Policial Sujo

43 Paixão cruel, sádica e doentia


Trafalgar P.O.V

— Nem dá pra acreditar que isso é real.

Eu estava em pé, olhando para minha frente e vendo apenas Luffy deitado, sem camisa, com os punhos presos na cabeceira da cama por uma algema. Só estávamos nos dois no quarto e ele se encontrava com uma face calma e um pouco chapada, pelos remédios que eu havia dado anteriormente.

— Torao…

— Eu senti tanto a sua falta, Luffy.

Não queria mais perder tempo. Tirei o manto que eu usava, ficando de peito nu e indo em sua direção, olhando em seus grandes olhos castanhos. Subi na cama o mais rápido que conseguia e fiquei o olhando, cada vez mais de perto.

— Eu também senti a sua falta…

— Luffy… – Logo, estava deitado em cima dele. Fechei seus olhos, para seu aroma ficar mais intensificado ainda e eu pudesse senti-lo mais próximo.

— Por que você tinha feito aquilo antes..?

— Isso não importa agora, só… – Deitei meu rosto, indo com meus lábios até seu pescoço. – Me deixa te amar como antes.

Dei um beijo no espaço entre sua orelha e seu pescoço, bem de leve, fazendo com que ele se arrepiasse assim como eu. O cheiro de Luffy era o mesmo de um ano atrás, o cheiro que eu sentia falta, e achei que nunca mais iria poder sentir.

Eu te amo tanto… — Sussurrei, dando ainda mais beijos de leve. Ele não podia se mexer direito graças às algemas em seu punho. — Desculpa ter demorado tanto pra dizer isso de novo.

Percebi que ele ainda estava um pouco tonto pelo remédio que eu tinha dado. Que droga… mas seu corpo estava tão quente e gostoso, Luffy tinha a respiração bem forte aquele momento, queria sentir seu abraço, mas era difícil com essas algemas.

— Tira isso de mim… tá machucando. – Ele me disse, mexendo um pouco os punhos.

— Onde aquele idiota tinha dito que tinha botado as chaves..?

Olhei para o lado e estavam no lugar mais óbvio: na mesinha à direita da cama. Peguei-as e logo soltei Luffy, que não hesitou em abraçar minhas costas bem fortes. Retribui, segurando em seus braços e o olhando bem de perto.

— Agora sim, muito melhor. – Ele me disse, com um leve sorriso.

— Também acho.

Me virei na cama e agora estávamos um de frente para o outro, deitados de lado. Ele apoiava uma mão em minha cintura e eu apoiava uma das minhas na dele, sentindo sua pele tão macia quanto eu me recordava. Talvez até mais. Comecei a fechar meus olhos, para sentir o momento ainda de forma mais profunda.

E ele fez o mesmo. Logo, nossos rostos foram se aproximando naturalmente e nossos lábios foram tocando-se devagar, até nossas bocas estarem abertas e unidas em um beijo. Um beijo gostoso que parecia ser o primeiro, e talvez o melhor que já tive em minha vida.

Sua língua doce tocava na minha e trocávamos movimentos no mesmo ritmo, devagar porém intenso, provando cada parte interna da boca um do outro com direito à alguns chupões.

Desci minhas mãos enquanto o beijava, passeando por seu corpo com elas, tocando tanto suas costas como seus quadris e fazendo carícias. Luffy fez o mesmo comigo e parecia que estávamos em um abraço forte, querendo nunca mais nos soltar.

Coloquei uma das mãos por debaixo de sua bermuda e cueca, trazendo a perna dele até mim e a deitando em meu corpo. Segurei bem forte suas coxas e estava bem mais próximo, conseguindo sentir seu cheiro cada vez mais.

Primeiro dei algumas mordidas no canto inferior do lábio avermelhado dele, mas logo deitei meu rosto próximo a seus ouvidos e comecei a beijar seu pescoço enquanto acariciava sua coxa e quadris. Ele me abraçou pelas costas e senti sua respiração ficando pesada junto com as batidas do coração, provavelmente ainda pelas drogas.

Sua bermuda e cueca já estavam baixas graças às minhas mãos que invadiam seu corpo por debaixo das roupas. Dei fortes mordidas por seu pescoço, mas sem deixar marcas para evitar problemas, e também elevei minha mãos até sua bunda, pressionando um dos dedos contra sua entrada.

Ele arranhou um pouco das minhas costas ao sentir, estando arrepiado. Voltei a beijá-lo nos lábios e continuei a brincar devagar com sua entrada, entrando devagar com a ponta do dedo. Fiquei levemente excitado e o corpo de Luffy já estava bem quente.

Subi por cima do garoto e novamente coloquei minhas mãos em suas coxas, fazendo suas pernas me abraçarem. Ele segurou em meus cabelos e comecei a beijá-lo no pescoço, descendo até o começo do peito e tocando seus mamilos com os dedos.

Fui indo com meu rosto até chegar a vez de meus lábios encontrarem seus mamilos. Rodopiei minha língua em um deles e dei algumas chupadas; Luffy ficou ainda mais arrepiado e puxou um pouco meu cabelo, como se estivesse sentindo cócegas.

— A-Ahn… Torao… – Ele soltou um pequeno gemido enquanto chupava seus mamilos, então redirecionei meu olhar para ele enquanto o fazia. Luffy estava com uma face extremamente vermelha e receptiva.

— Luffy… como eu tinha esquecido de como você era gostoso…

Fui com minha boca para o outro mamilo, fazendo o mesmo, porém, desci também uma de minhas mãos e me dirigi ao encontro de seu volume ainda por cima da bermuda, já estava semi rígido. O apalpei, masturbando-o enquanto lambia seu mamilo, provocando-lhe ainda mais gemidos.

Friccionei minha mão em seu membro, fazendo força contra o pano da bermuda que o cobria para que ele sentisse o toque mais forte, o que funcionou. Dava para ver que Luffy estava bem arrepiado e excitado, chegava até a suar graças à temperatura elevada do corpo. Seus mamilos também ficaram mais durinhos e gostosos de chupar.

