Policial Sujo
6 Cravings

Sanji P.O.V
Com aquele merda do Kraft no quarto com o Trafalgar, eu vim aqui no número dezesseis encontrar-me com um homem de cabelos verdes. Parece que ele é namorado do garotinho em que o Kraft ficou interessado, então isso vai ser interessante.
Mesmo eu me divertindo bastante nessa situação, principalmente por poder fazer o que eu quiser, não posso deixar de me preocupar com esse tal de Trafalgar. Quer dizer, ele diz ser uma pessoa importante, mas pode estar mentindo. E sejamos sinceros, o Kraft é um idiota.
Deixando assuntos burocráticos de lado, neste exato momento eu estou entrando no quarto. O tal homem possuía cabelos bem chamativos, que me lembravam inclusive uma alga marinha japonesa, e a minha visão era incrivelmente maravilhosa. Saliva já saia de minha boca só de ter tal visão.
– Q-Quem... é você...?
O quarto é bem grande e nossa cama é dourada, contrastando com as paredes brancas. Ele estava lá, deitado, totalmente dopado. Um homem forte, musculoso, com o rostinho corado e, ao mesmo tempo, uma postura dominante em seu olhar.
Confesso que só de vê-lo já fiquei excitado. Mordi meus lábios, arqueando levemente minhas sobrancelhas para deixar que ele desfrute do meu olhar malicioso, o que funcionou completamente.
– Boa tarde, Marimo.
Peguei o controle remoto que me permitia ligar o som. Puis logo uma música instrumental perfeita para ocasião, com uma batida provocadora e andei em direção a ele. Seus olhos castanhos pareciam preocupados, mas seu estado não o permitia fugir dali. Ele era meu.
– Sai... não vem...
– Tarde demais.
Deitei-me na cama e logo subi em cima dele, imobilizando seus braços e olhando para seu rosto corado. Sua boca estava aberta, graças a sua respiração pesada e mais saliva percorria de seus lábios até seu queixo. Uma visão maravilhosa e provocante.
– Bom, vamos ver que tipo de droga você ingeriu.
– S-Sai...
Deitei por cima dele, o beijando. Puis minha língua direto em sua boca, ao encontro da sua, onde fomos brigando por espaço por dentro de seus lábios carnudos e deliciosos. Confesso que adorei mordê-los nos intervalos entre os beijos.
– Hum... parece que você andou comendo fondue. Estou certo?
– E daí...? Sai de cima... de mim...
– Ótima escolha, pegou justo a comida com GHB. Quantos morangos você andou comendo?
– Aahn... eu não sei o que é isso... mas sai de cima de mim...
– Oh, não diga uma coisa dessas. Se eu parar agora você vai acabar morrendo, Marimo.
Abaixei-me novamente, desta vez beijando seu pescoço e dando leves chupões, que o fez soltar gemidos inconscientes cada vez mais altos e abafados.
Alisei minha mão por debaixo de sua camiseta branca, sentindo os músculos de seu peito e seus mamilos durinhos, pronto para serem usados. Fui levantando-a até conseguir tirá-la, voltando a beijá-lo de torso nu.
– Aaahnn... para...
– Parar por quê? Você parece estar gostando tanto... – Deixava meu sorriso irônico transparecer, beijando-o com o gosto do meu cigarro. Era realmente ótimo.
– Eu sou... casado...
– Oh... enrustido, é?
– V-Vai se foder.. sobrancelhudo idiota...!
Não sei o que deu nele, acho que o deixei com raiva. Tudo o que eu sei é que ele se virou na cama e ficou por cima de mim, me beijando. Normalmente pessoas normais não conseguem nem se mexer com a GHB, mas esse carinha era realmente bom. Ele conseguiu mesmo vir pra cima de mim.
Heh, desse jeito as coisas ficarão mais interessantes.
(…)
– Provar que eu sou o braço direito do Joker.
Enquanto Roronoa sofria no quarto, Trafalgar estava ainda com Mr. K. O dono do bar ficou terrivelmente perplexo com a declaração que ele deu, não sabendo muito bem como reagir. Tudo o que conseguiu fazer foi ter sua voz completamente quebradiça.
– P-Primeiro você era só um subordinado, agora é BRAÇO DIREITO? I-Isso é impossível!
– Vai me subestimar, é? – Law foi até a cama, sentando-se com um sorriso irônico.
