Policial Sujo

24 Os Góticos Depressivos e os Hippsters Pós-modernos


– A má é que você está preso.

– Perdão?

Uma gloriosa manhã de sol na Scotland Yard. Roronoa Zoro apareceu na frente de Luffy e Trafalgar Law, solicitando um mandato de prisão ao médico que já era acusado de três crimes distintos: cúmplice de roubo de arte, de homicídio e agressão verbal. Suas desesperanças só aumentaram, contudo, com a chegada do de cabelos verdes que parecia estar falando sério.

– Não ouviu? – Repetiu, com voz grossa. – Você vai direto pra prisão e agora nem chance de julgamento vai ter.

– Ei, que história é essa? Que mania do caralho de ficar jogando crime pra cima de mim, eu já disse o que aconteceu ontem! O que é dessa vez?

– Você está preso por não nos dizer quem é o tal do "D".

– Achei que já havíamos conversado sobre isso...

– Sim, e também havíamos conversado de que, se outro assassinato fosse cometido, você iria preso sem direito a segunda chance.

– Ele matou outra pessoa? Porque saiba que, se for pelo lance de ontem, o Shanks e o Buggy se mataram sozinhos.

– Vem comigo.

Zoro virou-se e seguiu caminho direto para a sala de reuniões, sendo seguido pelos dois rapazes que não estavam gostando nenhum pouco da situação. Adentraram o local, encontrando Nami e o projetor de slides que mostrava a foto de uma pessoa assassinada. Sentaram-se, enquanto Roronoa tratava de explicar a situação.

– Allan Edgar, trinta e seis anos, solteiro, sem filhos e morando sozinho. Escritor americano que foi assassinado em seu próprio quarto e, ao lado, um bilhete amigável em uma linguagem desconhecida. Qual a sua ligação com ele?

– Foi mal, esse aí eu não conheço, não. – Respondeu Law, com braços cruzados.

– Tem certeza? – Zoro colocou outra foto no slide, dessa vez com o rosto do homem em questão. Cabelo e olhos escuros com uma singela pinta abaixo do lábio inferior, fazendo com que Law olhe torto em sua direção.

– Ai meu Deus... mataram o Trevoso...

– Trevoso?

– E-Eu não sabia o nome verdadeiro dele, a gente chamava ele assim. Que merda mano, a única pessoa que eu não queria ver morta...

– Por que chamam o cara assim?! – Pergunta Nami.

– Porque todo grupo de amigos precisa ter o emo, e no caso era ele.

– Oh, eu pensei que esse era você. – Zoro comenta. – Qual era sua classificação então, nerd?

– Minha classificação não vem ao caso.

– Tem razão, eu só perguntei pra aliviar a tensão, já que agora eu vou precisar te prender e tudo mais.

– Ei, calma aí! – Law fica nervoso. – Você não pode fazer isso, eu tenho uma lista de pessoas que eu nunca mataria e o Trevoso tá em terceiro lugar! Eu não quero ser preso por isso!

– Quantas pessoas tem nessa sua lista? – Luffy perguntou, arqueando o cenho.

– Só três mesmo, você tá em primeiro lugar.

– E eu sou a segunda, né? – Nami supõe, piscando seus olhos brilhantes e mostrando um sorriso ganancioso.

– Não.

– Desgraçado, então você faria alguma coisa contra a Nami? – Zoro segura o médico pela camisa. – Eu posso te prender por pretensão ao crime!

– T-Tá, tá, calma, ela pode ficar no lugar do Trevoso!

– Quem é a segunda pessoa? – Luffy indaga. – É alguém que eu conheço?

– Não, nenhum de vocês conhece, agora será que a gente pode mudar de assunto? Eu meio que tô quase sendo preso!

– Trafalgar, o caso é o seguinte. – Roronoa volta a tomar a voz. – Você disse que ninguém mais iria morrer e olha no que deu, mataram seu amigo emo. Você precisa concordar que a melhor atitude é acabar logo com esse jogo estúpido!

– Ele também era da sua faculdade? – Nami pergunta.

– Sim, ele é daquele tipo de pessoa que não falava nada, mas quando resolvia abrir a boca só dizia coisas inteligente e meio assustadoras. Eu acho que estou começando a entender esse jogo...

– Então nos diga o que você acha que entendeu. – Zoro fala. – Tem a ver com o lance do Shanks e do Buggy?

– Com certeza aquilo não foi coincidência, depois que o Shanks se suicidou eu encontrei um outro bilhete escrito "Você falhou". Eu suponho que se eu tivesse encontrado o antídoto o Trevoso não teria morrido, mas não quer dizer que a culpa seja minha!

– Seja lá quem for, esse "D" parece realmente interessado em te perseguir. O porteiro me contou que nem conhecia esse tal de "Trevoso" porque ele nunca saía de casa, nem tinha amigos, os vizinhos que ouviram o disparo até estranharam a presença dele...

– Com certeza, ele é muito bom em me perseguir, é um dom natural. Genética de ruivo.

– Então esse "D" pretende matar todos os seus amigos da faculdade? – Pergunta Luffy. – Se for isso, a gente precisa dar proteção aos outros e até mesmo ao Eustass.

– Ao Kid? Ah, não precisa se preocupar com ele, o "D" não tem poder suficiente nem pra tocar um fio de cabelo dele. É mais fácil o Kid matá-lo.

– Então desembucha aí, quem falta pro "D" matar?

– Bom, na faculdade era um grupo de seis. Eu, o Kid, o "D", o Mika e o Trevoso que já morreram e...

– Quem é o último?

– Uma garota que namorava o Mika, nós chamávamos ela de bruxa. Nicolle Gilles.

– N-N-Nicolle?! – Todos exclamam em conjunto, completamente surpresos.

– Vocês conhecem?

– Ela é uma das popstars britânicas mais conhecidas no mundo, inclusive tá em uma turnê na Ásia agora! – Afirma Nami.

– Minha irmã tinha tanto poster dela lá em casa que me obrigava a colocar no meu quarto e também ficava ouvindo o CD o dia todo pela casa. – Fala Luffy.

– Wow, que grupinho de amigos mais estranho, hein. – Interfere Zoro. – Três assassinos, um emo, um jogador de futebol e uma popstar britânica.

