Policial Sujo
10 The Daddy is Coming

Após serem interrompidos bruscamente por Dellinger, Law acabou sendo arrastado para o escritório do loiro pois ambos gostariam de ter uma conversa séria. O clima do ambiente ainda estava mórbido graças ao céu, que se encontrava cada vez mais nublado, e mesmo assim, Dellinger não deixava seu sorriso serelepe e irritante de lado.
─ Law, você não tem ideia do quão foi bom te ver aqui! Hihi. ─ O garoto estava sentado em sua cadeira, de frente para o mais velho, enquanto batia seus pés um no outro e ria feito criança.
─ Dellin, vamos parar com isso. Eu quero te perguntar algumas coisas. ─ Diferente do outro, Law estava sério.
─ Claro! Tudo pelo meu "irmão".
─ Antes eu não podia falar nada por causa do Luffy, e eu quero que você siga essa história de irmão até o fim. Não quero envolvê-lo em histórias ridículas do passado, ouviu?
─ Tá, tá eu já sei. Eu sempre quis ter um irmão mais velho mesmo! Deve ser divertido, ver ele fazendo tudo pra me proteger e comprando o álbum do Maroon Five pra mim.
─ Que seja. Agora me fala a verdade, que merda você tá fazendo em um circo e o Joker tem alguma coisa a ver com isso?
─ Não, não tem nada. Quando você saiu de lá as coisas ficaram muito chatas, aí eu tive vontade de sair também há uns cinco anos atrás. ─ Ele começa a falar de um jeito inspirador, lembrando-se de momentos passados e olhando pro céu. ─ Eu queria parar de depender do Joker, fazer alguma coisa por mim! Ficar mais maduro, me tornar uma pessoa melhor e ajudar criancinhas no circ─
─ O Joker te expulsou, não é? ─ Fala rispidamente, ignorando todo momento dramático de Dellinger.
─ Claro que não! Por que ele me expulsaria? Todo mundo de lá me amava!
─ Ele cansou de você, te jogou no lixo e mandou você nunca mais voltar pra lá. Foi isso.
─ N-Não se sinta superior só por ele gostar mais de você... ─ Faz biquinho olhando pro lado.
─ Não me sinto. É justamente sobre isso que eu quero falar com você.
A atmosfera do local torna-se mais densa. Law começa a olhar profundamente os olhos azuis do loiro, que retribui o pensando ser algo importante. Os cotovelos de ambos rapazes estavam em cima da mesa e eles se encaravam.
─ E então, o que houve?
─ Você conhece uma mulher chamada Nico Robin?
─ Nico Robin? ─ Dellinger se afasta. ─ Não, nunca ouvi falar. Por quê?
─ Por causa disso.
Em seu bolso, Law retira um pequeno anel. Um anel feito de ouro maciço, com uma belíssima Alexandrita roxa cravada por duas letras, que são iniciais de uma pessoa. Em volta da pedra principal, há pequenas esmeraldas na cor verde, que reforçam a beleza da joia.
─ Isso é... ─ Dellinger começa a observar o anel mais de perto, reconhecendo aquelas duas iniciais cravadas na pedra.
─ Esse é o anel que o Joker me deu.
─ Disso eu sei, é impossível não se lembrar. Mas por que tanto mistério?
─ Dellin, eu joguei esta merda em um lixo em LAS VEGAS há DEZ anos atrás. Ontem essa tal de Robin me entregou este anel, dizendo ser um presente. COMO?
─ S-Sei lá, como eu vou saber? Talvez seja uma réplica.
─ Não, é o anel verdadeiro. Você não sabe nada sobre ela? Eu acho que essa louca tem alguma coisa a ver com ele.
─ Não sei de nada, foi mal. Como você mesmo disse, eu fui mandado embora há um tempo e vim pra cá. Foi isso.
─ Tá bom, eu acredito. ─ Law guarda o anel em seu bolso novamente. ─ Se você soubesse de alguma coisa, você me diria. Não é?
─ Claro que sim, eu nunca esconderia nada de você.
─ Claro... e então, o que você quer?
─ Como assim?