– Q-Quer dizer, isso é inacreditável! Mas se é mesmo verdade, eu preciso chamar os meus parceiros para te interrogar melhor. Você não é confiáv–
– Cala boca. – Interrompe bruscamente. – Vamos fazer o seguinte, eu falo, você escuta.
– … – Ele só concedeu com a cabeça, intimidado com o olhar cinzento.
– Você não pode deixar ninguém saber que eu trabalho pro Joker. Eu vou te provar, mas você não irá poder chamar seus amigos ou nenhuma outra pessoa. Você não poderá sair deste quarto ou chamar ajuda de fora. Entendeu?
– Entendi...
– Ótimo.
Law apoiou sua perna na cama onde estava sentado, levantando um pouco a calça jeans até revelar sua tornozeleira. O objeto estranho logo chamou a atenção do homem, que se aproximou para ver de perto.
– O que é isso?
– O Joker põe isso em todos os seus subordinados, inclusive no seu braço direito. Com isso ele pode me rastrear e ouvir tudo o que eu digo, já que ele tem uma escuta.
– Sério? Ele tá ouvindo isso agora?
– Sim, nossa conversa está sendo gravada. E mais uma coisa, o Joker é um cara esperto. Este dispositivo também tem uma bomba que vai explodir caso eu diga alguma besteira ou traia a confiança dele. Eu também não posso tirá-la se não ela explode.
– S-SÉRIO?!
– É, ele é um homem bem prevenido. Se ele se cansar de mim, ele explode minha perna.
– P-Posso falar com ele?
– Claro, fica à vontade.
– Oi, Joker, eu só queria dizer que te acho foda! – Diz o homem para a tornozeleira de Law.
– Só não espere uma resposta. Ele não é o tipo de gente que perde tempo conversando com idiotas que nem você.
– Ele é malvado, né? Pessoalmente deve dar mais medo ainda, eu nem imagino como ele seja!
– Sim, são penas rosas bem medonhas. – Diz sarcasticamente, tirando sarro da situação.
Kraft já estava acreditando totalmente nas mentiras que Law contava, já que o garoto mentia muito bem. Logo ele teve total controle da situação e pode arrancar todas as informações que podia do dono do bar suspeito.
– Mr. K, eu preciso que você me diga exatamente o que você sabe sobre o assassinato do meu informante. Se você mentira pra mim, eu mando o Joker vir te matar pessoalmente.
– N-Não, por favor! Eu digo tudo, então não faça isso!
Kraft contando história P.O.V
Eu construí todo esse bar sozinho, sem a ajuda de ninguém. Antigamente era só um bar normal, como qualquer outro, mas aí eu comecei a ter problemas. Por esta rua ser lotada de outros bares, eu não tinha muito lucro, então precisava expandir meus negócios.
E como qualquer outra casa noturna, quando a noite finalmente chega, vários homens vinham para cá e eu ficava observando seus movimentos. Alguns vinham por diversão, outro vinham para assuntos mais sérios. Sempre tivemos casos de homens colocando drogas nas bebidas dos outros para levá-los para casa. Eu assistia tudo de camarote, sem fazer nada.
Foi aí que eu conheci o Sanji, ou Mr. Prince, como você desejar chamar. Ele foi vítima de um desses golpes envolvendo drogas e eu o encontrei, totalmente largado no chão da rua. O levei para casa e cuidei dele, já que eu senti pena.
Assim que já estava recuperado, ele contou ser um produtor de eventos e um cozinheiro, que queria vingança da pessoa que o drogou. Foi aí que nós montamos este salão enorme nos fundos do bar.
Isso aqui não é um bordel nem nada do gênero. O que eu e ele fazemos é simplesmente pegar homens bêbados, tanto os das ruas como os do bar, e trazê-los pra cá. Em seguida, nós o colocamos cada um em uma sala e damos doces para eles escolherem.
Cada doce tem uma droga diferente. Por exemplo, o Brownie só tem maconha, mas existem alguns mais fortes. Nós também injetamos drogas líquidas em frutas, como é o caso dos morangos, que tem GHB dentro.
Os engravatados aí fora são os nossos clientes. Depois que nós dopamos completamente as vítimas, nós os vendemos para eles. O Sanji é encarregado de saber se as vítimas já estão suficientemente dopadas para os clientes não correrem riscos.
