Policial Sujo

49 O novo império de Joker e a recém-chegada liderança da Scotland Yard


Notas iniciais
É com muito orgulho que eu vos encerro esta fanfic!

Chefe-Diretor da Scotland Yard é morto após ser descoberto seu envolvimento com Joker, o homem mais procurado do mundo, como seu braço direito.”

A prisão! Enfim, depois de anos fora de cárcere, Trafalgar Law é jogado de volta no mesmo lugar por onde esteve por dois anos, dividindo a cela com seu ex companheiro e amigo de infância, Eustass Kid, que já havia falecido há alguns anos e portanto, não mais estava ali.

— Eu nunca pensei que ficaria feliz em te ver de novo.

— Nem eu.

Depois da recente descoberta com seu envolvimento com o submundo, os agentes da central de polícia Scotland Yard não tiveram outra escola senão o jogarem de volta em sua cela, onde passaria os restos de seus dias em confinamento.

— Foi por sua causa que eu fui preso, eu deveria no mínimo te dar uma surra…

— Mas?

— Mas eu não sinto nem o mínimo de ódio por você. Nem um pouco.

Ao passar tanto tempo como auxiliar de Luffy na Yard, era inevitável Law não conhecer alguns prisioneiros que ele mesmo poderia ter levado a prisão. Não só por isso, mas por já ter estado lá no passado, ele conhecia algumas pessoas. Algumas que tinham vontade de o ver morto.

— Você gosta de mim agora?

— Como eu posso não gostar da pessoa que veio me dar a notícia de que o Lord Lúcifer morreu?

E uma dessas pessoas que já o conheciam tratava-se de Joseph, posto por ele mesmo na prisão, também primo de Drake, que recentemente havia falecido em um confronto com os agentes da Yard. No momento, ambos se reencontraram, curiosamente dividindo a mesma cela, na mesma prisão.

— Esse seu ódio seletivo é muito estranho. – Law estava sentado no chão de sua cela, juntamente com seu uniforme laranja de prisioneiro, de frente para Joseph, que estava sentado na cama inferior da beliche, conversando junto com ele.

— Não se trata de “ódio seletivo”, é bem simples. Meu ódio por você foi embora, só isso.

— Sabe, quando eu cheguei nessa prisão eu fiquei preocupado porque praticamente todo mundo aqui dentro me odeia. E eu tinha dado sorte porque me colocaram na cela junto com pessoas que não me conheciam, mas aí você deu um jeito de me colocar junto com você.

— Quando eu soube que você tinha voltado pra prisão é óbvio que eu fiquei com vontade de te dar uma surra ou no mínimo ter alguma vingança por ter sido você quem me colocou aqui, então eu pedi pro Smoker te colocar junto comigo.

— Como você faz isso? Você é o único que não dividia a cela com ninguém, você consegue dar ordem aos guardas, consegue fazer com que ninguém te confronte...

— Eu sou o líder dessa prisão, guri. Eu controlo o tráfico.

— O Drake te dava aqueles “presentes” pra você vender junto com o Kid, não é?

— Ele parou de me enviar aquilo há mais de um ano, mas eu consegui me virar. Aqui só tem um bando de brutamontes sem cérebros, animais engaiolados, não é muito difícil controlar as pessoas daqui.

— Eu nunca pensei que teria que te agradecer, mas foi só por sua causa que eu passei esses últimos dias aqui sem que ninguém fizesse nada contra mim.

— Já se passou uma semana desde que você veio pra cá. Eu não ia deixar ninguém encostar na pessoa enviada por Deus pra me contar que o meu primo morreu.

— Eu não entendo como você pode odiar tanto ele, pra mim vocês dois são iguaiszinhos.

— Não me compare com ele.

— Os dois só falam merda.

— Ele é só um maníaco movido por ódio. Eu não sou assim.

— Ei. – Law o chama, um pouco distraído. – Mesmo que você diga que me agradece por ter te dito que o Drake morreu, isso não significa que você tenha que parar de me odiar.

— Por quê, você quer que eu te odeie?

— É injusto, você foi uma das pessoas que estragaram a minha vida e ainda me tratou mal na sua casa. Eu quero te odiar, mas não dá com você me protegendo das pessoas aqui dentro.

— Foi mal por isso. – Ele para de olhar diretamente para Law, deitando na cama e encarando o colchão superior da beliche. – Mas você vai ter que me odiar sozinho.

— Chato.

— Ele... – Ficou olhando pra cima, tendo algumas lembranças. – Ele matou a minha família. Um por um, me fez passar a adolescência em um hospital psiquiátrico que era bem pior que essa prisão. No final, ele conseguiu tirar a única coisa que eu tinha de mim, o laboratório, e me jogou aqui.

— Então você tem motivos pra odiá-lo tanto quanto eu.

— Esses sete dias que você passou aqui, desde que você me contou o que houve, foram os melhores dias da minha vida, guri. Se for pra te odiar pro resto da minha vida aqui dentro, sem motivos, eu iria morrer muito mais rápido. Pode fazer o que quiser com essa informação.

— Então... a morte dele acabou nos aproximando sem querer.

— Ele ferrou com as nossas vidas e nos deixou nessa prisão pra passar o resto da eternidade. Ele já fez o que quis, agora não se tem mais nada a fazer.

— Fale por você, eu não vou passar o resto da minha vida aqui.

— Você acha mesmo que vai dar a sorte de sair da prisão de novo?

— Hoje é a minha conferência com o TJB, Tribunal de Justiça Britânico, eu vou conseguir um acordo com eles e sair daqui.

— Boa sorte com isso.

— Eu não preciso de sorte.

— Boa sorte mesmo assim, você não precisa acabar como eu ou como o seu amigo ruivinho.

Ei! — Um dos guardas da prisão se dirigiu até a cela que ambos dividiam. Era Coby, de aspecto bem jovem e cabelos rosados.

— Coby! – Law já ficou animado em vê-lo, indo até a porta e segurando nas grades. – E aí?

