Policial Sujo
46 O plano final, de volta para Londres!
Notas iniciais

— Beleza, vamos começar com o plano.
Robin, Trafalgar, Drake e Luffy estavam reunidos dentro de um cofre gigante encontrado nas entranhas do castelo do submundo onde só haviam pilhas e mais pilhas de papéis. Sentaram-se no chão, iniciando um plano com o objetivo de voltar para Londres com todos aqueles documentos impressos.
— Precisamos dar um jeito de colocar 700 mil folhas dentro de um submarino. – Robin explica o primeiro ponto. – Isso sem sermos notados.
— Só vai dar pra fazer isso se todos os subordinados daqui carregarem alguns papéis. – Law dá a ideia.
— E como a gente faz pra fazê-los transferir todas as folhas daqui pro submarino lá de fora? – Luffy indaga. – Não dá pra pedir com educação e nem mandar.
— Que mané pedir com educação, tem que dar um jeito de ameaçar esses canalhas a fazerem o que a gente quer. – Drake fala. – Vamos sequestrar cada membro da família de todos eles.
— Que saco, você não sabe fazer nenhum plano que preste! – Trafalgar grita com ele. – Para de falar besteira!
— Hã? Não existe ninguém nesse mundo capaz de fazer planos melhores que o meu, idiota.
— Então me explica, como caralhos a gente vai sequestrar alguém se nós estamos presos nessa merda de cofre?
— A gente não precisa sair daqui, é só eu fazer algumas ligações, eu conheço várias pessoas espalhadas por aí que podem nos ajudar. É só esperar algumas horinhas.
— Porra nenhuma, você disse isso a mesma coisa e quase que a gente ficou esperando horas naquela merda de sala à toa ouvindo as suas histórias idiotas!
— Como é que é? Minhas histórias são ótimas e eu não precisaria ficar contando elas se você quisesse assistir os vídeos comigo.
— Eu não quero ficar assistindo pornô meu!
— Não tenho só pornô seu.
— Meninos, parem de brigar, vocês estão nos fazendo perder tempo. – Robin os interrompe. – Tenham foco e digam: como vocês pretendem transportar tantos papéis pra um mesmo lugar?
— Só o Mingo pode mandar os subordinados dele deixarem as folhas no submarino. – Luffy fala. – Teríamos que fazer ele dar essa ordem.
— Alguém aí sabe imitar a voz do Doflamingo? – Law indaga.
— Imitar a voz do Doflamingo? – Drake questiona para si mesmo, tendo uma ideia.
— Ah, agora vai dizer que você também consegue imitar a voz das pessoas. – O moreno debocha dele. – Já que você é o “todo poderoso que sabe fazer tudo e tem os melhores planos” imagino que saiba fazer isso.
— Idiota, eu não sei imitar vozes.
— Oh, você consegue admitir que não sabe fazer alguma coisa, já é o melhor que conseguimos o dia inteiro.
— Mas eu sei como fazer pra conseguir imitar a voz dele.
— Você vai usar algum programa de modulação de voz? – Luffy pergunta.
— Não, um programa daria muito trabalho e levaria um tempo, temos pessoas impacientes entre nós.
— Então como vai fazer?
— Deixa pra pensar nisso depois. Supondo que nós tenhamos a voz, como faremos pra mandar uma mensagem geral pro castelo?
— Teríamos que usar o microfone que o Joker usa pra se comunicar com todos. – Robin diz.
— Dá pra pegar?
— Acho que posso conseguir, sim.
— Tá, então a gente manda os subordinados virem buscar os papéis e deixarem no submarino. – Afirma o ruivo.
— E como vamos sair daqui sem que nos vejam? – Law indaga.
— Nós precisamos de disfarces. – Luffy sugere. – Os subordinados do Mingo tem alguma roupa específica?
— Sim, mas elas não cobrem o rosto.
— Tem os uniformes de emergência, que é pra se um gás letal tomar conta do castelo. – O ruivo exemplifica. – Esses sim cobrem o rosto.
— Se conseguirmos jogar um gás letal no castelo já dá pra ter uma desculpa pra transferir os documentos importantes pro submarino. – Robin aponta.
— Então jogamos um gás letal no castelo, colocamos em estado de emergência, obrigamos todo mundo usar uniformes que escondam o rosto e fazemos o Mingo-falso mandar transferir os papéis pro submarino. – Luffy concretiza com palavras o plano. – Como se faz um gás letal?
— Pode deixar que eu cuido do gás. – Drake se dispõe.
— Nem pensar! – Mas Law nega, o conhecendo bem. – Se a gente deixar você controlar um gás perigoso, o castelo inteiro corre risco de explodir.
— Explodir.... – E ele fica com isso na cabeça. – Até que não é má ideia...
— O que vocês estão sugerindo? – A morena indaga.
— A gente podia explodir isso aqui, né. – O ruivo dá a formidável ideia.
— Explodir pra quê? – Mas Luffy é contra. – Só causaria confusão desnecessária, ia atrasar a gente e as pessoas poderiam morrer.
— Luffy, você está completamente certo. – Drake tem uma luz invadindo sua mente. – Nós precisamos matar todo mundo desse lugar.
— Hã?!
— Lá vem o idiota-que-não-sabe-fazer-planos dar uma de psicopata. – Law o incrimina.
— Não, eu tô falando sério! – Mas ele continua teimando. – Nós estamos pensando de modo muito raso, se vamos derrubar o submundo nós precisamos também derrubar todas as pessoas que trabalham nele.
— E a solução pra isso é explodir tudo?
— Eu odeio ter que admitir, mas ele tem razão. – Nico diz. – Se o plano de vocês é acabar com o submundo, todos que fizerem parte dele precisam ou ser presos ou serem aniquilados.
— E não dá pra levar toda essa gente pra prisão num submarino só.
— Gente, esses guardas do castelo não sabem porra nenhuma do submundo, que diferença faz? – Law murmura. – Se vocês querem matar alguém, matem o Trébol.
— Por que o Trébol especificamente?
— Porque ninguém gosta do Trébol e ele me dá nervoso.
— Nem pensar, nós vamos explodir tudo. – Drake teima. – É mais justo e igualitário, se for pra um inocente morrer, então tem que fazer logo uma chacina generalizada.
— Desde quando você é justo e igualitário? – Trafalgar indaga.
— Desde quando uma chacina é sinonimo de ser justo e igualitário?! – Luffy fica perplexo.
— Beleza, então nós tacamos gás letal no castelo, colocamos uniformes que não mostrem o rosto, fazemos o Doflamingo-falso mandar os guardas transportarem os papéis até o submarino, enquanto isso nós escondemos explosivos no castelo, quando tudo tiver pronto nós matamos o Trébol, entramos no submarino, apertamos o botão de explodir tudo e partimos pra Londres. – Drake os ignora, formando o plano completo. – Alguém é contra o plano?
Os três levantam a mão, sendo todos contra.
— Pra que matar o Trébol se já vamos explodir o castelo? – Robin pergunta.
— Nós não vamos matar ou explodir ninguém! – Luffy exclama.
— Eu sou contra a sua existência. – E Law afirma.
— Aff, vocês não sabem dar valor a um bom plano.
— Espera, nós estamos esquecendo de um detalhe muito importante.
— Qual? – Drake, Robin e Luffy perguntam depois do moreno falar.
— O Penguin ainda tá preso no calabouço, nós precisamos resgatá-lo.
— Tá falando sério? – O ruivo reclama. – Esquece esse cara, ele não é mais necessário.