─ Você disse que queria me dizer algo importante. Eu já disse tudo o que tinha pra dizer, então fala aí.
─ Ah, não era nada demais. Deixa pra lá.
─ Verdade?
─ É, era só besteira. Agora não podemos mais perder tempo, aqueles três estão esperando no palco principal, prontos para treinar.
(...)
Dellinger levou Law até o palco principal, local onde as apresentações do circo eram feitas e também onde os circenses treinavam. Contudo, ao chegar lá, a única pessoa conhecida que encontraram foi Peter, que estava comendo um sanduíche de presunto.
─ Cadê todo mundo?! ─ Perguntou Dellinger.
─ O Luffy disse que ia procurar alguma coisa e o Penguin desapareceu. ─ Respondeu, aproveitando seu sanduíche.
─ Penguin desapareceu? ─ Indaga Law, já imaginando as besteiras que o ruivo estava fazendo.
─ É, ele sumiu no meio do nada.
─ Argh, que seja. Já que o Luffy não tá mais aqui, vocês dois vão ter que ficar juntos.
─ QUÊ? ─ Exclamam os dois ao mesmo tempo.
─ Eu me recuso a ficar com esse cachorro!
─ E eu não quero ficar com uma pessoa que me chama de cachorro toda hora!
─ Não tô nem aí. ─ Afirma Dellinger. ─ Isso aqui não é bagunça, vocês dois vão treinar juntos até que o Luffy e o Penguin apareçam. Se precisarem de mim, estarei na minha jacuzzi. ─ E assim, ele se retira do local, deixando os dois sozinhos.
─ E então, o que faremos? ─ Indaga o ruivo.
─ Eu vou embora. Tchau.
─ Espera aí, não vai agora. O Luffy me disse pra te dar um recado, Torao.
─ Espero que seja importante.
─ "Torao, para de fazer merda e obedece tudo o que o Dellinger te mandar fazer. Eu te encontro depois" Foi isso.
─ Tsc, que saco. E para de me chamar de Torao!
─ Eu não, eu te chamo como eu quiser. A boca é minha.
─ Mas o nome é meu!
─ Foda-se. Torao, Torao, Torao... ─ Começa a repetir a palavra.
─ É sério isso?
─ ... Torao, Torao, Torao...
─ Para, cachorro!
─ ... Torao, Torao, Torao, Torao...
─ Eu não vou te beijar.
─ Hã, quem disse que eu quero que você me beije? Isso foi nojento!
─ Ótimo, estamos começando a nos entender. Vai, vamos embora daqui.
Ao ver que Luffy brigaria com ele caso não seguisse o plano dos dois, Law decide aceitar a situação de ter que treinar com Peter para não levar sermão mais tarde. Como seu trabalho envolve facas, Dellinger o tinha dado diversos objetos pontiagudos para praticar tiro ao alvo.
Os dois, então, decidem cooperar por meio segundo. Saindo do palco principal por estarem rodeados de outras pessoas chatas, eles foram para fora da lona, pegar ar fresco. Estavam em uma parte distante, onde não tinha ninguém, somente uma parede.
─ Eu não gosto de você e você não gosta de mim, mas pelo Luffy vamos tentar nos dar bem. ─ Disse o garoto mais novo, com seu canivete na mão. Law também estava segurando uma faca.
─ Que seja, parece divertido. ─ Law empurra o garoto contra a parede, segurando seus braços, colocando a faca em seu pescoço e soltando uma risada maliciosa. ─ Pelo menos eu posso te matar e fazer parecer um acidente.
─ Ou não. ─ O garoto se solta, empurra Law para longe e dá um ataque com seu canivete, sendo impedido pela faca do outro, como se estivessem brincando de esgrima. ─ Eu não vou morrer tão facilmente.
─ Você é muito irritante, sabia? ─ Law devolve o ataque, que logo é impedido de novo. A briga de facas segue cada vez mais rápida. ─ Fica paradinho e me deixa te matar logo!
─ Eu te disse, pra mim você é só um emo rebelde que se sente superior. ─ Peter dá ataques cada vez mais rápidos, com intenção de perfurar o peito de Law, mas este sempre o impede usando sua faca.