— Eu vim te levar, o Luffy já chegou. Ansioso?

— Nunca estive tanto.

— Então vamos. – Coby abre a porta da cela, permitindo que o outro saísse. – Com sorte você não vai mais precisar voltar pra cá de novo.

— Vocês acham mesmo que esse lance vai dar certo de novo? – Joseph, que estava deitado ouvindo a conversa de ambos pergunta, sem demonstrar nenhuma convicção. – Já foi sorte ele ter conseguido sair daqui uma vez. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

— Ele cai sim, se você souber o que falar e com quem falar nas horas certas. – Law o responde, indo até ele e ficando em pé em frente à sua cama.

— Mesmo que você consiga sair daqui, você vai voltar algum dia. Você não consegue ficar sem arrumar confusão por muito tempo.

— Que foi, mudou o discurso agora? Eu achei que tinha ouvido você me desejar boa sorte.

— Eu desejei porque você vai precisar. E outra, é melhor mesmo você sair daqui, não duraria um segundo sem a minha proteção.

— Eu nunca te pedi proteção nenhuma, você que veio se intrometer no meu caminho.

— De nada.

— Ei. Levanta daí. – Law puxa o braço dele e o obriga a levantar da cama, o fazendo também ficar de frente para si.

— Que foi agora?

— Eu não sei se vai ser a última vez que eu vou te ver, então... – Subiu uma de suas mãos, segurando na nuca dele e olhando em seus olhos. – Obrigado por ter me protegido aqui dentro.

— Pode considerar isso como uma forma de me redimir pelo passado. Só não vai voltar pra cá e me dar mais trabalho, não.

— Isso não vai acontecer, você nunca mais vai me ver de novo.

— Ótimo, que assim seja. – Joseph o empurra forte pelo peito, indo pra cima dele em seguida e falando com um tom alto de voz. – Porque se você colocar os pés na minha área de novo, eu juro que dessa vez eu mesmo acabo com a sua raça!

— Tsc, você não vai precisar. Com sorte eu nunca mais vou precisar olhar pra sua cara.

— A prisão não é lugar pra bixa fresca, então pode ir saindo daqui! Volta pro teu macho e não aparece mais na minha frente. Tá entendendo?

— É exatamente o que eu pretendo fazer. – Law dá às costas, saindo de sua cela formalmente junto com Coby, mas acaba olhando pra trás enquanto andava. – Até nunca mais, Joseph.

— Até. – E ambos se despedem à distância, os dois com um leve e irônico sorriso no canto dos lábios.

Trafalgar acompanhou Coby pelos corredores da prisão, ao som de vários detentos que batiam seus copos nas grades de suas celas e causavam tumulto, alguns gritando e exclamando que Law jamais sairia de lá vivo. O moreno só os ignorava, andando sem prestar atenção, até chegar à uma sala.

Coby abriu a porta e retirou as algemas dele, deixando o atual prisioneiro sozinho. A sala era protegida por paredes grossas e somente tinham uma mesa e duas cadeiras, onde normalmente os detentos se reuniam com os policiais para tentar conseguir liberdade condicional.

— Torao! – Porém, ele não estava completamente sozinho. Luffy, que também estava lá, vestindo o uniforme da Scotland Yard junto com seu querido chapéu de palha. Ao ver o namorado, o garoto abriu um enorme sorriso.

— Luffy! – Law fez o mesmo, correndo até ele e o pegando rapidamente em um abraço de saudades bem apertado onde ficaram grudados por alguns segundos. Quando se separaram, Trafalgar rapidamente o segura pela cintura e olha em seus olhos, dando um beijo nele.

— Como você tá? – O garoto pergunta, se afastando um pouco e olhando o outro dos pés à cabeça, com todos os mínimos detalhes. – Não tá com nenhuma marca roxa? Nenhum ferimento? Nada?

— Não dessa vez, eu tive uma ajuda de alguém que eu nunca esperava. Ninguém fez nada contra mim.

— Sério? Que ótimo.

— Você veio me tirar dessa prisão, né?

— Tem uma van da polícia lá fora, a gente vai te levar até o STB pra julgarem se você merece voltar a viver como informante da Yard.

— E você acha que eles vão deixar?

— Você tinha dito antes que conhece as pessoas que o Drake sequestrou. Isso é verdade?

— E eu tenho uma ideia de onde elas possam estar.

— Se você conseguir resolver esse caso, eu tenho certeza que vão deixar você livre.

— Beleza. Então é assim que vai ser.

— Então vamos lá.

Juntos, os dois foram escoltados pelos guardas da prisão e por agentes federais até uma van que se encontrava no pátio da prisão e os levaria direto para o Supremo Tribunal Britânico, local onde seria decidido o futuro de Trafalgar Law.

Lá era um prédio enorme! Ao chegarem, o moreno foi escoltado por agentes do governo, algemado e ainda com o uniforme laranja de prisão, até o último andar, onde ficava a sala dos juízes que tomariam a decisão de manter ou afastar Law da Scotland Yard.

A sala era tão grande quanto o prédio. Luffy não pôde entrar, nas um dos policiais tirou as algemas do mais velho e o acompanhou. Haviam cinco pessoas que comandavam o Supremo sentadas uma ao lado da outra. Law ficou em uma poltrona, de frente para os cinco.

— O senhor é Trafalgar D. Water Law? – Uma mulher já com boa idade, que estava no meio dos outros quatro, falou.

— Ahn, sim. – E ele respondeu, um pouco hesitante.

— O sr. foi condenado há sete anos por seus crimes, cumpriu dois deles na prisão, ficou um ano foragido e o resto, servindo à Scotland Yard. O que houve nesse período de um ano?

— Eu fui sequestrado e forçado a fugir do país pelo submundo.

— Na última semana a Scotland Yard conseguiu capturar o homem mais procurado do mundo, Joker. Qual é a sua ligação com ele?

— Ele… – Vira o rosto, encabulado. – Ele foi meu marido por dois anos, quando eu tinha quinze.

— Como você o conheceu?