— Você não é necessário e mesmo assim tá aqui, o Penguin é meu amigo, eu não vou deixar ele de lado.
— Tsc, você virou um fresco mesmo. Tá até começando a defender ruivos.
— Eu não tô defendendo ruivos, só que tá invertido, era pra você estar no calabouço e o Penguin aqui comigo, fazendo planos. Com certeza ele é melhor que você.
— Como é que é, aquela mistura de peixe que não nada com ave que não voa é melhor que eu?
— Sim.
— Se dá tempo de explodir o castelo, dá tempo de salvar o Penguin. – Robin diz.
— Quem topa salvar o Penguin levanta a mão. – Law fala e todos, com exceção de Drake, levantam.
— Isso aqui não é uma democracia! – O ruivo exclama com ódio.
— Quem é a favor de expulsar o ruivo idiota daqui levanta a mão. – Repete a ação e, mais uma vez, todos levantam.
— Será que dá pra parar com a palhaçada e voltar ao plano?
— Nós podemos substituir “explodir o castelo” por “salvar o Penguin”. – Luffy sugere.
— Vamos fazer duplas. – O ruivo diz. – Dois de nós espalha os explosivos e os outros dois vão salvar o Penguin, que tal? É justo.
— Eu e o Luffy vamos salvar o Penguin. – Law completa.
— Então eu e Robin cuidamos da parte legal. Como vamos fazer o gás?
— Tem algum reservatório de gás nesse castelo?
— Tem no laboratório maior um gás que estamos fazendo, altamente mortal. – Robin explica.
— Ótimo, então nós vam... – Mas o moreno hesita por um instante. – Espera, esse castelo tem dois laboratórios?
— Você não sabia? – O ruivo indaga.
— O outro, o Joker havia dito pra não te dizer, é lá que guardamos as drogas usadas no tráfico. – Ela explica.
— O quê? – E ele fica pasmo. – O Doflamingo mandou vocês esconderem drogas de mim?!
— Eram elas que eu mandava pra você na prisão. É lá onde estão os explosivos também.
— Então como ficou o plano? – Luffy pergunta.
— Nós vamos pro laboratório legal, salvamos as drogas, deixamos o gás vazar, botamos os disfarces junto com os outros subordinados, fazemos o Doflamingo-falso mandar eles pegarem os papéis, espalhamos os explosivos, salvamos o Penguin e vamos pro submarino. – Law responde.
— Porque o ato de “salvar as drogas” foi incluso? – Nico indaga.
— Nós não vamos explodir o castelo! – Luffy teima.
— Eu ainda não entendi porquê salvar o pinguim. – Drake reflete.
— Então tá aqui o que cada um vai fazer. – O moreno os ignora. – Eu vou pro laboratório, a Robin vai pegar o microfone, o ruivo vai fazer o Doflamingo-falso falar no microfone e o Luffy vai pegar os explosivos.
— Eu vou pegar os explosivos?!
— Só sobrou essa função, o bom é que você vai comigo pro laboratório.
— Não, não, se todo mundo sair vai ser suspeito demais, a gente é procurado. – Drake afirma. – Primeiro a Robin pega o microfone no quarto do Doflamingo e traz pra cá, ninguém suspeita dela ainda.
— De qualquer jeito um de nós vai ter que ir pro laboratório vazar o gás, senão não vai dar pra mandar os subordinados virem buscar os papéis. – Law teima. – Então eu vou me arriscar pelo plano.
— Você só quer ir pegar as drogas!
— Que mentira.
— Então deixa que eu me arrisco, eu vou no laboratório vazar o gás por você.
— Nem pensar, eu fiz química na faculdade, eu vazo o gás.
— Nós fizemos química juntos na mesma faculdade.
— Bom, eu vou indo buscar o microfone enquanto vocês discutem o que vão fazer.
Dito, os quatro formalmente iniciaram o plano para conseguirem sair de Dressrosa e retornarem para Londres com todos os arquivos vitais do submundo em mãos. A morena foi e voltou, sem sequer ser notada, com o microfone que Doflamingo usava para poder se comunicar com o castelo inteiro através de dispositivos de som espalhados.
— Aqui. – Ela fala, mostrando o objeto.
— Nossa, foi rápido. – Drake responde. – Agora eu vou falar com uma pessoa que eu tenho certeza que consegue imitar a voz do Doflamingo.
Ele pegou seu celular, ligando para uma pessoa que trabalhava na Scotland Yard junto com Luffy e seus amigos, um loiro alto de olhos azuis.
“Alô?”
— E aí, George.
— O George conhece a voz do Mingo? – Luffy indaga, ouvindo a conversa.
“Drake, espero que seja importante, eu estou fazendo uma faxina na minha casa e alimentando os pombos que entraram aqui.”
— É importante, eu preciso saber se você consegue imitar a voz do Doflamingo.
“Huh, imitar a voz? Eu não o vejo tem uns dez anos...”
— Eu já te vi imitando a voz das pessoas, você é bom nisso, é só deixar a sua um pouco mais grossa e rouca.
“Tipo.. assim?”— Deixa a voz parecida com alguém muito mais velho.
— Não exagera, tá falsa demais, tenta se lembrar de como é a voz dele.
“Ahn... tipo assim..?”
— Quase lá, mais rouca e debochada.
“Aa.. ssim..?”
— Isso! Assim mesmo.
“Fufufu, eu sou um maníaco idiota.”
— Perfeito. Mantém isso, não desliga o telefone, só fala tudo o que eu for te escrevendo por mensagem.
“Tá bom, fufufu.”
— Eu acho melhor a Robin ir cuidar do gás também.
— Hã, nem pensar. – Law é contra. – Ela já tá fazendo coisa demais! A gente vai ficar só aqui, parado?
— Bom, ela é a única que pode sair desse cofre sem ser perseguida.
— Mesmo assim, não devemos deixar tudo na mão de uma pessoa só, é egoísmo.
— Você quer é ir pro laboratório salvar as drogas...
— Isso não é totalmente verdade.
— Eu posso ir vazar o gás sem problemas. – A morena fala.
— Imagina, não precisa.
— Eu trago um pouco das drogas pra você.
— Ok, boa sorte.
Robin deixa o cofre mais uma vez, subindo até o último andar do castelo o mais rápido que possível. Ao chegar no laboratório superior, encontrou vários montes de dinamite, um armário cheio de drogas pesadas em grande quantidade e um enorme tonel de gás.
Lá também tinha um armário onde eram guardadas roupas de segurança. Ela vestiu uma delas, era amarela com listras e cobria até a cabeça para que não se conseguisse respirar o gás venenoso em caso de vazamento. Em seguida, abriu o tonel de gás e, no mesmo instante, um alarme começa a apitar possibilitando que o castelo inteiro ouvisse.
[ALERTA DE EMERGÊNCIA, ALERTA DE EMERGÊNCIA!]
— A-Alerta de emergência?! – Os guardas se assustaram.
— Tsc, o que é isso agora? – E Doflamingo indaga impaciente.
— Sinal de emergência? – Monet indaga, do calabouço.
— Tem que pegar... o uniforme... de proteção... – Penguin fala, ainda fraco devido às torturas que sofrera.
— Ótimo, a Robin conseguiu. – Drake diz, ouvindo o alarme.
— A gente precisa de uniformes também. – Luffy afirma.
— Vamos pegar os nossos. Quem se arrisca?