E sobre o seu informante, ele era uma das nossas vítimas. Contudo, ele acabou dando um jeito de fugir. Nós o seguimos, lógico, e eu o matei para que não aja riscos do nosso esquema acabar vazando pra polícia.
Nosso único erro foi realmente tê-lo deixado na lixeira. Quer dizer, nós planejávamos queimar e jogar num rio, mas antes nós voltamos para acalmar nossos clientes. Nesse intervalo de tempo, um bêbado qualquer viu o corpo dele e chamou a polícia.
É foda, eu realmente não nasci pra isso, embora o Sanji seja mais esperto. Ele acabou gostando do trabalho com os anos, eu gostava mais do dinheiro. Se tornou mais um hobbie, e de vez em quando ele traz alguns rapazes como você pra mim.
História P.O.V off
– Entendi, então foi isso. – Afirma Law, tendo gravado toda conversa no celular sem que o outro visse.
– O que o Joker vai fazer conosco? Eu não quero problemas...
– Olha, eu não vou fazer nada contigo, eu acabei sentindo pena da sua burrice. Mas eu não posso garantir que o Joker seja tão bonzinho...
– O que ele quer? Dinheiro? Eu tenho, pode ficar com tudo!
– É exatamente isso que eu precisava saber. Tem algum cofre aqui?
– Sim, nesse mesmo quarto.
– Beleza. Mais uma coisa, tem algum quarto de sadomasoquismo por aqui?
– Sim, por quê? V-Você pode ficar à vontade, claro...
– Tá bom, eu vou ligar para uma pessoa antes. – Law liga para seu parceiro ruivo na frente de Kraft, para ele ouvir a conversa.
"Yo, Law-nii!"
– Penguin, tá ocupado?
"Mais ou menos, por quê?"
– Preciso de você aqui. Tem um cofre e eu não posso levar o dinheiro comigo.
"Opa, então eu tô indo aí!"
– Beleza. – Após Law dar o endereço, o telefone é desligado.
– Quem é Penguin? – Perguntou Kraft.
– Ah, ele é o braço esquerdo do Joker. Ele vem aqui pegar o dinheiro e eu quero que você dê tudo a ele, entendeu?
– Tá...
– E mais uma coisa. O Penguin não pode saber que eu mencionei o nome do Joker aqui, isso é sigilo total. Entendeu?
– T-Tá, eu não vou contar.
– Agora me leve pro quarto que eu pedi.
Saindo de seu quarto, Kraft levou o rapaz até o quarto de sadomasoquismo conforme ele havia pedido anteriormente. Chegando no local desejado, Law deparou-se com as paredes todas vermelhas, uma cama negra, velas, vários brinquedos sexuais e chicotes espalhados.
– Gostou?
– Daora, gostei. Onde estão as algemas?
– P-Por que você quer isso..?
– Porque eu decidi que vou me divertir com você um pouquinho. Algum problema?
– N-Não, claro que não!
Após Kraft dar duas algemas para o rapaz, os dois sairam do quarto. Ele não estava entendendo muita coisa, mas decidiu fazer tudo que Law mandara depois de saber sua "história" com Joker. Ambos voltaram para o quarto inicial, onde estava o cofre.
– Beleza, senta aí. – Law apontou para cama e o rapaz obedeceu, sentando-se nela.
– Nem acredito que eu vou ficar com o braço direito do Joker... – Ele pensava alto, enquanto ajeitava-se na cama.
– Só fica quietinho e paradinho.
– Tá! – Inocentemente, ele fechou os olhos percebendo que o garoto se aproximava, mas a única coisa que conseguiu foi ter seus braços algemados à cama.
– Fica aí preso até o Penguin chegar. Agora me diz, cadê o príncipe?
– Ei, espera aí! Você não vai ficar? Por que me prendeu aqui então?!
– Você acha mesmo que eu vou perder meu tempo contigo? Vai logo, em que quarto tá o príncipe?
– Não vou falar, você me enganou pra me prender aqui! Como eu vou saber se o seu lance com a tornozeleira é real?
– Beleza então. – Law começa a falar com sua própria perna. – Joker, você pode mandar alguém pra cá? Eu decidi que vou matar o assassino do meu informa–
– N-NÃO, TUDO BEM EU FALO! Ele tá no quarto 16!
– Ótimo, valeu, vai me poupar trabalho. Fica aí esperando o Penguin e obedece a tudo que ele disser, ouviu?
(...)