Comecei a beijar mais seu corpo, descendo ao final do peito e começo da barriga até chegar próximo a seu umbigo. O olhei lá debaixo e conseguia ver seu rosto bem vermelho e ofegante. Seus olhos estavam fechados, mas se abriram para me olhar. Lancei um pequeno sorriso e prossegui o beijando, abaixando sua bermuda junto com a cueca.

Segurei em suas pernas já despidas e fiquei à frente de seu membro, bem perto, que já se encontrava rígido e duro. O segurei, levando meus lábios até o espaço entre o corpo e os testículos, sentindo o aroma salgado de Luffy e seu gosto, dando pequenos beijos molhados e segurando sua pele com os lábios.

— H-Hnm… – Ele abafou os ínfimos barulhos que sua boca fazia com a mão, mas era tão incrivelmente gostoso e provocante sentir seu cheiro tão de perto que continuei dando mais beijos ao redor.

— Gostoso… – Também lambi a extensão do membro por todo seu redor, até chegar com a língua em sua glande. Usei bastante saliva e Luffy ficou bem arrepiado, chegando até a soltar um longo gemido.

Ele estava bem quente e latejante; era fácil deslizar com a boca por toda sua ereção. Fechei bem meus lábios para que seu membro ficasse bem apertado dentro de minha boca e usei a língua para contorná-lo. Luffy reagiu, colocando uma das mãos em meu cabelo.

Por quanto o chupava, elevei uma das minhas até minha calça, me masturbando ao mesmo tempo. Continuei fazendo movimentos circulares com a língua e seus gemidos saíam automaticamente, bem sufocados e pesados. A droga fazia com que seu corpo se excitasse mais rápido e ficasse impossível não responder a quaisquer estímulos.

Subi rápido meu corpo em direção e seus lábios e logo tomei sua boca, pegando sua língua com a minha em rápidos movimentos. Ele novamente abraçou meu pescoço e eu abracei seu corpo, o beijando bem rápido e intensamente.

Viramos na cama, rolando juntos e trocando abraços apertados, até ele parar deitado em cima de mim. Meu membro já havia saído da cueca, inclusive, depois de tantos movimentos. Separamos nosso beijo finalmente e Luffy virou, indo com o rosto até minha calça e ficando de costas pra mim, em formato de meia nove.

Abaixou minha calça junto com a cueca e se apoiou em minhas pernas, colocando meu membro em sua boca. Logo senti meu corpo todo arrepiando e uma sensação forte percorreu toda minha espinha, como se eu tivesse tido um orgasmo instantâneo depois de tanto tempo sem senti-lo. Mas não o deixei sozinho, também elevei seus quadris até meu rosto, chupando sua entrada.

Luffy P.O.V

Antes eu não conseguia me mexer direito, meu corpo parecia não responder, mas eu estava bem excitado. Sentia o meu coração pulando do meu peito quase saindo pela boca, acho que por causa do que eu havia tomado antes, mas agora já tinha melhorado, apesar de eu estar suando bastante.

Abaixei a calça junto com a cueca do Torao e peguei seu membro já bem duro com a boca. Saía bastante saliva dos meus lábios e os pelos de suas pernas estavam bem arrepiados, eu mal lembrava de como ele poderia ser tão gostoso.

Dava pra sentir bem seu cheiro enquanto eu fazia movimentos circulares com a língua e mexia meu rosto em vai-e-vem, deixando sua ereção entrar em minha boca cada vez mais fundo. Senti também Torao colocando dois de seus dedos molhados dentro de mim.

Continuei o chupando e comecei a ouvir alguns gemidos saindo de seus lábios. Dava pra ver também, de onde eu estava, seus pés se contorcendo por ele estar arrepiado, o que me deixou mais excitado ainda, então continuei.

Desci mais minha coluna e levantei meus quadris para que ele conseguisse penetrar com os dedos mais fácil. Deitei meu rosto em sua virilha, lambendo o corpo de seu membro e o começo dos testículos, dando pra sentir seu cheiro mais forte ainda.

— Ahn..nm.. hnm..

Seus dedos me penetravam de modo mais veloz, mal conseguia me concentrar em chupá-lo por meus gemidos começarem a sair bem rápido. Meu corpo estava muito sensível, qualquer toque parecia três vezes mais forte.

Trafalgar P.O.V

Como ele era gostoso… principalmente seus gemidos abafados e quentes, tudo era muito excitante. Retirei meus dedos de dentro de seu corpo e trouxe ele de volta para mim, beijando seus lábios novamente e tocando em sua bunda.

Virei ele de costas e fiquei por cima dele, roçando meu membro em sua entrada enquanto mordia e dava alguns beijos em sua nuca. Luffy segurava os lençóis com força, deixando sua voz sair naturalmente e de modo gritante.

Fui fazendo movimentos imitando a penetração. Ainda estva fora dele, mas conseguia sentir sua pele e imaginar-me dentro perfeitamente. Fui mordendo o lóbulo de sua orelha, sussurrando alguns gemidos perto de seus ouvidos.

Ahnm… como você é delicioso, Luffy…

— Aah… – Ele retribuía os gemidos, já bem excitado.

Tantas saudades de você… do seu corpo…

— Torao…

Eu quero logo entrar em você.. Luffy… – Disse, ainda roçando em sua entrada.

— Pode vir… eu quero sentir você em mim como antes, Torao…

Vira de frente pra mim?

Ele me obedeceu e se virou, abraçando meu pescoço. Dei mais um longo beijo nele enquanto pegava suas pernas e as afastava, fazendo-as se entrelaçarem em minhas costas e me dando espaço para penetrá-lo. Segurei em meu membro e o puis na altura do ânus de Luffy.

