Policial Sujo

11 Quando os pássaros param de cantar, a tormenta surge.


Notas iniciais
COMEÇOU O GORE!! Fortemente recomendo uma música alegre tipo Anaconda ou uma mórbida e pesada. (Não conheço nenhuma, sou um arco-íris ambulante) Enfim, vai de você! Enjoy it!!

As nuvens dissiparam-se. O céu de final da tarde transformara-se em um breu acinzentado, onde apenas dava para ouvir os barulhos da chuva que caía, caía e caía, espairecendo por entre os gramados e causando o aroma de orvalho. Um clima realmente ótimo para quem vai ficar em casa, comendo chocolate derretido e assistindo um filme aconchegante.

Realidade esta que, é claro, não remete a esses dois personagens especiais. Enquanto sentiam o clima nefasto, Trafalgar e Luffy selavam seu amor proibido em um beijo. Um beijo calmo no inicio para matar saudades, mas que logo fora se intensificando, deixando o mel de seus lábios cruzarem-se.

Estar com seu amado garoto em uma cama de solteiro, na imensa solidão de um circo infernal, era a realidade do jovem de cabelos negros e olhar cinzento. Sentado na cama, ele punha Luffy em seu colo e admirava os brilhantes olhos castanhos do menor, analisando a textura de teus lábios com os próprios.

─ Eu amo você. ─ É o que ele dizia, assim que seu amado separava seus lábios do dele. Pode ser um tanto emocional demais para um antigo sociopata, mas não importava. O clima realmente estava especial.

Com o controle que tinha devido Luffy estar em seu colo, ele segurava a cintura do púbere com um toque elegantemente afiado, mexendo o garoto em cima de seu volume, para excitá-lo de maneira rápida e lenta, graças aos toques suaves.

Sem pressa nenhuma, era o que os definia. Podia sentir o doce sangue do garoto assim que dava mordidas em seu pescoço, ou chupões para deixar marcas. Marcas que mostravam que esse moreno era dele. E só dele.

Pondo suas grandiosas mãos em baixo da pequena regata vermelha, Law buscava os mamilos roseados e extremamente deliciosos. Arrepios eram causados e dava para sentir graças aos beijos, que intensificavam-se junto com o clima, que cada vez mais, pesado ficava.

Romantismo misturado com luxúria. Luxúria misturada com uma saudade infernal. Saudade infernal esta que, com só uma simples cravada de dentes, mostrava o lado sádico do mais velho. Sadismo e Romantismo, não existem palavras mais certas que estas para definir o relacionamento dos dois.

─ Aahn... ─ Gemidos eram ouvidos da boca quente do menor, que salivava constantemente graças aos beijos molhados. Ouvir tal som somente deixava o velho médico mais excitado ainda, pronto para abocanhar sua presa.

─ Você não tem ideia... do quanto eu esperei por isso...

Cada vez mais os movimentos se intensificavam. Cada vez mais, brando o céu ficava. Uma trovoada fora ouvida. Era realmente forte e sinistra, fazendo esquilos e demais animais fugirem de suas casas em busca de proteção e conforto. Uma trovoada realmente alta, que significava: uma tempestade está por vir.

E veio, de fato. As gotículas de chuva ficavam mais forte e o cheiro de orvalho só aumentava, cada vez mais e mais. Trovoadas e estrondosos barulhos eram ouvidos por todo perímetro do circo, até que por fim, finalmente mas não tardiamente, relâmpagos surgiram.

(…)

─ JACK, BABADOO!!

Já fora do circo infernal, estava ele, com uma voz fina, infantil e irritante. Dellinger clamava por um nome desconhecido, usando gírias que eram populares no local onde morava anteriormente. Esta gíria, em específico, só reforçava mais a ideia inicial.

"Uma grande tempestade está por vir."

E, de certo, era a mesma tempestade. Dellinger corria para fugir da chuva e dos trovões, gritando apenas por um nome estranho, até finalmente encontrar o esconderijo do vilão.

Uma mansão realmente exorbitante surge! Era enorme de fato, cobrindo todo o terreno e o gramado que haviam no local. Uma mansão negra, com cheiro de morte, luxúria, avareza e demais pecados capitais. Assim que adentrou a grande mansão, por já ter as chaves da tal, pôs se a correr pelos corredores.

No último andar, bem no finalzinho, encontrava-se um escritório. Qualquer um se perderia na grandiosidade da mansão, mas Dellinger não, por já conhecer o local como uma mãe conhece o próprio filho. Adentrou então, o escritório, chutando a porta e arrombando-a.

─ Dellinyan, o que você quer?

Um homem estava deitado na grande mesa de madeira. Sim, deitado, como um desleixado qualquer. Sua aparência era bem cínica e severa, sendo uma pessoa realmente séria. Nenhum sorriso esboçado. Aquele homem realmente não sorria, não tinha motivos para tal. Estava entediado.

Contudo, o que chamava a atenção não era sua frieza, e sim, o que estava fazendo. Deitado na grande mesa, ele punhava uma faca extremamente afiada. E brincava com ela, jogando-a pra cima e deixando cair na direção de seus olhos, afim de realmente parti-los ao meio.

A faca era lançada no sentido vertical. Suas mãos pesadas eram bem habilidosas, fazendo com que sua visão não fosse danificada assim que o objeto pontiagudo corria em direção a ele.

