Policial Sujo

31 Bônus: Faculdade


Notas iniciais
MIM DESGURPEM PELO NÚMERO EXACERBADO DE PALAVRAS

Em um exato período que ocorreu há quinze anos, em uma cidade pequena no interior da Inglaterra, existia uma faculdade onde centenas de jovens estudavam. Um deles chamava-se Eustass Kid, um ruivo de dezessete anos que, ao invés de estudar como qualquer pessoa normal, estava em uma competição de queda de braço.

– Desiste, você não vai ganhar de mim, idiota.

Outras dezenas de jovens também estavam envolta dos dois, estimulando a queda de braço. Kid estava com o braço direito em cima da mesa, duelando juntamente com outro adolescente loiro, de olhos verdes e altura mediana, que usava um casaco vermelho de algum time de futebol e cursava direito. Seu nome é Mikael Nemer.

– Nem vem, Pimentinha, você só ganhou aquela vez por causa desse seu braço aí de ferro! – O loiro exclama, juntando suas mãos com a do outro enquanto eram assistidos por várias pessoas ao redor. – Você tem vantagem por ser metade robô, idiota. Bléérgh! – E faz uma cara de nojo.

– Hahahahaha! – As demais pessoas começaram a rir e a apontar para o ruivo, a fim de irritá-lo. – Só consegue ganhar porque é deformado, otário!

– Calem a porra da boca! – Eustass se enfurece e aperta a mão do outro com raiva, o encarando firmemente. – Eu perdi a droga do meu braço esquerdo e tô usando a merda do direito, então uma coisa não tem nada a ver com a outra!

– Heh, continua aleijado pra mim. – O loiro volta a falar. – Fracote.

– Para com isso, mas que saco! – Kid simplesmente pega o braço do outro e o joga tão forte contra a mesa que quase forma uma rachadura na mesma. – Você nunca vai me vencer, para de arrumar desculpas!

– Aaaaai, isso doeu! – Ele fica se queixando da dor. – F-Filho da mãe, eu não tava preparado!

– Uhhhhh, ele te venceu rapidinho, hein. – As pessoas que estavam à volta comentavam. – Mika foi vencido de novo pelo Pimentinha!

– Tava preparado antes não, é? – Porém, Eustass não estava satisfeito e segurou o casaco do outro, o aproximando e ameaçando dar um soco no meio de sua cara. – E agora, já tá preparado?

– Briga! Briga! Briga! Briga! – A mulditão começou a bater nas mesas e gritar.

– Ah, vai brigar na frente da Princesa? Que coisa feia, Pimentinha. – O loiro dizia em tom de deboche. – Vai dar um mau exemplo à sua noiva.

– Ai, falou da noiva! – As pessoas à volta não paravam. – Eu não deixava, hein.

– CALEM A BOCA, CARALHO! – O ruivo se revolta com a plateia e volta a falar frente-a-frente com o outro. – Não mete o Law nessa história, vagabundo! – E o puxa pela roupa mais forte ainda, se preparando para socá-lo.

Ao mesmo passo em que os dois jovens trocavam olhares raivosos, dois outros jovens estavam sentados em uma mesa um pouco afastados dali, lendo livros silenciosamente. Um deles é Trafalgar Law, de quinze anos, que estava tentando ignorar a gritaria; o outro, um moreno de pele pálida com uma pinta abaixo do olho conhecido apenas como “Trevoso”, que passava o dia em silêncio, apenas escrevendo.

Ambos, tanto Eustass Kid quanto Mikael, ficaram trocando olhares enquanto tinham a briga incentivada pela maioria ali presente, apesar do loiro preferir atiçar o ruivo o xingando ao invés de atacá-lo fisicamente, conhecendo seu sangue quente.

– Ei, ei, ei, o que tá acontecendo aqui? – Contudo, uma jovem de cabelos rosas, verdes e loiros, de olhos azuis, chegou no local. Todos pararam o que estavam fazendo para encarar Nicolle e ficaram em um profundo silêncio.

– D-Droga... – Kid e Mikael falam juntos, se separando. – Foi ele quem começou! – E apontam um pro outro. – Hã? Não, foi você! – Agora trocavam olhares de ódio. – Quer brigar, maldito?!

– NÃO IMPORTA! – Nicolle grita e, em um ataque de fúria completa, apesar de ser baixinha, dá um chute na cabeça de Eustass, que cai no chão, e outro chute no meio das pernas do loiro, que faz o mesmo. – Aprendam a conviver em sociedade!

– AAAII! – O pobre loiro se contorcia e segurava suas calças com vigor. – P-Poxa, por que tinha que ser logo aqui? Se quiser chutar as bolas de alguém chuta as dele, ele não vai usar mesmo!

– Tsc, cala boca... – Kid murmura.

Mas que gritaria é essa?

Uma última pessoa apareceu no local cuja multidão já havia se dissipado. Se tratava de um ruivo de dezoito anos, cabelos laranjas e olhos azuis, com uma face séria e um “X” cravado em seu queixo, carregando uma série de livros. Seu nome era Diez Drake.

– Ih, a polícia chegou... – Mikael diz, já com a dor sarada.

– Ah, não, você não... – Kid começa a resmungar com vigor. – Por que é que você não morre, hein?

– Que ódio gratuito contra mim é esse agora? Eu só ouvi um monte de gente gritando e vim ter certeza de que você tava arrumando confusão de novo. Cadê o Law?

– Posso saber o que você quer com ele?

– Desculpa, eu não preciso te dar satisfação.

– Ele tá lá fazendo os meus deveres! – Mikael diz, se jogado nas costas do outro. – Junto com o emo.

– Você podia, tipo assim, fazer seus deveres sozinho, sabe...

– Desiste, ele não toma jeito. – Nicolle fala, apertando as bochechas do loiro. Os quatro estavam indo em direção a Law e a Trevoso. – Só fica falando de futebol toda hora, é um saco!

– Ah, você tá aí! – Drake finalmente avista o moreno e vai sentar-se à frente dele, colocando os livros em cima da mesa.

– Oi. – Trafalgar diz, seco, se concentrando no trabalho que estava fazendo.

– Tá ocupado agora, bebê?

– Tô.

– Não quer ver o que eu trouxe pra você?

– É importante?

– Nah, nada demais.

– Então não.

– É só a primeira edição do último livro de Czar Nabokov que só será publicado ano que vem, na versão original Russa e eu também trouxe uma traduzida pro inglês pelo próprio autor. Ah, e os dois estão autografados.

– M-MEU DEUS, SÉRIO?! – Law acaba saltando da cadeira onde estava, com os olhos brilhantes e hesitando em ousar segurar aqueles exemplares tão originais. – I-I-Isso... e-essa obra divina...

– São pra você. Gostou?

– S-Se eu gostei? – Law já estava com os dois livros abraçados. – I-Imagina!

– Nossa, onde você arranja essas coisas? – Nicolle pergunta, também apreciando os livros. – Isso deve ter sido tipo, muito caro.

– Ah, eu tenho uns contatos.

Enfim, aquele era um excelentíssimo dia de sol! Já que estavam em um horário em que não tinham aulas, o grupo de seis amigos costumava se encontrar. Trafalgar fazia os deveres de Mikael para conseguir dinheiro e comprar livros, Nicolle ficava com o loiro pois ambos namoravam, Eustass e Drake brigavam por motivos aleatórios e Trevoso apenas escrevia em seu bloco de notas, calado.

– Posso saber por que você fica dando presentes pra minha noiva toda hora? – Kid perguntava, com um olhar ameaçador, encarando diretamente Drake.

– Porque eu tenho dinheiro e o Law gosta de livros.

– É, mas ele é MEU namorado e só EU posso ficar dando presentes pra ele!

– Não, ele não é, e você é pobre. Você vem de cavalo pra escola, cara...

– D-Deixa a minha Jurema fora disso!

– Parem de brigar, que saco. – Law diz. – E eu não tô namorando ninguém.

Rekuq ri korp kokirotarobal ke raxiked kesse katoidi kohnizso? [Quer ir pro laboratório e deixar esse idiota sozinho?] – Drake diz, em uma linguagem que ele e o moreno inventaram para que Eustass não os entendesse.

Koralc. [Claro] – E assim, Law se levanta e os dois se retiram.

– Que saco, eu odeio quando eles fazem isso! – Kid resmunga, arrancando seus cabelos ao ser subitamente trocado. – Essa maldita linguagem infernal, parece até Russo! Como alguém consegue entender isso?

– Vai deixar o Nerd roubar sua Princesa, Pimentinha? – Mikael diz, importunando-o. – Eu não deixava, hein.

– Para de ficar colocando lenha na fogueira, mas que coisa. – Nicolle pisa no pé dele.

– Aaaaai, sua bruxa!

– O que você disse?! – Ela lança um olhar malvado.

– … n-nada não, amor...

Embora Estauss não gostasse do outro ruivo por ciúmes, uma vez que ele desejava a atenção de Law só para si, não pôde fazer nada para impedir que os dois jovens fossem ao laboratório, que era o local preferido de ambos. Ficavam lá praticamente o dia inteiro, realizando experiências científicas.

– Beleza, o que vai ser dessa vez? – Drake perguntou. – Quer fazer outra bomba?

– Eu li em algum lugar que dá pra fazer uma bomba de espuma. – Law vai até o armário e pega água oxigenada junto com iodeto de potássio. – Quer tentar?

– Pra que serve uma bomba de espuma? Obrigar alguém a se limpar?

– Sei lá, deve ser divertido tomar banho com uma bomba. Você tem uma ideia melhor?

– Não...

– Então vai ser isso mesmo.

Como os dois adoravam fazer uma série de experimentos químicos, especialmente Law que tinha essa matéria como sua preferida, sempre inventavam de fazer algo novo. Drake pegou um tubo de ensaio enquanto o futuro médico jogou os dois produtos dentro do frasco. A junção fez com que uma espécie de espuma aparecesse de imediato.

– Deu certo. – Law fala. – Pelo menos não explodiu.