Fui entrando devagar, até estar totalmente dentro de seu corpo. Na mesma hora, o mesmo arrepio surgiu, vinte vezes mais intenso e eu não resisti, minha voz saiu automaticamente.

— Aaaahhnn..! Luffy… – Caí em seu corpo, estando dentro dele e sentindo um calor incrível me invadindo.

— Aaahhn…! A-Ahnm… hmn..

Seus gemidos saíram junto com os meus, gritantes e quentes. Estávamos bem suados e ele arranhava minhas costas, então comecei a me movimentar dentro dele, primeiro de modo lento e devagar, sentindo todos os espaços internos de seu corpo.

Levantei um pouco meu corpo para conseguir penetrá-lo mais fundo e Luffy agarrava o travesseiro onde estava deitado, gemendo de olhos fechados, somente sentindo meu membro o invadindo cada vez mais duro e forte.

Segurei bem suas coxas e afastei ainda mais suas pernas, colocando-o um pouco de lado. Fui aumentando a velocidade, mas aos poucos, para que o prazer durasse bastante. Também era ótimo ver seu rosto quente e vermelho de orgasmo.

— Ahn.. meu gostoso… – Olhei para cima enquanto o penetrava, imaginando como era bom e também como eu havia conseguido ficar tango tempo sem vê-lo. Um inferno.

Depois, o virei de costas para mim e forcei suas costas, deixando a coluna de Luffy bem empinada. Cuspi em minhas mãos e usei os dedos para lubrificá-lo mais um pouco antes de entrar de novo. Puxei seus cabelos e entrei, socando mais forte dessa vez.

— Aaarhn..! – O que o fez soltar um longo gemido.

Comecei a penetrá-lo de modo mais veloz que anteriormente, conseguindo entrar com mais facilidade. Seu corpo todo se mexia nessa posição, principalmente quando eu puxava seus cabelos negros para trazê-lo até mim.

Luffy estava ajoelhado, com o peito deitado na cama de costas e os quadris bem empinados pra cima, permitindo que eu entrasse bem profundamente. Nossos gemidos saíam juntos e na mesma sintonia, era ótimo e extremamente excitante.

Meus movimentos foram ficando cada vez mais rápidos e entravam nele de modo bem forte e profundo, fazendo-me sentir um prazer incrível. Acho que os efeitos da droga já estavam acabando, pois Luffy parecia mais acordado e energético.

— A-Ahn… se ficar assim eu já vou gozar…

— Aahn… pode ir, Torao…

— Posso mesmo..?

— Pode.. ahhnm…

Segurei em seu ombro e dei fortes estocadas, também em velocidade bem rápida, o que o fez gritar bem alto. Sabia que não ia resistir se continuasse daquela maneira e logo gozei dentro dele, caindo na cama em cima de Luffy em seguida.

— Aahnm…

Ficamos ofegante juntos por um bom tempo, sentindo as batidas pesadas de nossos corações desacelerarem. Viramos de frente um para o outro, encostando nossas testas e com a face bem próxima, somente trocando olhares.

— Eu te amo. – Disse, com um leve sorriso de paz, admirando seus profundos olhos castanhos. – Sabia disso?

— Eu te amo também. – E ele retribuiu, com o mesmo lindo sorriso de sempre.

Trocamos mais um beijo de leve, seguido por outros no mesmo ritmo, sem pressa nem nada, apenas matando a saudades que tínhamos um do outro. E como era bom…

— Ah, eu já ia esquecendo de uma coisa. – Disse, ao me separar.

— O que é?

Me virei e busquei minhas calças. Antes, havia pego um objeto em meu quarto, o qual tinha protegido durante todo esse tempo, e guardei em meu bolso sem Doflamingo notar.

— Isso aqui. – E mostrei a Luffy um pequeno anel de ouro.

— Isso é…

— A nossa aliança. “O símbolo que nos unirá diante a tudo”, como está escrito nela.

— Você a guardou? – Ele a pegou e ficou olhando-a de perto. – Achei que iria jogar fora…

— Jogar fora? Jamais. – E a peguei de volta, tirando a aliança que tinha de Doflamingo e a colocando de volta em meu dedo. – Se eu jogasse fora, perderia o único símbolo que une nós dois.

Ele logo subiu em cima de mim e me deu outro beijo. Imediatamente, abracei suas costas e retribuí, o beijando mais ainda e sentindo seus lábios doces junto com sua língua em conjunto com os meus, trocando várias carícias internas.

Luffy também foi subindo mais, até sentar em cima do meu peito. Segurei sua cintura e o puxei, até que seu membro ficasse na altura de minha boca e eu pudesse chupá-lo novamente. Ele ficou sentado, apoiado em meus braços.

Luffy P.O.V

O Torao me segurou e colocou meu membro em sua boca, lambendo todo o entorno. Fiz movimentos de vai-e-vem com os quadris, enfiando minha ereção em sua garganta. Ele apoiava suas mãos em minhas coxas e me olhava.

Meu membro começou a ficar bem duro novamente, só que dessa vez meu corpo respondia mais normalmente. Saíram alguns gemidos da minha boca sem eu perceber, principalmente graças à língua dele.

Depois, saí de dentro de sua boca e deitei em cima dele de novo, o beijando nos lábios. Ele apoiou as mãos em minha coluna, antes de eu deitar ao lado dele na cama. Abracei suas costas e fiquei na altura de seus ouvidos, dando beijos na região da orelha.

Torao… — Sussurrei.

— Luffy…

Estávamos deitados de lado, ele estava de costas para mim e eu abraçava seu peito, mas logo peguei uma de suas pernas e a levantei, permitindo que meu membro encostasse em seus quadris. Ele estava bem quente e era ótimo sentir seu cheiro.

Ajeitei meu membro com as mãos de modo que roçasse em sua bunda e fui imitando movimentos de penetração mesmo ainda não estando dentro. Ele reagiu, soltando alguns sons abafados e fiquei sussurrando em seus ouvidos.