Sanji P.O.V
Neste exato momento eu estou beijando teus lábios carnudos. Ambos corpos já estavam nus, sendo que eu ainda portava minha cueca box, embora meu membro já esteja querendo sobressair-se. Puis-me a observar cada detalhe de teu corpo dourado, as curvas definidas por, pelo que parece, anos de academia. Um aroma realmente excitante e agradável.
– Aaahhn... o que você quer...? – Ele me disse, afastando-se do beijo olhando-me impetuosamente, como quisesse me matar com seus olhos castanhos. Tudo o que consegui foi deixar meu sorriso malicioso cobrir meu rosto.
– Me divertir com você, Marimo. Não posso?
Beijei teu pescoço, deixando que ele soltasse seus gemidos intensos saírem de sua boca. Meu joelho estava entre suas pernas, encostando sempre no membro pulsante que Zoro portara. Fui descendo meus lábios pelo corpo musculoso, dando chupões pelo caminho e algumas mordidas, até chegar na altura de seus quadris.
– Quando o efeito passar... eu prometo... que vou me vingaaahhhn...!!!
Sua voz furiosa logo transformou-se em um gemido quando pus-me a lamber tua ereção, colocando tudo de uma vez em minha boca, até bater na garganta. Seu gosto levemente salgado e picante era ótimo, principalmente sua glande, que era bem macia e gostosa de apertar com os lábios. Tudo estava maravilhosamente perfeito, até que...
– Oi, Princ... CARALHO, O VERDINHO TÁ TRANSANDO COM HOMEM!!
Sanji P.O.V off
Trafalgar Law entra no quarto e depara-se com a visão de Zoro, com a face completamente vermelha e ofegante, sendo chupado bruscamente por um loiro. Sua primeira reação foi soltar um grito de susto, que logo se transformou em um sorriso diabólico.
Ele ficou lá, parado, olhando. Fechou a porta e entrou no quarto querendo olhar mais de perto, pois não acreditava mais em seus olhos. Ou melhor, ele estava achando graça da situação, principalmente por conhecer o tipo sério de Roronoa.
– Trafalgar, você por aqui? Está me atrapalhando.
– Sai... daqui...!
Mesmo tenso sido pego em flagrante, Sanji agiu calmamente, apenas afastando sua boca e interrompendo o ato sexual. Zoro, por outro lado, estava completamente irritado em ver a figura de Law à sua frente, já que sabia muito bem que ele o provocaria para o resto da vida. Mesmo assim, ele continuou apenas sorrindo e olhando para o homem de cabelos verdes.
– Se eu soubesse que esse trabalho era tão divertido, nunca teria virado médico...!
– Ei, Trafalgar, o que é isso nas suas mãos? – Sanji pergunta, apontando para a algema. Zoro continuava irritadíssimo, porém apenas olhou para cima e fechou os olhos, desejando estar sendo vítima de um temível pesadelo.
– Nada demais, só uma coisa que eu peguei com o K. Aliás, se importa se eu ficar aqui?
– Oh, você quer participar? Venha, fique à vontade! Quanto mais melhor.
– Vai... embora... maldito...! – Continuava a resmungar, mesmo sentindo seu corpo tremendo de tesão.
– Eu adoraria, mas eu sou comprometido. – Responde Law, sentando-se em uma cadeira que lá havia e cruzando as pernas. – Mesmo assim eu gostaria de assistir à isso.
– Pois bem, eu vou continuar então. – Sanji novamente põe a boca no membro de Zoro, voltando a chupá-lo e fazendo ele soltar gemidos. Law apreciava aquela cena como uma criança vendo o primeiro filme 3D.
– Trafalgar, eu vou... matar você.....! Aaaahhnn..!
– Você comeu os morangos, né? Interessante.
– O que é que você quer...?
– Você deve estar odiando essa situação, não é? Tudo bem, eu vou lhe fazer uma proposta.
– P-Propost... Aahhhhhhnn! – Sanji continuava a chupá-lo com toda sua habilidade, adorando estar sendo assistido.
– É, eu sou médico. Quer que eu tire essa droga aí do seu corpo? Eu posso fazer isso.
– Então faz... por favor... – O loiro nem se importava com o que Law dizia, apenas continuava.
– Eu vou te curar e tirar o príncipe encantado daí, se você obedecer às minhas ordens.
– O que é... que você quer... desembucha...
– Eu quero férias. Não precisa ser muito, só duas semanas já está de ótimo tamanho. Eu sei que você pode me dá-las.