– O emo, a bruxa, o vagabundo, o nerd, o pimentinha e... eu. – Finaliza o médico. – Eu não curto muito rótulos.

– O Eustass era o pimentinha? – indaga Luffy.

– Enfim, vamos acabar com o papo furado! – Zoro toma a voz novamente. – Trafalgar, eu vou ser bonzinho e te dar uma última chance. Ou você diz o nome do "D" agora, ou você vai pra prisão fazer companhia ao seu amigo pimentinha.

– Eu–

– Com licença, boa tarde!

A conversa dos quatro foi obrigada a ser interrompida quando um homem de cargo importante entrou na sala de reuniões. Era bem alto, possuía cabelos castanhos e olhos escuros, uma barbixa igualmente da mesma cor e era nada mais, nada menos que o atual Chefe-Diretor da Scotland Yard, Kaidou Lovato.

– Chefe-diretor! – Todos exclamam em uníssono.

– Meus amores, como estão?

– Tudo certo, e o senhor? – Os três faziam de tudo para deixar Kaidou o mais alegre possível por conhecerem seu lado negro, pois na verdade, debaixo de suas roupas, existiam vários cortes espalhados por sua pele. Law não ligava muito.

– Eu estou ótimo! – Disse radiante, mas logo broxou. – Apesar de, na sociedade atual, onde somos julgados somente por existir, nunca estamos bem de verdade...

– M-Mas mudando de assunto, o senhor queria nos dizer alguma coisa?

– Oh, sim, de fato! – Lovato vai em direção a Law e tenta ser o mais compreensível possível. – Meu garoto, eu soube que você está com probleminhas.

– Oi... – Law odeia Kaidou.

– Eu sei muito bem que o mundo nos torna pessoas ruins. – Kaidou apoia seu braço no ombro do pobre médico e fala, quase chorando e assoando o nariz. – N-Nesse mundo cruel onde existe desigualdade social, racial, de gênero e sexualidade todos nós somos constantemente julgados e vivemos à mercê da cruel realidade.

– Tô ligado...

– Mesmo que todo mundo te julgue e te bote pra baixo, você precisa levantar sua cabeça e seguir em frente, pois você tem o mais importante. – Olha para Zoro, Nami e Luffy. – Amigos de verdade que te apoiam nessa luta terrível!

– Sem querer atrapalhar, mas o senhor pode ir direto ao ponto?

– Oh, meu garotinho! – Kaidou apoia o rosto de Law em seu próprio peito e lhe faz cafune. – Eu sei o que você passou, não deve ter sido fácil e você não tem culpa de ser assim, a culpa é da sociedade hipócrita!

– "Sabe o que eu passei"?

– Todos nós temos um passado obscuro, sabe? Eu mesmo... – Kaidou respira fundo, ameaçando chorar pois o que estava prestes a dizer era tão forte e cruel que o próprio Diretor não aguentava. – Quando eu era um garotinho... eu era tão feliz... o mundo era um arco-íris, mas aí... m-mas aí... eu conheci uma mulher com uma cicatriz abaixo do olho...

– Cara, foi mal aí te interromper, mas que lance é esse de você conhecer o meu passado? Eu não gosto muito desse assunto...

– M-Mas aí... – Ele estava quase chorando. – Aí eu conheci essa mulher com a cicatriz abaixo do olho e ela... ela... e-ela...

– KAIDOU! – Law grita. – Que porra é essa que cê tá falando?!

– T-Torao, não fala assim! – Luffy briga com ele.

– Tudo bem, Luffy, o Trafalgar não tem culpa, ele é a vítima nessa história. – Kaidou interrompe. – Você conhece seu nome, não sua história, então não o julgue.

– Desculpe atrapalhar, mas o que o senhor estava prestes a dizer? – Roronoa Zoro indaga.

– Oh, meu best me ligou e nós ficamos conversando por várias horas! – Lovato exclama, mais feliz. – Ele é meu melhor, melhor, melhor amigo do coração e se não fosse por ele eu nem sei mais o que seria de mim! Você pode ter inúmeros amigos, mas os verdadeiros somente pode se contar nos dedos e–

– DESEMBUCHA LOGO. – Perdeu a paciência.

– Costumamos dizer que amigos de verdade são os que estão ao seu lado em momentos difíceis... mas não! Amigos verdadeiros são os que suportam a tua felicidade, porque em um momento difícil qualquer um se aproxima de você, mas o seu inimigo jamais suportaria a sua felicidade! (Padre Fábio de Melo)

– Argh... – Law suspira forte. – Senhor Lovato, será que vossa excelência pode me explicar o que porras tu tem a ver com a minha vida?

– Enfim, eu tava falando com o meu amigo sobre a sua prisão e eu tomei uma decisão. Você não vai ser preso.

– O quê? – Law fica pasmo.

– O QUÊ? – Zoro fica surpreso. – P-Por que o Trafalgar não vai ser preso?!

– Que amigo é esse?! – Luffy e Nami perguntam em uníssono.

– Ah, vocês conhecem ele! É o D–

– Kaidou, meu amor! – Trafalgar vai em direção ao Diretor e o abraça bem forte. – Eu sempre soube que o senhor era uma pessoa generosa, ninguém mais me daria uma chance tão maravilhosa na vida, muitíssimo obrigado!

– Aaawn, Law! P-Posso te chamar assim, certo? – Lovato retribui o abraço. – Todo ser humano merece uma segunda chance, pois somos todos iguais!

– Pode me chamar como o senhor quiser! – Law põe o braço em suas costas, o levando até a porta de saída enquanto sorria alegremente. – Agora eu vou trabalhar e ser um cidadão honesto, tudo bem?

– Tudo bem, claro, mas antes eu queria responder às pergunt–

– Tchau! – E o médico expulsa o Vice-diretor, trancando a porta e, ao virar-se, depara-se com os três companheiros de trabalho chocados com a situação.

– Por que o Diretor-Chefe te livrou da prisão?! – Os três perguntam em uníssono.

– Porque eu sou inocente e o Lovato é uma ótima pessoa que sabe enxergar as qualidades dos outros, não só os defeitos.