— Pode deixar que eu vou, não precisa se arriscar, bebê. – O ruivo vai até a porta do cofre.
— Mas nem pensar! – Entretanto, Law o empurra. – Como se eu precisasse da sua ajuda pra alguma coisa.
O moreno sai do cofre, calmamente voltando a estar no corredor do castelo, sozinho. Até que encontra quatro guardas que já estavam vestindo roupas de proteção e que, ao vê-lo, pararam o que estavam fazendo e apontaram suas armas.
— Corazón, nós temos ordens para levá-lo até o Joker! – Exclamam.
— Tsc, não precisam gritar, abaixem as armas. – Law estava com os braços cruzados, parado, calmo. – Não querem me levar pro Doflamingo? Venham aqui me pegar então.
Abaixaram suas armas e foram até o moreno, cercando-o. Quando estava no meio dos guardas, Law, fingindo que havia se entregado, rapidamente saca a pistola que estava escondida em seu cinto e bate no pescoço de dois deles rapidamente, os fazendo cair.
— Ei, você! – E logo, os outros dois guardas voltam a sacar armas, no mesmo instante.
— Tsc! – Mas Law se abaixa, pegando uma adaga que tinha guardada no bolso para esfaquear o guarda que estava à sua esquerda, apontando a arma para o que estava à sua direita, que também apontava a arma pra ele.
— O-O que você...
— O Doflamingo não me quer morto, você não pode atirar em mim, mas eu posso atirar em você. – Dito, o único guarda que ainda estava de pé se rendeu e largou a arma. – Ótimo, agora me ajuda a levar os outros dois até o cofre.
Cada um deles, Law e o guarda desarmado, levou um subordinado desacordado até o cofre. Ao entrarem e trancarem a porta de novo, forçaram o que estava de pé a retirar a roupa protetora amarela que usava. Depois, Drake bateu no pobre guarda até que ele desmaiasse e os três vestiram as roupas.
— Bom trabalho, garoto. – O ruivo diz. Ele, Luffy e Law já estavam devidamente uniformizados. – Agora é só esconder esses corpos antes que eles acordem.
Não dava para ver quem estava por debaixo do uniforme de proteção, porém, para se identificarem, cada um dos três, com exceção de Robin, desenhou com uma caneta pilot um simbolo nas roupas. Desse jeito, o trio saberia quem era quem, mas os guardas não faziam ideia de que aqueles eram Law, Drake e Luffy.
— Qual é a segunda parte do plano? – Luffy pergunta.
— Esperar a Robin voltar com as drogas.
— Ir buscar os explosivos. – Law e Drake falam respectivamente.
— … – Não gosta do que ouviu.
— Ok, hora de usar o Doflamingo-falso. – Diez pega seu celular. – Tá aí, idiota?
“Oie.”— George responde.
— Imita a voz do Doflamingo.
“Fufufu, muahahaha.”
— Ótimo, agora lê a mensagem que eu te mandei em voz bem alta.
Drake coloca o microfone transmissor que Robin havia roubado do Doflamingo de verdade perto de seu celular, fazendo a voz do Doflamingo-falso ecoar pelos quatro cantos do castelo.
“ATENÇÃO, IDIOTAS! Houve um vazamento de gás agora, o castelo está temporariamente isolado!! Saiam daqui e deixem-no o quanto antes, o uniforme de proteção que vocês tem não vai durar muito!”
— O quê? – Doflamingo fica confuso ao ouvir sua própria voz nos microfones. – Eu mandei todos evacuarem o castelo?
— Behehehe, é melhor sair, o Doffy enviou um sinal de alerta! – Trébol, que estava ao lado dele, grita.
— Hã? Eu tô do seu lado, idiota, eu não mandei essa mensagem!
— Mas eu ouvi a sua voz, behehe, é melhor obedecer o Doffy.
— Caso de emergência! Emergência! Evacuem o castelo! – Os guardas se desesperaram e saíram correndo para fora.
— É pra sair daqui? – Monet indaga, do calabouço.
— Ahn, eu... não sei se vou conseguir andar... – Mas Penguin continuava sem sentir os movimentos do próprio corpo, mesmo tendo vestido o uniforme. – Você pode... me carregar?
“ESPEREM! Antes de evacuarem o castelo, há mais uma missão pra vocês!” — Doflamingo-falso volta a usar o microfone e todos ficam atentos. – “Existem arquivos importantes no cofre que precisam ser levados pro lado de fora!”
— Como é que é? – Joker já estava com ódio mortal daquela voz. – Ei, quem é que tá se passando por mim? Cadê meu transmissor?!
“Peguem todos os arquivos do cofre, ponham-nos em caixas e levem todos para o submarino amarelo localizado na saída do castelo, no pier!”
— Hãããã?!
— Vamos continuar com o plano!
Drake, Law e Luffy, agora devidamente disfarçados, vão correndo para o andar superior, no laboratório, misturados com o restante dos guardas. Contudo, enquanto corriam até seu destino, Nico Robin, que estava em um quarto no terceiro piso, puxa o braço de Trafalgar sem que os outros dois percebessem.
— Ai! Por que você me puxou pra cá, sua louca? – Indagou o moreno, a mulher apenas fechou a porta e ficou com ele no cômodo sozinha.
— Eu preciso falar com você. É sobre o Drake.
Continuando a correr, os outros dois finalmente chegaram ao segundo e mais completo laboratório. Ao fecharem a porta dele, Luffy e Diez notaram que estavam faltando uma terceira pessoa.
— Cadê o Law? – Pergunta o ruivo.
— É verdade, ele não tá aqui. – Luffy confirma. – Será que se perdeu?
— Tsc, era só o que faltava. Vamos continuar com o plano nós dois.
— O que a gente veio fazer no laboratório?
— Pegar o explosivos.
— Hã? Nem pensar, eu não vou te ajudar a explodir o castelo e matar inocentes!
— Vai ter que me ajudar se o Law não voltar!
— Eu me recuso a fazer isso.
— Então vai lá pra baixo ajudar os guardas a levarem os papéis pro submarino ou pede pro garoto vir aqui continuar direito com o plano.
— Tsc, que seja, eu vou procurar o Torao.
Luffy desceu as escadas e Drake continuou no laboratório, pegando o máximo de explosivos que conseguia carregar. Encontrou um saco, onde usou para transportá-los com mais facilidade e, assim que terminou de recolher, voltou a descer todo o castelo, escondendo os explosivos na medida que ia se aproximando do primeiro piso, distribuindo-os igualmente por todos os andares.
As dinamites eram ligadas por um botão que, ao apertado, fariam todas explodir ao mesmo tempo. Elas já estavam devidamente espalhadas pelo castelo inteiro graças ao ruivo que as escondia perfeitamente bem em todos os andares. Ao mesmo tempo, Trafalgar voltou a aparecer.
— Yo. – E encontrou Luffy logo de primeira.
— Torao! Eu tava te procurando, onde você foi?
— Onde o Drake tá?
— Ele tá em algum canto colocando os explosivos, não dá pra fazê-lo desistir dessa ideia absurda. E a Robin?
— Robin foi pro submarino, ela vai nos esperar lá. A gente precisa achá-lo.
— Pelo tempo ele deve estar no quinto ou quarto andar ainda.
— Então vamos até lá.
Law e Luffy começaram a correr juntos, subindo as escadas até estarem no terceiro piso. Lá, viram alguém com um uniforme riscado e com um saco enorme nas mãos, identificando facilmente que tratava-se de Diez Drake. Aproximaram-se.