– Que seja... agora faz logo...
– Não, primeiro você precisa jurar. Jura pela sua profissão que você vai me dar férias. – Law dizia, cada vez mais sorridente e apreciando o momento.
– T-Tá, eu juro... pela minha profissão...
– Agora jura pela bandeira do seu país.
– Faz logo... que saco...!
– Você não jurou pela bandeira...
– Tá... eu juro pela bandeira...
– Agora jura pela Rainha.
– Argh... sério... isso..?
– Não vai jurar?
– Eu juro... por tudo... pela Rainha... que eu vou te dar férias...
– Jurou pela Rainha, vai ter que cumprir, hein. Agora só mais uma condição: eu quero que você me dê as chaves do Luffy.
– Não... nem pensar...
– Eu sei que você tem as chaves da casa do Luffy. Vai, onde elas estão?
– Aquilo é só... pra emergências...
– Às vezes, durante a noite, eu tenho algumas emergências também. Elas estão com você?
– Argh... que seja... elas estão na minha calça...
– Ótimo, obrigado.
E assim, Trafalgar Law levanta-se do conforto de sua cadeira e vai em direção às calças de Zoro, pegando a chave do apartamento de Luffy consigo. Em seguida, ele simplesmente sai do quarto como se nada houvesse acontecido.
– E-EEI, ESPERA!! – Exclama Zoro, usando suas últimas energias.
– Hm? – Ele se vira, quase atravessando a porta.
– Não vai... me ajudar aqui...?
– Foi mal, eu menti. A única cura pra GHB é sexo mesmo.
Roronoa agora estava sem saída, já que Sanji definitivamente não iria deixá-lo escapar de suas mãos, e agora mais do que nunca, ele estava sozinho, pois sua única esperança já havia deixado o quarto. Law encostou-se na parede e começou a pensar em voz alta.
– Espera, se o verdinho tava aqui... então o Luffy...
Imaginando se o garoto do chapéu de palha estava no mesmo local que eles, Law começa a correr pelo corredor, invadindo as portas em busca de seu alvo. Não funcionou muito bem, já que ele estava perdido e só achava outros casais.
– AAAAAHH!!
– Foi mal, porta errada...
Contudo, após várias tentativas frustradas, eis que surge um quarto novo. Um quarto com paredes brancas e uma cama negra enorme.
– Torao...
E lá estava ele. Um garotinho completamente atordoado, cercado por aproximadamente sete bandejas vazias, sendo que a oitava bandeja ainda estava repleta de brownies. Luffy estava nesse momento colocando um dos doces em sua boca, com seus olhos quase caindo.
– Meu Deus! O Luffy tá chapado!
Trafalgar P.O.V
Não dá para acreditar, acho que meus olhos estão me enganando. Primeiro eu encontro o Zoro, que eu nem sabia que estava aqui, junto com outro homem agora eu vejo o Luffy comendo bolo de maconha na minha frente. E o pior de tudo, não foi só um, devem ter sido uns cem no mínimo! O Luffy é o tipo de pessoa que comeria carne mesmo se viesse escrita "Cuidado, possui veneno".
Dirigi-me até a cama, ainda com as correntes na mão, para olhá-lo mais de perto. Sua mente parecia estar em outro universo mas ele ainda portava o mesmo sorriso bobo de sempre. A única diferença é que o motivo desse sorriso estar tão grande é graças ao conteúdo dos doces.
– Torao... é você...? – Ele dizia, com o rosto apoiado no ombro, sentado na cama e pondo mais um brownie na boca. Sentei-me com ele.
– Luffy, para de comer isso! – Peguei o brownie da mão dele. – Você não consegue perceber que não são doces normais?!
– Me devolvee agora..! – Do nada, ele resolve se jogar em cima de mim, me obrigando a deitar na cama por baixo dele, tentando pegar o brownie das minhas mãos, embora eu não deixasse.
– Não vou devolver. Quantos você comeu?! – Nós já estávamos deitados e ele tentava pegar o doce de qualquer maneira, subindo em cima de mim, chegando até a me bater sem querer.
– Sei lá, só me dá! Eu dô cum fobe! – Ele falava com tanta raiva, e ao mesmo tempo com tanta tontura, que acabava dizendo tudo errado. Mesmo assim, o Luffy não desistia. É perigoso brigar com ele por comida.
– Argh, você quer tanto isso? Vem pegar então!
