aconteceu? “.
—Oras…não sou atriz, como para saber fazer direito…- Falara ela em defesa, quando via que o olhar havia piorado.- Fiz o meu melhor, vai ver …ele é mesmo bissexual…
—Certo…ele ficou por cima do mesmo jeito…ah…
E Pansy virara-se para Daphne conversando sobre o assunto, mas ela simplesmente não lhes escutava, sua mente estava demasiado longe naquele momento.
Na manhã seguinte, quando fora o café da manhã no salão principal, via Theodore meio confuso, com a cabeça doendo, tendo do lado Daphne mais bem-disposta e falando com ele, pareciam estar no meio entendimento, se bem que ainda se estranhavam um pouco.
Pansy estava de conversa e nos amassos com Blaise, ali na frente de todo o mundo, bem ela suspirava e ficava de vela, mas para sua surpresa ela recebera correio além do habitual, Profeta Diário era o comum, carta de seus pais ela já havia recebido naquela semana, quem seria aquela carta?
Tirara da pata da coruja, a carta que vinha para ela, qual não foi sua surpresa em não reconhecer a caligrafia, mas tinha seu nome bem demarcado: Astoria Greengrass.
E quando abrira e retirara o pergaminho, ela abrira muito os olhos. Era de…Draco Malfoy.
“ Bom dia, Greengrass…
Espero que a tua noite tenha sido óptima, passando a explicar o motivo da carta repentina, em primeiro lugar, você beija imensamente bem, mesmo sob a forma de Theodore…
Em segundo lugar, deve estar questionando-se como sei, simplesmente Theodore não tem um cheiro a morangos e chocolate, que é tão seu característico. Devia de disfarçar isso primeiro, antes de transformar-se noutra pessoa.
Resto de bom dia,
Draco Malfoy. “
Ele sabia naquela altura que era ela? Que situação mais embaraçosa…rira-se sozinha, tendo o olhar de seus amigos, bem sob si, como perguntando o porque do riso repentino.
No entanto, seus pensamentos não prosseguiram, pois ele entrava no salão principal, quase no final da refeição como era seu costume, depois que tinha regressado a Hogwarts depois da Guerra e seus olhares encontraram-se.
E ela não soubera explicar, a quão corada lhe deixou aquele meio sorriso na sua direcção, ao que vira que ele pegara uma maçã e sairá. E muito menos, o sorriso divertido que lhe assumira o rosto ao erguer-se e passando por ele, correndo indo para a sua aula.
—Obrigada pela dica, Malfoy…usarei de próxima…
—Sempre ás ordens, Greengrass… será que tenho que me precaver?- Seu tom era de brincadeira, mesmo que muito disfarçado, ao que ela olhara para trás, surpresa com seu tom, sem alterar o sorriso em suma.
— Talvez…- Ela rira-se novamente, ao que ele dera um sorriso, vendo-a sumir pelos corredores, arquejando uma sobrancelha, pensando que aquela garota não era de todo normal e parecia bem feliz, mas também ele precisava de um pouco disso na sua vida, não?
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