– Só isso? Tá muito pequena essa espuma, tem que ser uma parada maior.

– Vai fazer o quê, uma fábrica de espuma?

– Pera, eu tive uma ideia.

Tendo sua brilhante ideia em mente, o ruivo pegou um tubo de ensaio bem maior e mais grosso do que o de costume, colocando tanto os produtos que faziam a espuma quanto alguns outros que a fariam crescer cada vez mais, até que ficasse em tão grande quantidade que a faculdade inteira se submergiria em espuma.

– Três, dois... – Drake aguardava sua mistura dar certo. – Um!

~ BUUUUUUUUUUUM ~

Funcionou! A mistura foi tão grande e explosiva que simplesmente estourou, fazendo com que a espuma pulasse pra fora do frasco, crescendo cada vez mais. Ela, além de fazer um barulho enorme, já havia coberto o corpo dos dois jovens e também o laboratório inteiro, que agora estava totalmente branco.

– O-Olha o que você fez, idiota! – Law reclama, tirando espuma de seus olhos.

– Deu certo! – Drake comemora vitorioso, com as mãos na cintura.

– Não, não deu certo, você explodiu a porra do laboratório!

O que foi isso?! – Nicolle surgiu no laboratório e logo o encontrou coberto de branco, além de tudo estragado graças à espuma. – Caramba, vocês resolveram tomar um banho juntos?

– Esse idiota explodiu o laboratório! – Law o incrimina.

– Eu? Foi você quem disse pra criarmos uma bomba de espuma.

– Não era “bomba” no sentido literal.

– Ah não? Bom, agora já foi.

– Ei, vocês dois! – Do nada, a loira decide dar um tapa no rosto de ambos. – Parem de explodir o laboratório, que coisa, é a terceira vez só essa semana!

– Ai, mas não fui eu, foi ele! – Law e Drake apontam um pro outro.

– Hã? Você que misturou vários produtos sem ligação nenhuma! – Law se defende.

– E daí? Você disse pra fazermos uma bomba, e eu só conheço um sentido dessa palavra.

– Que seja, só limpem isso! – Nicolle diz, se retirando dali e os obrigando a arrumarem a bagunça.

(…)

Depois de um dia inteiro de aulas integrais, Eustass Kid e Trafalgar Law puderam se preparar para ir pra casa, visto que moravam juntos. Estavam eles do lado de fora da faculdade, aguardando sua carona. O curioso é que quem iria buscá-los era, nada mais, nada menos que Jurema, uma égua.

– Riinch! – A égua era bem grande e foi dada como presente a Kid quando o ruivo tinha apenas dez anos de idade. Seu pelo era marrom, mas sua crina bem loira e volumosa. Jurema levava os dois jovens para a faculdade e ia buscá-los todo dia, visto que moravam há quilômetros de distância.

– Ah, ela chegou! – Kid disse, subindo em seu cavalo junto com Law. O ruivo pilotava e o moreno deitava em suas costas, lendo um livro durante o percurso.

– Eu ainda não acredito que ele me deu esse livro. – Law falou, lendo o livro Russo que havia ganhado de Drake mais cedo. – Isso é tipo impossível de conseguir!

– Ele te deu dois, né? Vende um, deve valer uma fortuna.

– VENDER? – Ele fica indignado. – Para de falar besteira, Kid, livros são obras divinas, eles precisam ser guardados, lidos e conservados.

– Tá bom, né.

Os dois foram seguindo viagem até sua casa, que não passava de um amontoado de madeira em um sítio. Lá era uma área muito verde, tinham alguns animais tais como vacas, galinhas e cavalos; apesar de não ter boa iluminação ou sinal, por tanto, era difícil se comunicar com o mundo exterior.

– Chegamos! – Os dois exclamam ao entrarem em casa.

– Traffy! Ahh, eu sinto tanta saudades de você, é bem duro não poder te ver a maior parte do dia. – Amelia, uma mulher ruiva bem alta, chegou abraçando o moreno tão forte que quase lhe faltava ar. – Eu fiz vários biscoitos pra você!

– C-Calma, mãe, eu vou à faculdade todo dia... – Ele demorou para conseguir se soltar do abraço.

– Mas eu sinto sua falta mesmo assim! E... cadê o seu casaco, meu anjo? Eu já disse pra você não ficar andando por aí sem agasalho, vai te fazer pegar um resfriado.

– Eu sei, eu sei.

– Eustass Kid! – Outra pessoa surgiu, um homem, dessa vez. Era William, de altura mediana e carregando uma bengala, que usou para bater certeiramente na cabeça do filho. – Onde você se meteu? – E bateu de novo. – Eu já mandei você chegar cedo pra me ajudar em casa!

– Foi mal, é que lá–

– NÃO QUERO SABER! – William mal deixa o filho falar, bate nele mais uma vez. – Só faz as suas tarefas! – Bate de novo. – Já estudou? Já fez as lições? – Bate de novo. – Então agora vai fazer comida, idiota! – Bate de novo.

– T-Tá, eu já tô indo! Tsc...

Ao mesmo tempo em que Eustass era sumariamente obrigado a trabalhar no sítio, a mãe de Law o levou para cozinha, onde o moreno enchia a barriga de tantos biscoitos que recebia. Mesmo ele falando que estava cheio, a outra insistia que ele se encontrava magro demais e o obrigava a comer. Mais tarde, ele foi descansar no quarto e escrever um pouco em seu bloco de notas.

Eu realmente preciso aprender a falar Russo algum dia, é horrível precisar ler livros traduzidos. Pelo menos eu recebo vários originais do Drake, apesar de estar ficando sem espaço no quarto pra colocar tantos livros. O ruivo idiota ainda não aprendeu o valor deles...” – Law gostava de anotar tudo o que acontecia em seu bloco.

– Oi, voltei. – Kid apareceu cansado, já de banho tomado, e se deitou ao lado do outro na cama.

– Oi. – Responde seco, guardando seu bloco. Entretanto, quando faz isso, Eustass aproveita a oportunidade para dar um curto beijo nele.

– É tão chato ficar lá fora sem você. – Ele abraça Law e dá mais uma série de beijos em sua bochecha, uma vez que o outro tinha virado o rosto.

– Você é muito grudento, que saco...

– Eu sinto saudades, só isso. – Kid faz o outro deitar ainda mais na cama, ficando por cima dele, com os braços entre o corpo de Law, que retribuía empurrando peito do ruivo sem muita força. Antes que o moreno pudesse tentar se afastar, já se encontrava em um beijo duradouro com o outro.

– Para com isso, sério... – Law virou seu rosto, mas isso só fez com que Kid beijasse seu pescoço. – N-Não faz isso! – Porém, essa ação fazia o futuro médico sentir cócegas. – P-Para, idiota!

– Ai, essa sua sensibilidade no pescoço é tão boa. – Voltou a beijá-lo lá mais ainda. – Tão gostosa...

– E-Eu já mandei você par... p-parar... – Law tentava se afastar, mas começava a rir e a sentir arrepios em seu corpo. – No pescoço não, Ki–

Não tardou muito para que Eustass voltasse a beijá-lo nos lábios, sendo retribuído inconscientemente. Foi um beijo que iniciou lento e, depois de se prolongar, Law entrelaçou seus braços envolta do pescoço do ruivo e o abraçou, fazendo com que Kid colocasse uma de suas mãos abaixo da camisa do outro, ameaçando tirá-la, porém...

– Para com isso! – Law deu um tapa no rosto dele e se afastou. – N-Não tenta tirar a minha roupa!

– Aah, é que é tão difícil resistir...

– Tô nem aí! Boa noite.

Law deu às costas e se cobriu, ignorando a presença do ruivo até adormecer de fato. Eustass fez o mesmo, apesar de estar reclamando em sua cabeça, e abraçou o corpo do amigo, dormindo junto com ele.

No dia seguinte, Eustass sempre acordava primeiro graças ao sono pesado que Trafalgar tinha e, aproveitando essa característica, ele sempre pegava sua câmera e começava a tirar uma série de fotos diferentes. Em uma parte escondida em seu armário, ele tinha uma coletânea de álbum de fotos de Law dormindo.

Mas enfim, depois de tirar suas fotos, Kid foi tomar um banho e, muito mais tarde, depois que ambos os jovens já estavam vestidos com suas roupas habituais, se prepararam para ir à faculdade. Eustass se despediu de seu pai e Law, de sua mãe.

– Tchau! – Os dois exclamaram, saindo.

– Traffy, não se esquece de tirar o agasalho, tá? – Amelia disse. – Eu coloquei almoço na sua mochila, então come direitinho, tá bom? Sem deixar sobras. Ah, e tenha um dia muito feliz e animado!

– Tá bom, mãe! – Ele responde, sorridente.

– Vê se não volta vivo, pivete! – William bate na cabeça dele com a bengala como despedida.

– Tsc, velhote...

– Tchau, mãe. – Kid se despede.

– Tchau, Eustass. – Ela responde.

– Vê se volta cedo pra arrumar as coisas! – William bate na cabeça do filho. – Depois vai pentear a crina da Jurema! – Bate de novo. – Ah, não se esquece de tirar o casaco porque dá última vez você sujou, hein. – Bate de novo. – E volta à tempo de fazer o jantar!

– Tá, tá, tá, que coisa! – Eustass se enfurece e vai embora. – Tchau!

(...)

Depois de um tempo, era hora de intervalo na faculdade e Eustass estava reunido com Nicolle, Mikael e Trevoso, almoçando junto com eles. A adolescente loira estava mexendo em seu celular, ao mesmo tempo em que Trevoso escrevia enquanto comia. O ruivo e o outro loiro estavam discutindo sem motivo aparente.

– E aí, cadê a sua noiva, hein? – Mikael o importunava. – A Princesinha fugiu de você pra ficar com o Nerd de novo?

– Cala boca, mas que porre! – Kid se defende. – O Law só tá enfurnado naquele laboratório como sempre.