Seus olhos eram enormes, mas sua pupila era o que mais chamava a atenção. Era vermelha como sangue e bem pequena, como se tivesse ficado dilatada permanentemente. Um olhar traumático e extremamente sombrio era o que o definia.

─ Jack, babado! Você não tá entendendo!

─ Hã, quem você acha que eu sou? Não tenho tempo pra você. Some daqui.

A adaga pontiaguda foi jogada para cima! Girando no ar, ela ia descendo em uma velocidade incrível e caía sempre na mesma direção. Em seus olhos vermelhos, pronto para tomar-lhe a visão de uma vez por todas. Mas, por pequenos milímetros, ele conseguia pegá-la no ar antes de finalizar seu destino.

─ Quando eu digo BABADO, é porque é coisa SÉRIA. Você sabe disso! Larga essa droga de fac─

─ CALADO! Como você ousa falar comigo nesse tom de voz? E EU JÁ MANDEI NÃO ME CHAMAR DE JACK!

─ M-Mas eu me acostumei a te chamar de Ja─

─ DELLINYAN. Pela milésima vez, o Jack é o Drake, não eu. MEU NOME É JOHN. John Adams, ao seu bel prazer.

Como é de notar, o misterioso homem tem três manias. Uma delas é a de chamar pessoas por apelidos inventados por ele mesmo, já que sua memória, apesar de perfeita para qualquer outra situação, era terrível para guardar nomes próprios. Ou até mesmo por gostar de apelidar outras pessoas.

─ T-Tá, desculpa. Então John, eu precis─

─ NÃO ME PERTURBE. Eu estou no meu momento de paz. ─ Ele diz isso, arremessando mais uma faca em direção de seu olho.

─ É sério, John! Nós precisamos conver─

─ Não quero ouvir.

─ M-Mas é sér─

─ Não vou ouvir.

─ É import─

─ É sobre o Peter?

─ Não, ma─

─ Então não quero ouvir.

Exatamente. A segunda mania dessa pessoa, é a de interromper os outros. Seu tempo era valioso demais para ouvir qualquer história e sua personalidade, como podem observar, é arrogante demais para tal. Ele simplesmente se importava mais com suas facas que qualquer outra coisa, mas Dellinger não desistiu.

─ É sobre o Law.

Uma palavra. Um nome próprio. Esse foi o motivo para que John se distraísse, deixando a faca vagar pelo ar e acertar diretamente seu olho.

─ Você disse Law?

Porém, a faca acabou errando seu alvo. Por meio milésimo de segundo antes, ele sai de sua mesa e fica em pé. Era um homem bem alto e extremamente forte, apesar de não aparentar, por ter um corpo magro e esguio. Assim que ouvira o nome de Law, seu timbre de voz mudou e ele decidiu ouvir Dellinger.

─ Agora você me ouve, né? É só falar no queridinho... ─ Afirma o loiro, com uma mão em sua cintura e inveja nos olhos.

─ É claro, é o nome do meu bebê. Aconteceu alguma coisa com ele?

─ Ah, não! Você não queria me ouvir antes, também não vai me ouvir agora. ─ Dellinger dá as costas, cruzando o braço e fazendo biquinho para irritar. O homem logo muda sua atitude.

─ Dellinyan, meu amor! ─ Um sorriso apareceu finalmente, abraçando o jovem loiro pelas costas. ─ Não fica assim, não...

─ Ain, não sei, Jack. Eu sou difícil.

─ E se eu colocar Hair, da Lady Gaga?

─ Não, aí você me conquista né. ─ Dellinger logo se vira. ─ Você sabe o meu ponto fraco.

─ Me fala mais do Law... o que tem ele?

─ MENINO, VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR.

─ ME CONTA TUDO.

─ LAW TÁ AQUI NO CIRCO!

E a terceira mania irritante de John Adams, é o fato do timbre de sua voz mudar constantemente. Em uma hora ele falava baixo, com uma voz grossa, e na outra hora, sua voz ficava um pouco mais alta e em tom berrante. Seu humor variava bastante também.

Porém, assim que Dellinger deu sua última palavra, tudo mudou. O homem sério agora não mais existia e, sua personalidade exotificou-se. Seus cabelos vermelhos brilhavam como sangue fresco e um raio tomou conta do local, mais uma vez.

Uma chuva de raios descia por aquela Mansão. O que antes era um homem totalmente frio, agora era um sádico com o maior sorriso que existia! Seu corpo inteiro tremia de felicidade e excitação ao ouvir o nome do médico de cabelos negros e, para comemorar, um grito foi dado.

─ VOCÊ DISSE QUE O JÚNIOR TÁ AQUI?

─ Exatamente!

Ele começou a agir estranho. Sua boca abriu até o limite que o queixo impunha, deixando seu sorriso ir de orelha a orelha. Seus olhos ficaram mais sangrentos ainda e cada vez mais, as pupilas diminuíam de tamanho. Sua voz estava pesada e saia automaticamente, em uma risada sinistra e maquiavélica.

─ Hah... hah.. hah.. haha.. HAHA... HAHAHA.. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA ELE... ELE TÁ AQUI? ELE TÁ MESMO AQUI?

─ É, ele mesmo!

O homem enlouqueceu! Começou a correr pelo escritório como um louco, pulando na cadeira, derrubando ela, voltando a pular na mesa como um macaco sem rumo. Sempre sorrindo sadicamente, derrubando abajures, se pendurando até mesmo na lâmpada do teto.