— O amigo do meu pai era subordinado dele.

— Qual é a situação atual desse “amigo”?

— Se Deus quiser, morto.

— O que você fez nesse período de um ano em que esteve com Joker?

— Eu fiz o que ele me obrigava a fazer.

— Você matou alguém nesse período?

— Não.

— E no período em que esteve na Yard?

— Também não.

— Está ciente das proporções que são tomadas quando se mente sobre promessa?

— Sim.

— E mesmo assim afirma que não foi responsável por nenhuma morte?

— Eu não matei ninguém desde que fui preso, sim.

— Junto com Joker, outra pessoa foi apreendida naquele mesmo dia, acusado de diversos crimes. Qual é a sua ligação com Diez Drake?

— Minha ligação? Ahn… – Fica sem saber o que responder. – A gente se conhecia há um tempo.

— Nesse mesmo dia o sr. afirmou que sabe a localização das pessoas sequestradas pelo ex-Vice-Diretor da Yard, que também é o motivo desse julgamento. Isso é verdade?

— Sim, eu sei como fazer pra encontrá-las, mas levaria tempo. Também acredito que todas estejam vivas.

— Já havia sido iniciada uma busca pelas vítimas há alguns anos, mas sem resultado. O sr. está dizendo que conseguiria achá-las?

— Eu conheço esse canalha há tempo suficiente pra saber tudo o que ele fazia.

— Tanto os agentes do seu setor da Yard quanto o próprio Chefe-Diretor Kaidou apoiam a decisão de fazer um acordo com o sr. Se conseguir recuperar as pessoas sequestradas, o sr. volta a ser o informante de Monkey D. Luffy. Caso não consiga, voltará pra prisão e cumprirá o resto da sua pena lá.

— Beleza, perfeito.

— Iniciaremos uma votação para decidirmos se continuará ou não cumprindo pena em cárcere. Até lá, faremos uma pausa.

Uma pausa foi estabelecida e Law se retirou da sala enquanto votariam para decidir se ele voltaria a trabalhar com Luffy ou ficaria atrás das grades pro resto de sua vida. Ao sair, a primeira pessoa que ele encontra é o garoto do chapéu de palha, que aguardava ansiosamente por ele.

— Torao! – Luffy exclamou, indo até o ex-médico. – Como foi lá?

— Assustador…

— O que disseram?

— A mulher disse que eles iriam votar pra saber se eu poderia voltar pra Yard, mas eu acho que foi tudo bem.

— Que bom. Você respondeu todas as perguntas?

— Uhum.

— Com sinceridade?

— Ahn… sim?

— Sério?

— O que importa é que vamos ter que ficar aqui esperando de qualquer maneira. – Law abraça o garoto pela cintura, mudando de assunto. – Então vamos ser positivos.

— Tá.

— Então vamos aproveitar o tempo em que finalmente estamos juntos.

Trafalgar subiu o rosto do garoto com uma das mãos e cruzou seus lábios com o dele, trocando inúmeros beijos junto com Luffy, que também abraçou seu corpo e retribuiu, usando o gesto para matar um pouco das saudades que sentia depois de tanto tempo separados.

— Olá!

Porém, interrompendo o beijo deles, Kaidou, Chefe-Diretor da Scotland Yard, apareceu.

— Ah, Kaidou! – Luffy o cumprimentou, se afastando um pouco do outro.

— E aí. – E Law fez o mesmo.

— Acho que eu cheguei meio tarde. A reunião já aconteceu?

— Eles estão votando pra ver onde o Law vai ficar. – Explica o chapéu de palha.

— Tendi, então tá tudo certo. Eu acredito que não vá ter problemas com isso.

— Você acha que eles vão deixar eu voltar pra Yard? – Indaga o médico.

— Acho sim, tem mais motivos pra você ficar do que motivos pra voltar pra prisão.

— Que ótimo! – Luffy exclama.

— Mas antes eu queria conversar com vocês sobre uma questão. – Kaidou parecia preocupado.

— Que questão?

— Vamos ao refeitório, lá eu falo.

Mesmo pensativos sobre o que Lovato teria a dizer, Law e Luffy o seguiram até o refeitório que ficava abaixo da recepção do grande prédio do STB. Lá, Kaidou primeiro sentou com eles em alguma mesa, ainda com um semblante incerto no rosto, e pagou-lhes um lanche, pouco antes de começar a conversa. Ele foi direto ao falar sobre o assunto.

— Eu vou me aposentar da Scotland Yard.

— Você vai o quê? – A reação de ambos foi igual e ao mesmo tempo, perguntando incrédulos em uníssono.

— Depois da decisão do STB sobre o Law, eu vou deixar a Yard. – Kaidou repetiu. – Eu venho pensado nisso há um tempo.

— P-Por quê?! – Luffy indagou surpreso. – Você não pode fazer isso, Kaidou!

— Na verdade, isso eu posso fazer. O que eu não posso, é ficar em um lugar que não tem mais espaço pra mim.

— Mas por quê? Todo mundo lá gosta de você!

— Porque eu passei uma boa parte da minha vida tentando cumprir um objetivo, e desde semana passada, eu percebi que eu nunca tentei fazer outra coisa. Eu não tenho mais família, amigos ou alguma coisa que eu queira correr atrás e realizar.

— Então você se sente... sozinho?

— Eu não sinto que eu pertenço mais à Yard, eu acho que as pessoas de lá precisam de alguém que esteja envolvido de verdade pra liderá-las. Eu não sou mais essa pessoa, Luffy. Hoje meu lugar é em casa, cuidando dos meus trinta e dois gatos.

— Mas não precisa ser assim! Quer dizer, todo mundo lá gosta de você, você pode tentar construir outro objetivo e ainda sim continuar cuidando dos gatos...

— Não é assim. Eu preciso deixar que outra pessoa fique no meu lugar, eu não posso continuar com vocês ficando pensando em outras coisas, seria desleal. Eu passei tempo demais cuidando de outros assuntos, chegou a hora de deixar a Scotland seguir seu rumo.