─ Eu acho que você deveria tomar cuidado com as suas palavras, au-au. ─ Law acaba conseguindo dar um corte no braço de Peter, mas pegou só na manga da camisa, já que o garoto logo se defendeu antes de levar o ataque.
─ Para de me tratar como cachorro, isso irrita, Torao! ─ Os objetos afiados se cruzam. Enquanto brigavam, Peter ia obrigando Law a andar para trás, já que a velocidade do canivete só aumentava.
─ Late pra mim. ─ E o sorriso diabólico só aumentava, por estar adorando brigar com alguém assim. Law logo parou de andar para trás, e agora ele estava obrigando o garoto a fazer o mesmo.
─ Eu não, não sou cachorro! ─ Mas ele não anda pra trás. Em vez disso, ele foge pros lados e acaba atacando Trafalgar pela lateral, quase conseguindo acertar seu braço esquerdo, mas logo foi impedido.
─ Late pra mim! Eu quero ver se você é igual a ele! ─ Trafalgar finalmente consegue ir com a faca em direção ao pescoço do ruivo, mas este deita sua cabeça e consegue se esquivar, apenas voltando a si com seu canivete em modo de defesa.
─ Au au? ─ Com os ataques, antes que percebessem, os dois acabaram se divertindo e começaram a rir. Mas não pararam por aí, a faca e o canivete estavam mais rápidos do que nunca.
─ Não, é mais tipo. Rowf rowf. ─ Law tentava imitar o cachorro de Luffy, mas sua voz era grossa demais para tal. Enquanto isso, ele continuava andando para trás, só defendendo os ataques de Peter.
─ Rawr, rawr? ─ Peter era um pouco mais rápido graças ao fato de ser mais novo e estar mais acostumado a usar um canivete, mas Law também não deixava-se ficar para trás. Ele logo voltou a liderança, fazendo o outro recuar um pouco.
─ Meu deus, é igualzinho!! ─ Ao ver aquela cena, do pequeno ruivo latindo igual ao cachorro chará, Law acabou tendo um pequeno ataque de risos, o que o deixou propenso a receber mais ataques. Peter também já estava rindo do mais velho.
─ Rawr, rawr, rawr! ─ O garoto aproveita-se da distração de Law, fazendo ele virar de costas e andar até a parede que lá havia. O moreno acabou batendo lá e parando de usar sua faca, tendo o canivete de Peter apontado para seu pescoço.
─ Você é melhor do que eu pensava, poodle irritante.
─ E você é mais fácil de distrair do que eu pensava, Torao.
─ Ah, é? ─ O mais velho empurra o peito do ruivo, virando ele e o prensando contra a parede. Agora era Law quem estava apontando sua faca na direção do pescoço do outro. ─ Não me subestime.
─ Não é justo, você é mais forte que eu! ─ Peter não conseguia se soltar.
─ É claro, eu tenho o dobro da sua idade. E além disso, você é só um cachorrinho de madame.
─ Então me ensina a fazer essas coisas! Você podia ser meu treinador. ─ Ele estava sorrindo feito criança, apesar de estar com um objeto pontiagudo apontado para seu pescoço.
─ É claro que não, eu ainda te odeio. Só não te matei ainda porque o Luffy brigaria comigo. ─ Law aponta a faca com mais força para intimidá-lo, sem êxito.
─ Mesmo assim, eu gostei do que você fez! Me lembrou quando eu dilacerei o meu cachorro.
─ Eu também já fiz isso, mas o cachorro era de um ruivo um pouco mais irritante que você.
Mini Flashback mental.
─ Kid, olha isso! ─ Law estava com o cachorro de Eustass todo aberto, com os órgãos pulando para fora. O pequeno garoto de doze anos estava com a cara toda suja de sangue e olhos saltitantes, porém um sorriso diabólico.
─ V-V-Você matou o meu cachorro?! Cara, isso não se faz! ─ O ruivo estava em choque, vendo seu amigo todo ensanguentado e o cachorro aberto ao meio. Com um pouco de nojo, também.