Torao… eu quero você…

— Ahh.. Luffy…

Posso ir?

— Pode…

Cuspi em minha mão e a levei até sua entrada, lubrificando-o antes de adentrar com o meu membro nele. Quando o fiz, senti um arrepio em meu corpo e só pude ouvir seus gemidos saindo no mesmo instante, abafados.

— Aahnm..! Luffy…

— Aaahnm… Torao…

Esperei que ele se acostumasse e levantei mais ainda uma de suas pernas para que pudesse penetrá-lo livremente. O Torao estava bem quente e era ótimo poder fazer isso, meus gemidos também batiam diretamente em seus ouvidos.

Comecei a me movimentar dentro dele, indo em velocidade média e o mais fundo que conseguia, arrancando gemidos cada vez mais abafados e quentes dele. Meu corpo estava arrepiado e sentia um prazer incrível correndo por ele todo.

Fui dando estocadas mais rápidas, era cada vez mais fácil de me mexer dentro dele. Abraçava seu peito enquanto o penetrava e mordia um pouco do lóbulo de sua orelha, deixando-o bem arrepiado, tanto quanto eu estava.

— Aahn, Torao… você é tão bom…

— Luffy… você é gostoso de todas as formas…

— Eu já não vou… aahn, aguentar muito tempo…

— Pode ir… mais forte…

Fiz o que ele havia pedido e aumentei a velocidade o máximo que conseguia, sentindo todas as paredes internas dele batendo em meu membro. Não aguentei muito tempo como eu esperava, e acabei gozando dentro dele.

— Aaahnm..! – Em seguida, ele se virou de frente para mim. Meu peito estava acelerado.

(...)

Enquanto tudo isso ocorria, do outro lado do quarto onde Law e Luffy estavam, Drake se encontrava sentado em frente à porta, tomando conta para que ninguém entrasse lá. Ao mesmo tempo, ele estava conversando no celular com Kaidou Lovato.

E o que você decidiu fazer, afinal?” — Kaidou perguntou, depois de alguns vários minutos de conversa com o ruivo.

— Eu não sei direito, só sei que eu preciso dar um jeito de tirar esse garoto daqui sem que o Joker fique puto comigo.

E como você pretende fazer isso?”

— É o que eu preciso descobrir ainda…

Arrume um plano o mais rápido possível, por enquanto o George tá aqui na Yard rindo de você. Ao menos alguém tá se divertindo com essa situação.”

— Tsc, como eu me arrependo de não ter matado aquele desgraçado.

Como o Luffy e o garoto estão agora?”

— No meu quarto, por enquanto tá tudo sob controle, a Robin tá distraindo o Joker.

Oh, você deixou eles ficarem no seu quarto?”

— Pois é, e isso porque eu disse que seria só por cinco minutos. Já deve ter se passado meia hora.

Que bom, eles devem estar felizes.”

— Depois você diz que eu não faço nenhuma boa ação, isso já vai valer pelo ano todo.

Viu como não dói fazer coisas boas às vezes? Você dever fazer mais, as pessoas gostam.”

— Só tô arrependido de ter comprado portas tão grossas, nem dá pra ouvir eles…

Você tá tentando espiar?”

— Sorte que eu ainda tenho câmeras naquele quarto, heh.

Não faz esse tipo de coisa, que feio! Toma jeito!”

— Bom, não faz diferença, como se eu já não tivesse tantos vídeos dele.

Só tira eles de Dressrosa de uma vez e rápido, lembra que nós temos um acordo!”

— Eu sei, eu vou fazer isso, só preciso arrumar um plano antes, depois eu saio daqui. Eu sinto saudades de você, sabia?

Sente mesmo? Você só tá aí há um dia.”

— Eu sei, mas mesmo assim, é estranho acordar sem nenhum gato em cima de mim e sem ninguém pra ter DR logo de manhã.

Para com isso, nós não temos DRs.”

— Claro que temos, o tempo todo.

Não temos, eu só digo que seria bom se você fizesse alguma coisa dentro de casa. Suas mãos não vão cair se você lavar uma louça, sabia?”

— Você sabe que eu não gosto de fazer essas coisas, pelo menos eu levo os seus gatos ao veterinário.

Você fez isso mês passado e foi só um! Nem me surpreenderia se você não soubesse o nome do que você levou.”

— Sei sim, eu sei o nome de todos os seus gatos.

Sabe nada, você vive dizendo que é tudo igual.”

— Que mentira! Eu sei, eu lembro que você estava com a Saamin no colo antes de eu viajar.

A Saamin morreu semana passada, eu tava com o Thominhas! Como você pode ter confundido? Um é preto e filhote, a outra é branca e adulta!”

— A-Ah, foi mal…

Eu estava tentando esquecer a morte dela… como você pôde fazer isso, seu insensível…”

— Desculpa, não foi por querer…

Ela era uma das gatas que estava comigo há mais tempo… você nunca se importa com o que eu sinto, nem com os meus gatos.”

— Eu me importo, eu juro, eu só confundi.

Bom, você não teria confundido se você se importasse em decorar pelo menos o nome deles.”

— Começou a DR…

Não é uma questão de DR, e sim de comprometimento.”

— Tá, foi mal, eu prometo que vou levá-los pra passear mais vezes, tá bom?

Não precisa se sacrificar, eu sei que você odeia os meus gatos.”

— Não odeio, pelo contrário, eu gosto deles. Sabe porquê?

Por quê?”

— Porque eles me deixam todo arranhado e sempre que eu olho pras marcas eu lembro de você.

... você fala tão sério assim quando diz que tá com saudades de mim?”

— Claro que falo, você não acredita quando eu digo que eu te amo?

Bom, é difícil acreditar quando você age como se não se importasse com nada além de si mesmo e de dinheiro.”

— Ah, é que esse trabalho todo é muito complicado, mas quando tudo acabar eu prometo que passo mais tempo com você.