— Mas...

— Você não quer continuar indo pra Yard agora que ele morreu, é isso? – Law pergunta, diretamente.

— Eu não deveria nem continuar lá depois de ter deixado ele na Yard por tanto tempo, sabendo o que ele fazia.

— A culpa não é sua disso tudo ter acontecido, todos nós vamos sentir saudades. – Luffy prossegue dizendo.

— Desculpa, mas eu já tomei a minha decisão. E eu também quero te pedir uma coisa, Luffy.

— Sim?

— Se não for pedir muito, eu gostaria que você ficasse no meu lugar como novo Chefe-Diretor.

— E-E-Eu?! – Ele ficou realmente surpreso com a proposta e Law teve a mesma reação, ambos ficando pasmos.

— Sim! Você é perfeito pra ser o meu sucessor, sempre fez o seu trabalho direito, é honesto e seus amigos falam muito bem de você.

— E-Eu... não sei nem o que dizer.

— Pensa na minha proposta. Eu pretendo renunciar quando o lance com o Law estiver resolvido, até lá você me dá uma resposta. Tudo bem?

(...)

Dito e feito, a decisão do Supremo Tribunal Britânico estava concretizada! Após a votação entre os líderes da justiça britânica e o grupo que tomava conta da Scotland Yard, Trafalgar Law foi autorizado a continuar como informante ao invés de continuar na prisão até cumprir sua pena de pouco mais de quarenta anos.

Contudo, como ele ainda era um prisioneiro mesmo estando fora das grades, ele era constantemente vigiado. Antes, por uma tornozeleira que haviam colocado para rastreá-lo. Agora, por um pequeno chip que foi implantado na altura de seu pescoço e que fornecia em tempo real todos os seus passos, transmitido diretamente para o celular de Luffy.

— Tsc... esse negócio coça. – Ele reclamou, colocando a mão no local onde o chip havia acabado de ter sido implantado. – Pelo menos agora não tem nada no meu pé.

— Não reclama, pelo menos eles deixaram você ficar longe daquela prisão.

— Não tô reclamando, qualquer coisa é melhor do que ficar naquele lugar.

Ao sair do STB, agora como uma pessoa normal, Trafalgar já estava com suas roupas de volta e ele e Luffy foram para a casa do mais novo, onde haviam acabado de sair do carro e estavam em frente à porta, se preparando para adentrarem.

— Como assim o Poodle continua vivo? Com quantos anos ele tá?

— Para de ficar desejando morte ao Peter. – Luffy diz, com raiva, abrindo sua porta.

— Eu não tô, juro. Pra falar a verdade eu até sinto saudades dele.

— Verdade?

— Uhum. Depois de ficar preso naquele inferno de Dressrosa eu percebi que eu sentia falta de todas as coisas chatas daqui, até mesmo dessa peste.

— Então eu acho que você vai gostar de uma coisa.

— Huh, que coisa?

Luffy abriu a porta de sua casa e não demorou muito para que logo um pequeno cachorro peludo branco viesse correndo na direção deles, serelepe com a língua para fora e abanando o rabo.

— Rawr, rawr! – Peter, o Poodle, rapidamente viu Law junto com Luffy e correu na direção do mais velho, pulando em cima dele e latindo do jeito agudo de sempre.

— Peter! – E Law o pega no colo, o abraçando e realmente gostando dele por alguns segundos, permitindo que ele até mesmo lambesse seu rosto.

Rawr, rawr, rawr, rawr, rawr! — Eis que, enquanto os outros matavam as saudades, alguns latidos mais agudos e repetitivos ainda surgem no outro cômodo.

— Han, tem outro cachorro aqui? – Law indaga, já preocupado.

— Sim, eu adotei outro quando você tinha morrido. Dessa vez é uma fêmea.

— Qual raça é dessa vez?

— Rawr, rawr, rawr, rawr, rawr! – Dos corredores da casa, Peterlina, uma Chihuahua um pouco menor que Peter, surgiu. Law ficou tão incrédulo que não conseguiu se mover, apenas deixou seu queixo cair em desgosto.

— O nome dela é Peterlina. – Luffy a segurou com um sorriso nos lábios, acariciando-a de modo feliz. – Ela ainda é filhote.

— Você... – O pobre médico não conseguia sequer acreditar em seus olhos. – Adotou... um cachorrinho de madame...

— Não é um 'cachorrinho de madame', a Peterlina é uma Chihuahua.

— E ainda batizou de 'Peterlina'... é como se fosse a irmã do filho do Adams...

— Para de comparar os meus cachorros ao seu tio maluco!

— Rawr, rawr! – Peter começa a latir.

— Rawr, rawr, rawr, rawr, rawr! – E Peterlina faz o mesmo.

— Não acredito... – Law começa a sentir falta da prisão. – Isso não pode ser real... a Poodlelina não pode ser real...

— Você vai mesmo continuar com isso?

— Tem razão. – Law tenta canalizar todo seu rancor e desfaz-se dele, indo até Luffy e abraçando o garoto. – Eu só quero me lembrar o quão bom é voltar a poder ficar contigo sem me preocupar com nada.

— Acho que isso não vai ser um problema daqui em diante. – Luffy retribui o abraço, deitando o rosto no peito do outro. – Já que agora parece que tudo vai voltar ao normal.

— Você acha que esse lance de se tornar o Chefe-Diretor da Yard vai mudar muito? – Law se afasta um pouco, ainda segurando a cintura dele. – Porque eu não quero que você fique cheio de compromissos e se esqueça de mim.

— Bom, provavelmente eu vou ter muitos compromissos sim, mas...

— Mas?

— Mas isso não vai ser um problema se você for morar aqui, né?

— Han? – Law leva um pequeno susto. – Como assim? Você...

— Eu quero que você venha morar comigo, Torao.

— S-Sé.. sério?

— Nós ficamos um ano inteiro sem nos vermos, eu não quero mais passar nenhum segundo longe de você.

— Luffy...