– Uhum, e você não liga deles ficarem juntos o tempo todo, não? Porque toda hora que o Law some o Drake tá com ele.

– O que você tá sugerindo?

– Para de enfiar coisa errada na cabeça dele! – Nicolle dá um tapa na cabeça do namorado loiro, o obrigando a ficar calado.

– Ai, ai, eu só quero saber onde é que a Princesa tá, ela ficou de fazer meus trabalhos.

– Mas mudando de assunto. – A loira volta a falar. – Semana que vem vai ter um festival japonês, querem ir?

– Pode ser. – Os dois respondem em coro.

– Quer ir com a gente, Trevoso? – Nicolle pergunta ao de cabelos negros.

– … – Mas ele não responde, aliás, sequer muda sua aparência. Trevoso não costuma falar muito, só passa o dia escrevendo calado.

– Ótimo, então nós vamos juntos!

Um pouco depois dos quatro decidirem ir ao festival, Law e Drake chegaram ali. O curioso é que tanto suas roupas como suas peles estavam sujas de fuligem, como se tivessem acabado de sair de um verdadeiro incêndio.

– Oi. – Eles dizem juntos, se sentando como pessoas normais.

– Explodiram o laboratório de novo? – Nicolle pergunta, já sabendo a resposta.

– Pois é...

– Por que as coisas que a gente faz sempre explodem?! – Law pergunta indignado, visto que ambos já haviam feito até mesmo água explodir de tão desastrados que eram.

– Culpa sua que fica usando os cálculos errados. – Drake argumenta.

– Hã? É você quem sempre inventa de fazer alguma coisa estranha! – Law se defende. – Eu disse que não daria certo aumentar a pressão do gás.

– Eu só queria fazer as coisas andarem mais rápido, só isso.

– Ei, Law. – Kid interrompe a conversa dos dois. – Semana que vem vai ter um festival japonês, tá afim de ir comigo?

– Não, eu não gosto de festivais e preciso estudar pra prova.

– Mas vai ser legal! Se nós formos juntos dá até pra ser um passeio romântico.

– Piorou.

– Aah, para, você só fica lendo essas coisas o dia todo. Custa passar um dia se divertindo?

– Minha diversão são os livros, idiota.

– Mesmo assim...

– Não.

– Ma–

– Não.

Eustass não desistiu e continuou argumentando com o amado até fazê-lo aceitar ir ao festival consigo. Ao mesmo tempo, Nicolle convidava Drake.

– Ei, a gente tava combinando de ir ao festival que vai rolar semana que vem. – A loira diz. – Tá afim de ir?

– Ah, pode ser. – Drake se vira para o moreno. – Ei, Law.

– Oi. – Ele responde, ignorando Kid.

– Quer ir comigo no festival semana que vem?

– Claro.

– Então tá, eu te pego em casa às oito.

– HÃ? EI! – Eustass fica revoltado e desconta no garoto que amava. – Por que é que você aceitou o convite dele e recusou o meu?

– Porque eu quis.

– Ei, você! – Agora, Kid agarra o casaco azul de Drake, o obrigando a encará-lo bem de perto. – Quem você pensa que é?

– Hein? – Não entende nada.

– Não chame o namorado dos outros pra um encontro!

– Do que você tá falando, Kid? Quer ir com a gente?

– Eu quero que você morra, que o Law aceite que me ame, que a gente se case e viva felizes para sempre!

– Tá querendo demais...

– Por que é que o Law aceita o seu convite e não aceita o meu? – Kid começa a balançá-lo. – São exatamente os mesmos!

– Sei lá, acho que é porque eu dou livros pra ele e você o assedia. Que diferença isso faz?

– Parem de brigar, que coisa repetitiva... – Nicolle murmura. – Nós seis vamos ao festival JUNTOS, é isso, ninguém vai a encontro duplo nem nada do gênero.

– Tsc...

Eustass havia se conformado com a decisão da loira e decidiu ficar calado. Law estava lendo um livro super interessante então nem deu atenção ao que se passava ali, somente ficava com uma face de extrema euforia como se estivesse lendo algo superemocionante. Era um livro de botânica.

– Ei, olha isso aqui! – Ele mostra uma figura de uma flor exótica a Drake, que começa a ler o livro com ele. – Essa flor já foi extinta há séculos, mas ela tem o veneno mais letal e o mais antigo.

– Flor da Namíbia, huh. – O de cabelos laranjas fala. – Nunca ouvi falar.

– É uma coisa da minha família. O sonho do meu pai era ter o veneno dela e o meu tio passou a vida procurando, mas nunca acharam. É totalmente impossível.

– Por que esse interesse tão grande no veneno?

– Dá pra fazer muitas coisas com ele, mas dizem que o veneno é tão forte que faz com que a pessoa chegue à uma temperatura de 42ºC, fique com várias manchas verdes pelo corpo e morra em alguns minutos. O único antídoto é de uma outra flor rara.

– Sério? Interessante.

– Meu sonho é encontrá-la! Deve ser muito legal usar o veneno pra...

– Pra...?

– … coisas boas.

– Coisas boas?

– Coisas boas.

– Beleza então, eu vou arrumar a flor pra você. – Drake diz com certeza.

– Nem adianta procurar, é um sonho impossível. Deixa pra lá.

– Do que você tá falando? Não é impossível, é só saber exatamente os lugares bons pra achá-la.

– Meu tio passou a vida procurando por ela...

– Ele só não procurou direito, mas relaxa, eu vou conseguir ela pra você. Confia em mim.

– Tá falando sério mesmo?

– Se é importante pra você então eu faço questão de te dar de presente. Os amigos servem pra isso, certo?

– … por que você sempre faz questão de comprar tudo pra mim?

– Porque eu gosto de te dar presentes. Aliás, eu tô quase comprando um celular pra você, pra ficar mais fácil da gente se falar.

– Você vai comprar um celular pra ele?! – Nicolle pergunta, se intrometendo na conversa. – Poxa, não tá afim de comprar um pra mim, não?

– Você já tem o seu, ele não tem. – Drake argumenta.

– É, mas o meu é tão velho... – Ela faz uma voz suave e fica se jogando pra cima do ruivo. – Eu queria tanto um celular novo, mas eu não tenho dinheiro, sabe...

– Tá, tá, tá, eu te dou um celular. Mais alguém quer alguma coisa?

– Ah, eu quero ingresso pro jogo de sábado! – Mikael exclama.

– Eu continuo querendo que você morra. – Kid diz.

(…)

No dia seguinte, tanto Kid como Law chegaram mais cedo em casa depois de seus professores terem subitamente faltado e não precisarem mais ficar na faculdade. Ambos estavam no quarto fazendo o de costume: o ruivo tentava importuná-lo e o moreno o ignorava, lendo um livro qualquer e comendo os biscoitos preparados por sua mãe.

– Para de me ignorar... – Kid abraçava o garoto e dava alguns beijos em sua bochecha. – A gente podia aproveitar esse tempo pra fazer alguma coisa juntos.

– Tem prova amanhã, você deveria estudar ao invés de ficar em cima de mim.

– É prova de biologia, a gente pode estudar de outras formas... – Fica dando mais beijos ainda e o apertando mais forte.

– Ai, você é nojento! Que coisa, eu só quero ficar lendo e comendo os biscoitos da minha mãe, é difícil entender isso?

– Para de chamar a minha mãe de mãe! – Kid se irrita. – Isso faz parecer que somos irmãos, que saco.

– Cala boca, a mãe é minha, não sua.

– Nós temos o mesmo sangue e eu a conheço há muito mais tempo que você! Ela é minha mãe e sua sogra, só isso.

– Minha mãe não é sogra de ninguém.

– É sim, sua mãe é a minha sogra e a minha mãe é a sua! Por que é que você não entende?

– Por que você não entende que nós NÃO SOMOS UM CASAL?

– Somos sim!

– Não somos, não.

– Somos sim.

– Não.

– Sim.

– Não.

– Si–

Meninos! – Antes que os dois rapazes continuassem sua discussão diária, a mãe de Law aparece. – Chegou visita pra você, Traffy.

– É o Drake?

– Uhum, ele disse que vai te esperar lá fora.

– Por que é que esse idiota veio pra cá? – Kid resmunga, desconfiado. – Ele tá te perseguindo!

– Deixar de ser idiota, Kid, nós combinamos de ir à biblioteca.

– Primeiro ele te dá vários presentes, depois te convida pro festival e agora tá aparecendo aqui em casa? Isso é perseguição sim!

– Perseguição é o que você faz comigo desde que eu te conheço, e eu recusei o celular dele.

Law ignora totalmente a presença do ruivo, como sempre, e vai até o lado de fora de sua casa, falar com o outro ruivo que estava comendo os biscoitos que sua mãe fizera e discutindo com o pai de Kid.

– Sério, os seus biscoitos são os melhores. – Drake diz para a mãe de Law. – Você é ótima nisso.

– Brigada, mas eu não faço nada demais! Só tento esquentar o coração de vocês jovens. Aliás, você não está com frio? Quer que eu faça um suéter pra você?

– Não precisa, eu tenho uma coleção de suéteres seus já.

– Nunca é demais.

– Ei, garoto! – William exclama. – Se não for pedir muito, quando cê for levar o Trafalgar daqui, tenta não reaparecer tá bom? Sequestra ele ou sei lá.

– Eu não vou fazer isso... eu trago ele de volta cedo.

– Tsc, inútil! – William bate na cabeça dele com sua famosa bengala.

– Ai...

– Cheguei, vamos. – Law aparece, já indo embora.

– Traffy, e o seu agasalho? – A mãe dele, contudo, não o deixa ir tão rápido. – Tomou seu remédio de ansiedade? Escovou os dentes? Passou desodorante? Se alimentou direito? Volta que horas? Vocês vão pra cidade? Lá é perigoso, tomem cuidado, só atravessem no sinal, tá bom?

– Já coloquei, tomei, escovei, passei, comi, volto cedo, nós sabemos atravessar uma rua. – Ele responde. – Tchau, mãe, beijos!