─ Eu queria ver como eles eram por dentro! Olha só, mesmo morto o coração dele ainda bate! Isso não é legal? ─ Ele segurava a faca de um modo macabro e seu sorriso estava maior ainda.
─ Mãae! O Law tá virando psicopata!!
─ Eustass Kid, deixa ele brincar em paz!
─ M-Mas...
─ Para com isso e vai estudar! Você tem prova amanhã!
Fim do Mini Flashback mental.
─ Bons tempos... ─ Law ainda estava apontando a faca para o pescoço do ruivo.
─ Finalmente alguém que não me julga por ter matado um cachorro. Minha mãe disse que essa minha mania de esfaquear os outros veio do meu pai, que é médico.
─ Não acho que seja hereditário.
─ Tá, mas você pode me soltar agora? É meio chato ficar com uma faca apontada pro pescoço...
─ Claro que não. ─ Law solta mais um riso abafado, se aproximando mais do rosto de Peter e o imobilizando de vez. Ele segurava o braço do garoto pelas costas, para que este não tente fugir.
Porém, algo estranho aconteceu. Assim que Trafalgar se abaixou para encarar os olhos do garoto mais de perto, a imagem de um certo ruivo lhe veio a mente. Não se sabe muito bem o motivo, mas um sentimento de raiva e nostalgia tomou conta dele e o deixou sem palavras.
─ E-Ei, se afasta... ─ Vendo os olhos cinzentos do homem bem de perto, Peter tenta sair dali, mas não dava graças as suas mãos estarem presas. Law também era muito mais forte que ele.
─ Você... eu já te vi antes? ─ Law estava completamente hipnotizado pelos olhos laranjas que o pequeno garoto tinha. Nem percebeu que estava se aproximando, muito menos que este tentava fugir dele.
─ N-Não, acho que não. Dá pra se afastar? Primeiro aquele lance de beijo, agora isso. Você é estranho!
─ Eu juro, você me lembra um ruivo irritante que eu conhecia. ─ Se aproxima mais ainda, observando o rosto do garoto com raiva.
─ T-Tô nem aí! Talvez você conheça o meu pai. O Luffy me disse que você também é médico.
─ Pai? Impossível, o dia em que aquele idiota tiver um filho todos os homens vão ter um útero. E também não faria sentido, o ruivo que eu tô pensando era amiguinho do Kira. Se fosse ele, o poodle original estaria vivo.
─ A-Amigo de um serial killer? De qualquer maneira, me larga logo, isso tá ficando estranho!
─ Eu não vou te soltar, sua aparência me dá raiva. Pelo menos me diz o nome da sua mãe pra eu tirar isso da minha cabeça.
─ T-Tá, o nome dela é El─
─ TORAO! ─ Luffy chega no meio do nada e vê o companheiro apontando uma faca pro garoto. ─ O que você tá fazendo? Tira as mãos do Peter, agora!
─ Luffy, que bom que você chegou! ─ Os dois exclamam ao mesmo tempo, se afastando.
─ Ele tentou me matar! ─ Peter estava abraçando o garoto do chapéu de palha.
─ Como é que é?!
─ Não tava, não. E foda-se esse cachorro ridículo, ele tava me assustando já. Vamos embora.
(...)
Acabaram se separando finalmente. Peter foi fazer outra coisa, enquanto Luffy e Law passeavam pelo circo em busca de informações sobre as crianças sequestradas. O mais novo ainda estava exigindo explicações.
─ Primeiro, não tenta matar as crianças. Nós viemos aqui justamente pra salvá-las!
─ Por mais que eu quisesse, eu não ia fazer isso. E onde você estava?
─ Eu achei uma coisa interessante. É uma tenda um pouco afastada daqui, e estava com uma placa escrito "Entrada Proibida".
─ E você entrou?
─ Não, eu ouvi vozes lá então eu decidi vir te buscar antes de entrarmos. E como foi a sua conversa hoje com o seu, "irmão"? ─ Ele faz aspas com o dedo na palavra destacada.
─ Nada demais, coisas de família. Nada sobre crianças.
─ Eu quero saber mesmo assim. Tudo que envolva a sua família de psicopatas me interessa.