— Porque eu te amo.

Trafalgar não aguentou o peso daquelas palavras e abraçou o garoto novamente, bem forte, segurando tanto seus cabelos quanto seu corpo. Em seguida, levou seus lábios até os de Luffy, o beijando enquanto caminhava para trás, o despindo e indo em direção ao quarto.

Foram despindo-se rapidamente e andando para trás igualmente rápido até chegarem ao quarto de Luffy. Fecharam a porta com o pé e Law pôde finalmente fazer o que qualquer homem adulto com mais de trinta anos faria dentro de um quarto com cama de casal.

— Aaah, como isso é bom… – Ele se jogou na cama, abrindo os braços e fechando os olhos, parecendo ter um orgasmo em deitar. – Não importa quanto tempo passe, deitar em uma cama depois de ficar na prisão é a melhor sensação…

— Você deve estar bem cansado. – Luffy comenta, olhando pra ele de pé.

— Tô… mas até que eu não dormi mal na prisão dessa vez, acho que eu me acostumei a dormir de olhos abertos.

— Parou de ter aqueles sonos pesados, então?

— Não, isso nunca.

— Então vamos descansar! – Luffy também deita na cama, ao lado do mais velho. – Não tem nada que vá nos atrapalhar mesmo.

— Olha, eu espero que você esteja certo. Só tem uma coisa que eu ainda preciso fazer hoje.

— E o que é?

(...)

Já bem à noite, depois de passarem a tarde inteira dormindo, Law acordou e saiu de sua nova casa, pegando um táxi e indo até um certo endereço. Tratava-se de um certo laboratório em que ele era sócio desde a adolescência, mais de quinze anos no passado, mas que agora estava sobre nova direção. Além disso, não era mais um laboratório, e sim, uma tabaccaria.

— Yo. – Law entrou com as mãos no bolso, olhando o lugar de cima a baixo para ter lembranças de antigamente.

Desculpa, eu tô fechando agora. — Sem olhar pra ele, o novo dono do antigo laboratório responde, abaixado atrás do balcão, arrumando alguma coisa.

— Ah, tá fechado até pra mim, Brad? Beleza, eu volto outro dia.

Huh? — Brad Pittyson, atual dono do local, presta mais atenção e acaba notando que já conhecia aquela voz. – Essa voz…

Então, ele se levanta do balcão e olha para quem havia acabado de entrar. Law estava parado à sua frente depois de ter sido dado como morto há mais de um ano. Em primeiro, Brad não acreditou em seus olhos e ficou sem saber o que dizer, mas o outro logo quebra o silêncio pra mostrar sua existência.

— Yo, Brad.

— M-Ma.. ma.. mano Law?! – E seus olhos infantis se enchem de lágrimas depois de ver um amigo que pensara já ter partido.

— Eu tenho que dizer, até da sua falta eu senti.

— É como se o orixá da terra tivesse lhe dado uma nova chance à vida! – Brad abre seus braços e vai na direção de Law, chorando como uma criança, dando um beijo nele e o abraçando do modo mais forte que conseguia.

— É bom te ver de novo. – Ele retribui o abraço do mesmo jeito.

— Que bom que você tá vivo… – E depois de vários segundos juntos, Brad se afasta. – Onde você esteve tanto tempo?

— Aconteceram muitas coisas ruins, eu acabei precisando me afastar, mas agora eu tô aqui de novo.

— E o mano das Antártidas? Eu nunca mais soube dele desde que você se foi.

— O Penguin? Ahn… ele… não está mais entre nós, Brad.

— Como assim? Onde ele tá?

— Em um lugar bem longe, melhor do que aqui. Eu acho difícil vocês conseguirem se ver de novo.

— Poxa… mas que bom que pelo menos você voltou!! Bora sair qualquer dia desses!

(...)

No fim de semana, para celebrar tanto a ressurreição de Trafalgar como sua entrada para a Scotland Yard e o novo cargo de Luffy, ambos se reuniram junto com Nami, Roronoa Zoro e Rosinante em um grande restaurante japonês no centro da cidade londrina.

— Eu não acredito que você vai mesmo ficar como novo Chefe-Diretor da Yard, Luffy! – Nami exclama após o mais novo ter contado a novidade. – Isso é incrível, parabéns!

— Monkey D. Luffy, líder da Scotland Yard. – Zoro comenta, enaltecendo o nome. – É, até que é bem chamativo, combina com você.

— Ei, Cora-san. – Law o chama, em tom de sermão. – Toma cuidado com isso?

— Por quê? – Ele estava brincando com o Wasabi, um tipo verde de pimenta, com seu hashi enquanto o garçom não vinha.

— Porque isso aí é forte, não é sorvete de pistache.

— Hur, eu sei o que é um Wasabi, tá? Mas parabéns pelo cargo, Luffy, só é meio triste pelo Kaidou ter saído.

— É, ele vai fazer muita falta lá dentro. – Nami comenta. – É uma pena.

— Cadê o garçom daqui? – Zoro chama impaciente. – Eu quero o meu sakê.

— A gente também tem uma coisa pra contar! – Nami exclama, olhando pro de cabelos verdes depois. – Né, Zoro?

— Huh, o quê? – Como resposta, ele recebe um chute na canela. – Ai! Ai, é, é, verdade, a gente tem uma coisa pra falar.

— O que é? – Luffy indaga.

— Eu estou–

— WAAAAAAHHH! – Rosinante, em um ato de descuido e distração, acabou colocando o hashi sujo com Wabasi em sua boca e, devido o tempero extremamente forte, ele gritou e deu um pulo de sua própria cadeira, batendo na mesa com a perna e fazendo com que os pratos quase caíssem, caindo com o corpo no chão e chamando a atenção de todos no restaurante.

— Eu sabia que isso ia acontecer... – Law murmura.

— V-Você tá bem? – Luffy e Nami perguntam, preocupados.

— Agora sim, tá todo mundo olhando pra gente. – E Zoro comenta.