— Ah, vocês estão aí. – O ruivo os vê, olhando pra Law. – Onde você se meteu, garoto?
— Robin me levou pra uma sala pra me dar as drogas.
— Tsc, você não muda mesmo. Vai, me ajuda, nós precisamos colocar os dinamites em todo castelo, inclusive no calabouço.
— Beleza, nós estamos indo pra lá mesmo, precisamos salvar o Penguin.
— Que seja.
Reunidos novamente, o trio volta a espalhar as dinamites enquanto desciam as escadas rumo ao calabouço. Os subordinados de Doflamingo continuavam levando caixas pesadas de papéis até o submarino de escape, enquanto o próprio Joker, indignado por ter uma voz tão parecida com a sua no mundo, se dirigia até esse mesmo submarino esperando encontrar Law, Luffy e Drake lá.
— É melhor você fugir logo... – Penguin dizia fraco para Monet. – Você ouviu o que o Joker disse... é pra todo mundo sair do castelo...
— Você vai ficar?
— Eu não consigo... me mexer...
— Que tolo, me mandando fugir quando você mesmo não pode salvar a sua própria vida, ufufufu.
— Mesmo que eu morra... arh... eu não posso permitir que uma mulher tão bonita como você se prenda... aqui... por minha causa...
— Eu não continuo aqui por sua causa, aqui é o calabouço, o gás letal nem chegou ainda. Eu estou aqui para caso o Joker peça algo pra fazer antes de deixar o castelo.
— Ah, para... arf... eu vou morrer mesmo... pelo menos finge que é uma situação romântica, heh..
— Quer que eu diga que vou continuar com você até os últimos segundos, huh? – Ela dá um leve sorriso irônico, com a mão cobrindo a boca.
— Bom, você me deu a roupa protetora por algum motivo, né..?
— Só por charme. E ainda tem mais um motivo que me faz continuar aqui.
— Qual..? Não pode ser... será que é porque... no fundo.. você me ama...
— Bobo, eu sei que o Corazón vai vir tentar te salvar, é meu dever matá-lo e entregá-lo ao Joker.
— P-Pera, v-você vai... m-matar o Law-nii?
— É a minha função. Eu serei fiel ao meu Mestre até o final.
— Ei, Monet!
— Huh?
Luffy e Drake apareceram no local. O gás ainda não estava sequer próximo de chegar no calabouço, então eles abriram a parte superior do uniforme que mostrava o rosto para conseguir ver a mulher de cabelos verdes melhor. Monet fez o mesmo e Penguin também.
— Oh, vocês chegaram, ufufufu. – Ri, com sadismo.
— Law-ni... – E o jovem ruivo continuava jogado no chão, atrás das grades, com dores. Luffy não estava lá.
— Abre a cela, Monet. – O ruivo saca uma arma de dentro da sua roupa e aponta pra ela. – Nós vamos levar o Penguin.
— Hm, você acha que esse brinquedo vai me matar?
— Você quer descobrir?
— Porque eu tenho um igual ao seu. – Ela também saca uma pistola, apontando pro ruivo. – E não subestime a minha mira só por eu ser mulher, qualquer mínimo movimento estranho que você faça, eu posso até morrer, mas te levo junto.
— Abaixem essa merda vocês dois, isso nã–
— Pode ficando quietinho aí, Corazón. – Law tentou falar, mas foi cortado quando a mulher de cabelos verdes usa sua mão livre para apontar uma outra arma pra ele. – Se você ou o Jack se mexerem, eu atiro nos dois.
— O que você ganha estragando essas lindas mãos segurando uma coisa tão pesada? – Drake indaga, debochando.
— Eu preciso cumprir minhas ordens e levar vocês dois pro Joker. Cadê o chapéu de palha, por falar nisso?
— A caminho de Londres. Parece que você não pôde cumpri-las tão bem assim, já que o deixou fugir.
— Ainda posso levar vocês dois.
— Abaixa a arma, Monet. – Diez diz, guardando a sua. – Você não precisa mais obedecer aquele idiota do Doflamingo.
— Eu não devo dar ouvidos a você. – Mas ela não abaixa nenhuma das duas.
— É, nós não estamos nem com armas, a gente só quer voltar pra Londres com o Penguin. Esse castelo não vai durar muito tempo. – Law explica.
— Sinto muito, mas eu somente obedeço às ordens do Joker, então, se vocês puderem– Antes que ela pudesse continuar a falar, Luffy se aproxima por trás dela, tentando roubar as chaves de sua cintura sem que a mulher percebesse. – EI! O QUE VOCÊ–
Contudo, no mesmo instante em que ela se distraiu para olhar o garoto, Drake e Law sacaram suas armas e começaram a atirar. Meteram bala no corpo e cabeça da mulher de longos cabelos verdes, não parando de apertar o gatilho, somente andando para mais perto dela enquanto continuavam a atirar até a munição de ambos terminarem. Monet, com mais de trinta tiros, tampouco resistiu e caiu no chão, com uma poça de sangue à sua volta, completamente desfigurada.
— V-V-V-Vo... vo-vocês... – Luffy ficou completamente em choque com o que viu.
— M-Mo... net... – E Penguin teve a mesma reação. – Por quê...
— EI! – O garoto gritou com fúria. – Esse não era o nosso plano! Por que vocês mataram ela?!
— Ela ia morrer com os explosivos mesmo. – Drake se defende.
— Ela torturou o Penguin e prendeu vocês dois. – Law se justifica.
— I-Isso não é motivo pra... vocês são dois assassinos! – Olha para Law com receio. – Eu achei que você tinha mudado...
— Se ela não quisesse morrer, não era pra ter se distraído. – O ruivo fala, com um tom de voz grave. – É por isso que mulheres não devem pegar em armas. Vamos, não temos tempo pra ficar chorando.
— Penguin. – Law entra na cela onde seu amigo ruivo estava jogado, ainda quebrado graças às torturas sofridas. – Como você tá?
— Tá doendo... eu não sinto as minhas pernas, acho que as minhas articulações se romperam.
— Você acha que consegue andar até a saída?
— Não dá... você e o Luffy vão embora daqui? Vão sem mim, eu vou ficar protegido pela roupa do gás... algum dia ele vai ter que sair e eu vou ficar melhor.
— Não é só o gás o problema, nós colocamos vários explosivos nesse castelo, se você ficar aqui você vai morrer.
— O QUÊ? – Se desespera, mas logo sente o impacto do grito. – Ai, ai, ai...
— Levanta, Penguin, vamos embora daqui juntos.
— Então... pelo menos me ajuda... a levantar.
— Se apoia em mim.
Penguin tentou fazer o que ele havia sugerido e realmente tentou se levantar, mas era difícil, o ruivo mais novo estava com os braços e pernas não funcionais graças à Monet que os puxou violentamente enquanto o torturava, permitindo que suas articulações não funcionassem como antes.
— Deixa esse cara aí. – Drake interfere. – Não tá vendo que ele tá aleijado? Ele é só um peso morto.
— Tsc, cala a boca. – Law resmunga.
— Querendo ou não é a verdade, nós já estamos enrolados o suficiente e sem tempo, não dá pra ficar carregando gente por aí. Ou ele dá um jeito de andar, ou fica. Numa guerra, a sobrevivência é a do mais forte.
— Para de falar merda, mas que saco! Você não vê que eu não posso deixar ele pra trás depois de tudo que ele fez por mim?