Você promete muitas coisas…”

— E eu sempre cumpro.

Acha mesmo que um dia isso tudo vai acabar?”

— Não só acho, eu pretendo acabar com tudo quando eu conseguir tirar o Law e o Luffy daqui. Eu não suporto mais o Doflamingo.

Ótimo, então acaba com isso logo, já tá durando tempo demais. Desde aquela época você fala nisso.”

Flashback de Kaidou, parte quatro.

Já tinha se passado alguns anos, eu era Chefe-Diretor e tinha te colocado como vice pra nós conseguirmos arrumar um plano juntos pra acabar com o submundo, que na época ainda ficava na Inglaterra. O Luffy também já fazia parte da Yard.

— Trafalgar Law, huh? – Você estava em sua sala com o Luffy, era quando ele queria começar a investigar o Law.

— Os exames da minha irmã dizem claramente que havia diamorfina em excesso no corpo dela, nenhum médico usaria isso por acidente!

— Eu não sei, Luffy, pra mim ele parece um garotinho tão inocente…

Naquela época, aliás desde que eu comecei a sair com você, você falava nesse tal de Law todos os dias. Chegava a ser insuportável! Você até tinha uma foto de vocês dois na sua sala, sorte que o Luffy nunca tinha notado.

— Kaidou! Você consegue acreditar nisso?

E era engraçado porquê normalmente você parecia tão fechado pra tudo, mas era só falar nesse garoto e você já ficava todo animadinho.

— O quê? – Perguntei, você estava sozinho na minha sala.

— Sabe aquele garoto, o Luffy?

— Que que tem?

— Olha isso! – E do nada enfiou um jornal na minha cara. – Ele acabou de prender o Law! Não é o melhor dia da sua vida?

— Sério? Então é verdade mesmo, você passa a vida falando desse garoto pra mim e nunca mencionou ele ser um assassino.

— Ah, detalhes. Mas isso não é ótimo? Saiu no jornal! Eu e o Joker não conseguimos nem acreditar.

— “Detalhes”...

— Não é engraçado isso? Agora ele e aquele otário do Kid vão ficar na prisão juntos. Que romântico.

— Você gosta mesmo desse Law, né?

— Gostar? Óbvio que não, eu odeio ele, por isso fiquei feliz por ele ir preso.

— Então tá. E como o Joker reagiu a isso tudo? Eles são casados, né?

— Ele também achou engraçado, assim como eu. O Law foi preso por um garoto mais novo que ele, não é ótimo?

— Eu só quero saber como vão acontecer as coisas agora, lembra que nós ainda temos como objetivo acabar com o Joker e com o submundo.

— Eu não acho que vá mudar muita coisa, ele nem fazia mais parte do submundo.

Você sempre odiou o Doflamingo te dando ordens, esse era o motivo de você querer se juntar a mim e acabar com o submundo, certo? Mas nós dois sabíamos que acabar com ele significaria criar uma guerra com vários países e com pessoas poderosas.

Já que é pelo submundo que ocorrem os tráficos de armas e diversos materiais perigosos. Pra não romper com tudo e, ao mesmo tempo, não deixar que o Joker fique no comando, o certo seria se a Yard conseguisse tomar toda a rede de controle deles, e é isso que nós tentamos fazer.

— Acho que o George pode ajudar a gente nisso.

— Quem é esse? – Perguntei.

— Ele fazia parte do bando do Joker, mas atualmente odeia o Doflamingo e me deve um favor.

— E você acha que ele pode ajudar a gente?

— Eu tenho certeza, tem coisas sobre o Joker que só ele sabe.

Foi por aí que eu conheci o George pela primeira vez, ele é bem legal. Mas enfim, pouco depois do Law ser preso, o Luffy veio na nossa sala conversar sobre um acordo pra tirá-lo da prisão.

— Eu quero que o Torao seja o meu consultor.

— Quê? – E eu lembro, você ficou logo pálido com aquele pedido, eu achei curioso.

— Eu sei que é meio repentino, mas eu vim pedir isso.

— Como assim consultor? Tipo, esse Trafalgar aqui na Yard? Trabalhando na Scotland Yard?

— É! É que eu preciso de um consultor, e já que não tem ninguém eu pensei nele.

— Tem certeza sobre isso, Luffy? – Perguntei. – Ele matou a sua irmã, não? – Acho que nessa hora você ficou fantasiando e nem prestou atenção em mais nada.

— Eu sei, ele é um criminoso, mas tem alguma coisa nele que me dá vontade de fazer isso. Eu acho que o Torao é ruim agora, mas ele pode tomar um rumo na vida, né?

— Vai por mim, esse negócio de “pessoas malvadas tomando rumos na vida” nunca dá muito certo…

— Então isso é um não?

— Eu não sei, eu tenho que pensar ainda e–

— SIM! – Antes de eu completar a minha frase, você exclamou e foi até o Luffy, praticamente abraçando ele. – Sim, com certeza, essa é a melhor ideia do mundo!

— É tão boa assim?

— Sabia que ele iria falar isso… – Resmunguei.

— Claro que esse garoto pode vir trabalhar na Yard, seria muito divertido! – Você continuou fantasiando e depois olhou bem nos olhos do Luffy. – Mas Luffy, deixa eu te perguntar uma coisa…

— O quê?

— Estão surgindo alguns boatos de que esse tal de Law anda apaixonado por você.

— Ah, isso…

— É verdade mesmo?

— É que–

— Eu não quero saber! – Do nada, você segurou a roupa do Luffy e o empurrou contra a parede, encarando-o bem diretamente. – Eu não ligo se você gosta dele ou os seus motivos pra trazê-lo pra cá, só fica longe desse garoto! Ouviu?

— M-Mas e-eu–

— Escuta! Ele é um assassino, ele não te ama de verdade, ele não é capaz de amar ninguém. Não deixa que ele enfie coisas estranhas na sua cabeça!