— Ai, ai... desculpa. – Com ajuda, Rosinante consegue se levantar e voltar ao normal. – Eu queimei a minha língua.

Tá tudo bem? O que aconteceu aqui?

Por ter sua atenção sido chamada, o cozinheiro do restaurante foi até eles ver o que estava acontecendo. Era um homem alto, loiro, com a franja cobrindo um de seus olhos e um cheiro adocicado de cigarro saindo de sua boca.

— Não é nada, foi só um... acidente...

Ao prestar atenção na figura do cozinheiro, Zoro acabou levando um susto e se surpreendeu ao lembrar-se de quem era, sem conseguir pronunciar mais nada.

— Huh, eu já não vi vocês antes? – O cozinheiro indaga.

— AH! É você! – E Law também o reconhece, apontando pra ele. – Você é aquele Príncipe!

— “Príncipe”? – Nami pergunta, estranhando.

— Verdade, ele é daquele caso no bar de uns dois anos atrás. – Luffy também o reconhece.

— Oh, o pessoal da Yard! – Ele abre um sorriso no rosto ao se lembrar. – Verdade, são vocês mesmos. Podem me chamar de Sanji Vinsmoke.

— … – Zoro tenta esconder o rosto, não querendo ver a face do sujeito depois do que ele havia feito.

— E aí, Verdinho, não vai dizer nada não? – Law fica o cutucando para irritá-lo. – Já faz tempo que vocês não se veem.

— Cala a boca, Trafalgar...

— Vocês se conhecem? – Nami pergunta.

— Nós tivemos alguns bons momentos juntos. – Sanji responde, acariciando os cabelos verdes do outro parra irritá-lo.

— Tsc, não encosta! – Que acaba batendo na mão dele. – Não era pra você estar preso?

— O Sanji é de um antigo caso nosso. – Luffy responde.

— É, um antigo caso do Zoro. – Law completa e recebe um olhar assassino de Roronoa.

— Eu não fui preso, só paguei uma multa. – Sanji explica. – Agora eu trabalho nesse restaurante. Bom, sejam bem vindos!

— N-Nami, você não tinha uma coisa pra contar..? – Zoro fala, tentando desviar o assunto ali na mesa.

— Ah, sim! – Todos param de falar e a ruiva finalmente conta o que gostaria de ter dito antes. – Eu estou grávida!

— S-Sério?! – Luffy fica surpreso e abre um enorme sorriso. – Que notícia ótima, Nami!

— Aah, parabéns! – Rosinante exclama.

— Legal, agora teremos um mini-Verdinho. – Law diz, não muito animado.

— O que você disse, desgraçado? – Que faz com que Zoro segurasse sua camiseta com raiva.

— Calma, eu tô brincando! Parabéns vocês dois, de qualquer jeito.

(…)

Alguns dias depois, dentro da Central de Polícia da Scoltand Yard, Luffy estava em sua própria sala, agora como líder de todo o setor londrino, quando um de seus agentes bateu à sua porta. Ele permitiu a entrada, e logo recebeu um aviso.

— Chefe-Diretor.

— Sim?

— Depois de quinze dias, um de nossos setores detectou uma possível negociação envolvendo o submundo.

— Han? Isso é impossível, o Joker foi preso..

— E desde aquele dia nós não interceptamos mais nada, nem conversas ou negociações, mas parece que agora voltou. Nós temos o relatório completo já impresso.

— Entendi, deixa eu ver esse relatório.

O agente entregou os papéis tratando de um possível caso envolvendo o submundo para Luffy e ele leu, saindo de sua sala e indo encontrar a nova equipe de Law, composta por Nami e Rosinante somente, visto que Roronoa acabou ficando com o cargo de Vice-Diretor ao lado do moreno.

— Torao? – Luffy entrou, chamando-o.

— Sim?

— Eu acabei de saber que o submundo está de volta. Você, por acaso, sabe de alguma coisa sobre isso?

— Hm, eu soube que alguém interceptou alguma coisa. Por quê?

— A gente também acabou de saber disso. – Rosinante completa.

— E nenhum de vocês dois tem nada a ver com isso? – Luffy continua perguntando.

— Luffy, eu não sei de nada que envolva esse negócio de submundo, e também não quero saber.

— É, eu também não faço ideia. – Donquixote diz. – Meu irmão foi preso e só, essa era a minha única ligação com esses assuntos.

— Eu vou pedir pra verificarem se o Doflamingo não fez nada de dentro da prisão. – O moreno do chapéu de palha fala. – Vocês não sabem mesmo, nem tem nenhuma teoria, de quem está por trás desse “novo submundo”, né?

— Nops. – Respondem juntos. – Se a gente souber de alguma coisa, a gente avisa.

— Hoje é o dia de habilitação da Yard, né? – Nami pergunta. – Semana passada saíram os resultados das provas de admissão.

— Sim, sim, novos agentes vão entrar aqui na Yard. – Luffy completa. – Eu já tenho a lista de cada um deles e também já sei quem eu vou colocar no setor de vocês, falta uma pessoa pra voltar a ter quatro aqui dentro.

— E quem vai ser? – Rosinante indaga.

— Por favor, me diz que não é nenhum ruivo. – Law implora com o olhar.

— Ele tem vinte e quatro anos, porte médio e acabou de se formar na faculdade de criminologia. E sim, ele é ruivo sim.

— Ah não...

— O nome dele é Satchi, ele é de uma cidade próxima à daqui. Daqui a pouco os novatos chegam, aí eu apresento ele a vocês.

Monkey D. Luffy? — No mesmo momento, um dos agentes se aproxima e sussurra no ouvido dele. – Os novos membros acabaram de chegar.

— Beleza, eu vou lá. – Responde, mas em seguida volta a olhar para seus amigos. – Eu vou deixar vocês encarregados dessa nova questão do submundo, tá?

— Beleza. – Respondem em coro.

Luffy, como Chefe-Diretor, foi cumprimentar os novos agentes que estariam chegando à Yard. Em seguida, ele levou um ruivo não tão alto e que usava óculos escuros chamado Satchi até a sala onde Law, Rosinante e Nami trabalhavam, apresentando-os.