─ Meu amado... ─ Nesse momento ele estava no teto. ─ MEU AMADO SWEATHEART!!

─ Voltou ao nor─

─ DELLYNYAN!! PÕE A MINHA MÚSICA!

─ Agora!

Em alto e bom som, a música Hair foi colocada. Tanto John como Dellinger saltitavam por aí como duas crianças embriagadas, quebrando todo o escritório, atirando os vasos por todo local e deixando quebrá-los no chão e nas paredes. Os dois cantavam ao mesmo tempo também, dando as mãos e girando por aí.

Sometimes I some raccons..!

Or Red Lights...!

─ DELLINYAN, NÓS PRECISAMOS COMEMORAR!

─ Como?!

─ Vai lá em baixo e chama o Caesar pra mim!

─ T-Tem certeza? É o vigésimo cientista que a gente perd─

─ DELLINYAN! QUEM É A SUA RAINHA?

─ V-Você, ma─

─ VAI LOGO!

E o homem girava, girava para todos os cantos, aguardando a volta do menino loiro junto com o cientista deles. A música não parava e outras também tocavam, todas do mesmo disco da cantora norte americana. Ao mesmo tempo, ele também brincava com sua adaga, jogando-a pra cima e voltando a pegá-la antes que o ferisse.

─ Voltei!

─ O-Oi, Adams, precisa de alg─

O cientista de longos cabelos arroxeados teve sua fala bruscamente interrompida graças a faca de John, que acertou bem na membrana cricotireoidea no pescoço. Quando essa área é atingida, a pessoa não morre imediatamente, apenas passa a respirar pelo buraco formado.

Chama-se Traqueostomia e, por John ser um médico bem talentoso, sabia exatamente onde pegar para que o cientista não morresse. Ao invés disso, sangue jorrava do corpo paralisado de Caesar, que caiu no chão imediatamente. Ele não estava morto, mas estava agonizando bastante com uma poça de sangue o cobrindo.

─ Hahaha, ele fica tão bonitinho gemendo enquanto morre! ─ Comenta Dellinger com uma mão na boca, observando a cena.

Em passos cambaleantes, lentos e desengonçados, John vai até o corpo estirado no tapete de sua Mansão e senta-se em cima dele. Neste momento, ele estava sentado na barriga de Caesar, passando a faca lentamente em seu pescoço, para aterrorizá-lo ainda mais. Ele não falava, mas estava vivo e agonizando em dor e desespero.

─ Então... POR ONDE EU COMEÇO?

Ele pegou sua adaga afiadíssima, levantando seu braço e preparou um ataque, mirando no olho do cientista. Assim que desferiu violentamente, arrancou o globo ocular do resto do corpo, estraçalhando o nervo óptico e observando o órgão em sua faca.

Imagine que você está com um buraco no pescoço, em prantos de desespero, querendo fugir dali em direção a um hospital. Ao mesmo tempo, um maníaco de olhos vermelhos senta em seu colo, com uma faca na mão, arrancando seu olho bem na sua frente. Você sente seu olho sendo perfurado bem na pupila e arrancado do resto do corpo, ficando cego imediatamente e deixando que o sangue jorrasse por seu rosto. Era o que Caesar sentia.

O sangue que criou-se no buraco do cientista jorrava mais ainda, misturando-se com o sangue de seu pescoço. Caesar agonizou em dor e desespero, tossindo sangue até finalmente morrer. O legista não parou por aí, entretanto.

─ Essa sua mania com olho é tão nojenta... ─ Diz, observando tudo.

─ EI, DELLINYAN!!

─ Si─

─ Precisamos comemorar a volta do Júnior! Por que ele tá aqui? Ele sabe de mim? ELE VEIO POR MINHA CAUSA, NÉ? Aaaaahh, ele me ama!

Enquanto proferia palavras aleatórias em um tom super alegre e descontraído, o homem continuava com as facadas. Ele já havia arrancado o outro olho de Caesar, dando ataques agora em sua face inteira, quebrando até seus ossos graças a força sobrenatural. Parte do crânio já estava exposto.

─ Na verdade, ele não sabe de você. Ele ainda acha que você tá morto.

─ ENTÃO É O DESTINO! É o destino querendo que fiquemos juntos, AAHHHH!!

As facadas ficavam cada vez mais violentas, até que o pescoço do cadáver finalmente se quebra. Sangue jorrava para todo canto e a roupa de ambos rapazes já estavam manchadas com o líquido vermelho viscoso, levemente adocicado.

─ Você quer que eu fale de você pra el─

─ SOCORRO! AI MEU DEUS, UMA TRAGÉDIA!!

─ O que houve?!

─ Quebrei minha unha...

Ele olhava para os dedos, com uma melancolia visível. Sua tristeza era tão dramática que faria com que qualquer gatinho sorridente morresse de suicídio. Uma de suas unhas pintadas de preto quebrou graças a faca, que não parou de perfurar o pobre cadáver.

─ Ah, sinto muito! Quer qu─

─ DELLINYAN! ─ Voltou a sorrir mais uma vez.

─ OI.

─ Quer que eu te ensine a esquartejar alguém?

─ Claro!