Puis o doce em minha boca, pensando que ele ia parar de teimosia, mas não funcionou como esperado. Ele realmente me beijou para pegar o doce, me surpreendendo totalmente, e depois de afastou com ar de vitorioso, batendo no peito.
– Rá, peguei! Isso foi muito fácil, o Torao é fraco!
– Ah, eu sou fraco?
Joguei ele na cama, empurrando-o pelo peito e deitando em cima dele novamente com um brownie na minha boca. Luffy logo lambeu os lábios vendo o doce, e estranhamente me abraçou, colocando suas pernas em volta da minha cintura.
Ele estava com o rosto mais vermelho do que o costume, e com o sorriso maior também. Era como se ele não se importasse mais com o ambiente público, já que estava focado em me beijar enquanto comia o doce. E os beijos eram tão molhados e profundos que o brownie era deixado de lado, apesar de eu gostar de dar comida na boca dele.
– Vai Luffy, diz Aaaah! – Eu estava há poucos milímetros de seu rosto, vendo a boca dele aberta em forma de sorriso e salivando bastante. Seus olhos brilhavam.
– Aaaaah! – E sempre que eu colocava um doce em sua boca, ele mesmo fazia questão de me beijar para que nós comêssemos juntos. E quanto mais nós comíamos, mais sentíamos fome. Só interrompi o beijo mesmo quando eu recebi uma mensagem do Penguin.
"Tá cheio de homem aqui, é esse lugar mesmo..? Onde tá o cofre?"
"É aí mesmo. Tem uma salinha nos fundos do bar, é só ir lá e ir no final do corredor, no quarto principal."
– O Torao tá ocupado demais no celular... ele não gosta mais de mim?
– É claro que ele gosta de você! O Torao ama o Luffy. – Larguei meu celular. Foda-se o Penguin, o Luffy tá precisando de mim mais do que nunca.
Repeti o processo, colocando mais um brownie em sua boca e beijando-o. Quanto mais eu fazia isso, mais forte ele me abraçava e suas pernas iam se enroscando em minha cintura até me deixar bem próximo a ele. Luffy começou a despir-me da minha camiseta, tirando ela e jogando-a para fora da cama.
Deixei os doces de lado, concentrando-me apenas em beijá-lo e alisar minha mão por seu peito, tirando a blusa que ele trajava do mesmo jeito que fizera comigo. Fui mordendo seu pescoço, descendo com meus lábios até mais em baixo e ele correspondia com gemidos e arranhando minhas costas. Dava para sentir que ele já estava ficando excitado.
(…)
Sanji P.O.V
– Heh, não gostou de ser abandonado pelo seu amiguinho?
– Cala... boca...
Parei de chupá-lo e fui beijando-o, subindo por sua barriga definida, apreciando seus músculos e o contorno do corpo bronzeado, até chegar a seu peitoral. Mordi seus mamilos durinhos, chupando-os um pouco, o que fazia o Marimo ficar ainda mais excitado e soltar gemidos bem fortes.
Por mais que isso seja parte do meu trabalho e eu fique com vários caras desse jeito, preciso admitir que esse tem algo de especial. Não sei se é graças ao cabelo chamativo ou pelo corpo definido, mas o jeito destemido e orgulhoso dele é ótimo.
Chegando até em cima, entrelacei meus dedos em seus cabelos verdes, admirando sua feição bem de perto, escutando a respiração quente e abafada e sentindo seu coração pulsar mais forte. Segurei as pernas dele, afastando-as para que eu pudesse me encaixar, já que eu já estava sem cueca e meu membro pulsava cada vez mais.
– Suponho que seja a sua primeira vez, não é?
– Me deixa em paz... desgraçado...
– Ora, ora, tá com medo de alguma coisa, é? Se eu não fizer isso a droga não vai sair do seu corpo, Marimo.
– Medo, de um maldito sobrancelhudo..? Até parece...
(...)
Trafalgar P.O.V
Nós dois já estávamos de cueca e eu prosseguia, beijando ele e sentindo os arranhões que seus dedos faziam em minhas costas. Sua boca era doce e gostosa, muito boa de lamber e de morder, dava vontade de nunca mais parar.
O Luffy estava mais afobado que nunca. Ele me virou na cama, subindo por cima de mim e beijando meu pescoço, arrancando-me gemidos, principalmente por sua cintura se mexer no meu colo de um jeito tão provocador e excitante. Minhas mãos as seguravam, pondo alguns dedos debaixo da cueca.