Depois da apresentação, começaram a discutir sobre a intercepção de uma possível conversa ilegal envolvendo o submundo, montando algum tipo de plano para averiguar todos os pontos possíveis em busca de mais informações.

— Primeiro nós precisamos descobrir o endereço de onde a ligação veio. – Nami comenta.

— Não parece ser muito grave, é só mais um caso envolvendo comércio de produtos ilegais. – Rosinante esclarece. – Talvez nem seja do submundo.

— Não, precisa ser do submundo sim. – O novo agente, Satchi, supõe. – O submundo é a única rede internacional onde se pode fazer esse tipo de transação entre produtos ilegais.

— Tsc, mas que saco isso. – Law resmunga. – Eu tive que passar um ano inteiro ouvindo esse blá blá blá de submundo e agora me surge um “possível novo Joker”.

— Gente, vamos focar aqui. – Nami fala. – Nós sabemos que é um estabelecimento comercial comum que está vendendo produtos ilegais escondidos, então primeiro a gente precisa checar quais deles não receberam nenhum estoque de fornecedor legal esse mês pra termos algumas pistas.

— Como somos quatro, a gente pode se separar por zonas. – Satchi sugere. – A Nami pode checar na Zona sul, o Rosinante na zona Leste, o Law-nii na zona Norte e eu fico com a Zona Oeste.

— Que ótimo, isso vai dar um trabalho dana... – Law começa a dizer, mas acaba notando algo estranho. – Pera aí, do que você me chamou?

— Han?

— É uma boa ideia, eu vou fazer um mapa de cada estabelecimento comercial então. – Nami fala, indo até o computador.

— Não, é sério, o que você disse agora? Acho que eu não ouvi muito bem. – Trafalgar continua perguntando para o novo ruivo que havia surgido.

— Eu disse que você podia ficar com a zona Norte.

— Antes disso, o meu nome.

— Ah, desculpa, eu não sabia que você preferia ser chamado pelo sobrenome... e ele é meio difícil, né.

— Não é disso que eu tô falando! Você colocou uma coisa depois do meu nome.

— O quê?

— Parem de ficar conversando, nós temos trabalho a fazer! – Nami briga com eles, o que faz Law desistir de ficar perguntando, mas ele acaba olhando desconfiadamente para Satchi.

♣ ♥ ♠ ♦ Na mesma hora, em outro lugar... ♦ ♠ ♥ ♣

— Aaaaah, que lugar ótimo!

Em uma ilha situada no Oceano Pacífico que não recebia quaisquer juridisções do governo, uma certa pessoa de uma certa organização a havia comprado e montado seu próprio território, junto com também seu próprio castelo.

O que chamava a atenção naquele lugar, e o tornava algo único, era o fato daquela ilha ser composta apenas por mulheres, recebendo o nome de Amazon Lily. Todas ali, por serem independentes, eram guerreiras de seu próprio exército nacional e obedeciam seu novo reinado.

— Foi uma ótima ideia mesmo ter vindo pra cá, não é?

— E como, esse é o paraíso! Meu sonho de ser o único homem em um país foi realizado!

— Só não deixe a sua felicidade atrapalhar seus negócios, Joker.

Aquela ilha foi escolhida para ser a nova sede do submundo, liderada pelas únicas duas pessoas de dentro do palácio que restaram no comando. Todas as outras ficaram presas no antigo castelo em Dressrosa, no calabouço, para definharem de fome, sede e frio.

— Os novos Jacks já chegaram aos seus postos?

— Sim, temos agentes na Scotland Yard, FBI e Mossad. Precisamos de alguma menina na China também.

— Eu ainda quero colocar a Taiga no serviço secreto da Alemanha, ela daria uma ótima informante...

Líderado por Penguin, o novo Joker, que usava a aliança do antigo roubada por Robin, que havia seguido no cargo de Queen, o novo exército do submundo contava majoritariamente tanto com as mulheres guerreiras da ilha que tomavam conta dos computadores e eram enviadas para diversos países infiltradas, como pelas ex-esposas do ruivo, algumas que foram morar em Amazon Lily, e outras que também entraram para o submundo.

— E ainda foi ótimo poder ter a papelada do antigo Joker, né? Facilita o trabalho. – Penguin comenta estando em uma das praias da ilha, deitado na areia junto com Robin, que estava pegando sol em uma cadeira.

— Sim, com certeza.

— Só vou sentir falta do Law-nii... – Ele estava com um notebook ao seu lado. – A gente não pode nem falar com ele via Skypiece, né?

— Não inventa, Penguin.

— Mas...

— O quê?

— Eu ainda preciso conversar com uma pessoa... sobre um estoque de um laboratório em Londres e tals... por negócios.

— Com o Brad Pittyson?

— É...

— Você não esquece mesmo essa pessoa, né?

— …

— Pode falar com ele, é só pedir pra manter em segredo e não contar a sua localização.

— S-Sério?!

♣ ♥ ♠ ♦ (…) ♦ ♠ ♥ ♣

Dias normais finalmente chegaram à vida de nosso jovem médico. Trafalgar Law estava conseguindo ficar na Scotland como habitualmente, sem grandes maiores preocupações ou azares o perseguindo, além de estar em paz com o noivo, Monkey D. Luffy.

Em um final de tarde, eles estavam reunidos no cemitério onde três corpos, supostamente, estavam enterrados. Haviam três tumulos, um ao lado do outro, o de Eustass Kid, o de Trafalgar Law e o de Diez Drake. O mais velho e Luffy estavam debaixo de uma árvore, bebendo juntos.

— Você não acha que é melhor tirar o seu túmulo dali, não? – Luffy pergunta, se sentindo estranho ao ver aquilo.

— Nah, é até simbólico. Quem mais tem a oportunidade de visitar seu próprio túmulo?

— É estranho, parece que você morreu mesmo.