– Cuida bem do Traffy, tá bom? – A mãe dele diz a Drake.

– Pode deixar, nós vamos no meu carro, é seguro.

– Ei! – Contudo, Kid surge e segura a camisa do outro ruivo, o encarando bem nos olhos. – Você acha que vai sair tão fácil daqui?

– Aff, eu esqueço da sua existência.

– Onde você pensa que vai, sequestrando minha noiva desse jeito?

– Eu não tô sequestrando noiva de ninguém, nós só vamos pra biblioteca ler e estudar, coisa que você também deveria fazer.

– E por que é que você não chama ninguém além dele? Seu perseguidor!

– Porque a Nicolle é ocupada demais, você e o Mika são analfabetos funcionais e o Trevoso não gosta de mim. Sério que você tem esse ciúme escroto?

– Eu juro que um dia eu vou te matar...

– Pode deixar, eu prometo que você morre primeiro que eu. – Drake dá às costas. – Vamos, Law.

(…)

Um pouco depois dos dois passarem o dia lendo livros, foram direto para a casa do ruivo, uma vez que Drake morava na cidade grande e próximo à biblioteca, além de estarem com fome. Chegando ao destino, a mãe dele já havia preparado uma bandeja de brownies, como era de seu costume.

– Fica à vontade, tudo bem, Law? – Ela era uma mulher jovem e loira, que sempre estava fumando um cigarro. – Você já é aqui de casa.

– Brigado. – Ele agradece e pega o bolo.

– Eu vou sair daqui há pouco, vocês deveriam fazer algo juntos também. – A mãe de Drake torna a dizer. – Eu sei que vocês gostam de ler e tudo mais, mas não custa sair, né? Enfim, tem duzentos euros na cabeceira da cama, divirtam-se!

– Mãe, nós não gostamos muito de sair, você sabe disso. Nem precisava do dinheiro. – O ruivo fala.

– Para com isso! Vocês são jovens, tem muito ainda pela frente, vão curtir à vida, beber, fumar, beijar alguém, foder, sei lá! Só não fiquem o dia todo enfurnados dentro de casa.

– Eu ainda prefiro ficar lendo. – Law argumenta.

– Eu também prefiro. – O ruivo concorda.

– Ai, ai, você é igualzinho ao seu pai, ele também preferia ficar naquele laboratório a fazer coisas divertidas. – Ela bagunça os cabelos do filho. – Seu primo também, outro antissocial.

– Tá bom, tá bom...

– Bom, é isso. Até mais! – E ela sai de casa, deixando os adolescentes sozinhos. – Tem camisinha na gaveta!

– Seu pai trabalha em um laboratório? – Law pergunta.

– Trabalhava com o meu tio, aí eles morreram e o meu primo herdou tudo. Por quê?

– Ah, é que nós já usamos quase tudo do laboratório lá da faculdade...

– Quer que eu roube alguma coisa de lá?

– Sei lá, mas a gente podia fazer alguma coisa de diferente. Alguma coisa que não explodisse pelo menos.

– Hm...

(…)

No dia seguinte, como sempre, os dois jovens estavam na faculdade juntos. Trafalgar Law e Drake, após fazer todas as provas que tinham, partiram em direção ao laboratório, porém, ao chegarem na porta, perceberam que esta estava trancada. O mais curioso é que também havia uma enorme placa escrito: “Interditado – Entrada Proibida”

– Fecharam o laboratório?! – Os dois ficam indignado. – Por quê?!

– Caramba, será que foi por causa da explosão do outro dia? – Drake diz.

– Ah não, eles não podem fazer isso! E agora?

– Tsc, não vai ser uma porta que vai nos impedir. Vamos entrar escondidos.

– Tá com a chave aí?

– Quem precisa de chave? – O ruivo verifica se tem alguém os olhando e então, escondido, abre a porta utilizando um cartão de crédito qualquer. Ele e Law adentram o laboratório e fecham a porta sem que ninguém perceba.

– Se virem a gente aqui vai dar muita merda. – O moreno diz.

– Ninguém vai nos ver, mas diz aí. Eu vou pegar GHB com o meu primo amanhã, tem certeza que esse lance de colocar no bebedouro vai dar certo?

– A gente precisa colocar pouco pra que ninguém note a diferença no gosto, eu sei fazer cálculo.

– Não, eu sou melhor em cálculo, eu faço isso.

– Hã? Não é nada, eu sou melhor.

– Nop, eu sou melhor do que você em tudo.

– Tsc, para com isso! Você pega a GHB, eu faço o cálculo. Simples.

– Eu pego a GHB, faço o cálculo e você fica paradinho vendo o meu plano dar certo.

– Não, eu–

Um pouco antes de Law se defender, os dois ouvem a porta ameaçando ser aberta e, com medo de serem vistos em um local proibido, se escondem dentro do primeiro armário que viram. Entretanto, como este era pequeno demais para dois adolescentes, eles ficaram meio apertados.

E-Ei, não me arrasta pra esses lugares! – Law sussurra, extremamente desconfortável. Os dois estavam com os corpos exprimidos.

Shh, fica quieto, vão nos ouvir.

Mas não encosta em mim! – Ele fica se debatendo pra não ser tocado.

Hã? Eu não tenho culpa desse lugar ser pequeno!

I-Isso não é motivo pra ficar me tocando, eu não gosto que me toquem.

Se você parar de se mexer eu não vou precisar te tocar.

P-Para com isso!

Mas eu não fiz nada!

Fez sim, aqui é muito pequeno, não dá pra mexer direito e você tá tocando em mim.

Você também tá encostando em mim...

C-Cala boca, não tô nada.

Então fica quieto antes que... – Antes que Drake pudesse terminar sua fala, a pessoa que havia entrado no laboratório, abriu a porta do armário. Era Eustass Kid. – … alguém nos veja.

– Posso saber o que vocês dois estão fazendo aí?

– N-Não é o que parece, eu juro! – Drake se defende. – E-Eu não fiz nada, esse garoto é que tava com ideia errada na cabeça!

– Aham.

– É-É sério, eu não sabia que era você que tinha entrado...

– Aham.

– Você... não tá chateado, né?

– Imagina.

– Então vamos esquecer essa história e ir comer alguma coi–

– VOCÊ ACHA MESMO... – Eustass agarra o casaco do outro e o atira contra a parede, não se importando em quebrar alguns vidros do laboratório. Ele apenas abre um sorriso de extremo sadismo. – QUE EU VOU TE PERDOAR POR ISSO, DESGRAÇADO?

– M-M-Mas eu–

– EU VOU MATAR VOCÊ! – E ele se prepara para dar um soco certeiro na face do ruivo.

– N-No rosto não, por favor...

– Ou melhor, eu tive uma ideia. – Kid agora pega um dos braços de Drake e aperta com tanta força que quase o contorce.

– O que você pensa que vai fazer? M-Me solta! – Ele tenta se soltar, mas é impossível.

– Sabe, eu não gosto de ver gente assediando o Law, eu acho isso tão errado. – Kid aperta o braço dele ainda com mais força. – Principalmente depois de tudo o que eu fiz pra protegê-lo.

– E-Eu não tenho o menor interesse nesse garoto, seu maluco!

– Eu perdi meu braço pra protegê-lo, sabia? – Agora ele arrasta Drake até uma mesa qualquer, esticando seu braço e o prendendo de modo que ele não conseguisse sair. Kid também pega um frasco com uma substância estranha. – Se você quer tanto assim persegui-lo, eu vou precisar te ensinar a fazer direitinho.

– O que você pensa que vai fazer? Me solta!

– Isso aqui é ácido sulfúrico. – O de cabelos vermelhos como o fogo lança mais um sorriso sádico, ameaçando jogar o líquido no braço do outro. – Se eu derramar só uma gotinha, seu braço se corrói no mesmo segundo. Interessante, não é?

– NÃO! – Ele tenta sair dali como se sua vida dependesse disso. – Me larga, me solta! Não joga essa coisa no meu braço por tudo que há de mais sagrado no mundo! Deixa eu ir embora, eu prometo que nunca mais falo com o Law nem nada do tipo!

– K-Kid, para com isso! – O moreno também tenta impedi-lo. – Ele não fez nada de verdade, isso vai matá-lo!

– E-Eu não quero morrer! – Drake se debatia ainda mais. – Eu sou jovem e rico, eu não posso morrer!

– ISSO É PRA VOCÊ APRENDER A NÃO SE METER COM O NAMORADO DOS OUTROS!

Sem pensar duas vezes, segurando o braço do de cabelos alaranjados como se sua vida dependesse disso, Eustass Kid pega o frasco contendo uma substância corrosiva e atira diretamente na pele do outro, que grita de dor imediatamente

– TOMA ISSO, OTÁRIO!

– WAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

– KID, NÃO FAZ ISSO!

Mas estava feito. Law até tentou impedir, mas não deu em nada. O frasco já estava vazio uma vez que Eustass utilizou todo o líquido no braço do outro, que já estava prestes a ter um ataque cardíaco. Entretanto, nada demais aconteceu, visto que não se tratava de ácido sulfúrico de verdade, e sim, de H2O, popularmente conhecido como “água”.

– Hahahahaha, você caiu direitinho! – Kid começou a rir.

– … eu achei que eu fosse morrer... – Drake quase desmaiou.

– Tsc, você é um idiota mesmo, hein! – Law briga com o outo. – Não faz uma coisa dessas, seu psicopata!

– Isso é por vocês dois ficarem se achando mais inteligentes do que eu. – Kid se retira, sentindo-se vitorioso. – Tchau!

(…)

Mais um dia se passou e os dois já haviam conseguido tudo o que precisavam. Drake havia pego uma quantidade significativa de GHB e Law fizera alguns cálculos em seu bloco de notas, a fim de saber quantos mL precisariam colocar no bebedouro sem que ninguém notasse a diferença. O objetivo deles era contaminar a escola inteira.