─ Primeiro você corta a região do tórax. ─ Ele diz, primeiro passando a adaga de forma ardilosa na parte baixa do pescoço, indo com ela até chegar a barriga, tudo em movimentos firmes e fortes. Assim que chegou no umbigo, ele parou. O corpo de Caesar já estava completamente aberto ao meio.

─ Wow, que legal! Eu nunca vi um corpo tão de per─

─ E depois, você afasta a pele, revelando toda a carne e entranhas. ─ Com sua faca mais uma vez, ele rasga toda a pele superior do peito de Caesar, deixando que mais sangue jorrasse em sua cara. Seus óculos e rosto já estavam sujos.

Os órgãos de Caesar estavam completamente expostos! Toda a carne humana que soltava um odor horrendo agora estavam na adaga do homem, que brincava com eles como se fosse uma criança. Ele continuava a dar facadas no corpo morto, pegando as entranhas com as mãos e tirando elas de seu dono original.

Adams começa a pegar os órgãos do cientistas, começando pelo fígado e brincando com ele. Mostrando a Dellinger toda textura, dando facadas na peça afim de abri-la e poder continuar com a exibição pública. Mais sangue jorrava, na cara de ambos que não pareciam se importar. Um mar de sangue cobria o tapete da mansão.

─ DELLINYAN!! VAMOS SER FELIZES!!

─ Claro, claro, sempre!

─ Olha só meu novo colar!!

Abrindo o corpo do pobre um pouco mais, Adams finalmente segura o intestino delgado, retirando ele completamente. Uma curiosidade é que, assim que este órgão específico é aberto, ele mede incríveis nove metros, aproximadamente.

Os dois começaram a fazer todo tipo de brincadeira. Usavam como corda de pular, de puxar e ficavam correndo por aí levanto o novo "colar" para tudo que é canto. Não se importavam com o sangue e nem com o cheiro do morto, isso tudo só vos dava mais vontade de continuar! Ao som de Lady Gaga, é claro.

─ AIN, NEM ACREDITO QUE O JÚNIOR VOLTOU PRA MIM!!

─ Nem te conto, ele tá com boy novo! Dá pra acreditar? Toda hora um!

─ NÃO!!!

─ SIM!!!

─ NÃO! Sério mesmo, outro ruivo?

─ Um moreno dessa vez.

─ MAS QUE BAFO!! E o que o meu coraçãozinho veio fazer aqui, se ele não sabe de mim?

─ Sei lá, vai saber! Eu nem sabia que ele tava solto!

─ AAH, EU SEI COMO ELE FUGIU DA PRISÃO!! Aquela viciosa tem seus truques, é totalmente ESCÂNDALO!

─ V-Você acha que ele aquedou o alibã?

─ NÃO AFIRMEI NADA! Só sei que ele faz um CLOSE tão digno quanto a própria Roberta!

─ Ele continua o mesmo. Emo como sempre! Só não tem mais aquele ruivinho que ficava seguindo ele pra lá e pra cá.

─ AH, NÃO!! O LEÃOZINHO SE FOI?

─ Parece qu─

─ EI, DELLINYAN!!

─ Q-Qu─

─ EU TIVE A MELHOR IDEIA DO MUNDO!

─ Qual?

─ VAMOS NADAR PELADOS NO SANGUE DESTE CARA!

─ Yaaaay!

Tiraram suas roupas ensanguentadas, até a cueca, para finalmente usarem seus corpos para aproveitar melhor a situação. A pele de ambos rapazes estava vermelha graças as brincadeiras macabras, principalmente a de Adams, que fez questão de ficar cavando o peito aberto de Caesar, tal como um cachorro em meio à lama.

─ Heeey, Deelinyaan...!

─ Sim?

─ Vamos brincar! Vai lá em baixo e pega a minha boneca!

─ Opa, as coisas vão ficar div─

─ AGORA. VAI!

─ Tô indo!

Deixando o homem sozinho, Dellinger foi buscar o que ele pediu. Enquanto isso, Adams continuava deitando e rolando no cadáver de Caesar, brincando de fazer 'anjinho' como se estivesse na neve. Porém, ao invés de gelo, eram tripas, órgãos estiraçados e mais sangue ainda. Tudo misturado ao seu cabelo vermelho e música da Lady Gaga.

─ MEU CORAÇÃOZINHO VOLTOU!! ─ Ele abocanha o fígado, brincando como um cachorro pegando seu osso.

─ Aaah, que dia feliz pra ser a incrível e maravilhosa, EU!! ─ Ele tira o órgão da boca, voltando a rolar por aí.

─ JÚNIOR, meu amado Sweatheart! ─ Ele dramatiza, segurando o crânio de Caesar como Shakespeare.

E a chuva de raios só caía, cada vez mais estrondosa! O barulho da chuva também apertava, já que o temporal cobria totalmente o clima. Em cada raio disparado, o sorriso do homem psicótico aumentava de tamanho. Porém, nada ficou tão grandes antes que Dellinger retornassem com sua boneca.

─ Aqui! Essa serve?

─ PERFEITA! LINDÍSSIMA, DESLUMBRANTE, ENCANTADORA!!

Se tratava de uma garotinha de 1,45m de altura. Seus olhos estavam totalmente hipnotizados e sua pupila quase não aparecia. Estava respirando de fato, porém tão drogada que mal podia aguentar-se em pé. Ela tinha consciência. Ela sabia que estava ali. Ela via John e Dellinger. Ela os sentia, só não podia mexer-se. Estava aprisionada dentro de si.