— Bom, vocês acharam que eu tinha morrido, né. Esse cemitério acabou se tornando um dos meus lugares preferidos de vir.

— Por causa da morte do Drake e do Kid?

— Pelo significado dessas mortes, até mesmo a minha. É estranho ter crescido com essas pessoas e agora vê-las assim...

No mesmo cemitério, enquanto Law e Luffy estavam juntos, uma outra pessoa apareceu lá. Se tratava de um homem não muito alto, com cabelos medianos ondulados laranjas vestindo trajes étnicos com estampas de vários países. Ele acabou chamando a atenção dos outros dois quando parou em frente ao túmulo de Law e fechou os olhos, parecendo iniciar uma oração.

Quem é esse cara? — Luffy perguntou, sussurrando.

Sei lá. — E ele respondeu, meio intimidado.

Ele deve te conhecer, ele tá rezando no seu túmulo.

Eu não faço ideia de quem seja essa pessoa.

Em seguida, a pessoa desconhecida volta a abrir seus olhos azuis e pega em seu bolso uma pequena flor de papel amarela, a flor de Lily, deixando-a no tumulo de Trafalgar e novamente chamando a atenção dele e de Luffy. Depois ele ainda se dirigiu ao túmulo do lado, onde Drake estava enterrado.

Tem certeza que você não conhece essa pessoa? — Luffy insistiu.

— Pera...

E dessa vez, ao contrário do que havia feito anteriormente, o ruivo desconhecido não fechou seus olhos quando parou na frente do túmulo de Drake. Invés disso, ele prefirou abrir sua própria calça e começar a urinar em cima de onde o corpo do outro estava enterrado.

— Ele tá mijando no túmulo do Drake? – Luffy indaga diretamente e Law fica pensativo a respeito de quem seria aquela pessoa.

— Pera, pera, pera. Aquele ali é o...?

Quando o ruivo terminou o que estava fazendo, ele fechou sua calça e bufou, se virando para trás e dando as costas para a cova. Foi quando ele inevitavelmente notou a presença de Law e de Luffy e ficou alguns segundos entreolhando-os.

— A-Ahiru?! – Law se levantou com um susto depois de ver a face dele e, finalmente, o reconhecer depois de tanto tempo.

— Han?

— É você mesmo?

— P-Pera aí... – E ele logo reconhece Trafalgar, virando-se de costas para ter certeza que o túmulo dele estava ali, e depois se virando para ver que, na verdade, ele estava vivo. – Você...

— Nossa, quanto tempo.

— WAAAAAAAAAAAAH, UM ZUMBI! – Levou um susto e começou a gritar, desesperadamente, levantando os braços e andando pra trás.

— Hã? Eu não sou um–

— S-S-Sai de perto de mim, Zumbi! – Cobriu a cabeça. – N-Não tenta comer o meu cérebro!

— Eu não sou um zumbi, eu nem sou verde.

— P-Pera, pera... então você...

— Sou eu, Law. Eu tô vivo. Lembra de mim?

— Você... Law... – Depois do susto passar, seus olhos começam a se encher de lágrimas. – Você tá vivo...

Depois de perceber que não se tratava de um zumbi, o jovem ruivo pula em cima do médico, o abraçando bem forte para matar as saudades, sendo abraçado de volta. Luffy ficou olhando ambos, perguntando-se quem era aquela pessoa.

— Nossa, faz tanto tempo que eu não te vejo! – Em seguida, ele se afastou, fitando Law. – Você cresceu bastante, hein.

— E você não cresceu nada. Sério, eu achei que eu nunca mais fosse te ver.

— Eu também! Quando eu voltei pra Inglaterra eu soube que você... bom, eu achei que você... enfim, tinha morrido.

— Eu não morri de verdade, o túmulo é falso.

— Sério? Pera, então o demônio...

— Não, ele morreu tem um mês.

— Ah, entendi. Que pena, quase que eu chego antes.

— Não perdeu muita coisa, não.

— Ahn, oi! – Luffy o cumprimenta.

— Ah, oi! Meu nome é Oliver, mas pode me chamar de Ahiru.

— Prazer, meu nome é Luffy.

— Luffy, o Ahiru era um amigo que eu tive há um tempo, eu não vejo ele tem uns anos.

— Legal. Você mora aqui?

— Bom, eu acabei de voltar de um mochilão de quinze anos que eu fiz pela Europa e América Latina, mas eu me mudei pra uma casa aqui de Londres tem uns... dias aí, eu não sou bom com matemática.

— Você vai voltar a morar aqui? – Law pergunta, animado.

— Sim! E não é só isso, eu também arrumei um emprego.

— Emprego, é?

— É o primeiro emprego que eu tenho a minha vida inteira, eu nunca tive carteira de trabalho antes, é mó legal. Mas eu já trabalhei com várias coisas! A maior parte foi dando aula, eu falo dezesseis línguas, a maior parte indígena.

— Ah, que legal! – Luffy comenta. – Você deve ter morado em vários lugares já.

— Sim, eu comecei andando de motocicleta pelo mundo. Foi o Law que tinha me dado ela, aliás.

— Na tabaccaria de um amigo meu! Lá é legal, você precisa aparecer lá qualquer dia.

— Já sei até de quem é...

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Policial Sujo
Segunda Temporada de Médico Sujo

Bônus: O novo império de Joker e a recém-chegada liderança da Scotland Yard

Continua na Terceira Temporada... (já lançada!)

Notas finais
Caaaboooooooooooooooooouuuuuuuuuuuuuuu!! Fiquem ligados na Terceira Temporada, Garoto Sujo!! Mais uma vez, obrigaaaaaado a todos que me acompanharam até aqui nessa fic enorme ~ Sobre esse bônus: Todas as suas perguntas foram respondidas? E sobre esse final: Quem é esse ruivinho que surgiu aí? Bom, ele estará na Terceira Temporada e você poderá conhecer melhor tanto ele como Law e seu famoso passado sombrio. Aproveitem! ~ Kissussssssssss, brigado por tudo, pessoal!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!