– Eu espero que não dê merda. – Drake diz, sendo que ambos estavam escondidos e só observavam o bebedouro sendo utilizado constantemente.

– O maior risco é das pessoas ficarem com dor de barriga e vomitarem.

– Isso seria muito sem graça. Aliás, quanto tempo leva pra fazer efeito?

– Umas duas horas, eu coloquei pouco.

– Duas horas?! Por que você fez isso? Era pra ter colocado cinco vezes mais, o efeito seria muito melhor!

– Se eu fizesse isso a água ficaria salgada...

– As pessoas daqui são idiotas, elas nem notariam. O importante é o efeito.

– GHB é uma droga perigosa! Você quer causar um genocídio?

– Nah, eu só não quero ficar esperando.

Mesmo que os efeitos demorassem mais que o normal, os dois ficaram observando as pessoas tomando água no bebedouro. Entretanto, não puderam deixar de levar um susto assim que um jovem de cabelos vermelhos e com uma prótese no braço esquerdo bebeu o líquido contaminado.

– A-Ah não, eu esqueci completamente dessa probabilidade! – Law se assusta uma vez que Eustass havia consumido GHB, que se tratava de uma droga poderosa que fazia as pessoas ficarem excitadas.

– Ih, isso vai ser um problema...

– “Um problema”? – Law fica desesperado e agarra o ombro do outro, olhando bem no fundo de seus olhos. – Ele vai me assediar muito mais! Eu preciso sair da Inglaterra agora!

– Calma, calma, eu não vou deixar ele fazer nada contigo, relaxa. Eu tenho um plano.

– O que você vai fazer?

– Só confia em mim.

Drake esbarrou em uma pessoa distinta que estava segurando uma garrafa d'água e pegou o objeto para si, dando uma desculpa qualquer para a pessoa não reclamar. Em seguida, encheu a garrafa com o líquido contaminado e foi em direção a Mikael, que estava encostando em uma parede qualquer.

– E aí, Mika. – Ele se aproximou como uma pessoa normal. – Quer água?

– Quero não, valeu.

– Pega aí, eu insisto! – E assim, ele resolve enfiar a água à força na goela do outro, até acabar todo conteúdo. – Você é atleta, atletas precisam tomar água.

– T-T-Tá bom, né... – Ele diz, hesitante, após ser obrigado a tomar um litro de água forçadamente.

– Posso te pedir um favor?

– Depende.

– Enche essa garrafa e dá pro Kid. Ah, e depois arrasta ele pro armazém.

– Pra quê?

– Eu vou encontrar vocês dois lá em uns dez minutos, só fiquem me esperando. Vai valer à pena, eu juro.

– Isso tá meio estranho...

– Eu faço a sua prova hoje, que tal?

– Eu tenho prova hoje?

– Tinha, eu vou fazer pra você, relaxa. Só arrasta o Kid pro armazém e dá água pra ele.

– Beleza.

Logo após forçar o loiro e o ruivo a ficarem sozinhos em uma pequena sala, Drake voltou a ir em direção a Law, que estava observando tudo o que ele fazia.

– Sério que essa foi a melhor ideia que você teve? – Law ficou pasmo. – Juntar o Kid com aquele cara?!

– Você preferia correr o risco de ter o Kid chapado no seu pé?

– Não, mas...

– Esquece isso, eu só fiz o que tinha que fazer.

– A Nicolle vai te matar.

– Vai nada, eu dei um celular pra ela.

Um bom tempo depois, tudo ocorria normalmente. Nicolle estava falando no celular, Trevoso estava escrevendo em seu bloco de notas, Law e Drake liam um livro qualquer. Os únicos que faltavam eram Eustass e Mikael, que, assim que chegaram ao encontro dos outros, mostravam uma aparência totalmente acabada. Ambos tontos e com um ódio visível.

– Oi... – Falaram em conjunto, parecendo que iam morrer graças ao trauma.

– Nossa, vocês dois estão péssimos! – Nicolle exclama. – O que houve?

– VOCÊ! – Kid fica cego de tanto ódio no coração e agarra Drake, o jogando violentamente contra a mesa. – VOCÊ PERDEU COMPLETAMENTE O AMOR PELA VIDA, NÃO FOI?

– Não faço ideia do que você esteja falando.

– N-Não aconteceu... nada... – Mikael desmaia dramaticamente e cai nos braços de Nicolle. – Nada... foi tudo um grande pesadelo... só um pesadelo...

– Mostrar ódio nas palavras ou no semblante é inútil. Os animais de sangue frio são os únicos que têm veneno. – Trevoso comenta de modo ríspido, almejando terminar a briga que se iniciava ali.

– O que tá acontecendo aqui?! – Nicolle indaga, assustada.

– Bom, pela reação dos dois, o Kid e o Mika transaram no armazém. – Drake explica calmamente.

– Oi? Verdade?

– Por sua causa! – Kid volta a exclamar e aponta pro outro ruivo. – Você colocou GHB na droga da água!

– Eu tive que proteger o Law de alguma maneira, só isso.

– V-Você ficou com o Kid? – Nicolle perguntou ao loiro, que ainda estava traumatizado. – Você conseguiu trair a mim e ao Law ao mesmo tempo!

– Não me envolve nisso. – Law murmura, tentando ignorá-los.

– Eu... – Mikael estava chocado. – Eu...

– S-Só me diz uma coisa... – A loira se aproxima hesitante, como se estivesse prestes a contar um segredo.

– O quê?

– Você foi passivo ou ativo?

– Que isso?

– Passivo. – Kid se intromete. – Eu já sabia dos efeitos da GHB então foi mais fácil de controlá-lo.

– Gente, que isso? – O loiro volta a perguntar, mas é ignorado.

– Sério? Ah, me conta! – Nicolle segura nas mãos dele. – Como foi? O que você achou? Doeu? Gostou? Não vale mentir, hein.

– Você é minha namorada, não deveria estar falando isso...

– Já teve experiência com GHB, Kid? – Drake pergunta. – Só espero que não tenha envolvido o Law nisso.

– Não, foi só uma vez com o tio dele.

– Hein? Você ficou com o tio do Law?

– VOCÊ FICOU COM O MEU TIO? – Law fica tão chocado com a informação que abandona seu livro e dá um grito de susto.

– Hã? Não! – Kid tenta se defender. – E-Eu falei errado!

– Woooooow, o Pimentinha ficou com o tio da Princesa! – Mikael deixa seu trauma recente de lado e começa a rir, apontando pra ele. – Hahahahahaha! Não conseguiu pegar o garoto e pegou o tiozão!

– Eu NÃO fiquei com o tio–

– Você é mais nojento do que eu pensei! – Drake interrompe, com uma face de nojo. – Cara, como você consegue fazer uma porra dessas?

– Não, gente, eu–

– Nunca mais fala comigo. – Law dá às costas. – Eu vou mudar de casa, não dá mais pra encarar você! Sério, isso foi... perturbador.

– EU NÃO FIQUEI COM A DROGA DO TIO DELE! – Kid perde o controle. – O tio do Law me obrigou a dar GHB pro Kira, foi isso, foi com o Kira, não com ele!

– Huh, verdade? – Law fica surpreso. – Eu não sabia disso.

– E-Eu não te contei porque eu não queria que você ficasse com ciúmes...

(…)

Vamos avançar um pouco no tempo, visto que a faculdade havia ficado fechada momentaneamente uma vez que a maioria dos alunos, ou estava com tremendas dores de barriga, ou começaram a fazer uma série de atividades sexuais estranhas. Era se como o colégio tivesse sido invadido por um surto sexual, graças a GHB que infeccionou até mesmo os professores.

Mas enfim, era de noite e está ocorrendo o grande Festival Japonês. Nossos seis jovens estavam reunidos, já com roupas tradicionais, andando pelas ruas nipônicas. Tinham várias barracas com comidas típicas, jogos e atividades distintas.

– Onde vocês querem ir? – Nicolle pergunta, comendo uma maçã-do-amor junto com os outros.

– Querem jogar alguma coisa? – Drake sugere.

– Nesses jogos dá pra conseguir brinde, né? – Eustass fala. – É uma forma de eu conseguir dar presentes ao Law.

– Então vamos naquele ali!

O grupo se dirigiu até uma barraca onde havia uma bacia enorme cheia d'água, com diversos peixes dourados de brinquedo espalhados, cada um com um número especificado na barriga. Também haviam diversos prêmios atrás e um homem que explicou como o jogo funcionaria.

– Custa dois euros e cada peixe tem um número na barriga. Quanto maior o número, maior é o valor do prêmio. Vão querer?

– Beleza, então... – Drake e Kid dizem juntos com convicção. – Eu vou pegar o maior prêmio pro Law!

– Ei! – Kid interviu. – Quem vai pegar isso sou eu, sai fora, vai servir como uma prova de amor.

– Prova de amor? Isso vai provar que não existe ninguém melhor que eu em jogos, idiota.

– Então pra quê você necessariamente quer dar isso pra esposa dos outros?

– Pra te irritar. Além disso, o maior prêmio é um panda gigante, pandas combinam com o Law.

– Para com isso! – Eustass se irrita. – Todo mundo sabe que pegar o maior peixe é uma prova de amor, então é óbvio que sou eu quem vou tirar!

– Veremos.

Eustass agora estava focado. Encarou a bacia como encararia seu pior inimigo, disposto a fazer de tudo para conseguir o melhor prêmio ao seu amado. Tinham exatamente vinte peixes, então, quem se aproximasse mais desse número seria o vencedor. O primeiro a tentar foi Kid.

– E aí? – Ele pergunta eufórico após pegar seu peixe. – Eu ganhei o panda? É o maior número, né? Já posso casar com o Law agora?

– Quase lá, filho. – O dono do jogo responde. – Você tirou o número sete.

– S-Sete? – O coitado se ilude. – B-Bom, é o número da sorte em alguns lugar–

– INCRÍVEL! – O dono do jogo interrompe Eustass e exclama, após Drake pescar seu peixe e este verificar seu número. – Você pegou o vinte! É a primeira vez que alguém pega o maior número, parabéns, filho!