Ele foi beijando meu peito, dando mordidas e chupões até chegar em minha cueca, onde beijou meu membro rígido por cima do pano e ficou me olhando com seus grandes olhos castanhos brilhantes. Suas mãos foram abaixando minha roupa íntima, até começar a dar lambidas na ereção.
– O Torao é mais gostoso do que brownie... – Ele disse com uma voz baixa, sorrindo para mim e me chupando. Apesar de ter sido um elogio estranho, ver o Luffy com esse jeito safado era ótimo.
Meu membro já estava por completo em sua boca, chegando a bater em sua garganta. Sua língua rodava pelo corpo da ereção e seus dentes batiam propositalmente em minha glande, só para me deixar mais excitado ainda, o que dava certo.
– Luffy...
Chamei seu nome e ele logo veio até mim, me beijando novamente com seus doces lábios. Voltei a subir por cima dele, pegando minhas algemas e prendendo suas mãos atrás das próprias costas.
– O que o Torao tá fazendo..? – Ele fazia uma voz infantil, como se não visse que eu punha as algemas em suas mãos.
– Eu estou prendendo você, Luffy. – Sorri, beijando seu pescoço.
– Mas o Torao não pode me prender...
– Eu posso sim. Você está preso, e agora você é só meu pro resto da vida.
Subi por cima do garoto sorridente, voltando a ter suas pernas enroladas em minha cintura. Fui abaixando sua cueca enquanto nos beijávamos, me preparando para entrar dentro dele quando ouço meu celular recebendo mais uma mensagem.
"Peguei o dinheiro! Te vejo depois, Law-nii"
– Quem é, Torao?
– Nada não, mensagem da operadora.
Finalmente pude entrar dentro dele, sentir o Luffy desse jeito me dava arrepios por todo meu corpo e senti que ele estava assim também, mesmo suas mãos estando presas desse jeito.
Aliás, vê-lo preso e totalmente entregue a mim tornava tudo mais excitante, já que eu tinha controle absoluto de seu corpo. Talvez eu seja muito ciumento, mas eu não posso simplesmente deixar o Luffy sozinho por aí.
Os movimentos de estocada iam se intensificando, com a velocidade cada vez maior e meu membro latejava cada vez mais. Nossas respirações se encontravam graças a aproximação de nossos rostos, tornando tudo único até eu finalmente sentir que ele ia gozar nas minhas mãos, que o estavam masturbando, e logo fui dentro dele.
– Aahn... Torao...
– Luffy... eu amo você...
Tirei as algemas de suas mãos para que ele pudesse ficar livre, dei-lhe um beijo na testa e ele se deitou em meu peito, dormindo logo em seguida graças ao cansaço e os brownies batizados.
Fiquei entrelaçando meus dedos em seus cabelos negros, fazendo carinho e cafune ao mesmo tempo, admirando o rostinho angelical que Luffy tinha ao dormir, sempre com um sorriso nos lábios, até que...
– TRAFALGAR, EU VOU MATAR VOCÊ!!
– Ih, fudeu...
Trafalgar P.O.V off
Roronoa Zoro invadiu o quarto aos gritos, levantando Law da cama contra sua própria vontade. O moreno colocou sua cueca às pressas, visto que não queria que o outro o visse pelado.
Assim que foi levantado, o homem de cabelos verdes, furiosamente, o lançou em direção à parede, prensando seu corpo e o encarando de frente, bufando de tanta raiva.
– QUAL É A PORRA DO SEU PROBLEMA?
– Para de gritar, vai acordar o Luffy! Não te ensinaram que não se pode acordar alguém chapado?
– Tô nem aí, eu quero saber que merda deu na tua cabeça pra fazer aquilo! Por que você não me ajudou?!
– Se eu tivesse te tirado de lá você estaria morto. Eu te disse, a única cura é sexo, então não jogue a culpa pra cima de mim.
– PORRA NENHUMA! Eu deveria acabar com a sua raça agora e te prender, você só estava se divertindo com a situação!
– Tava mesmo, foi bem interessante. – Ele sorri sarcasticamente, fazendo o outro ficar com mais raiva e empurrá-lo contra parede mais forte.
– CALA BOCA! Leve esse trabalho mais a sério, isso não se resume só a fazer sexo com o Luffy. Se você continuar com esse pensamento volta pra prisão rapidinho!