– Então o Trafalgar não vai mesmo ser preso? – Indaga Nami.

– Tsc, filho da mãe sortudo. – Resmunga Zoro.

– Aproveita essa chance e não vacila mais, Torao! – Exclama Luffy. – Não se esquece que você ainda tem a acusação da Hancock te prendendo.

– Mas que merda hein, agora eu preciso me livrar dessa mulher.

Bilhete de antes...

"Não importa quantas chances você receba, se você não estiver disposto a mudar de fato, arrependido de suas ações no passado, só conseguirá prolongar a dor, tanto dos outros, como de si mesmo. Seu destino pode até mesmo ser alterado, mas para isso você precisará enxergar mais além do seu próprio nariz.

PS: Ele sente falta de você, sabia?"

(...)

Nosso aclamado médico, mais uma vez, conseguiu se livrar da prisão, mas ainda precisava resolver problemas pendentes. Depois do horário de almoço, Luffy se reuniu com seus amigos e Trafalgar foi beber uma água e ligar para Penguin, afim de resolver a questão do advogado, mas foi interrompido pela chegada de uma mulher alta, morena e elegante.

– Olá, Trafalgar.

– Hancock. – Respondeu seco.

– Hoje às quatro horas tem o nosso encontro. Não vai esquecer, viu?

– Você sabe que eu sou inocente, só está fazendo isso pra chamar a atenção do Luffy, mas não vai dar certo.

– Oh, por favor, estou fazendo isso pela segurança pública, não gosto de deixar assassinos fora de seu habitat natural, a prisão. Além disso, nós dois sabemos que você pode até não ter roubado, mas sabe quem foi.

– Eu não sei de nada, não entendo sobre roubos, minha área é outra.

– Guarde suas desculpas para o juíz.

– Olha... – Law apoia sua mão no ombro da morena. – Vamos abrir o jogo, você é advogada do mais alto setor da Yard, eu sou um ex-presidiário.

– Que bom que estamos começando a nos entender.

– A questão é, mesmo eu sendo inocente, você pode usar sua influência pra me prender e eu sei que você vai fazer isso.

– Oh, estou gostando da sua perspectiva. Prossiga, por favor.

– Então eu vou te pedir educadamente. Você poderia, por gentileza, retirar esse inquérito do meu pé? Eu realmente não tô nos melhores dias.

– Poxa, eu estava gostando tanto... decepcionei-me. Ficou tão desesperado assim?

– Eu estou desesperado, acredite, tem muita coisa acontecendo e realmente não é uma boa hora pra ser acusado por roubo de arte.

– É uma pena, mas vai precisar de mais que isso pra me fazer mudar de ideia.

– O que você quer, que eu me ajoelhe? E eu não vou colocar o Luffy nessa história.

– Não é do meu interesse colocar meu marido nessa questão, apesar de ser bem interessante a ideia de você ajoelhado.

– S-Se eu me ajoelhar, você tira as acusações de mim?

– Não sei... por que não arriscar, certo?

Trafalgar suspira o mais fundo que conseguia e fechava os olhos, tentando se acalmar e tomar controle da situação. Estava prestes a jogar seu orgulho fora por uma mísera chance de sucesso, quando uma ideia invade sua mente. Ao invés de ajoelhar, o médico começa a encarar Hancock com desdém, forçando suas bochechas a ficarem vermelhas e sua boca balbuciar, fazendo uma carinha de choro e proferindo palavras como uma criança.

– M-Me tira dessa? Por favorzinho...

– Mas que ultraje! Eu estava ansiando por um pedido decente, mas fazer carinha de cachorro que caiu da mudança é o cúmulo do ridíc–

Antes que pudesse prosseguir com suas palavras, o celular de Boa Hancock começa a tocar e ela, assim que pega o aparelho, se assusta ao ver quem estava telefonando, fazendo uma cara de extrema confusão e preocupação. Trafalgar também ficou encarando o telemóvel, acuado.

– Q-Q-Quem é?

– Não é da sua conta! – Ela atende o celular. – Diretor-Chefe?

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– COMO ASSIM? I-Isso é um absurdo!

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– N-N-Não, senhor, é claro que não estou desfavorecendo uma ordem sua...

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– M-Mas por favor entenda, eu não posso fazer isso! O Trafalgar me chamou de biscate em plena Scotland Yard.

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– Ahn? Tá... eu digo a ele.

""

– E-Eu não estou de acordo, mas se é uma ordem do senhor...

""

Desligou o celular.

– Quem era? – Law perguntou, preocupado.

– DE ONDE... – Hancock percebe que estava gritando e fala mais baixo. – De onde você conhece o Drake?

– Perdão, não faço ideia do que você esteja falando. Mas só por curiosidade, o que ele disse?

– E-Ele... – Hancock tentou falar, mas não conseguiu, sua voz sumiu, cruzou os braços e virou o rosto.

– Ele o quê?

– E-Ele me pediu... tsc, pra tirar as acusações de você.

– SÉRIO?!

– Trafalgar! – A morena fica séria, segurando sua camisa e o encarando de frente. – Me diz de onde você conhece o antigo chefe da Yard, AGORA.

– E-Eu não sei do que você está falando.

– Ah, é? Porque ele te mandou uma mensagem.

– Ele e suas mensagens... – Murmura.

– Ele disse "Diz praquele ninfomaníaco imundo pensar duas vezes antes de chamar alguém de biscate."

– FILHO DA PUTA! – Perde o controle. – Me dá essa porra de celular agora, eu vou dizer algumas coisas na cara desse merda!

– Permitir um prisioneiro telefonar pro antigo Chefe-diretor? Enlouqueceu.

– CALA BOCA E ME DÁ LOGO ISSO! O caralho que eu vou permitir esse merda me ajudar, quero mais é que se foda se ele é chefe de alguma coisa ou sei-lá-oquê, agora me dá ESTA PORR–

Law nem acabou de completar sua frase, o celular de Boa Hancock voltou a tocar como antes e a morena pegou o aparelho, olhando o nome citado. O pobre médico ficou calado, totalmente arrependido de tudo o que acabara de dizer e até mesmo procurando câmeras escondidas em seu corpo.

– É o Drake, quer atender?

– N-Não, senhora...