– Hm, parece que o meu amor por esse garoto é maior do que o do Kid. – O de cabelos alaranjados diz, lançando um olhar direto para o outro.

– V-Você... – A fúria que Kid tinha nos olhos era enorme. – V-Você... – Ele quase explodia.

– Toma! – Drake entrega o panda, que era maior do que o próprio Law. – Bota bem perto da cama do Kid pra ele ficar com raivinha sempre que vir, tá bom?

– Eu não acho que isso vá caber lá em casa... – Law responde.

Eustass até tentou arrancar a cabeça do pobre panda com os dentes e cometer homicídio contra o outro ruivo, mas Nicolle o impediu dizendo que a noite não poderia ser estragada. Os seis jovens, então, foram andando até Drake novamente pará-los.

– Aquilo lá é uma barraca de origami? Minha mãe adora essa coisa. – E ele foi até lá, sendo seguido pelos outros.

– Que lindos! – Nicolle se encanta com os origamis que formavam borboletas, pássaros, patos e outros diversos animais coloridos. – Sua mãe sabe fazer isso?

– Ela sabe alguns, mas me ensinou só um. Ei, garoto. – Drake vira-se para Law. – Quer que eu te ensine a fazer?

– Você não é mais inteligente que eu por saber dobrar papel, desiste.

– Não é isso, é que alguns tem significado. Olha. – Drake pega um pedaço de papel amarelo e começa a fazer uma flor de quatro pontas abertas. – Essa é a flor de Lily.

– Uma flor?

– Significa paz de espírito. – Ele se abaixa e prende a flor no bolso do kimono de Law. – Quando você entrega a alguém, essa pessoa se torna seu protegido mesmo após a morte. Muitas pessoas usam em enterros também.

– Que gracinha! – A jovem loira exclama. – Me ensina a fazer?

– Claro.

– Tsc, convencido. – Kid reclama, como sempre.

– Quer que eu faça uma pra você também, Kid?

– Eu não preciso da sua proteção, muito menos o Law. Fui eu quem sempre o protegi.

– Relaxa, não foi um pedido de casamento. Eu vou fazer a flor pra todos vocês.

Assim, agora todos os seis tinham uma flor presa em seus bolsos. Um pouco mais tarde, a noite já havia caído por completo então decidiram mudar um pouco o cenário, indo para uma pequena montanha que tinha ali. Lá de cima, eles se sentaram e ficaram observando todo o festival e as pessoas debaixo, que pareciam até formigas.

– É tão bonito aqui em cima... – Nicolle comenta, apreciando a vista.

– A vista do morro lá de casa é melhor. – Kid afirma, abraçando Law pelo ombro.

Não demorou muito para que os seis deitassem no gramado e ficassem observando a lua. Trevoso buscava inspiração para escrever, Drake ficava em silêncio, Nicolle e Mikael aproveitam o momento quieto para praticamente fornicarem e Eustass e Law olhavam um para o outro, deitados.

– Se continuar assim eu vou acabar dormindo... – Law diz, uma vez que Eustass estava fazendo carinho em seus cabelos por quanto olhava seus olhos.

– É tão bom ficar com você... tem certeza de que não quer namorar comigo?

– Você sabe que eu não gosto de gente me tocando, é nojento.

– Eu não vou te obrigar a nada que você não queira fazer.

– Eu sei, mas...

– E você já me deixa te encostar. – Kid apoia suas mãos na cintura do outro. – Antes você não deixava.

– É que eu tô com sono, não tô disposto a ficar brigando conti–

Eustass aproveita o momento para dar um curto e rápido beijo no amado, que se cala completamente e permanece de olhos fechados, aguardando um outro que logo havia sido dado, dessa vez mais duradouro e lento. Ao mesmo tempo em que os dois casais trocavam carícias, os únicos sem fazer nada eram Trevoso e Drake.

– Você não cansa de ficar escrevendo isso o dia todo? – O ruivo pergunta. – E você não fala...

– … – Contudo, foi ignorado. Trevoso gosta de silêncio.

– Não faz mal falar um pouco, sabe?

Incomodado com a voz do outro, Trevoso decide escrever em uma folha os seguintes dizeres:

Não se dirija a mim.”

– P-Por que você me odeia?! – Drake até se sente atingido. – Eu te fiz alguma coisa?

– … – Sem respostas.

– Se você não falar porque me odeia não tem como eu fazer nada...

034” – Ele escreve no bloco de notas mais uma vez, com garrancho e bem grande.

– Que isso, um código?

Após isso, Trevoso realmente volta a ficar em profundo silêncio e sequer escreve alguma mensagem. Eustass e Law ainda estavam aos beijos, mas logo se separaram e voltaram a olhar um para o outro.

– Viu? Não é tão ruim ficar comigo. – O ruivo fala.

– Eu sei, é que você é muito grudento...

– Porque se eu me afastar eu tenho medo que você passe a não gostar de mim.

– Se eu não gostasse de você nós não moraríamos juntos, idiota.

– Então me dá só uma chance de provar que eu posso te fazer feliz. – O ruivo se aproxima e dá um último beijo curto. – Aceita namorar comigo?

– Mas, eu...

– Só me dá essa chance, é a única. Se você não gostar eu te deixo em paz pro resto da vida.

– Verdade?

– Verdade.

– Então eu... acho qu–

– CARAMBA, EU TIVE A MELHOR IDEIA DO MUNDO! – Interrompendo de modo brusco e infeliz tanto a cópula de Nicolle com Mikael e o pedido de Eustass para Law, Drake exclamou.

– Hein? – Os quatro olharam pra ele.

– Vem comigo! – Nisso, Drake se levanta e agarra o braço de Trafalgar, correndo com ele pra algum lugar distinto não-especificado.

– P-Pra onde você tá me levando? – Law pergunta, mas é ignorado.

– HÃ? EEEIIIIII! – Eustass não gosta nada daquilo e vai correndo na direção dos dois. – PORRA, VOLTA AQUI COM A MINHA NOIVA SEU FILHO DA PUTA, ELE IA DIZER UMA COISA IMPORTANTE!

Eu prometo que devolvo ele antes da meia-noite! – Drake grita e consegue se esconder em um local, fazendo com que o ruivo os perca de vista.

(…)

Um bom tempo se passou. Nicolle, Mikael, Trevoso e principalmente Kid estavam desesperados atrás dos outros dois, mas não o encontravam de jeito nenhum.

– Aquele filho da mãe... sequestrou o Law... – Kid até quase chorava. – O Law ia dizer... ele ia dizer... mas agora ele tá lá com o desgraçado de cabelo laranja... ele disse que odeia vermelhos graças a mim e ao tio dele... eu odeio meu cabelo...

– C-Calma, Kid, eu não acho que o Law te trocaria por causa do seu cabelo. – Nicolle o tenta acalmar.

– Pior que trocaria...

– Tadinho do pimentinha, foi chifrado pelo amor da vida dele. Numa história infantil você seria o dragão apaixonado pela princesa que é sequestrada pelo príncipe encantado.

– Aquele idiota não é a porra de príncipe nenhum!

– Eu se–

EEEEEEI! – Um grito é finalmente ouvido. Law e Drake tornam a aparecer, correndo desesperadamente e assustados.

– Vocês voltaram! – Nicolle exclama.

– Grr... – A raiva de Kid ia se impulsionando.

– A gente precisa sair daqui agora, sem tempo pra explicar! – Os dois exclamam.

– Sem tempo uma vírgula, me explica agora! – O ruivo segura a roupa de Drake. – Que merda deu na sua cabeça pra sequestrar o Law?

– Cara, é sério, agora não é uma boa hora.

– Kid, a gente precisa sair daqui! – Law os interrompe.

– N-Não, m-mas antes disso... – O pobre Eustass se aproxima do amado com uma face triste. – Qual é a sua resposta?

– Que resposta? A gente não tem tempo pra isso, temos que sair daqui rápido!

– NÃO! Não, eu quero saber a resposta da pergunta mais import–

– Sem tempo pra isso, eu preciso proteger o meu garoto! – Drake interrompe Kid, segura a mão de Law e volta a correr com ele.

– E-Ei, volta aqui, imbecil!

Antes que soubessem o que estava havendo ali, os seis começaram a correr até chegarem novamente ao morro, que ficava bem distanciado do festival japonês. Logo após, puderam finalmente descansar e explicar a situação.

– Ufa, deu certo... – Law e Drake dizem juntos.

– E aí, não vão nos dizer o que deu em vocês? – Mikael pergunta.

– Acontece que... – Novamente, os dois falam juntos e ainda apontam um pro outro. – Ele é um completo idiota!

– Hã? – Falam juntos de novo. – Idiota é você!

– Cala boca, a culpa foi sua! – De novo.

– Para de me imitar, que saco! – E de novo.

– Tá, tá, tá, eu vou explicar o que houve. – Drake toma a voz. – Enquanto vocês estavam se pegando eu tive uma ideia genial, fazer os melhores fogos de artifício.

– No começo nós dois apostamos quem faria o melhor. – Law completa. – Mas aí decidimos nos unir e criar uma parada totalmente única.

– Vocês fizeram fogos de artifício? – Nicolle os interrompe. – Vocês explodem a escola todo o dia e querem fazer fogos?

– Tava tudo indo bem, até esse idiota fazer ruivice! – Law exclama. – Ele pegou um compartimento enorme, colocou o triplo de estrelas, o quádruplo de cometas, o quintriplo de explosivos e seis vezes mais pólvora!

– Óbvio, eu queria fazer uma parada grande. – Drake se defende. – Só não se esquece de que foi VOCÊ quem não colocou o pavio de intervalo de tempo!

– Eu não sabia que porra era essa, eu nunca fiz fogos antes.

– Sem esse negócio ele vai explodir antes de chegar ao céu.

– P-P-Pera aí... – Nicolle os interrompe, assustada. – Vocês fizeram uma bomba atômica que explode antes de chegar ao céu?