Música — Hypno' s Lullaby

Venha criança, venha pra mim... ─ Com sua voz adocicada e suave, ele dirigia-se até a criança em movimentos cambaleantes, porém hesitantes, cantado para ela.

Segura e feliz você está... ─ Aproximando-se finalmente por trás, ainda com gestos de extrema doçura e delicadeza, ele brincava com as madeixas morenas da jovem de nove anos.

Longe da sua casa... vamos correr... ─ O gesto fazia ela adormecer mais ainda. Dellinger só observava, encantado pela voz melodiosa e rouca ao mesmo tempo.

Oh, criancinha, por favor, não chore... ─ Deslizando um de seus polegares, ele percorria os olhos abertos até a bochecha, tudo para acalmá-la. A criança não mexia-se, mas sentia tudo.

Seja livre para se divertir, seja livre para brincar... ─ Sua unha negra afiada passava pelo doce pescoço da garotinha, sentindo sua maciez profunda. Sua voz afável estava melodramática.

Oh criancinha, por favor, não se contorça... ─ As mãos leves desceram de seu pescoço, indo até seus ombros. Ele estava agachado por detrás dela, sentindo seus cabelos encaracolados.

As cordas, eu sei, vão te segurar firme... ─ Cada vez sua voz ficava mais leve, um tanto rouca, altamente sedutora e hipnotizante. Dellinger estava com um pouco de sono.

Agora olhe para mim, o pendente te chama... ─ Ela usava um pequeno vestidinho, tal como uma verdadeira boneca. Com flores e cupcakes. A curta e fina manga descia por seu ombro, junto com o dedo de Adams.

Para trás e para frente, suas pálpebras caem... ─ Com todo cuidado para não assustá-la e fazer com que a doce garotinha acorde do coma induzido, ele abaixa a parte superior do vestido. Ela só sentia uma nuvem macia a despindo.

Oh, criancinha, você não pode sair... ─ Sua bela voz fica um pouco mais rouca, hipnotizante. Seus olhos vermelhos brilhavam junto com os raios da gélida tempestade e da ventania que fazia as cortinas do quarto estremecer. Uma alma penosa invadiu o local, levanto gritos de desespero. Ela não foi ouvida.

Por você, sua família sofrerá... ─ Cada vez mais rouca a voz ficava, apesar de ainda estar baixa e melodiosa. Sua boca, confesso, tremia um pouco também apesar da canção sair intacta. Um pouco mais do vestido fora abaixado.

A mente deles irá desvendar as costuras... ─ Suas mãos ardilosas e pesadas estavam na cintura da garotinha, que já estava sem seu vestido de rendinhas com cores finas. Somente uma calcinha infantil branca ela portava.

Permitindo-me assombrar o sonho deles... ─ Com ela despida, Adams sente o odor púbere da linda menina através de seu pescoço liso. Ele começa a limpar a adaga com a mão, sem se importar com os cortes que fazia em si mesmo por acidente.

Não chore, não esperneie... ─ Sua adaga já estava limpa para não manchar a doce pele branca da pequena. Sua voz estava gritante de tão rouca, apesar de soar baixa e hipnotizante. Um tom sofisticadamente perverso.

É hora de você ir dormir... ─ Ele aponta, cuidadosamente, a adaga para o pescoço da pobre menina, que ainda observava tudo sem se mexer. Ela simplesmente sentia como se fosse seu pai cantando uma canção de ninar, inocentemente.

Oh, criancinha, você não foi esperta. ─ O tom de voz é mudado, para o tom natural. Um sorriso sádico abre-se no rosto do assassino. A garota consegue sentir um arrepio e seu corpo treme de medo. Ela desperta, tentando fugir de si mesma. Ela falha.

Agora você ficará comigo para sempre.

Ele, enfim, rasga o pescoço da pequena garotinha, manchando novamente todo seu chão e as roupas dela com a vermelhidão do sangue. A menina não caí, ela continua em pé graças as mãos do médico pravo, que seguravam firmemente seu corpo morto. Nenhum grito foi dado. Ela não sentiu dor. Ela não sabe que morreu. Ela não sabe que viveu.

─ Caramba... isso foi muito louco... ─ Dellinger acorda. Ele havia entrado em transe por um curto período de tempo.

─ Gostou? Era essa canção de ninar que eu cantava pro Júnior quando ele era bebê.

Mas não, ele não matava sem motivos. Havia um motivo secreto para ele cometer tal atrocidade contra crianças. Adams, vendo o pescoço da pobre menina sangrando, leva sua língua afiada até o local e começa a lamber o sangue, chupando-o vigorosamente. Tal como um vampiro.

─ Jack, você tá parecendo o Edward! Hahahaha.

─ Dellinyan, não atrapalhe o meu momento...

Enquanto lambia o sangue jorrado do pescoço, Adams percorreu, ainda por detrás da garotinha, todo o seu peito com a adaga mais uma vez, abrindo ela ao meio. Em seguida, ele dispôs-se a ficar na frente dela, chupando seu corpo desnudo e púbere, sentindo o doce sangue juvenil em sua boca.

─ Já terminou?