— E daí? Você fez a mesma coisa com o Kid e por quantos anos ele te perseguiu até morrer? Os dois são igualmente idiotas e você continua sendo um fresco.
— Eu percebi depois que o Kid morreu a besteira que eu fiz por tantos anos, mas não precisa se repetir.
— Ótimo, se você quer ficar aí com o aleijado, problema seu, eu só preciso devolver o Luffy pra Londres. Você pode ficar, mas o castelo vai explodir e eu não quero saber quem tá ainda aqui.
— Law-nii... não me deixa aqui... – Penguin estava tremendo os lábios, tentando fazer o máximo possível para se levantar ou realizar qualquer movimento, sem êxito.
— … – E Law fica olhando pra ele, agachado, vendo sua situação. Seus olhos azuis tendendo a lacrimejar cruzavam-se com os olhos cinzas do médico, que refletia tantos anos de uma amizade forte. – Penguin...
— Depois de tudo que a gente passou... depois de tanta briga com os engravatados... você vai me deixar aqui?
— Eu lamento, mas eu não posso ficar levando no colo alguém que não consegue andar.
— Han? – Apesar da dor no peito, abre um sorriso receoso. – Você... v-você tá brincando, né?
— Você foi muito bom pra mim no passado, mas... eu simplesmente sinto que não preciso mais de você.
— Ei... você não tá falando sério... – Lança um olhar pálido e descrente. – Isso... isso é mentira, né? Depois de tanta coisa que nós passamos juntos...
— Eu não vou dar a vida por alguém e eu preciso sair o mais rápido possível desse castelo. Se eu ficar cuidando de você eu nunca vou conseguir me desligar do passado.
— Mas então... você simplesmente vai... me largar aqui e fingir que tudo o que nós tivemos... foi só por interesses que ficaram no passado?
— Basicamente isso. Mas, obrigado por tudo, por se sacrificar por mim e tal, eu fico feliz de ter podido te dar pelo menos um adeus.
Trafalgar se abaixa, transpassando seus braços entorno do ruivo e o abraçando forte. Penguin não tinha forças para emitir quaisquer tipos de reação, somente ficou parado, inato, sem voz e com o corpo todo trêmulo em ter ouvido aquelas palavras tão egoístas. Ao final, Law voltou a ficar de frente para ele e fechou os olhos, depositando um beijo de despedida nos lábios do amigo.
— Eu preciso ir agora. Até a próxima, se ainda existir uma. – Depois, volta a fechar o uniforme de Penguin e também a fechar o seu, levantando-se e dando as costas, voltando para onde estavam Luffy e Drake. – Vamos nessa.
— Vamos. – O ruivo maior responde, também fechando seu uniforme e correndo com Law até a saída.
— Ei, esperem aí! – Luffy grita na direção deles, fazendo ambos pararem. – É só isso? Vocês vieram pra cá, mataram a Monet só pra no final deixar o Penguin de lado? Vocês nem tentaram ajudar ele!
— Tsc, quando um deixa de ser fresco, aparece outro.
— Luffy, eu odeio admitir isso, mas ele tá certo. – Law fala. – Nós estamos sem tempo, não dá pra ficar cuidando das pessoas agora! Se o Penguin conseguir andar até a bomba explodir, ele vai se salvar.
— Esse ano que você passou aqui no submundo te tornou uma pessoa horrível e egoísta, eu não vou deixar o Penguin pra trás agora, ele vai morrer! – Corre para dentro da cela, indo até o mais novo.
— ESPERA! – Mas Trafalgar o impede, segurando o braço de Luffy e o arrastando. – Você não entende, eu preciso te deixar em Londres e foda-se se isso significar ter que matar uma ou milhares de pessoas!
— Pois eu não quero voltar pra Londres se for pra abandonar um amigo meu aqui! – Ele tenta se soltar a todo custo.
— VOCÊ NÃO PASSA DE UM INGRATO, UM EGOÍSTA! – Penguin começa a gritar, não conseguindo se levantar e acabando por derramar lágrimas ali mesmo. – Eu não tenho nenhuma intenção de me sacrificar por alguém tão desprezível e nojento quanto você, Trafalgar Law! – Exclama, tremendo os lábios e chorando.
— Vamos logo embora daqui! – Drake ajuda o moreno a levar Luffy, correndo e forçando os dois a correrem junto.
— EU TE ODEIO! – Mas mesmo que os três estivessem se afastando gradativamente, ele não parava de gritar. – EU TE ODEIO! Eu te odeio, eu te odeio... como você pôde fazer isso comigo... – E a chorar também. – Eu faço tudo por você... e na primeira oportunidade você me deixa de lado...
— … – Law continua correndo, sem olhar pra trás, porém, hesitante.
— Eu te odeio! Law-nii... eu te odeio...
Com dores no peito sendo abafadas o máximo que conseguiam, Trafalgar, Drake e Luffy foram correndo para fora do calabouço, ainda disfarçados embora o castelo já estivesse desabitado e vazio. Não demorou muito para o gás letal invadir o lugar onde Penguin estava imóvel, sem conseguir se mexer ou proferir uma só palavra.
Ainda nos corredores, Drake pega seu celular para enviar uma mensagem para Kaidou, informando a situação atual.
“Estamos indo pra Londres, me encontra no porto daqui há algumas horas!”
Até que saíram do palácio, finalmente! Luffy estava com um ódio mortal, Law tentava parecer o mais forte possível e Drake estava com o dispositivo que acionaria os explosivos guardado em sua roupa. Do lado de fora, atrás do castelo, existia um pier onde a ilha acabava e iniciava o oceano, local onde o submarino estava atracado.
Ao lado do submarino amarelo, todos os guardas do submundo estavam, já desuniformizados por não ter mais riscos de respirarem o ar contaminado. Lá, também estava as pilhas de papéis, todas guardadas em caixas, do lado de fora, ao lado do submarino, e Doflamingo, junto com Trébol
— E agora, o que a gente faz? – Drake indaga. Luffy tentava controlar o ódio e rancor que sentia.
— Não era você o senhor “soberano dos planos”? Arruma uma solução aí, nós precisamos entrar no submarino e as caixas nem estão dentro ainda.
— As caixas é só empurrar, o que a gente precisa agora é dar um jeito de entrar no submarino sem que ninguém nos veja. Aliás....
— O quê?
— Cadê a Robin?
— Vai saber, eu lá entendo o que essa mulher faz da vida.
— Que seja, como a gente faz pros guardas se dissiparem dali?
— Uma bomba de fumaça seria perfeita agora.
O trio estava escondido detrás de uma parede, somente observando. Doflamingo estava reunido com seus subordinados e havia dado ordens bem específicas de não deixar ninguém entrar no submarino, nem as próprias caixas de papéis, que haviam ficado do lado de fora.
— Tsc, quanta demora... – Donquixote reclama.
— Behehehe, como é chato esperar. – Trébol fala.
— É chato, mas é necessário, aqueles idiotas querem sair daqui de submarino e levar esses papéis não sei pra quê. Um dia eles vão ter que vir pra cá, não dá mais pra entrar no castelo por causa do gás e eu já mandei um grupo de guardas irem procurá-los pelos arredores.
De repente, um pouco distante dali, um sinalizador disparou no ar! Se tratava de uma flecha de fogo que subia aos céus, significando que era lançado um sinal de alerta naquela localização específica onde foi usada. Doflamingo e todos os outros a olharam no mesmo instante.
— Eles estão lá, eu mandei o grupo de busca enviar um sinalizador quando os achasse! – O loiro exclama.