— Ei, calma… – Tentei te afastar do Luffy, mas você não me ouvia.

— Não encosta no Law e nem deixa ele encostar em você, vai ser o pior erro que você vai cometer na sua vida. Entendeu?

— T-Tá…

— Ótimo, pode ir agora.

Depois disso, o Luffy saiu da sala e só ficou nós dois. Você se acalmou e voltou a fantasiar como seria trabalhar com o Law e eu só achava essa atitude estranha demais.

— Que ataque de ciúmes foi esse?

— Não é ciúmes! Já pensou se ele e o Luffy começam a namorar? O Joker não ia gostar.

— Mesmo assim, não precisava disso…

— Isso não importa. O Law vai vir trabalhar na Yard? Isso é o meu sonho se realizando!

— Que sonho estranho.

— E eu vou ser chefe dele, já imaginou? Ele vai precisar me obedecer, e eu posso transformá-lo na minha secretária particular. S-Será que eu posso fazer ele usar algum uniforme?

— Isso não vai rolar…

— Eu me lembro de já ter visto ele usando vestido de empregada no passado… ah, meu sonho de dezoito anos se realizando.

— Sonho ou fetiche?

— Eu podia obrigá-lo a me servir café e me chamar de “senhor”... vai ser ótimo, assim você aproveita e conhece ele.

Flashback P.O.V off

— Pena que eu não estava na Yard quando ele entrou, um sonho indo por água abaixo.

Se você não tivesse feito aquela besteira… graças a isso eu tive os piores seis anos da minha vida.” — Ainda estavam no celular, um com o outro.

— Nem me fale, é o meu único arrependimento. Eu tive que fugir da Inglaterra e abandonar tudo o que eu tinha. Antes de vir pra Dressrosa e ficar na ilha por tantos anos, eu fui lá na prisão visitar o Law.

Foi quando eu descobri que você era um assassino, você matou tanta gente e ainda me apunhalou. Eu comecei a ter depressão nessa época e consegui todos os meus gatos por aí também.

— Desculpa… eu nunca deveria ter feito isso.

Por quanto os dois estavam no telefone, Drake acabou recebendo uma mensagem de Nico Robin em seu celular e interrompeu a ligação.

O Joker está indo aí.”

— Acabou o tempo, Kaidou, eu preciso desligar. – O ruivo fala.

Tá bom então, se cuida e não faz nenhuma besteira.”

— Pode deixar, eu não vou te deixar triste de novo.

Após, ele encerrou sua ligação com Kaidou e levantou do chão, respirando fundo para se preparar para arrombar a porta de seu próprio quarto com um chute e gritar bem alto, para quem quisesse ouvir, sem avisos prévios.

— LEVANTA DAÍ QUE O TEMPO ACABOU!

— Q-Que isso! – Law levou um susto. Ele e Luffy estavam pelados, abraçados na cama, então a primeira coisa que o ex-médico fez foi pegar os lençóis e tentar se cobrir o mais rapidamente possível.

— Vai, levanta daí, eu não tenho o dia todo! – Mas Drake não se importou e pegou os pés de Law, o puxando da cama. O pobre moreno só tentava se cobrir a todo custo.

— E-Ei, para com isso, e-eu tô sem roupa!

— Tô nem aí! – Continua o puxando. – Levanta da minha cama, bora!

— P-Para com isso, você tá louco! – Luffy também gritava com pena do ex-namorado.

— Ai! – Law gritou ao cair da cama. – E-Eu saio, s-só deixa eu colocar uma roupa antes! – Law dizia em súplica.

— Beleza. – Então Drake ficou em pé, de frente a ele, o olhando com uma posa séria. – Se veste.

— E-Então para de olhar!

— Não.

— Qual é o seu problema? – Pega um travesseiro aleatório e atira nele. – Seu tarado!

— Vai, e daí? Eu já cansei de te ver pelado, se veste de uma vez.

— T-Tô nem aí, só para de olhar pra mim, que coisa!

— Que diferença faz? Tá cheio de câmeras aqui.

— Hã? Eu não acredito que você…

Law parou de reclamar por um segundo para ver se achava a câmera com os olhos. Porém, ao prestar atenção no quarto do ruivo, levou um susto tão grande que precisou calar sua voz. De certa forma, era um quarto bem atípico e até um pouco assustador.

Pra começar, os papéis de paredes inteiros eram várias cópias repetidas da matéria do jornal de quando Trafalgar havia sido preso. O rosto dele e de Kid estavam estampado nas paredes do quarto do ruivo multiplicado em cinquenta mil vezes, todas com a manchete “Médicos da morte, Trafalgar Law e Eustass Kid são condenados pelo assassinato de cerca de duzentos pacientes”

Em seguida, em cima da mesinha tinham várias fotos e retratos de Law adolescente, alguns action figures, objetos que pertenciam a ele na infância, coleções de vídeos que eram gravações de Law em vários momentos distintos. No armário, também se encontrava algumas roupas usadas pelo moreno.

Sem contar alguns posters e quadros de Law, imitações de seu chapéu, mais jornais onde ele aparecia, um computador com adesivos e desktop dele, CDs de músicas que ouviam juntos e mais uma seria de coisas que fez o pobre Corazón se assustar.

— Que isso…

— Isso o quê? – Drake pergunta.

— Nossa, tem tudo do Torao aqui, eu não tinha reparado. – Luffy também comenta.

— Eu deveria ter escutado as pessoas que disseram que você era obcecado por mim…

— Que obsessão? Isso é um quarto perfeitamente normal.

— Caramba! – Law se levanta com um susto e vai até a mesa dele, se cobrindo com o cobertor. – I-Isso aqui…

— Uh, você ainda lembra disso?

— É o ursinho que eu tinha quando era criança! – Ele abraçava o brinquedo. – Eu tinha pensado que a minha mãe tinha jogado fora! Como você pode ser tão cruel?