─ Luffy, foram coisas totalmente aleatórias tipo, "Como diabos alguém consegue sair de uma prisão tão cedo"? E etc.
─ Já vi que você não vai me contar a verdade, mas que seja. Eu vou fingir que acredito pelo bem das crianças.
Andando mais um pouco, finalmente acharam a tenda. Era um pouco maior que as outras e realmente haviam duas pessoas lá dentro, então Law e Luffy decidiram se esconder atrás de uma parede qualquer até ambos saírem.
Contudo, o lugar onde os dois rapazes se esconderam era um pouco apertado. Law estava sentado no chão e Luffy em seu colo. O mais velho adorou aquele momento, por já estar esperando há séculos e abraçou o garoto, dando beijos em seus cabelos negros.
─ Me solta... ─ Luffy tentava advertir, mas não fazia nada para impedir o outro.
─ Nunca. ─ Law pôs uma de suas mãos debaixo da regata vermelha, buscando seus mamilos afim de apertá-los e dando mais beijos ainda em sua cabeça. ─ Precisamos aproveitar esse momento pra ficarmos juntos, Luffy.
─ Você vai aproveitar esse momento pra me explicar esse lance com a sua família. Me larga.
─ Não vou largar e também não tenho nada pra dizer. ─ Ele apenas apertava os mamilos, causando arrepios no garoto que ainda estava em seu colo. ─ O Dellinger é só o meu irmãozinho.
─ Então pelo menos me responde uma coisa...
─ O que é?
─ Por que você fica tão estranho quando o Dellinger te chama de Corazón?
─ C-Como assim..? ─ Law para de apertar os mamilos do outro, só o abraçando agora. Sua voz falhou e ele também estava um pouco pálido.
─ Viu só? Você fica estranho quando falam esse nome.
─ Claro que não, é porque é um nome ridículo e eu não gosto de ser chamado assim. Só isso.
─ Eu sei que é mentira. Às vezes, enquanto você tá dormindo, você fala um nome parecido com esse.
─ Eu falo, é? Eu preciso parar com essa mania de falar dormindo...
─ Precisa mesmo, isso dá medo. E você fala um nome mais curtinho, um tal de "Cora-san".
─ Ahn... ─ Ele se afasta um pouco com as mãos de Luffy. ─ Vamos mudar de assunto, como foi o seu dia hoje?
─ Para de mentir pra mim! Me diz a verdade pelo menos uma vez na vida. Quem é Cora-san?
─ Luffy, agora não...
─ Até quanto tempo você vai continuar mentindo pra mim, Torao?
─ É que é complicado, é assunto pessoal. Não envolve nenhum crime ou essas paradas.
─ Então me conta!
─ T-Tá, eu falo. ─ Ele suspira fundo, deixando uma questão no ar. ─ Ele é meu...
─ Tem certeza que já pegou tudo, né?
─ É claro que sim! Quem você pensa que eu sou? Vamos logo embora daqui, eu acho que vai chover.
Antes que os dois rapazes pudessem continuar a conversa, eles ouviram as pessoas saindo da "Tenta proibida". Era um homem e uma mulher, sendo que ela é bem alta e tem cabelos verdes. O homem também é bem chamativo, com longos cabelos arroxeados e uma pele totalmente branca.
─ Ótimo, eles saíram! ─ Exclama Luffy. ─ Vamos, Torao.
─ Graças a Deus...
Entraram na tenda. Como era de se esperar, era um pouco maior que as outras. Tinha uma pequena cama de solteiro e uma escrivaninha, um armário cheio de utensílios médicos e seringas. Provavelmente uma pequena enfermaria ou um laboratório.
─ Ótimo, procura qualquer coisa envolvendo crianças.
─ Tá bom. ─ Law começou a procurar nas gavetas da escrivaninha, enquanto Luffy olhava para a estante. ─ Olha, achei uma coisa bem interessante.
─ O que é? ─ Indaga Luffy, observando. Era um pequeno frasco com uma substância arroxeada.
─ Isso é veneno. ─ Afirma. ─ E dos bons.