– Sim. – Respondem em coro.

– E onde ela tá agora?

– Nós colocamos junto com os outros, devem soltar os fogos daqui há cinco minutos.

– Pior que eu acho que o tio dos origamis nos viu... – Drake murmura.

– Hã? – Mikael estranha. – Por que vocês colocaram uma coisa que vocês sabem que tá errada junto com os outros que estão certos?

– Porque nós... – Respondem em coro, cutucando o nariz. – Queríamos ver o resultado.

– Vocês são doentes...

Enfim, antes que outras perguntas puderem ser feitas, o show de fogos de artifício começou! O céu estava colorido e todos olhavam encantados para o espetáculo, porém, assim que acenderam o pavio dos fogos de Law e Drake, que estavam escondidos entre os outros, uma tragédia começou.

Primeiro a bomba perdeu o controle e queimou a mão de quem a acendeu, voando em diagonal ao invés de ir para cima. Assim que chegou a um pequeno ponto no céu, ela caiu e explodiu de forma fenomenal! Graças a quantidade de explosivos, cometas voaram até as barracas; estrelas de fogo queimaram os gramados e iniciou-se um grande incêndio.

De onde estavam, os jovens só conseguiam ouvir os gritos de desespero das pessoas que fugiam do fogo. Nicolle ficou chocada, Mikael apavorado, Trevoso não parava de escrever pois o incêndio lhe dava inspiração, Eustass não sabia como lidar e Trafalgar e Drake apreciavam seu trabalho surpresos.

– Caramba... – Os olhos dos dois brilhavam. – Nós conseguimos! – E eles comemoraram, até mesmo batendo na mão um do outro.

– CONSEGUIRAM? – Nicolle vos dá uma surra. – Vocês ficaram loucos! E se alguém morrer?

– É-É! – Mikael se tremia. – V-Vocês colocaram a vida de pessoas em perigo e ainda comemoram? S-Seus psicopatas!

– Não, gente... – Drake tenta se explicar.

– É que foi uma explosão muito bonita, só isso. – Law completa.

– Eu tenho certeza que ninguém morreria com um incêndio bobo como esse.

~ BUUUUUUUUUUM ~ – Assim que Drake acabou de falar, um som de explosão enorme havia surgido. Era a barraca de bebidas alcoólicas que entrou em contato com o fogo.

– Vocês fizeram um genocídio... – Kid ficou perplexo. – Caralho...

– Parem de falar em genocídio, isso é arte! – Drake diz. – A arte é explosiva.

– Vocês não tem um pingo de empatia pelas vítimas? – Nicolle pergunta. – Seus psicopatas!

– Ai, chega, cansei! – O de cabelos alaranjados suspira fundo e anda até o pico do morro, onde tinha uma visão privilegiada de todo o festival em chamas. De lá, ele pegou a flor de Lily e apontou o origami na direção da catástrofe. – Vamos fazer um ritual.

– Ritual? – Os outros quatro perguntam.

– A flor vai protegê-los, então por enquanto é a única coisa que podemos fazer. Se nós seis apontarmos a Lily na direção do incêndio talvez a alma deles seja purificada.

– Tem razão. – Kid e Law se aproximam e ficam ao lado direito e esquerdo de Drake, levantando suas flores. – Vamos purificar a alma deles.

– Vocês estão falando sério mesmo..? – Nicolle e Mikael ainda achavam estranho, mas como não tinham muitas opções, até mesmo Trevoso interrompeu sua escrita para apontar a flor. Os seis ficaram em pé, só observando o incêndio até se cansarem e irem embora.

(…)

No dia seguinte, tudo já estava normal novamente. O grupo se reuniu na faculdade e ficaram na mesa, almoçando e conversando entre si. Eustass estava importunando Law, que por sua vez o tentava ignorar enquanto lia um livro. Os demais conversavam com Nicolle.

– Eu tive uma ideia! – A loira, que pretendia ser uma futura cantora exclama. – Depois do incidente de ontem nossa amizade aumentou, então eu tô pensando em escrever uma música sobre vocês.

– Música sobre explosões? – Drake pergunta.

– Não, tipo, eu pensei em fazer cada verso das áreas em que cada um estuda. Você é criminologia, o Mika é de direito, o Law e o Kid medicina e o Trevoso letras.

– Acho que o Mika tá mais pra futebol do que pra direito...

– Eu só decidi fazer esse troço porque a minha mãe é diplomata e meu pai advogado, aí eles cismaram comigo. – O loiro se defende. – Mas na real eu gosto mais de futebol mesmo.

– Tá, tá, o Mika é futebol então. – Nicolle diz. – Então vão ser seis versos, um pra cada um de nós. Só precisamos definir a ordem em que cada um vai aparecer.

– Eu fico em primeiro! – Drake e Mikael exclamam juntos.

– O Trevoso vai ficar em primeiro lugar. – A loira afirma.

– Hã? – Mas o outro loiro não gosta nada. – Eu sou o seu namorado, eu deveria ficar em primeiro lugar!

– Gente, que diferença faz? Todo mundo vai aparecer, é só uma ordem.

– Mas o Trevoso não quer ficar em primeiro, né, Trevoso? – Mikael dirige seu olhar pra ele.

– … – Sem respostas.

– Viu? Ele não quer.

– Affê, que seja! – Nicolle se estressa. – Então vai ser: primeiro Mika, depois o Trevoso.

– E eu?! – Drake questiona.

– Você vai ficar em último por ter explodido o evento de ontem, e o Law em penúltimo.

– Tsc...

– E quem vai ser o depois do Trevoso? – Mikael pergunta.

– Primeiro Mika, segundo Trevoso, o terceiro pode ser–

– EUSTASS KID, VOCÊ TEM TRÊS SEGUNDOS PRA ME DEIXAR EM PAZ! – Law acaba perdendo a cabeça.

– M-Mas eu só quero saber a sua resposta de ontem, poxa...

– NÃO! Eu não vou namorar contigo nunca, então me deixa em paz! – Já irritado, o moreno fecha seu livro e se retira dali.

– Espera, não me deixa aqui, por favor! – E Kid o segue.

– Ei, você! – Mas é impedido por Drake. – Deixa o Law em paz, se ele disse que é “não” então é não.

– Hã? Cuida da sua vida!

Como descrita na teoria do caos, uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer consequências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro, dependendo somente do bater de asas de uma borboleta. E era algo parecido que estava prestes a acontecer.

Trafalgar achou um canto silencioso. Ele estava sozinho, uma vez que acabara de brigar com Eustass Kid, lendo seu livro tranquilamente. O ruivo, entretanto, não gostou nada e queria ir falar com ele, porém, Drake o impediu e naquele momento, estavam escondidos, brigando e observando Law à distância.

– Eu não vou deixar você ficar assediando o meu bebê.

– Cala boca, ele não é “seu”! – Eustass estava furioso. – Eu sempre o protegi, eu não vou fazer nada demais contra ele, que porre.

– Eu sei que você tem boas intenções, o Law me contou que quando foi sequestrado você deu seu braço pra salvá-lo.

– Sim, e eu... pera aí, ele te contou isso? Ele é do tipo que nunca contaria isso pra ninguém.

– Ele confia em mim. Enfim, se você quiser que ele passe a gostar de você, não é ficando no pé dele que você vai conseguir. Você tá fazendo errado!

– Então o que eu... devo...

A fala de Eustass foi bruscamente interrompida quando ele levou um susto. Não sabia quem era, mas, escondido, conseguia perfeitamente ver a figura de um homem alto, loiro, com um óculos escuros e cabelos rebeldes falando com seu amado.

– Olá! Você é Trafalgar Law? – O homem estranhou perguntou a Law, que não gostou nenhum pouco de vê-lo.

– Quem porras é você?

– Fufufu, bem que o Adams me disse que você era boca suja, mas eu acho que isso vai mudar.

Quem havia surgido na frente de Law era um sujeito chamado Donquixote Doflamingo, mais conhecido como Joker. Eustass não pôde deixar de achar aquilo estranho e até mesmo suspeito, enquanto Drake não entendeu nada, mas continuou escondido junto com o outro ruivo, apenas observando.

– Ei, Kid. – Drake pergunta. – Quem é aquele cara falando com o Law?

– Caramba, é o loiro magia...

– Loiro magia?

– O Adams deu esse apelido pra ele.

– Adams?

– É o tio do Law, ele é estranho e fica colocando apelido nos outros.

– Espera, você não tá falando de um ruivo chamado John Adams... né?

– Sim, esse mesmo. Você conhece?

– P-Pera aí, o Law é sobrinho da maricona?!

– Maricona?

– N-Não, q-quer dizer... meu tio chamava ele assim...

– Seu tio? De onde seu tio conhece o Adams?

– I-Isso não importa agora. Quem caralhos é loiro magia?

– Ah, um tal de Joker.

– Hm... Joker, tipo... o líder do submundo, o cara com maior influência no mundo, que controla vários países em guerra, é o mais procurado, aquele que ninguém sabe o rosto ou o nome?

– Isso, esse mesmo.

Enquanto Drake e Kid conversavam, Law e Doflamingo continuavam a falar. Acontece que Joker, como o loiro é conhecido, estava dando uma proposta única ao futuro médico: trabalhar consigo e ser seu subordinado.

– Eu vim aqui te dar a melhor proposta da sua vida, guri, e você recusa assim? – Doflamingo falava.

– Eu já disse, eu não tenho interesse em nada que envolva o Adams ou você, então a resposta é NÃO.

– Tsc, que seja, você tem o direito de recusar. É isso, eu só te ofereci a proposta, tchau! – E assim, Doflamingo dá às costas e se prepara para ir embora, quando...

– ESPERAAAAAAAAAA! – Drake surge, gritando desesperadamente. O curioso é que quando se aproxima de Law, o ruivo obriga o garoto a levantar e abaixa sua cabeça, fazendo uma reverência junto consigo. – Eu sinto muito por esse idiota não saber falar direito!