─ Terminei. ─ Ele simplesmente limpa a sua boca com os dedos, lambendo-os posteriormente. Seu sorriso sádico não diminuiu em hora nenhuma e sua loucura cada vez ficava mais e mais chamativa. A garota caiu no chão como um nada.

─ E vai fazer o que sobre o Law? O mérito do trabalho é dele também.

─ O mérito é todo e completo do meu querido coraçãozinho, sem ele isso não seria possível. Eu não o vejo desde a época do Loiro Magia, então nem imagino o quanto ele deve ter crescido!

─ Eu vou chamá-lo pra cá! Nós faremos um trio! Hihihi.

─ Não! Não o chame. Não agora. Ainda não é hora de nos encontrarmos. Ainda está muito cedo. Nós precisamos marcar isso com mais calma. Eu não estou preparado. EU NÃO ESTOU. DELLINYAN. Você não consegue perceber isso?

─ Perceber o q─

─ É O DESTINO! É O DESTINO, DELLINYAN!!!

─ Dest─

─ DESTINOOOO!!!!! O DESTINO CLAMOU PARA QUE NOS ENCONTRÁSSEMOS!!

─ Sim, mas agora que vo─

─ VOCÊ NÃO PERCEBE? É isso! É tudo um sinal!!!

─ Sin─

─ SINAL DOS CÉUS!! Ele teve que morrer pra essa pesquisa, MAS NÃO SERÁ EM VÃO!!

─ Eu sei, mas o La─

─ O JÚNIOR VIR ATÉ MIM. Nessa hora, nessa data, nesse dia. Isso tudo não é estranho? COINCIDÊNCIA DEMAIS!

─ Deixa eu fal─

─ COMO EU SENTI FALTA DESSE GAROTO!! DURMO PENSANDO NELE TODO DIA!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!

─ Eu sei, mas voc─

─ VENHA PRA MIM...

─ Deixa eu falar, que coi─

─ … MEU AMADO... Sweatheart...

(…)

Enquanto tudo isso acontecia, Law e Luffy ainda estavam na mesma situação do começo. O garoto estava sentado no colo do mais velho, recebendo beijos, carinhos, mordidas e chupões por toda extensão de seu pescoço. Seus gemidos saiam automaticamente, graças aos toques do companheiro.

Trafalgar estava retirando o tecido vermelho que cobria o peito de seu amado, que estava retirando seu moletom ao mesmo tempo. Ambos tentando se separar do beijo o menos possível, só para sentir os lábios uns dos outros. O doce toque amargo e doce ao mesmo tempo.

Luffy também sentia as mãos dele em sua cintura, mexendo-o em cima de seu volume, tudo para excitar o mais velho rapidamente. E efetivamente. O garoto põe seus lábios no ouvido do outro, sussurrando para ele enquanto se mexia no membro rígido coberto pela calça.

Torao... aahn...

─ Luffy... ─ Ele retribuía, pondo suas mãos por debaixo da bermuda jeans do outro, sentindo suas curvas macias e altamente provocadoras. Não tinham pressa, já que pretendiam matar a saudade um do outro bem lentamente. Aproveitar o momento por completo ao lado da pessoa amada.

O mais velho segura as madeixas negras do companheiro, trazendo seu rosto para mais perto de si e os movimentos com a cintura só ficavam mais rápidos. Os lábios de Law desceram pelo pescoço do jovem, indo até seu peito e dando beijos mais sedutores e quentes.

─ Aahn... ─ Este, segurava as costas do mais velho quase o arranhando, graças a incrível sensação que ele despertava em seu corpo. Luffy já estava quase despido, graças as mãos do maior em sua calça.

E sentindo todo esse clima de luxúria misturado ao sadismo da noite de luar, mais um raio é ouvido. A tempestade caía mais rápida e forte, deixando até os vizinhos assustados. O vento surrava com uma força descomunal, mas tudo isso só aumentava o apetite sexual daqueles dois...

… Até que o inevitável, acontece...

─ AIIHNM...! ─ Law sente um arrepio correndo sua espinha! Ele dá um pequeno grito de susto, misturado com medo e assombração. Sem nem perceber, ele joga o garoto do chapéu de palha para longe de si, do outro lado da cama.

─ O-O que houve?! ─ É claro, Luffy fica completamente aterrorizado. Ele via Trafalgar bem pálido, com os olhos quase saltando e tremendo como um gatinho assustado. Law se abraçava, frisando seus braços para livrar-se de algo.

─ E-E-Ele voltou... ─ Parecia ter visto um fantasma. Estava hipnotizado, sem nem perceber o que havia feito ou sequer o motivo. O arrepio, entretanto, passou.

─ E-Ele quem? Foi alguma coisa que eu fiz?

─ Ahn? ─ Trafalgar volta a si. Não se lembrando de nada deste curto período.

─ V-Você tá bem?

─ Luffy, o que aconteceu? Você tá pálido. Viu algum fantasma?

─ Eu é que te pergunto! O que foi isso?

─ Isso o quê?

─ Você me jogou pra longe e ficou se tremendo!

─ Oi? Luffy, você tá bem? Eu posso te dar uma água com açúcar se quiser.

─ Eu? Você é que agiu como um louco! Eu fiquei preocupado, nunca mais faça isso. Seu estranho.

─ Mas do que diabos você tá falando? ─ Law volta a pegar o garoto, abraçando ele e dando-lhe um beijo. ─ E não fuja de mim.