– Olha aqui, enquanto você estava com o príncipe encantado, eu consegui filmar uma confissão do Mr. K.
Trafalgar se afasta de Zoro, que tenta se acalmar quando este afirma ter conseguido provas, e vai em direção à sua calça, pegar seu celular e mostrar a gravação que fez escondido da confissão de Kraft.
– Ótimo, pelo menos você não é um idiota inútil como eu pensava. Agora vai, me devolve as chaves do Luffy.
– Como é que é? Não se esquece que você prometeu me dar férias!
– Hã? Aquela promessa não valeu à partir do momento em que você mentiu pra mim!
– Você vai quebrar uma promessa feita à Rainha? Não acredito...
– Além disso, o único que pode te dar férias é o Luffy. Ele é o seu chefe, não eu. Se eu fosse o seu chefe, Trafalgar, você já estaria atrás das grades há muito tempo.
– Tsc, que seja. Eu não preciso mesmo de chaves, eu posso arrombar a porta do Luffy quando eu quiser.
– Ótimo, também não conta isso pra Nami.
– Ah, primeiro você quebra uma promessa feita à Rainha e agora você vai mentir pra sua própria esposa?
– Para com esse negócio de Rainha! Eu duvido que algum dia na sua vida você tenha sido sincero com alguém, além disso não tem motivo nenhum pra Nami saber.
– Que seja, eu não me meto em assuntos familiares. O que você fez com o príncipe, aliás?
– Digamos que eu... – Zoro começa a cerrar os punhos e estalar os dedos. – Tenha botado ele pra dormir.
~ X ~
Quando ambos decidem deixar a rivalidade de lado e "esquecer" tudo o que havia acontecido entre eles no dia, Law saiu do bar e foi para casa encontrar-se com Penguin, deixando que Zoro terminasse todo o trabalho.
Kraft ainda estava acorrentado e, por não ter visto Trafalgar, ainda pensava que ele era braço direito de Joker. Desse jeito, Luffy e Zoro nunca descobriram da mentira contada e nem do dinheiro sumido. Sanji também foi preso depois de ter sido encontrado no chão do quarto, dormindo forçadamente.
Dois meses depois...
Era uma manhã nublada, Trafalgar acordou em seu hotel com um mal humor tão fúnebre que faria crianças sorridentes chorarem na mesma hora, já que havia tido um pesadelo horrível envolvendo Eustass Kid e seus dias na prisão. Deixando isso de lado, ele foi até a Central como fazia de costume, encontrar-se com Luffy e os demais.
– Cheguei...
– Atrasado como sempre. – Comenta Zoro. – Nós já estamos discutindo o próximo caso.
– E é sobre o que dessa vez? – Law pergunta mesmo não se importando, sentando-se ao lado de Luffy como sempre.
– Aproximadamente trinta crianças foram sequestradas há meses. Outros policiais já estavam investigando, mas não encontraram nenhuma prova do sumiço, visto que elas desapareciam no meio do nada sem deixar rastros. Entretanto, um civil afirmou que viu uma criança indo em direção a um circo no meio da madrugada, no dia anterior dela ter sido sequestrada.
– Tô fora. – Responde friamente. – Odeio crianças, odeio circos, não me mete nisso.
– Verdade? Eu achei que você ia querer ir, visto que o Luffy disse que vai.
– Eu gosto de crianças. – Afirma Luffy, contrariando Law.
– Foi mal, apesar de eu gostar da companhia do Luffy, eu simplesmente não suporto pirralhos.
– Que pena. Por ser uma investigação delicada e o circo ficar afastado daqui, vocês iriam precisar morar e dormir juntos por alguns di–
– EU VOU! – Law se levanta e bate as mãos na mesa. – É meu dever como cidadão britânico ajudar as nossas queridas crianças a encontrarem suas famílias!
– De onde veio isso...? – Resmunga Nami.
– Ele só quer dormir comigo... – Murmura Luffy.
– Deixando o idiota apaixonado de lado, tudo que nós temos como suspeita é que o circo possa estar relacionado com o desaparecimento das crianças. É um circo novo na cidade e já faz bastante sucesso, vocês podem tentar se recrutar lá.
– Tá me achando com cara de palhaço? – Indaga Law.
– Tô. Mais alguma pergunta?
– Qual é o nome do circo? – Pergunta Luffy.
– Punk Hazardd.
Fale com o autor