– H-Hã? – Law fica com raiva. – O que deu em você?

– Cala boca, porra, você tá dizendo “não” pra pessoa mais importante do mundo!

– Huh, quem é você? – Doflamingo pergunta. – Você é o tal do “Leãozinho”?

– Leãozinho?

– Ah, esse sou eu. – Eustass Kid também aparece. – O Adams me chama assim.

– O Jack também sugeriu a sua entrada. – Joker diz. – Quer virar meu subordinado?

– Não, se o Law rescusou eu também vou recusar.

– Qual é o problema de vocês? – Drake fica indignado. – O cara mais foda do mundo tá oferecendo um cargo no submundo e vocês estão RECUSANDO?

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– Quem é você, garoto? – Doflamingo torna a perguntar.

– Ah, meu nome é Diez Drake, eu sou amigo desses idiotas e o Adams importunava a minha família quando eu era criança.

– Não me lembro do Adams ter citado você. Qual é o seu apelido?

– Apelido?

– Você conhece meu tio? – Law pergunta.

– Fica quieto, não tô falando contigo. – Ele volta a se dirigir ao Joker. – Eu não lembro o apelido, só lembro do meu pai xingando o Adams todo dia.

– Então deve ser ele, pera. – Doflamingo pega seu celular e telefona para Adams.

Oooiee, Loirão! Como tá aí com o Leãozinho e o Coração?”

– Tsc, seus bebês são completamente inúteis, eles não sabem aproveitar uma oportunidade. Enfim, Jack, tu conhece um garoto chamado Diez Drake?

Huh, o Dory? Sim, ele é primo do Joseph lá da fábrica, por quê?”

– Pelo que eu soube eles são amigos. Esse garoto parece ser bem mais inteligente que os outros dois.

Eles são amiguinhos? Sério? Aaaawn, eu não sabia! Ah, ah, chama ele também, a última vez que eu vi o Dory ele era um bebêzinho muito fofinho, agora que ele cresceu deve tá uma gracinha também. Bom, quer dizer... o Jhowjhow também era fofo na infância, mas aí hoje em dia ele bate em mim com uma vassoura...”

– Posso chamá-lo então?

Super pode! Quanto mais, melhor! Beijos de luz!” – Adams desliga o celular.

– Ei, garoto. – Doflamingo vira pra Drake. – Parece que você é o Dory.

– Dory? – Ele indaga. – Tipo a mina do Nemo? Por que eu sou ela?

– Enfim, você quer virar meu subordinado?

– Claro!

– Isso é sério mesmo? – Law pergunta, com os cenhos franzidos.

– Se você não consegue enxergar as oportunidades que estão debaixo do seu nariz, tem gente que consegue. – Drake fala. – Garoto, você ainda é muito inocente e idiota pra fazer parte do submundo.

– Hã, por que você se sente tão superior a mim assim?

– Porque eu sou.

– Tsc, imbecil. Ei, loiro magia! – Law exclama. – Eu aceito o seu convite.

– V-Você vai mesmo aceitar isso? – Kid questiona.

– Já cansei de gente estúpida se achando superior a mim. E eu não aceitei ser subordinado de ninguém, eu aceito fazer parte do submundo pra conseguir poder. É isso.

– Esse é meu garoto! – Drake afaga os cabelos dele. – Sabia que por trás desse seu rostinho de bebê você era inteligente.

– S-Se o Law aceita, eu também aceito. – Eustass afirma, com convicção.

(…)

Agora era fato. Tanto Law como Eustass Kid e Drake estão fazendo parte oficialmente do submundo, uma organização comandada por Donquixote Doflamingo, que agia acima das leis. Os três saíram mais cedo da faculdade e foram até o ponto de encontro de Joker, que não passava de uma casa no subterrâneo da Inglaterra, um lugar escondido abaixo do esgoto.

– É aqui. – Doflamingo apresentou o local enorme e espaçoso, onde tinham também outras cinco pessoas importantes, além de subordinados quaisquer que trabalhavam para si. – Eu vou apresentá-los.

Três pessoas estavam sentadas em poltronas enormes e características. Um deles gostava de se intitular “Diamante”, era um sujeito bem estranho com lábios grossos. Outro, “Trébol”, com sua risada irritante. Ainda tinhamos também “Corazón”, ou Donquixote Rosinante, o irmão mais novo de Doflamingo.

– Quem são essas crianças? – Rosinante perguntou, com uma voz grossa. Ele era um loiro de dezoito anos que usava uma roupa de coração e óculos escuros. – Espero que não os tenha contratado, Doffy, você sabe que eu odeio crianças.

– Esses são os bebês do Jack, Corazón. – Doflamingo explica. – Eles farão parte do bando a partir de hoje.

– Tsc...

– Escutem aqui! – Doflamingo se vira para Law, Kid e Drake. – Esses três são os oficiais do exército, eles estão em cargos muito mais altos que vocês, subordinados de merda. Caso vocês se voltem contra um deles, foda-se de quem vocês são filho, é guilhotina na hora. Fui claro?

– Sim, senhor! – Drake exclama.

– Ok.. – Law e Kid não entendiam muito bem aquilo.

– Além disso, tem outras duas crianças. – Doflamingo apresenta as outras duas pessoas que estavam meio escondidas. – A Monet, de quinze, e o Dellinger, de catorze. Vocês vão ficar junto com eles e aprender a trabalhar! Entenderam?

– Sim, senhor! / Tá... – Respondem os três, juntos.

– Agora vamos às perguntas habituais. Quem de vocês sabe usar uma arma?

– Eu. – Kid e Drake falam juntos.

– Ahn... – Law não sabia.

– Quem de vocês sabe falsificar carteiras, identidades e assinaturas?

– Eu. – Kid e Drake falam juntos.

– Ahn... – Law não sabia.

– Quem de vocês entende de leis?

– Eu. – Kid e Drake falam juntos.

– Ahn... – Law não sabia.

– Você é bem inútil, hein, pirralho. – Doflamingo se volta contra Trafalgar. – Bom, mas vão aprender com o tempo, por enquanto é isso! Por hora os três vão ficar observando os outros trabalharem e depois eu passo alguma missão.

– Eu disse que não seria uma boa ideia vir pra cá. – Law diz ao Drake. – Esse cara é muito idiota, nossa.

– Hã? Eu tô pouco me fudendo pras suas vontades, guri.

– Como assim..?

– Não fala mais comigo, você se tornou completamente descartável agora.

– Han?

Drake dá às costas, esbarrando propositalmente em Law que não entendeu nada. O ruivo, entretanto, logo coloca um ínfimo sorriso simpático no rosto e vai até Dellinger, um garoto loiro sorridente que estava brincando por aí, com seu mini-short e suéter verde.

– Olá! – Drake o cumprimenta, alegremente. – Dellinger, certo?

– Uhum! E você?

– Pode me chamar de Drake. Você parece bem jovem, tá com o Joker há muito tempo?

– Eu entrei aqui aos onze, hihihi.

– Que legal... deve saber de muita coisa, certo?

– Coom certeza!

– Quais são seus hobbies, Dellinger?

– Fazer compras e... assassinato!

– É? Que legal. – Drake se abaixa para ficar à sua altura. – Você é bonitinho demais pra estar em um lugar perigoso como esse.

– Hm... a única coisa chata daqui é essa umidade que acaba com a minha pele.

– Gostei de você. Tá afim de pegar um shopping amanhã?

– S-Shopping? Supeeer!

– E por minha conta.

– Kyaaa, adorei! – O jovem loiro o abraça. – Já gostei de você!

– Eu tô achando que nós dois vamos nos dar muito bem.

Notas finais
*A Citação do Trevoso pertence ao filósofo Schopenhauer. *O nome Jurema, da égua de Kid, foi sugestão da Cibels Desu, essa louca ae que fica comentando vários pontos. AEHOOOO, GALERENHA DA PESADA! VAMOS ÀS NOTAS FINALES. Resumo dos arcos até agora: Arco Circus - Arco do Terror. Arco Jogos Mortais - Arco da Comédia. Arco Submundo - Arco das coisas trevosas, das coisas esquisitas, das coisas tristes, das coisas bafônicas, das coisas arrepiantes, das coisas muahahahaha, das coisas "ai meu creepy desu" A COMEÇAR PELO TÃO FAMIGERADO FRESHBEQUE, que começará no final do capítulo 32, tendo seu inicio oficial no 33 e acabando no 34. COMO TÁ NA MODA, EU VOU DEIXAR A PROVÁVEL REAÇÃO DOS SIGNOS AOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS: Áries e Escorpião: AAAAAHAHAHAHAHAHA, QUE DELÍCIAA MANOOO! VAI SE FODER CARALHOOOO! Wooow, pesado! Touro: I-Isso vai... melhorar... certo? Gêmeos: Adorei! Não, pera que porra é essa? Que lixo... MEU DEUS QUE COISA SENSACIONAL, aff, quê? Pera, hã? Nossa amei achei tudo???? Câncer: *câncer está ocupado demais chorando e pensando: onde foi parar o amor?* Leão: Uh lalá, hehehehe, que delícia, hein. Mas pera... e o arco-íris? Tadinho :l Virgem: Ainnn, ki noujõoon, porque ele tá fazendo isso?? DDD: Libra: QUÊ? CADÊ O AMOR? CADÊ A ALEGRIA? CADÊ O ARCO-ÍRIS?? Mas adoreeei 10/10 Sagitário: HEUHEUEUHEHUEHUEHUEUEHUHUEHEUHEUHUEUHEHUEHUEHUEHUEHUE Capricórnio: Ai credo, gemt. Isso não faz... o menor sentido? Aquário: WTF? Que é essa? Gemte, que babadão?! Aaaain, tadinho D: que orror. Ok, essa parte foi sexy. Ai credo essa foi péssima. MENTCHYRA? QUE GRACENHA O3O" Peixes: Nossa, hahahaha, isso é tão gótico, raro, diferente... adorei, posta mais.