— Behehehe, achamos. Devemos ir pra lá, Doffy?
— Não, é muito arriscado, pode ser um alerta falso mesmo não tendo como eles saberem que nós iríamos usar um. Vai lá buscá-los, Trébol, e os traga pra cá!
— Entendido! Behehehe.
Trébol foi correndo com metade dos guardas até onde o sinalizador havia sido disparado. Próximo ao submarino, só Doflamingo e meia dúzia de guardas restavam.
— Aquilo foi um sinalizador? – Luffy indaga.
— Provavelmente foi a Robin pra nos ajudar a chegar no submarino. – Law sugere.
— Ainda falta tirarmos alguns guardas de lá. – Drake completa.
Não muito mais tarde, Doflamingo recebe uma ligação em seu celular.
— Alô?
“Behehehe, Doffy, né, né!”
— Trébol, é você? Tá com uma voz estranha.
“Nós achamos os três, behehehe, os guardas prenderam eles num poste, né. Estavam tentando fugir pelas barcas, né, né.”
— Ótimo, então estamos indo praí.
“Behehehe, ok!”
Feito, depois da ligação estranha que havia recebido de Trébol, o caminho estava finalmente livre para que Luffy, Drake e Law pudessem entrar no submarino junto com as caixas de folhas. Esperaram só um pouco até que Doflamingo e os restantes dos subordinados não estivessem mais lá.
— Nossa, que fácil. – Drake fala, indo até o submarino.
— A gente precisa agradecer à Robin, isso com certeza é coisa dela. – Law fala.
— Só vamos logo sair daqui, eu quero esquecer que tudo isso aconteceu. – Luffy finaliza e os três começam a jogar as caixas dentro do transporte aquático até não sobrar mais nenhuma do lado de fora.
— EI, VOCÊS!— Contudo, o que não esperavam é que logo Doflamingo voltaria correndo, com o restante de seus subordinados indo atrás dele.
— Não dá mais tempo, entra! – Law, Drake e Luffy entraram no submarino já com todas as pilhas de papéis importantes também dentro, mas não fecharam a porta.
— Por que não fecha logo essa merda de porta do submarino e vamos logo antes que não dê mais tempo? – Trafalgar indaga sem paciência.
— Espera um pouco...
Diez fica aguardando, atento, algo acontecer com a porta do transporte aquático aberta. Não muito tempo depois, Joker surge naquele mesmo lugar e entra no submarino à procura dos três, que é quando o ruivo finalmente tranca a porta e impede que qualquer pessoa entre ou saia.
— Vocês estão aí! – O loiro exclama com um ódio mortal.
— Por que você deixou ele entrar? Teria dado tempo de sair daqui rápido! – Trafalgar pergunta.
— Kaidou pediu pra eu prender ele, então vamos levá-lo pra Londres.
— Vocês levam o Mingo, mas não levam o Penguin? – Luffy ainda estava indignado.
— Pois é. – Drake pega uma das cordas que tinham dentro do submarino guardadas e amarra Joker de uma maneira que ele ficasse imóvel.
— Ei, tira esse negócio de mim! – O que só o irrita.
— Não, nem pensar. – Aproveitando o fato dele estar imobilizado, Drake também une as cordas até o mastro que tinha lá, fazendo Doflamingo ficar realmente sem conseguir se mexer, somente sentado no chão, como um prisioneiro.
— Hm... – Law fica parado de frente para o ex-marido, sorrindo sadicamente. – Que interessante é te ver preso aí.
— Tsc, vai se ferrar.
— Beleza, vamos nessa!
Indo até a cabine de controle, Drake o ligou e fez o submarino submergir, ficando totalmente debaixo d'água. Logo em seguida, colocou as coordenadas de Londres e pôs-se a pilotar o meio de transporte, seguindo viagem até seu país de destino.
— Finalmente, voltando pra casa... – Law estava feliz de fato, sentado na poltrona do co-piloto.
— Que bom que você tá feliz. – Luffy diz seco, em pé.
— Você tá chateado comigo? – Pergunta, virando a cadeira na direção do garoto e abraçando sua cintura.
— Óbvio que sim! Você é um assassino e eu sou idiota demais pra não ter notado isso, eu tinha ficado tão feliz por saber que você estava vivo que nem me dei conta...
— Eu não sou um assassino, Luffy.
— Você abandonou o Penguin e matou a Monet, você é pior que um assassino.
— Falando em matar... – Drake os interrompeu e pegou a caixa com o botão que acionaria os explosivos do castelo. – Quer fazer as honras, bebê?
— Isso, faz isso, volta a ser o assassino que era antes. – O chapéu de palha o coage. – Vocês dois são realmente parecido, dá pra entender porque foram tão amigos no passado.
— Não fala isso. – Tenta puxar a cintura do garoto para si. – Não é verdade, eu fui obrigado a deixar o Penguin de lado e eu fiquei com raiva da Monet. Ela ia morrer mesmo se eu não atirasse, então eu meio que só aproveitei.
— Você não tem que “aproveitar” uma morte.
— Bom, então eu vou acionar o botão sozinho. – O ruivo novamente os interrompe, preparando-se para explodir o castelo de uma vez.
Devido à excitação do clima, ele foi lentamente encostando o dedo indicador no botão para que, no mesmíssimo segundo em que o apertasse, causasse uma enorme explosão! Era tão grande que fez com que os mares ficassem revoltos devido o impacto que causou no chão da ilha. Sem dúvidas alguma, mesmo que não vissem, tinham certeza que o castelo não existia mais.
— Ai, como eu senti falta de explodir as coisas! – Ele exclama.
— V-Vocês explodiram o castelo?! – Doflamingo reage.
— … eu confesso que queria muito ter visto essa explosão. – Os olhos de Law brilham.
— Eu espero que ninguém tenha morrido lá dentro. – Luffy ainda estava triste.
— Não fica assim, Luffy. – Law o traz para si novamente. – Ei, nós ficamos um ano inteiro longe um do outro, a última coisa que eu quero ver agora é você triste comigo.
— Você é um assassino.
— Eu não sou, eu juro. – O puxa, beijando a barriga do garoto. – Depois eu te explico tudo... me perdoa.
— Aah, que maravilha... nem acredito que deu tudo certo. – Drake relaxa em sua cadeira. – Submundo destruído, voltando pra Londres com Doflamingo preso... parece um sonho!
— E o que a gente faz depois daqui? – Law pergunta. – Quer dizer... o que vai acontecer comigo, eu vou voltar pra Yard?
— Não sei. – O de olhos azuis se vira pra ele, com um leve sorriso calmo no rosto. – Se você voltar pra Yard nós vamos trabalhar juntos, vai ser a realização de um antigo sonho meu.
— Nem vem, você vai ser o meu chefe, isso é a realização do meu pior pesadelo.
— Já pensou que legal? Você indo buscar café pra mim todos os dias... eu ia te fazer usar uma roupinha de empregada.
— Isso são contra as regras de lá.
— A gente muda as regrinhas, você seria tipo uma secretária pra mim, ficaria no lugar da Hancock.
— Tsc, o pesadelo só aumenta. Qual é a outra alternativa que eu tenho?
— Bom, já que todo mundo acha que você tá morto, você pode simplesmente mudar de nome e fugir pra algum país.
— Hm, boa ideia... o que você acha, Luffy? Você iria comigo, né?
— Eu não sei se quero mudar de país, não quero deixar o Zoro nem a Nami. Não tem mais nada que a gente possa fazer?