— Ei, eu não roubei o seu urso, você esqueceu na minha casa. Eu só escondi.

— Nunca mais encoste suas mãos podres no Bepo novamente. – Law fala, abraçando seu querido ursinho. Luffy estranhava apenas, enquanto vestia suas roupas.

— Que seja, esquece esse urso, coloca suas roupas e vaza do meu–

— Isso aqui é o meu álbum de fotos? – Ele interrompe o outro, pegando o objeto. – Isso aqui era da minha mãe!

— Tá, não impor–

— E isso aqui é o chaveiro que eu ganhei depois de alugar alguns filmes na locadora. Você tá com o meu chapéu antigo! E isso aqui é um action figure meu?

— Ei, será que dá pra sair do meu quarto? A gente tá sem tempo!

— Você é um cleptomaníaco! – Vai em direção a ele. – Por que você roubou as minhas coisas?

— Eu não roubei absolutamente nada.

— Ah, é? Então o que é isso tudo? – Law vai até uma gaveta e a abre, tendo várias fitas lá. – O que são todas essas gravações?

— A maioria é vídeo seu na prisão, era minha série favorita.

— Você é doente.

— Ei, gente. – Luffy vai até eles já vestido, mas sem camisa. – Eu só quero sair logo daqui e voltar pra minha casa! Dá pra acabar com isso logo?

— Tsc, eu tenho que te levar pro laboratório antes que o Joker chegue lá. – Drake exclama e pega o braço de Luffy, se virando para Law. – Você coloca suas roupas e vaza do meu quarto, ouviu?

— Isso não é um quarto, é um santuário de coisas minhas.

— Chame do que quiser, a gente precisa ir!

O ruivo e Luffy saem do quarto com pressa, indo em direção ao laboratório onde o garoto estava no começo de tudo. Lá, Drake prende o mais novo do mesmo jeito de antes, com algemas e sem camisa, para que Doflamingo o encontrasse como estava planejando.

— Fica aqui, Luffy, e não diz nada sobre o que aconteceu.

— O que o Mingo vai fazer?

— Eu não vou deixar ele entrar aqui.

Nisso, após Luffy ficar preso no laboratório pela segunda vez, Drake saiu e trancou a porta, se escondendo atrás de uma parede no corredor esperando Doflamingo chegar. O loiro não demorou muito para aparecer, andando até o laboratório e se preparando para entrar.

— Ei, Joker! – O ruivo surge o chamando, antes que ele pudesse ir ao encontro de Luffy.

— Que foi?

— O líder da conferência dos reis tá ligando, ele disse que precisa marcar uma data com você.

— Diz que depois eu atendo, agora eu tô ocupado.

— Eu já disse isso, mas ele disse que é urgente. Só precisa da sua confirmação pra marcar a conferência.

— Tsc, então diz que qualquer dia tá bom! Eu nem ligo pra isso.

— Eu não posso responder por você, e se você não for à essa reunião Dressrosa pode deixar de ser uma monarquia, você sabe disso.

— E daí? Que se dane essa reunião de merda, já não bastou a Robin me atrasando, agora você também vai ficar assim?

— Mas eu só–

— Não quero saber! Faz o seu trabalho direito e não me importune, eu tenho que resolver a questão do Luffy.

— E o que você decidiu? Você nem me chamou pra reunião sobre esse garoto.

— Não te chamei porque não é da sua conta, você já fez a merda de deixar um dos seus subordinados vir pra cá, agora não me atrapalhe!

— Hã? Eu não tive nada a ver com isso!

— Você ao menos já descobriu como esse garoto veio parar aqui?

— Bom… não, mas–

— Então por enquanto você é só mais um inútil. Vai embora daqui, eu não preciso mais de você me atrasando!

— Tsc… – Ficou com raiva, xingando Doflamingo mentalmente, mas resolveu deixar de lado. – Tá, faça o que quiser, eu digo pro cara que você tá ocupado!

— Ótimo, e não me importune mais.

Drake deu às costas e se retirou, com raiva tanto por odiar Joker, quanto por não conseguir impedir que ele entrasse na sala onde Luffy estava preso. Entretanto, antes que Doflamingo pudesse terminar de girar a maçaneta do laboratório e prosseguir com seu plano…

EI, DOFLAMINGO!— Trafalgar chegou, gritando e fazendo tanto o loiro quanto o ruivo olharem pra ele assustados.

— Hã, o que foi agora? – Donquixote pergunta, impaciente.

— Eu mudei de ideia, não vou mais deixar que você entre nessa sala e faça o que quiser com o Luffy!

— Oh… fufufu, parece que você finalmente tomou coragem pra me contrariar. – Diz, rindo com sua risada maliciosa e sarcástica. – Foi você quem tinha pedido pra Robin me distrair?

— Isso não importa, o que importa é que eu não vou permitir que você entre no laboratório, nem que pra isso eu esteja arriscando a minha vida. – Ele se aproxima do loiro, o que faz até Drake, que continuava ali olhando, se surpreender.

— E o que você pretende fazer pra me impedir? Você sabe que a sua vida não é a única que corre riscos aqui.

— Não importa o que eu tenha que fazer, eu não vou deixar você encostar no Luffy. O que você quer que eu faça pra você deixá-lo em paz?

— Você ainda não entendeu? Não tem nada que você possa fazer, garoto.

— Então eu vou precisar responder do mesmo jeito que você. – Trafalgar fala, sacando uma pistola que tinha presa em sua calça e a apontando diretamente para Doflamingo.

— Ei, garoto, o que você pensa que tá fazendo? – Drake exclama, vendo Law apontar uma arma para Joker. – Larga isso, não é brinquedo de criança!

— Cala boca, seu cleptomaníaco! Eu já cansei de você também, se eu atirar no Doflamingo eu juro que o próximo é você!

— Hã? Eu não sou esse negócio de cleptomaníaco!