– Verdade? Há poucos segundos você estava tão desesperado para falar-lhe.

– Eu... lembrei que tenho uns compromissos...

– Que pena, é realmente triste saber que o Luffy está perdendo tempo com um rato tão covarde que se amedronta somente em pensar falar com seu superior.

– Me dá logo essa porra. – Law pega o celular e finalmente atende. – Alô?

"PARA DE ME FAZER PERDER TEMPO CONTIGO, SACO, FICA ME DANDO TRABALHO O TEMPO TODO E POR CAUSA DA MERDA QUE VOCÊ FEZ EU TENHO QUE CONTROLAR ESTE CARALHO SOZINHO, ENTÃO FICA NA TUA E PARA DE ACHAR QUE PODE SER SUPERIOR A MIM ALGUMA HORA NA TUA VIDA INFELIZ E VÊ SE CRESCE! Te amo, beijos, fui."

Desligou o celular.

– Um poço de simpatia...

– Vai me contar de onde você conhece alguém tão influente?

– Nós estudamos juntos na escola, aí já viu.

– Jura? Isso prova que instituições de ensino não promovem o caráter, porque ele é uma pessoa maravilhosa, já você...

– Só não conta pro Luffy sobre isso, tá? Acho que não pegaria bem pra mim.

– Eu não vou contar! Estragaria a reputação do Drake ter um passado com um assassino como você, apesar dele não ter culpa.

(…)

Trafalgar D. Water Law conseguiu, não só se livrar da prisão, como também ficar livre do inquérito de Boa Hancock! Suas acusações caíram de quatro para zero e ele, enfim, estava completamente fora do perigo de ser preso, apesar de continuar preocupado com tudo que estava acontecendo. Enquanto Boa Hancock e o médico brigavam, na sala de reuniões, Luffy conversava com seus amigos.

– Nós precisamos falar sobre o Torao.

– Com certeza, é um absurdo ele não admitir quem é esse "D"! – Exclama Zoro.

– E esse lance com o Sr. Lovato foi surpreendente! – Afirma Nami.

– Pessoal, eu preciso dizer uma coisa pra vocês. – Luffy fica sério e terrivelmente preocupado com o que estaria prestes a proferir. – Vocês confiam em mim, certo?

– Claro que confiamos! O que houve?

– Eu acho que eu sei quem é o "D".

– V-V-Você sabe?! – Ambos perguntam em uníssono, enquanto Luffy sentou-se em uma cadeira e ficou pensativo, hesitando falar a todo custo o que pensava, mas acabou dizendo.

– Há um tempo atrás, enquanto o Torao ainda estava na prisão, teve um dia em que eu fui visitá-lo, mas ele tinha recebido uma visita antes. Eu perguntei quem tinha sido, mas disseram que era "extremamente particular" e que não iriam me dizer o nome da pessoa.

– O Trafalgar recebendo visita com esse tom de particularidade? – Zoro questiona. – Realmente, muito estranho.

– O mais estranho fica agora. Quando eu fui embora da prisão, eu acabei vendo de relance o Drake saindo de carro.

– Drake, o antigo Chefe da Yard? – Nami indaga. – Isso é normal, Luffy, ele devia ter assuntos pra tratar no jurídico.

– Na época eu também achei isso, mas aí entra uma outra questão. A primeira coisa que o Torao me perguntou quando nós saímos da prisão é "Você conhece um cara chamado Diez Drake"?

– E você perguntou o motivo dele ter feito essa pergunta?

– Ele me disse que a ex-esposa do Drake era paciente dele, mas tá na cara que é mentira.

– Luffy, não é que eu não acredite em você, mas sei lá. – Zoro interrompe. – Você acha mesmo que o Drake perderia tempo com joguinhos infantis com o Trafalgar?

– O Zoro tem razão, todo mundo aqui conhece o Drake! – Nami concorda. – Não dá pra imaginar ele fazendo algo do gênero, ele é uma das pessoas mais confiáveis que eu já conheci em toda minha vida!

– Eu sei, mas tem mais uma coisa...

Flashback do Luffy

Há uns cinco anos, antes de eu conhecer o Torao eu já sabia que minha irmã havia sido assassinada por ele e tinha entrado na Yard há pouco tempo, mas gostaria de investigar a morte dela, então eu fui até a sala do Drake e mostrei um jornal a ele, com a manchete dizendo que havia um médico formado aos dezessete anos que era considerado gênio. Até aí tudo bem, mas quando o Drake viu a foto do Torao, ele sorriu! Foi a primeira e única vez que eu vi ele sorrindo!

– Trafalgar Law, huh? – Naquela época eu não prestei muita atenção, mas parando pra analisar, ele ficava olhando fixamente a foto do Torao e sorria de um jeito estranho, mordendo uma caneta.

– Os exames da minha irmã diziam claramente que havia diamorfina em excesso em seu corpo, eu tenho certeza que nenhum médico usaria essas quantidades se não fosse propositalmente!

– Eu não sei, Luffy, pra mim ele parece um garotinho tão inocente... geralmente esses médicos da mídia ficam tão felizes com a fama que cometem esses deslizes, principalmente um bebêzinho que entrou na faculdade aos doze aninhos.

– Com todo respeito, eu não acho que a idade dele interfira, ele pode ser um assassino solto! Eu já montei uma equipe, só preciso da sua permissão pra iniciar uma investigação.

– Você tem toda razão e, mesmo se for só por um descuido, você tem todo direito de investigar a morte da sua irmã. Tudo bem então, eu aprovo!

– Sério? Obrigado! Eu já pensei em tudo, eu vou pedir pra Nami fazer uma identidade falsa pra mim e alguns exames médicos forjados também.

– Tudo be... ei, espera aí...

– O que foi, algum problema?

– O que você acha do nome Peter Lewis?

– Huh? É o nome do meu cachorro, por quê?

– Aquele Poodle? Perfeito, eu amo Poodles! Vai ser seu novo nome falso!

Fim do Flashback do Luffy

– Eu não acho que isso prove muita coisa. – Diz Zoro.

– Acontece que o Peter existe, ele é um primo perdido do Torao! Você não acha isso suspeito?