— O que vocês sugerem?
— Você poderia se aposentar. – Law dá a ideia. – Tá na idade já.
— Nah, eu tô longe de me aposentar, principalmente agora que o submundo caiu.
— Vai tentar virar o novo Joker? É bem a sua cara.
— Eu não sei... sabe o que aconteceria se eu virasse o novo Joker?
— Você voltaria pra Dressrosa e me deixaria na Yard em paz?
— Não, você estaria automaticamente casado comigo.
— Quê? – Fica olhando pra ele, inato, suando frio por dentro, sem conseguir raciocinar ou engolir aquelas palavras, sentindo um arrepio percorrer seu corpo junto com um arrependimento eterno e não consegue mais dizer sequer uma palavra.
— Eu andei lendo o seu contrato de casamento esses dias, nele diz que você é casado com o “Joker”, não com o Doflamingo, então você estaria casado com qualquer um que virasse o novo líder do submundo.
— …
— Você não leu o contrato quando assinou, né?
— …....
— Ele tá aí em alguma dessas caixas de papel.
— Pode deixar que eu vou procurar só pra atear fogo.
— Pera, isso é sério? – Luffy indaga. – Quer dizer que o Torao ainda é casado mesmo depois da gente ter explodido o castelo?!
— Pior que ele tem razão. – Doflamingo, que estava ouvindo a conversa, afirma. – Se vocês tirarem o título de mim e não transferirem pra ninguém, o Law passa a ser solteiro.
— E como transfere um título desses?
— Eu preciso assinar a abdicação do cargo. Se eu morrer ou for preso, passa pro meu filho, mas como eu não tenho filho, passa pro meu braço direito.
— E quem é o seu braço direito? – Perguntam, mas logo Law e Luffy olham com medo e receio para Drake.
— Oi.
— Não, não é ele. – Donquixote contrapõe. – É a Robin.
— Então eu estaria casado com a Robin? – Law indaga-se. – Que estranho.
— Só pra confirmar, eu não tenho o menor interesse em me casar com alguém de novo, principalmente com você. – Drake afirma sem sombra de dúvidas. – E eu tenho certeza que a Robin pensa o mesmo.
— Foda-se tudo isso, foda-se quem seja o Joker, foda-se quem seja o braço direito, foda-se os papéis, foda-se toda essa merda. – Se exalta. – Eu decido com quem eu vou me casar e pronto.
— Não se preocupa, a única pessoa doente o suficiente pra querer se casar com você é o Doflamingo e ele vai pra prisão agora.
— Perfeito, porque a única pessoa com quem eu quero ter algum tipo de relação tá bem aqui do meu lado. – Puxa o garoto pela cintura até fazê-lo sentar-se em seu colo, abraçando-o pelo quadril. Luffy, embora ainda tendo um rancor interno por ele, não consegue não retribuir devido às saudades que sentiu.
— Eu te amo. – E diz, olhando com um leve sorriso esboçado em seu rosto para Law.
— Eu também te amo. – Que responde do mesmo jeito, encontrando os lábios dele em um beijo. – Mas só pra garantir...
Trafalgar levanta-se e vai até Doflamingo, que continuava amarrado e sentado no chão sem conseguir se mover, com as mãos atrás das costas. Ficou parado em frente a ele e ordenou, de modo sério.
— Me dá a sua aliança.
— Tsc, que diferença faz? Casado comigo ou não, eu vou preso e você não vai ter mais a obrigação de me ver.
— Não me importo, eu quero a aliança que tá com você, não quero essa coisa nos seus dedos.
— Caso você não tenha percebido, eu não posso mover a minha mão.
O moreno então vai atrás do loiro e se agacha, procurando a aliança nos dedos de Doflamingo. Entretanto...
— Huh?
— O que foi? – Luffy pergunta, vendo o que o namorado estava fazendo.
— Cadê a aliança?
— Como assim? – Doflamingo indaga. – Não tá no meu dedo?
— Não. Você tirou a nossa aliança?
— Não que eu me lembre, deve ter caído.
— Beleza, então foi o destino dizendo que a gente não é mais casado.
— Que ótimo...
(…)
Enfim, depois de algumas horas de viagem, nossos quase-heróis finalmente retornam à Londres! Pararam com o submarino no mesmo porto que Trafalgar foi dado como morto há exatamente um ano. Drake, que pilotava o transporte, emergiu, voltando a ficar acima das águas e podendo abrir a porta do submarino livremente. Já era de noite, o local estava escuro e desabitado.
— Aaah, que maravilha! – O ruivo exclama, sentindo as brisas inglesas. – Que saudades desse lugar.
— Nem me fale. – E Law, assim como ele, também coloca o rosto para fora do submarino. – Eu não venho aqui há muito tempo.
— Vamos sair logo daqui, temos que tirar as caixas, certo?
Luffy sugere e cada um pega uma caixa, deixando Doflamingo lá dentro e as levando para fora do submarino até onde os barcos costumavam ficarem atracados. Lá, puderam notar finalmente que não estavam sozinhos. Havia um carro de polícia estacionado junto com um homem do lado de fora dele, em pé, aguardando a chegada do trio.
— Kaidou! – Drake exclama ao vê-lo, deixando a caixa no chão e indo até ele. Law e Luffy também fizeram o mesmo, seguindo o ruivo. – Quanto tempo.
— Você voltou. – Afirma, tranquilo e logo vendo os outros dois. – E conseguiu trazer o Law e o Luffy com você, que notícia boa... mas por que o Luffy tá com várias bandagens? – Pergunta, o garoto do chapéu de palha ainda estava machucado devido às chicotadas que recebera de Joker.
— Não é nada demais, ele tá bem já. O que importa é que a gente conseguiu, eu trouxe todos os documentos do submundo e o Doflamingo.
— Você trouxe o Doflamingo?
— Sim, ele tá preso dentro do submarino. Nós ainda precisamos tirar o restante das caixas.
— Yo. – Law o cumprimenta, já não tendo o visto há um tempo.
— Oi, quanto tempo! – Kaidou vai até ele, acariciando seus cabelos negros. – Parece que você mudou bastante.
— É bom te rever.
— Também é bom te ver de novo. E você, Luffy? – Se vira até o garoto. – O Drake te deu muito trabalho?
— Bastante.
— Pode deixar que eu vou ter uma conversa com ele depois.
— Enquanto vocês matam as saudades, me ajudem a trazer as caixas pra fora.
Drake fala e os outros dois voltam a retirar as caixas, até que nenhuma mais estivesse dentro do submarino. Tinham mais de setenta caixas e mais de setecentas mil folhas, então deu realmente bastante trabalho para que conseguissem tirar tudo para, em seguida, precisarem locomover Doflamingo.
— Vamos, anda! Verme inútil.
As mãos do então Joker estavam amarradas atrás de suas costas com ajuda da corda. O ruivo foi empurrando ele até o porto, colocando uma arma em suas costas, quase desarmada por ter gasto a maior parte das balas com Monet, contudo, ainda restava uma para ser usada. Ao final, agora os quatro estavam junto com as caixas em frente à Kaidou.
— Então esse é o famoso Joker? – Lovato parou para analisá-lo de frente, com um semblante sério. – Até que não se parecem muito.
— Kaidou Lovato, certo? O Chefe-Diretor da Yard.
— Ótimo, isso nos dispensa apresentações. Donquixote Doflamingo, você será levado diretamente à prisão daqui, tem o direito de ficar calado, tudo o que você disser será usado contra você no tribunal.