─ Que coisa, você é muito incompetente...
Antes que pudessem retornar à busca, ouviram uma voz novamente. Law e Luffy foram imediatamente para debaixo da cama, se escondendo, até que as duas pessoas estranhas finalmente entram na tenda e pegam algumas coisas.
─ Foi mal, eu esqueci!
─ Presta mais atenção da próxima vez. O que você faria se ele brigasse com a gente?
─ N-Não foi por mal...
─ E você também esqueceu de trancar a tenda. Não faça mais isso.
─ Não fica assim, Monet, você sabe que eu sou distraído.
─ Tudo bem então, vamos. Eu não quero me atrasar.
Saíram de fato, com a diferença de que agora a barraca estavam trancada. Law e Luffy saíram debaixo de cama, olhando para ver se conseguiriam sair daquele lugar quando quisessem, mas realmente não dava.
─ O que a gente faz? Tá trancada! ─ Afirma o do chapéu de palha.
─ É só rasgar. É uma tenda, ela é feita de papel.
─ Não podemos rasgar, vão perceber que nós estávamos aqui.
─ Então estamos presos de verdade, é?
─ Parece que sim. E agora?
─ Bom... já que não podemos sair...
─ Não...
─ E tem uma cama aqui...
─ Não inventa...
─ Nós podíamos aproveitar pra matar as saudades, Luffy.
─ Claro que não. E se eles voltarem?
─ Nós continuamos debaixo da cama.
(...)
O céu finalmente escurece. As nuvens cinzentas impedem de vez a passagem solar, indicando que uma tempestade estava por vir. Enquanto os dois rapazes estavam presos na tenda, Penguin estava em seu quarto, com uma mulher.
─ É SÉRIO ISSO?! ─ Pergunta o ruivo, surpreso.
─ Sim! O Law tá namorando muito firme.
─ Eu já suspeitava que ele estava namorando, só não pensei que seria com essa pessoa...
E também, enquanto isso tudo ocorria, Peter e Dellinger estavam no palco principal junto com todos os outros circenses. Já era final de tarde e é naquela hora que ocorriam as atrações principais, então todos se preparavam.
─ COMO ASSIM ELES FUGIRAM? ─ Dellinger estava batendo seu salto alto no chão, conversando com Peter.
─ O Luffy e o Torao se mandaram, mas o Penguin eu realmente nunca mais vi.
─ Ain, que saco! Eu sabia que esse lance de casal não iria dar certo.
─ C-Casal? Então eles realmente estão namorando? Bem que eu achei estranho...
─ É! Não é horrível?
─ Não acho, eles ficam legais juntos. Quanto mais um casal implica um com o outro, melhor eles são.
─ Você só fala isso porque não sabe que o Law apaixonado é um porre. Tsc, que seja, eu já imaginava que isso iria acontecer.
─ Quer que eu vá procurá-los? Meu olfato é muito bom.
─ Não precisa, deixa eles. Eu preciso falar com o Puppet. ─ E assim, o loiro vai ao encontro do apresentador. ─ PUPPET, VEM CÁ.
─ S-Sim?
─ O Caesar já foi ao encontro do Jack?
─ Ahn, acho que sim, eles acabaram de sair. Por quê?
─ Que saco, tudo dá errado pra mim! Eu queria pegar carona com eles, mas vou precisar ir sozinho.
─ V-Você vai ir até o Jack? Raramente você se mistura com o Caesar ou os outros subordinados...
─ Eu preciso ir, eu tenho que contar pra ele que o Law tá aqui. Vai ser muito engraçado! Agora seja um bom mascote e vai pegar o meu CD do Born This Way e o meu carro.
─ Não serve o do ArtPOP? O Jack meio que pegou esse mais cedo...
─ Ai credo, ArtFLOP! Eu vou ter que me contentar com o da Christina Aguillera.
─ Tudo bem então, eu vou preparar o seu carro. Esse tal de Jack é uma pessoa bem importante, não é? Eu nunca o vi, mas você fala muito dele.
─ Pois é, ele é bem excêntrico.
─ Não é atoa que o chamam de Jack, o estripador.
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