– Luffy, se nem o próprio sabia da existência, você acha mesmo que o Drake conheceria o primo perdido do Trafalgar? – Questiona a ruiva.

– Eu não sei, mas eu fiz as contas e o Drake e o Torao se formaram no mesmo ano e o Drake é ruivo, ele entrou na faculdade aos quinze!

– E eles estudaram na mesma faculdade?

– Eu não sei...

– Então vamos tirar a prova definitiva.

Mais assustados do que nunca, os três amigos acessaram o computador da Yard onde estava todo o histórico da população britânica inteira. Lá puxaram os arquivos de Trafalgar Law e de Diez Drake, para ver se ambos tinham alguma ligação com o ensino, contudo...

– O Drake e o Trafalgar não estudaram na mesma faculdade. – Afirma Zoro. – Nem ficava na mesma cidade.

– Ah... – Luffy se desanima. – P-Pode ter sido outra mentira do Torao...

– Eu, sinceramente, não acho que eles tenham alguma ligação, não.

– Mas tudo o que o Luffy disse é pertinente! – A ruiva exclama. – Mesmo eu também querendo acreditar que é mentira, nós precisamos ficar atentos.

– Ei, eu também queria estar errado, mas sei lá... isso explicaria tudo. O que a gente faz?

– O fato é. – Zoro toma a voz. – Se por um acaso for realmente o Drake, nós precisamos de provas muito concretas porque ele tem o apoio jurídico inteiro da Inglaterra aos pés dele.

– Será que a gente deve amarrar o Torao em um cadeira e obrigá-lo a confessar que foi o Drake?

– Eu acho arriscado. – Nami diz. – Acho que você não deve contar nada disso a ele, caso contrário esse jogo poderia ficar mais perigoso ainda.

– Eu concordo com a Nami. – Afirma Zoro. – A gente deveria estar discutindo isso lá em casa, não aqui pra começo de conversa! Vamos pesquisar mais sobre o Drake, mas em sigilo absoluto e somente entre nós três.

(…)

A noite finalmente caiu e todos foram para seus respectivos lares. Em um hotel na Inglaterra, um certo médico estava sentado em seu sofá, bebendo a cerveja mais gelada que tinha ao lado de seu companheiro ruivo, Penguin, que preferia vinho e tinha asco à bebida do outro.

– Sério, não sei como você aguenta, cerveja é tipo mijo de pobre.

– Penguin, eu tô nem aí, você sabe o quanto eu tô feliz? EU ESTOU LIVRE! Livre, completamente livre, não vou mais ser preso nunca mais!

– Você tá livre, querido, mas OITO amigos meus foram presos graças a quem? Isso mesmo, graças aos seus amigos do submundo e da Yard!

– Eu não ligo! Só quero comemorar! Ei, cadê os vinte e cinco milhões?

– Esquece esse dinheiro por enquanto que não vai sair tão cedo. O Submundo, não sei se você percebeu, mas está em crise, tá todo mundo rodando e os caras simplesmente não liberam nem um tustão!

– Que merda, hein, vou precisar ficar bebendo meu "mijo de pobre".

– V-Você não pode fazer nada? Você já foi mesmo subordinado ao Joker? Porque não tá parecendo.

– Eu já te disse que subordinado é o caralho, eu não sou subalterno de ninguém! E não me interessa o que o Joker anda fazendo, ele que se vire.

– Se ele cair, eu caio e o mais importante, VOCÊ CAI! Tenta controlar o lance lá na Yard porque tá foda, cara.

– Penguin, eu acabei de me livrar de QUATRO FODENDAS ACUSAÇÕES, uma delas cujo culpado foi você. Livrei sua culpa e não te cobrei absolutamente nada, então não reclama.

– Mesmo assim, poxa...

– Vamos parar de reclamar que você tá estragando a minha felicidade, que é uma parada que eu não costumo ter! E falando em "parada"… – Law retira de seu bolso um pequeno potinho contendo maconha e vai até sua cozinha, utilizando sua maquininha para dichavar o baseado em papel de seda.

– Passou no laboratório do Brad? – Penguin questionou.

– Passei. – Ele coloca o conteúdo na boca, acendendo. – Quer?

– Não quero nada que venha daquele metido-a-ator! Você sabe que eu odeio aquele cara.

– Calma, ele só não resistiu aos seus graciosos encantos de pinguim, ele não teve culpa do que fez. Não culpe o Brad.

[Som de Campainha]

– Tá esperando alguém? – Perguntou o ruivo.

– Não... – Law dá um grito. – QUEM É?

Eu! Preciso falar contigo.

– Caralho, é o Luffy.

– O que esse engravatado quer na sua casa?!

– Tsc, provavelmente veio me implorar mais informações sobre o "D", mas seja lá o que for eu preciso atender. Vaza daqui!

– Eu não gosto nada disso... vê se toma cuidado.

Penguin, seguindo as ordens de Trafalgar, se atirou da janela do quinto andar enquanto o médico tratava de arrumar suas roupas e cabelo rapidamente, indo até a porta de entrada e a abrindo imediatamente, vendo seu precioso garoto de chapéu de palha à sua frente.

– Luffy, que surpresa boa!

– Você tá fumando maconha? Apaga isso!

– É bom te ver também. Entra.

– Eu ia te ligar, mas aí eu decidi vir... – Luffy adentrou o apartamento e foi direto para o sofá, mas acabou notando as bebidas em cima da mesa. – Você tá bebendo vinho e cerveja ao mesmo tempo?

– É, eu sou indeciso.

– Tá com visitas? Porque se eu tiver atrapalhando, eu posso sair.

– Você, atrapalhando? Imagina! – Law abraça o garoto por trás, dando uma série de beijos em sua nuca. – O seu único defeito é não vir morar aqui comigo de uma vez...

– Pode tirar essa ideia de morar junto da sua cabeça. – Luffy senta no sofá e Law fica ao seu lado, continuando a fumar normalmente.

– E posso saber o motivo de você ter vindo aqui, antes de crianças falsas esperanças? Veio por trabalho ou porque sentiu minha falta?

– Na verdade eu vim te perguntar o que você fez pra Hancock te livrar da pena, mas eu sei que você não vai me contar, então eu vim por... vir.