─ V-Você me assusta...

─ Esquece isso, eu tenho coisas mais importantes para fazer agora.

Trafalgar Law P.O.V

Não sei o que diabos deu no Luffy, mas não é isso que vai me impedir de ficar com ele. De impedimento já basta o totó roubando meu lugar na casa. Não demorou muito, logo joguei-o na cama e fiquei por cima dele, calando sua boca com beijos e mais chupões, direcionados em seu pescoço. Ele logo enroscou seus braços nas minhas costas para nos aproximar.

Direcionei meus beijos mais para baixo, percorrendo toda extensão de seu corpo até chegar a cintura, onde abaixei finalmente sua bermuda junto com a cueca e pude observar bem de perto a beleza do garoto desnudo. Na minha humilde opinião, ele deveria parar de usar roupas pra sempre.

Dei lambidas em seu membro já enrijecido antes de colocá-lo por completo na boca, observando lá debaixo o rostinho corado e os gemidos quentes e abafados que Luffy soltara, enquanto colocava suas mãos no meu cabelo para sentir os movimentos de chupada que eu dava nele. Seu gostinho salgado que eu adorava tanto sentir já estava completamente impregnado em minha boca.

Subi com meu corpo até chegar aos lábios dele, dando-lhe um beijo molhado e sentindo a temperatura elevada de nossas bocas juntas. Um filete de saliva nos ligava quando nos separamos e eu pus me a virar na cama, deixando Luffy em cima de mim.

Ele me olhava com o jeito provocador de sempre. Aquele rosto, desde que nos conhecemos, me seduzia de uma forma indescritível. O poder que esses grandes olhos castanhos tinham sobre mim era imensurável, junto com o seu sorriso, que me acalmava e me excitava ao mesmo tempo. Tudo isso sobre o clima do céu, que rugia em uma noite tempestuosa. Raios e mais raios caiam para iluminar nossos corpos na grande tenda proibida.

Luffy deitou em cima de mim ao contrário, em posição de meia-nove. Seu rosto estava virado para minha calça, que era aberta por suas pequenas mãos habilidosas e logo foi abaixada completamente. Tudo o que senti foi sua boca macia e molhada em meu membro, me chupando do jeito que eu gostava. E ele sabia de tudo isso. Sabia do poder enlouquecedor que tinha sobre mim e tirava proveito disso.

Eu, ao contrário, tinha uma visão um pouco mais privilegiada. Seus quadris estavam virados em direção ao meu rosto e minhas mãos o tocavam, deixando marcas vermelhas de tanto apertar as suas curvas, coisa que era viciante demais. Não demorou muito, quando dei-me conta de mim já estava mordendo e dando chupões naquela bunda deliciosa, pouco antes de finalmente ir com minha língua em sua entrada e chupá-lo de vez.

Percebi que já estava totalmente lubrificado e ele também teve a mesma impressão, então logo parou o que estava fazendo para vir em minha direção. Senti seus beijos novamente, mais salgados dessa vez e puxeis seus cabelos negros para nunca mais me separar de seus lábios. Não demorou muito, eu já tinha o virado na cama novamente e pude deitar em cima dele.

Suas pernas enroscaram-se nas minhas costas e ele me abraçava, me mostrando seu rosto de extrema luxúria e vermelhidão. Seus gemidos já estavam saindo lentamente, mas assim que eu finalmente o penetrei, pude ter o deslumbre de ouvi-los mais alto ainda. Luffy me abraçava e me trazia para mais perto ainda, até conseguir gemer na altura de meus ouvidos.

No momento, nós estávamos pouco nos fudendo pro fato de estarmos transando como animais em um circo infantil. Se os donos da barraca voltassem, se por acaso alguém viesse para nos atrapalhar ou alguma criança perdida, por ventura, ouvisse nossos gemidos. Todos esses pensamentos chatos eram abafados por nossas vozes e pelas trovoadas do local. Tudo o que importava era o nosso prazer mútuo.

─ Luffy..! Aaahhn...!

─ AAaahhh.. Torao...!

Assim que finalmente chegamos juntos ao ápice, senti ele gozando e o líquido jorrou em nossas barrigas, sujando-nos completamente com o líquido branco e viscoso. Ao mesmo tempo, gozei dentro dele, para sentir nossos corpos interligados.

─ Luffy... ─ Chamei-o para perto de mim e ele logo se deitou ao meu lado, em forma de conchinha. O bom de estarmos em uma cama de solteiro é justamente esse: não precisamos de desculpas para ficarmos terrivelmente próximos um do outro.

Trafalgar P.O.V off

Enquanto estavam na aproximação total, Law dava pequenos beijos nos cabelos negros do garoto, que era abraçado em forma de conchinha. Ambos estavam totalmente aconchegantes naquela posição, podendo dormir a qualquer momento graças ao clima do céu e a chuva, que dava mais sono ainda. Até que...

─ Bom, é isso. Vamos embora.

… Luffy simplesmente senta-se na cama, sem mais nem menos, colocando suas roupas como se não tivesse acontecido nada ali, ignorando completamente o mais velho. Law, por outro lado, já estava acostumado com a atitude do companheiro, mas reclamou mesmo assim.

─ Ah não... fica mais um pouco...

─ Eu não, tá quase de noite já. Eu preciso voltar pro meu quarto antes que alguém suspeite de algo. Você precisa fazer o mesmo.