— O que você pensa que tá fazendo? – Joker pergunta, sem se preocupar. – Você acha mesmo que pode atirar em mim?

— E por que não poderia?

— Você tem alguma noção do que vai te acontecer se você puxar esse gatilho?

— Sim, eu vou poder soltar o Luffy, mas depois disso o castelo inteiro e as pessoas que dependem de você vão começar a me perseguir até eu morrer.

— Então já que você sabe abaixa esse negócio e vai embora daqui!

— Mas eu não me importo de morrer se for pra proteger quem eu amo. – Law continua apontando a arma para o, então, marido.

— Argh… você não tem mesmo jeito. – Doflamingo diz, emburrado. – Tudo bem, eu mudei de ideia. Drake.

— O quê?

— O Luffy tá nesse laboratório, leve-o lá pra baixo e peça pra Monet fazer os preparativos. Ela vai saber o que fazer.

— Tá bom.

— E quanto a você! – Em seguida, Joker se dirige até Law, que já tinha abaixado a arma, e fala com raiva. – Me encontre no calabouço daqui há trinta minutos! Ouviu?

— Tá.

E assim fizeram. No instante em que Doflamingo deu às costas para preparar o novo plano que tinha em mente, Drake entrou no laboratório para desprender Luffy das algemas e o levar até o calabouço, onde seria preso novamente junto com Penguin.

— Coloca uma camisa. Rápido. – Assim que o soltou, o ruivo joga a blusa que o garoto usava em cima dele.

— O que vai acontecer agora? – E ele pergunta, já assustado.

É isso que eu tô querendo saber também. — Law também entra no laboratório, junto com Luffy e Diez. – O que o Doflamingo pretende fazer com o Luffy e a Monet?

— Eu até tenho uma ideia do que seja, mas não é coisa boa. – O ruivo responde. – De qualquer jeito foi muito arriscado o que você fez agora.

— E que culpa eu tenho? Eu já não suporto mais o Doflamingo!

— Eu também não suporto! Mas querendo ou não ele é uma pessoa importante, se você quiser acabar com ele precisa de uma estratégia melhor do que apontar uma arma.

— Pra você é fácil, você adora essa droga de submundo, eu tenho que continuar casado com esse merda.

— Não é bem assim, eu já não adoro o submundo há muito tempo. Você pode até não gostar de ter se casado, mas você tá aqui só há um ano, eu tô aqui desde que eu tinha dezoito, há dezesseis anos!

— Eu achei que você gostasse, eu nunca te vi tão feliz quanto no dia que eu me casei.

— Eu gostava naquela época, mas eu não suporto receber ordens desse desgraçado, principalmente com ele me tratando como se eu não fosse nada!

— Hã, então se você não gosta daqui tenta tomar alguma atitude! – Luffy exclama, se intrometendo. – Esse tempo todo na Yard você finge que gosta de lá, mas ao mesmo tempo tá infiltrado com o Joker e engana as pessoas. Qual é a sua?

— Não é da sua conta, garoto intrometido. Só saiba que eu prefiro muito mais a Yard do que aqui, pelo menos lá eu posso mandar nas pessoas.

Os três foram descendo rumo ao calabouço, como Joker os havia ordenado, pois não podiam deixar de obedecê-lo senão quisessem ter suas vidas em risco. Lá embaixo, era bem escuro e as únicas pessoas que tinham eram Monet, que tomava conta do local, e Penguin, que estava preso.

— Law-nii, Luffy! – O ruivo exclama sorridente ao vê-los de novo. – Como vocês estão? Eu tava tão preocupado… o que aconteceu?

— Penguin, foi mal por ter brigado contigo antes. – Law diz. Luffy já estava do outro lado das grades, ao lado do de cabelos laranjas.

— Mas ficou tudo bem?

— Sim, deu tudo certo! – O chapéu de palha exclama. – O Mingo não fez nada, o Torao me salvou.

— Hã? Quem te salvou fui eu, mal agradecido. – Drake resmunga, mas logo se vira pra Monet. – Aliás, o Joker pediu pra você preparar alguma coisa.

— Hm… “alguma coisa”? – Ela questiona, com um ar sombrio e malicioso, lambendo os lábios.

— É, ele disse que você saberia o que era.

— Eu sei, sim. Luffy. – A mulher de longos cabelos verdes tira Luffy detrás das grades e o leva para outro canto do calabouço. – Me acompanhe, por favor.

Os quatro, Luffy, Law, Monet e Drake, foram para este outro canto, um pouco escondido. Chegando, tanto o garoto do chapéu de palha quanto Trafalgar se assustaram com o que viram, mas a de cabelos verdes parecia adorar.

— Q-Que isso? – Law indaga, engolindo seco. – Isso sempre esteve aqui?!

— Eu sabia que era alguma coisa do tipo… – Drake murmura.

Haviam algumas algemas presas na parede de tijolos do local onde os prisioneiros poderiam ser presos e torturados. Também tinha uma mesa onde os membros inferiores e superiores deles eram prendidos e puxados, até que as articulações se rompessem ou se deslocassem.

Junto, havia inclusive uma dama de ferro onde a vítima era colocada dentro de uma câmara de madeira cheia de pregos. Enfim, era uma sala de tortura que existia nas profundidades do calabouço cujo Trafalgar desconhecia e ficou assustado ao saber.

— C-Como eu nunca soube que a gente tinha isso?

— Talvez porque você nunca tenha se interessado em dar uma volta pelo castelo, ufufufu. – Monet riu de um jeito sádico, segurando Luffy. – Pois bem, como será que o Joker deve gostar de brincar primeiro?

Notas finais
Algumas coisas que eu queria contar a vocês: ~ Provavelmente, a fic acabará por volta dos caps 50-53. ~ Haverá terceira temporada. (Garoto Sujo) ~ Quero lançá-la em Março, independente de ter ou não acabado essa. ~ Dia 22 fará um ano que a primeira temporada foi lançada. =3