– Você pode não acreditar, mas eu joguei meu orgulho fora e me humilhei na frente daquela... enfim, eu não te envolvi, relaxa.

– Sério? Você... nossa, eu queria ter visto isso.

– Pelo menos agora eu não vou mais ir preso! Mas Luffy, se você veio por vir... – Law se aproxima ainda mais, até dar um beijo no pescoço do garoto. – É porque você sentiu saudades de mim, certo?

– Não sei... talvez eu só quisesse vir pra cá ver televisão.

– Ah não... – Dá mais alguns beijos. – Eu estava pensando em comemorar hoje...

– Comemorar?

– Comemorar o fato de eu não ir preso. – Law se afasta um pouco, voltando a dar mais um longo trago e soltando a fumaça pela boca. – Quer um pouco?

– Eu queria que você parasse de fumar essas coisas...

– É só por hoje, é um dia especial, não faz mal nenhum.

– Não, valeu...

– Só tenta provar, não é tão ruim quanto dizem... – O médico puxa uma grande quantidade de cannabis e vira o rosto do garoto, dando-lhe um beijo longo antes que Luffy percebesse, brincando com a fumaça enquanto cruzavam as línguas entre si e deixando-o provar seu gosto doce. Quando se separaram, imediatamente o médico colocou o cigarro em sua boca, para que ele inalasse sem perceber.

– Não faz isso... – Porém Luffy se afasta, soltando a fumaça.

– Por quê? É mais gostoso assim... – Law dá mais um trago, dando mais beijos envolta do pescoço do garoto e apoiando a mão em sua coxa. – Só tenta uma vez só, aí se você não gostar é só parar.

– Mas é que... – Luffy e Law encontram seus lábios novamente, cruzando-os e beijando-se de forma lenta, explorando completamente a boca um do outro, até se separarem.

– O quê? – Law inclina-se, dando mais um beijo dessa vez mais rápido. – Só estamos nós dois aqui, vamos comemorar a minha liberdade nos libertando...

– Não é o tipo de comemoração que eu tô acostumado...

– É sexta-feira, só por hoje... – Dá mais um longo trago, jogando a fumaça na boca de Luffy e dando-lhe mais um beijo longo e molhado, apertando sua coxa com força, e é retribuído com o menor que abraça o pescoço de Law, prosseguindo com o beijo e sentando em seu colo, sendo abraçado pela cintura até se afastarem.

– Era pra eu te tornar uma boa pessoa, mas aí você tenta me trazer pro lado ruim...

– Faz parte... – Repete o processo, tragando e beijando Luffy. – Somos como Ying e Yang... precisamos de equilíbrio...

– Eu nem sei porque ainda tento discutir...

– Então só vamos nos divertir...

Law coloca o baseado próximo aos lábios de Luffy que hesitou, mas logo acabou cedendo pelo desejo e tragou um pouco, beijando o médico logo em seguida. Prosseguiram com os movimentos e fumando enquanto se beijavam, deslizando as mãos um pelo corpo do outro no sofá, ficando cada vez mais próximos entre si.

Com um tempo já de trocas, o garoto foi se acostumando com o ácido gosto doce da erva e o efeito foi surgindo, deixando-o com a mente limpa, relaxado e levemente excitado, sentado no colo de Law, que punha uma de suas mãos em baixo da bermuda do outro, fazendo carícias e brincando com suas nádegas.

– Aahn... – Soltou um leve gemido graças a sensibilidade em seu corpo, assim que Law deu algumas mordidas e chupões entorno de seu pescoço, apertando sua pele e deixando marcas bem avermelhadas. Luffy também apoiava-se no peito do médico, colocando suas mãos abaixo da camisa que ele usara.

– Meu gostoso... – Colou sua face abaixo do ouvido do menor, dando uma série de beijos e mordidas pelo perímetro, deixando Luffy cada vez mais excitado. – Delicioso... – Foi com sua mão também na frente, ao encontro do volume do garoto e o apalpando por cima das vestes.

– Torao... – Graças ao efeito da cannabis, sua libido somente aumentava conforme dava mais tragadas. Foi ao encontro dos lábios de Law novamente, soltando gemidos sempre que encontrava a língua do outro, mas logo se afastou, com o rosto vermelho e quente. – Eu...

– Eu sei... – E ele voltou a beijar o garoto e fazer o mesmo, tragando e brincando com a fumaça. – Você tá morrendo de fome...

– Aham...

– Quer doce?

– Quero...

– Então vamos... começar a comemoração...

Trafalgar segurou o garoto no colo, indo para a cozinha e o beijando durante todo o percurso de locomoção. Esbarravam em vários móveis por estarem de olhos fechados e relaxados demais, porém não se importavam, estavam rindo como duas crianças inocentes até chegarem ao local desejado. Lá, Luffy ficou aguardando o médico pegar uma espécie de cartela em seu armário.

– Isso não parece doce...

– É doce... doce tipo... doce.

– Ah tá, então é doce tipo doce... como come isso?

Law dá um pequeno pedaço do papel para Luffy.

– É só colocar debaixo da língua. – Ele pois o papel debaixo da própria.

– Assim? – E Luffy o copia.

– Isso! Agora vem comigo...

Trafalgar P.O.V

Segurei sua mão e sai da cozinha correndo, levando Luffy comigo até meu próprio quarto. Tenho quase certeza que ele não faz ideia do que tá acontecendo, mas como é a primeira vez dele precisa ser bem especial. Assim que chegamos no cômodo, eu coloquei um som alto em uma música techno qualquer, dessas que costumam tocar em raves.

– Isso tá muito... muito... alto... – Dava pra ver que ele tava meio tonto, mas o sorriso enorme dele entregava o estado completamente chapado.

– Eu disse que íamos comemorar, certo?

O empurrei na cama, obrigando-o a se sentar e coloquei o baseado em suas mãos, ficando em pé em frente a ele. Seus grandes olhos castanhos eram redirecionados a mim, junto com suas bochechas ridiculamente vermelhas e sua face excitante. Coloquei um de meus dedos em seus lábios rosados, brincando com sua língua.

– O que o Torao vai fazer..?

– O Torao vai dar um pouco de diversão ao Luffy...