─ Bom, infelizmente a sua pressa não vai adiantar em nada. Ainda estamos presos aqui, lembra?

─ Ah, eu tenho as chaves da tenda.

─ Oi? Desde quando você tem isso?

─ Eu achei elas no armário mais cedo.

─ Se você tinha as chaves, por que você fingiu estarmos trancados aqui?!

─ Porque me deu vontade de ficar aqui, então eu decidi fingir que estávamos trancados.

─ Hã? Ei, essa é uma coisa que geralmente EU faria, não você!

─ Que foi, não gostou?

─ Claro que gostei. ─ Law se levanta e vai abraçar o garoto por trás, dando beijos em seu pescoço. ─ Inclusive eu tô com vontade de quebrar essas chaves e te trancar aqui de vez...

─ Não vai acontecer de novo, Torao. Agora vamos embora, nós já perdemos o jantar então eu preciso ir pro quarto antes que o Peter ache o meu estoque secreto de presunto.

(…)

Deixando a tenda secreta de lado, os dois rapazes finalmente saíram debaixo da chuva e das trovoadas. Nos bolsos de Trafalgar, ele tinha o pote de veneno que havia encontrado mais cedo e seu anel de ouro maciço, o qual tinha pesadelos só de relembrar a história por trás dele.

─ LUFFY!

Assim que chegou em seu quarto, Luffy deparou-se com uma visão um pouco diferente. Era Peter, totalmente debaixo das cobertas e tremendo igual a um cachorro assustado com as duas mãos nos ouvidos e uma pele totalmente pálida, como se tivesse visto um fantasma. Uma verdadeira criança apavorada.

─ Peter, o que houve?! ─ Assim que o garoto do chapéu de palha chegou, o jovem ruivo foi em sua direção, abraçando-o bem forte. Sua voz estava quebrada em pavor e até lágrimas escorriam de seus olhos.

─ D-Desculpa por isso...

─ Me diz, aconteceu alguma coi─

─ Eu tenho medo de tempestades! ─ Ele estava tão aflito que acabou interrompendo o garoto, que o abraçava na tentativa de acalmá-lo.

─ Por que você não me contou antes? Eu teria vindo mais cedo.

─ E-Eu não queria que vocês soubessem, principalmente o Torao. Tempestade é a única coisa nesse mundo que eu tenho medo.

─ Não precisa esconder esse tipo de coisa, é normal ter alguns medos.

─ Mas não é pela tempestade em si. É que os meus ouvidos são muito sensíveis e também... ─ Ele começa a apertar o abraço mais forte, quase rasgando a camisa de Luffy e chorando mais abertamente ao se lembrar de algo.

─ O que foi? Me diz! ─ Luffy preocupa-se imediatamente.

─ É que, desde que eu era pequeno, sempre que tem uma chuva de raios eu ouço uma voz na minha cabeça. Ela fica me aterrorizando e é horrível, ela é muito alta!

─ Voz? E o que essa voz diz?

─ Ela não fala, ela canta. É como se fosse uma canção de ninar, só que no volume máximo e com pessoas gritando em volta. Eu consigo ver algumas imagens também, de pessoas sendo dilaceradas e tendo seus órgãos esmagados por uma mão humana.

─ E-E-Ei, assim você me assusta...

─ Luffy, eu não quero ficar sozinho. Eu não gosto de ficar sozinho...

─ N-Não se preocupa, eu vou ficar com você.

(…)

Já do outro lado do circo, chegando encharcado em seu quarto graças a odiosa chuva que não cessava nunca, Trafalgar deparou-se com seu parceiro, que também estava bem aflito. Não graças ao clima mórbido, e sim por uma questão mais pessoal.

─ Oi, Penguin, Eu─

─ Law-nii! Por que você mentiu pra mim?

─ Como assim, do que você tá falando?

─ Você não me contou que tava namorando! Isso é sério mesmo?

Notas finais
Haa, enganei vocês! Vocês achou que fosse outra pessoa, mas sou eu, o TIRIRICA! nn Considerações Finais sobre o pai do Peter. Essa RAINHA que apareceu aí é baseada em John Bodkin Adams, um médico serial killer da Inglaterra. (Todos os médicos psicopatas da vida real são britânicos, por incrível que pareça) O curioso é que ele foi acusado de matar 163 pacientes e nunca foi preso. Ele também é inspirado no Grell, de Kuroshitsuji. (Nossa, ninguém percebeu isso, imagina) um mangá original da nossa querida Yana Trollboso. Todos os apelidos que ele dará pro Law, com exceção de 'Junior' são baseado em corações. Por isso eu usei o inglês Sweatheart, que significa 'querido'. Ah sim, sua primeira aparição foi no Bônus - Dias da Prisão (não viu quem não quis u-u). Este capítulo, na verdade, serviu inteiro para o Arco Circus, não sei se vocês perceberam. Hm... acho que é isso. Agora me digam... COMO TEVE GENTE ACHANDO QUE ERA O KID? O guri tinha 17 anos na época em que o Peter nasceu, e também é o cara mais gay da fic! O_O (Perdão, Law, todos sabemos a verdade) Hahaha, brincadeira. Levem na esportiva!! O que acharam desse capítulo? Foi a primeira vez que eu escrevo um Gore (= Acho que foi isso. Bom, tchau! Bejokas ~