— Que maravilha.
— Vem comigo. – Kaidou o levou para onde tinham cercas protetoras bloqueando a passagem do pier até o mar para que ninguém caísse por acidente. Tinham três algemas presas ao seu cinto, ele usou uma delas para prender as mãos do loiro nessas grades e torná-lo imóvel.
— É tão bom ver esse canalha sendo preso. – Drake diz, indo até onde ele estava com Doflamingo junto com Law. – É a realização de um objetivo de anos.
— Nem me fale. – Que concorda.
— Que bom que estão gostando. – Kaidou responde.
— Nós conseguimos todos os arquivos do submundo impressos, sem exceção. – O ruivo expõe. – Viu, Kaidou? Eu disse que conseguiria, agora nós temos o total controle do submundo.
— Pois é, até que você conseguiu fazer tudo direitinho no final.
— Você tá com menos raiva de mim agora pelas coisas do passado?
— Sim.
— Que ótimo. – Drake se vira, ficando de frente para Doflamingo. – E aí, “Joker”. Aprendeu a não cometer mais o erro de me subestimar e se achar melhor que eu?
— Tsc, vai à merda, idiota imundo.
— Não se preocupa, eu faço questão de ir te visitar na prisão algumas vezes. Vai ser ótimo te ver com aquele uniforme laranja comendo a mesma merda daqueles lixos humanos.
— Você não vai precisar ir visitá-lo. – Lovato fala, se aproximando do ruivo.
— Ah, não?
— Não, porque você vai junto com ele.
— Han, como ass–
Antes que o ruivo pudesse indagar sobre o significado daquelas palavras tão fortes, Kaidou Lovato o vira brutalmente, jogando o corpo dele contra às grades e o espremendo, agarrando seu braço por detrás das costas e o algemando sem mais, nem menos.
— Diez Drake, você está preso.
— O QUÊ?
— OI? – O ruvio se espanta, mas o moreno tem uma reação parecida. Leva um susto, mas ao ver Diez em uma situação deplorável, não se aguenta e começa a ter um ataque de risos. – Hahahahhaha, se fudeu!
— O-O qu... m-mas isso... i-isso não pode ser sério! – Os olhos azuis dele estavam incrédulos e sua pele, terrivelmente pálida. – E-Ei, Kaidou! O que significa isso? Isso é uma piada, não é?
— Doflamingo e Drake indo presos ao mesmo tempo, isso só pode ser um sonho... – Law encontrava-se com um sorriso diabolicamente feliz. – Sério, se isso for um sonho, eu não quero nunca mais acordar.
— Que bom que você está tão feliz. – Lovato fala, se aproximando de Law.
— Nem me fale, isso é ótimo!
— Também acho. E sabe o que é melhor?
— O quê?
Na mesma hora, Kaidou faz o mesmo e vira o corpo do moreno com brutalidade, espremendo seu rosto contra às grades e pegando seu braço rispidamente, algemando-o do mesmo jeito que o ruivo estava, inclusive ao lado dele.
— Trafalgar D. Water Law, você também está preso, pode ir vê-los na prisão de perto.
— Hein? – Fica sem reação, ainda processando aquelas palavras.
— Han? – Drake teve a mesma reação. Os dois, Law e o ruivo, estavam algemados, de costas, com o rosto nas grandes e olhando um para o outro. Sem reação nenhuma, somente trocando olhares questionadores.
— O QUÊ? – E ao mesmo tempo, voltaram ao normal e viraram-se de frente para Lovato, com rostos brancos de tanto susto.
— Acho que vocês já conhecem o discurso, mas os dois também tem o direito de ficarem calados, apesar de eu achar que não vai precisar de tribunal já que é óbvio que vão pegar perpétuas.
— Heh, se fuderam. – Doflamingo solta um leve riso sádico.
— Oi? – Luffy vai até eles. – Ei, como assim, o que tá acontecendo? O Drake eu até entendo, mas por que você tá prendendo o Torao?!
— O contrato dele era bem específico, caso ele saísse de uma área de quatro quilômetros ele voltaria pra prisão. Fora que ele virou integrante do submundo, que é outro crime, e ainda forjou a própria morte, que é outro.
— HÃ? – Ele fica indignado. – Eu não forjei a minha própria morte porra nenhuma, eu fui obrigado a fazer tudo isso aí!
— Diz isso no tribunal, quando vier seu julgamento. Quantos crimes você cometeu junto com Doflamingo nesse intervalo de ano?
— Han...
— Então é isso. Mesmo sendo em outro território, crime é crime igualmente.
— Ei, ei, ei, ei, EI! – Drake fica furioso e vai tirar satisfações com o outro. – Que merda é essa, Kaidou? Tira essa bosta da minha mão agora!
— Não, nem pensar.
— Por quê? Eu fiz exatamente tudo o que você mandou, eu destruí o submundo e trouxe a merda dos arquivos pra você!
— É, obrigado por isso, você foi bem útil. – Dá às costas, indo até o monte de caixas que estavam no porto e abrindo uma delas para ver o conteúdo. Tinham vários papéis, como era de se esperado.
— Então tira essas algemas de mim e para de graça!
— Mas isso não apaga os milhares de crimes que você vêm cometido desde os nove anos. Por sorte você me contou todos e eu pude anotar, obrigado. – Lovato pega um dos papéis. – Agora vamos ver o que temos aqui...
— Hã, como é? Nós éramos uma dupla, eu disse que ia trazer o Joker pra você e foda-se o resto!
— Huh? – Franziu as sobrancelhas quando começou a ler os primeiros papéis, ignorando a presença do outro.
— Você não pode simplesmente me dizer uma coisa e chegar aqui e querer me prender, isso é desonesto!
— Han, espera... – Ficou olhando todos os papéis que havia pego, suando frio, como se não estivesse entendendo alguma coisa.
— Eu sei que eu fiz muita merda nessa vida, mas isso não te dá o direito de fazer uma coisa dessas!
— O quê? – Lovato vai até a caixa que havia aberto, vendo também os outros papéis. – O que isso quer dizer? – Via cada um dos documentos, jogando-os para fora da caixa para poder ver os outros que estavam mais abaixo, assustado e com as mãos trêmulas.
— Ei, não me ignora!
— Como assim? – Continua o ignorando, indo agora até outra caixa e a abrindo. Novamente, vai retirando todos os papéis, um a um, e vendo todos igualmente. – O que isso significa? – Continuando assustando com o que ia vendo. – Por quê, meu Deus?
— Hm? – O ruivo não entendia porque Lovato fazia isso. Law, Luffy e Doflamingo também não estavam mais entendo nada. – Que foi?
— Isso... não, não pode ser. – Ficou olhando para um dos papéis, tremendo as mãos, em pânico. – Você...
— Eu?
— Você! – E na mesma hora, com fúria, vai na direção do ruivo, o puxando pela camisa. – O que você fez agora?!
— Han, o que eu fiz agora?
— Você... VOCÊ MENTIU PRA MIM!
— Como é que é, eu menti pra você? EU MENTI PRA VOCÊ? VOCÊ MENTIU PRA MIM!
— Você disse que tinha trazido todos os documentos do submundo!
— E eu trouxe, eu trouxe tudo exatamente conforme nós combinamos há séculos atrás e você coloca essas merdas de algemas na minha mão!
— Então como diabos você explica isso?
— Explicar o quê? Você tá louco!
— Como você explica... o fato de todos esses milhares de papéis estarem em branco?
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