– Diversão... eu quero o Torao... – Ele segurou o cós da minha calça, me puxando para perto de si.

– Calma, calma... você vai me ter o tempo que você quiser, mas... – Me afastei um pouco dele. – Eu decidi fazer um streap pra você.

– S-S-Streap? – Tudo o que eu vi foi seu rosto ficando mais vermelho do que já estava, mas dessa vez de vergonha.

– É... eu vou te dar esse presentinho... – Comecei a levantar minha camisa devagar só até a altura do umbigo, mas Luffy logo colocou as mãos cobrindo a visão de tanta timidez que estava.

– M-Mas.. e-e-eu... – Tentava não olhar diretamente pra mim, confesso que achei graça na situação.

– Tá com vergonha, Luffy? – Mas eu tirei as mãos dele da frente, obrigando-o a me olhar. – Eu só vou te mostrar o que é seu...

Me afastei dele mais uma vez, segurando minha camisa. Luffy ficou me olhando totalmente corado, sem saber direito como reagir então peguei a mão dele que estava livre e levei até um pouco abaixo do meu cinto, obrigando-o a tocar-me. Movia meus quadris no mesmo ritmo da música, encarando-o com um olhar malicioso, mordendo meus próprios lábios.

Com uma de minhas mãos segurei meu cabelo, jogando meu chapéu na cama e com a outra deslizei por meu próprio peito, subindo a camisa delicadamente enquanto rebolava com os quadris. Ele foi perdendo a vergonha e sua respiração ficara mais forte, tentando me puxar para perto de si, colocando o baseado na boca novamente com a outra mão.

– Você é tão gostoso... – Ele me disse, passeando com seus olhos por todo meu corpo, o que me excitava ainda mais. Fui levantando a camisa até tirá-la de uma vez, girando-a pelo ar e passando-a por meu peito. Luffy molhava os lábios e soltou-me, posicionando seus dois antebraços na cama.

– É o que você ganha por me deixar louco... – Elevei um de meus joelhos até a cama, colocando o outro entre suas pernas. Me inclinei, puxando seu rosto com a camisa até fazê-lo encostar em meu peito e ficamos bem próximos um do outro. Eu o olhava de cima, fazendo mais movimentos com a cintura e praticamente dançando em cima dele, até Luffy me abraçar com um dos braços e beijar meu peito.

Saí de cima dele, voltando a ficar em pé à sua frente. Ele me soltou e ficou me olhando com um rosto tímido e ao mesmo tempo safado, já que fui abrindo meu cinto devagar e inclinando meu corpo, fazendo o volume de minha calça ficar bem visível e se sobressair. Retirei o cinto de uma vez, jogando-o para algum canto da cama.

Em seguida, chegou uma das partes mais essenciais, a da calça. Tirei o botão e ele ficou olhando-me tentado, mordendo os lábios, mas não encostou em mim, só continuou a fumar. Graças ao efeito do doce, que viria em aproximadamente uns dez minutos, a música techno que coloquei parecia cada vez mais alta e agitada, meu cérebro já estava nas alturas e dava para perceber que o dele também.

Abaixei o zíper e puis minha mão na cintura, rebolando e abaixando a vestimenta inferior bem devagar, querendo-o deixar excitado só em me ver, o que parecia estar dando magicamente certo. Fui deixando apenas minha cueca box roxa aparecer e o volume já mostrava-se bem elevado, até tirá-la por completo.

– Você é tão sexy... eu não vou aguentar... – Minhas mãos passeavam por meu próprio corpo, indo debaixo, passando pelo peito e terminando, puxando meus próprios cabelos. Luffy elevou um de seus braços querendo tocar-me, mas o impedi.

– Na, na, nada disso, você não pode tocar ainda.

– Mas...

– Considere uma vingança por todas as vezes... que você me enlouqueceu...

Soltei uma risada terrivelmente maliciosa, empurrando seu peito com os dedos e o obrigando a deitar. Voltei a me aproximar, não deixando suas mãos me tocarem, e fiquei de joelhos na cama, bem em cima dele, com seu corpo entre minhas pernas e meus quadris mexendo-se na altura de seu peito, fazendo movimentos de vai-e-vem com meu volume bem próximo ao seu rosto.

– Não dá pra resistir... – Luffy acabou não conseguindo se conter, segurou minhas pernas com os dedos em minha cueca e forçou-me a me mexer ainda mais rápido, colocando meu volume cada vez mais próximo de meu rosto e olhando-me sem nem ao menos disfarçar. Sua vergonha já havia passado e eu segurei o baseado, fumando enquanto executava os movimentos.

– Oh... sua timidez acaba tão rápido...

– A culpa é toda sua...

Resolvi dar o próximo passo antes que o efeito do doce viesse de vez. Deitei meu corpo em cima do dele, esfregando meu volume contra o seu, dando diversos chupões e mordidas em seu pescoço, bem fortes e afim de realmente deixar marcado. As mãos de Luffy puxavam meu cabelo, arranhavam minhas costas, segurava em minhas nádegas, cintura e pernas ao mesmo tempo, deixando tudo muito erótico.

Comecei a tirar sua camisa, um pouco mais rápido dessa vez, forçando meu corpo contra o dele bem forte para deixá-lo sem ar. Nossos volumes roçavam um no outro graças aos movimentos de vai-e-vem que eu fazia, até deixá-lo despido na parte superior. Enquanto beijava mais ainda seu pescoço, também fui tirando sua bermuda.

Terminei e o deixei somente de cueca, do mesmo jeito que eu estava, mas Luffy pois sua mão por debaixo do tecido que me cobria e foi acabando de me despir, dizendo que não aguentava mais esperar. Redirecionei meu rosto até o seu, beijando-o nos lábios de modo bem molhado e profundo.

Ele me virou na cama, ficando por cima de mim e só separando nossos lábios para começar a me beijar no pescoço, descendo devagar até meu peito e dando lambidas em meu mamilo. Segurei o baseado, fumando e o assistindo quase arrancar minha pele tão grande era seu tesão no momento. Luffy foi descendo até ajoelhar no chão, terminando de tirar minha cueca e colocando meu membro em sua boca.

– Aaahn... – Não resisti em soltar um gemido quando sua saliva tocou minha glande de maneira tão ousada, suas bochechas foram se fechando para não deixar nenhum espaço vazio. Luffy me chupava com vontade, dando lambidas em todo corpo do membro e deixando que se endurecesse rapidamente. Meu coração acelerava forte com tudo aquilo e senti meu corpo estremecer, puxando seus cabelos com força até voltar a subir.

O beijei novamente, jogando seu corpo para debaixo de mim e fazendo exatamente o que ele fez, descendo até ajoelhar-me no chão, dando o baseado para ele e tirando sua cueca. A diferença é que segurei suas pernas, abraçando-as até meu pescoço e chupando seus testículos, indo com a língua até sua entrada e o chupando.

– Aahhnn... – Girei minha língua por seu entorno, adentrando seu corpo e dando algumas cuspidas, lambendo e soltando saliva para deixá-lo bem lubrificado. Segurei suas pernas e as afastei para dar maior espaço, até sentir que já estava bem molhado.

Voltei a subir na cama, beijando-o e rolando com ele por todos os lados do colchão, somente trocando pegadas e carícias, até deixá-lo por cima de mim. Encostei meu tronco na cabeceira e Luffy sentou-se na altura da minha barriga, apoiando suas costas em minhas pernas. Fiquei olhando todo seu corpo e mordendo meu lábio inferior, até que...

– Aan.. quê..? – Nós dois começamos a sentir uma dor de cabeça enorme junto com uma tontura exorbitante, como se uma banda estivesse tocando bateria e rufando tambores em nossas mentes, algo totalmente alucinante, que fez nossos olhos se arregalarem.

– Ain, bateu... – Afirmei, aquilo tudo era efeito do ácido chamado LSD, também conhecido como doce. De onde eu estava, conseguia enxergar perfeitamente vários troços parecidos com pássaros sobrevoando meu quarto e o Luffy, que estava em cima de mim, parecia nesse momento um ser humano muito colorido...

– Que isso... – E ele ficou assustado, olhando as coisas a seu redor do mesmo jeito que uma criança provavelmente ficaria ao adentrar uma Fábrica de Chocolate. – Tá tudo pegando fogo... mas eu tô com frio... de onde vieram essas coisas... – E olhou para mim. – Por que o Torao virou carne?

– Luffy... onde você arranjou esse chapéu cor-de-rosa...

– Mas eu tô... eu não tô... onde eu tô... o quê...

Nós dois ficamos nos encarando por vários segundos, até que não resistimos.

– Pfft... hahahaha! – Começamos a rir no meio do nada, era como se um palhaço tivesse invadido uma praça cheia de doces e pôneis saltitantes pegando fogo com carinhas de sorriso... o quê....

– Luffy... você tá giraando! Como você conseguiu fazer isso...

– Não é que... você tá de cabeça pra baixo...

– Aah... pode crer...

– Mas você... por que você tá com um bicho em cima de você...

– Que bicho que eu tô em cima de mim...

– Você... tem um duende verde na sua barriga...

– Caramba... é verdade... de onde ele surgiu...

– Acho que o Torao deve ser... o rei dos duendes verdes...

– Isso me lembra aquele dia que eu... eu... tinha um dragão no armário da minha casa...

– Qual o nome do dragão...

– Sérgio...

– Ah... quem é Sérgio...

– Quem é quem o quê...

– O quê... pera... quando foi que a gente chego aqui...

– Caramba o que é isso... tem tantas árvores beeeem grandonas e mato...

– O céu... tá vermelho... será que a gente...

– Eita a gente tá... num parque da Branca de Neve...

– Como a gente veio parar aqui...

– Eu não sei, mas... olha! Aquele duende voltou!

– Caaaraca, é ele mesmo... vamos atrás dele!

– Vamos!

Segurei a mão do Luffy e nós dois começamos a correr por todo parque mágico, tinha várias coisas como tipo as árvores e as gramas, também tinham umas coisas tipo essas coisas que ficam no chão sabe, cogumelos e minhocas e alguns esquilos tinham lá também. A gente ficou procurando o duende verde.

Aí a gente gritava pra achar o duende até que vimos uma luz meio chamativa e ela era verde então nós pressupomos que se tratava do tal duende e fomos até ele, lá ele tava debaixo de um arbusto aí a gente tirou o duende debaixo do arbusto e ficamos olhando o duende do arbusto.

– Duende...

– Será que dá pra comer o duende...

– Luffy vamos... queimá-lo...

– Por quê...

– Porque o ouro fica... no final do duende...

– Ah...

Então nós pegamos o duende pelo pé e prendemos ele em uma corda que a gente achou então ateamos fogo no duende o duende morreu e nós comemos ele, mas não tinha ouro... o duende era doce parecia um marshmellow, aí eu e o Luffy a gente repartiu o duente entre si e o duende se foi.

– Cabou duende...

– Torao...

– Oi...

– Você já reparou que as crianças arrumam briga com tanta facilidade, mas dois minutos depois elas já esquecem tudo e viram melhores amigos?

– É que as crianças ainda não conhecem o sistema então elas não aceitam serem julgadas pela sociedade cruel.

– Mas então quando a gente chega a uma determinada idade a gente sofre mutações e nós mesmo julgamos a criança mesmo pensando que julgar era errado quando criança.

– Isso que dá a gente se enquadrar em um modelo que a gente sabe que é errado mas a gente faz mesmo assim por causa dos adultos que eram maus com a gente.

– Aí quando a ente era criança odiava adulto mas agora nós somos esses adultos que a gente odiava. Por que a gente não mudou pra acabar com o ciclo?

– Porque o ciclo é infinito e a gente não tem poder pra destruir o infinito.

– Mas o infinito não é um oito deitado?

– Eu odeio oitos.

– Eu também.

Notas finais
Esse Lemon foi tão terrivelmente BIZARRO e grande que eu tenho ctz que vocês esqueceram o que rolou no resto do capítulo. QUEM NÃO LÊ O MANGÁ DESCULPA MAS EU PRECISAVA INTRODUZIR O KAIDOU PQ ELE É MUITO DIVO Contagem regressiva para o Flashback do Law transformando-se em Ninfomaníaco: 08 capítulos!